Aprendendo a Viver.

25 Capítulo 24 - Fuga.


Notas iniciais
Maaaais um capítulo. :) Desculpem-me a demora gente. A greve acabou e minhas aulas recomeçaram, então eu tive que atrasar um pouco ainda mais.
Mas, está ai. Creio que vocês não vão gostar muito deste capítulo. kkkkkk. Não vou dizer os motivos. u.u
Bom, ainda assim, desejo que vocês gostem e se divirtam.
Aah, queria agradecer as novas recomendações, garotas. Faz algum tempo que recebi muitas novas e me esqueci de agradecer. Então, obrigada a todas que recomendaram. Ver o que vocês escrevem e acham da minha fic e da minha escrita é realmente gratificante e um bom combustível para me fazer continuar. :D
Beeijos. ;*

Capítulo 24 – Fuga.

Os dias foram se passando. Extremamente lentos e entediantes. E sem um vislumbre de Edward.

Era irônico notar que minha experiência de quase morte e a minha perna quebrada aconteceram exatamente nos meus últimos dias de aula, antes das férias de verão. O que era extremamente agradável para os meus pais, que me mantinham em casa como se eu fosse um cárcere privado, com a desculpa que eu não podia sair no estado que eu estava.

Mas, eu sabia exatamente qual era o real motivo. E isso me deixava revoltada e nervosa.

Ao contrário do que eu pensava, não estava sendo nada fácil arrumar uma maneira de ir encontrar Edward.

Depois de alguns dias trancada em casa e, principalmente, dentro do meu quarto, eu quase entendi completamente o que significava o silêncio dos meus pais. Eles realmente estavam fingindo que nada do que houve comigo tinha acontecido. Estavam fingindo que Edward simplesmente não existia e que não tinham nenhum assunto para falar comigo.

Mais frustrante do que escutar um “não” e uma proibição da parte deles, era o silêncio opressor que faziam quanto a isso, mantendo-me dentro de casa como se fosse a coisa mais natural de se fazer.

Ao invés de conversar, eles resolveram acabar com aquilo e me impedir de ver Edward, fazendo a coisa mais rápida e fácil para eles; manter-me dentro de casa, sem poder colocar os pés para fora.

Mais estressante que isso, era notar que, além do obvio, havia algo ainda mais estranho acontecendo em casa. Meus pais começaram a fazer coisas que jamais haviam feito. Trancavam-se dentro do quarto deles, conversando em sussurros e murmúrios ininteligíveis. Paravam de falar sobre qualquer coisa quando eu chegava ao mesmo cômodo que eles. Vigiavam-me como se eu estivesse prestes a pegar uma arma e atirar em alguém. Ainda mais, olhavam-me com uma expressão que eu não esperava deles nesse momento, hesitação. Não sabia o que se tratava essas mudanças dentro de casa. Não podia ter a ver somente com Edward e a mentira que eu vivi durante meio ano. Eu sentia que havia algo mais. Sentia que algo muito maior estava mudando.

Depois de alguns dias com esses tipos de atitudes, eu desisti de ficar em um mesmo ambiente que eles, sempre com a esperança que eles tocassem no assunto que eu queria, e comecei a ficar vinte e quatro horas em meu quarto, saindo apenas para beber água, comer ou ir ao banheiro.

Como havia dito, sentia-me em uma prisão. Sentia-me presa por um julgamento injusto e mesquinho de um amor que eu sentia.

Claro que houve diversas tentativas minhas de sair de casa. Eu dizia que eu ia á casa de Ângela, Jacob, na biblioteca ou qualquer outro lugar, mas não importava. Para qualquer lugar que eu dizia querer ir, eles faziam questão de um dos dois ter que ir comigo.

Depois de alguns dias nessas tentativas frustrantes, eu desisti de tentar sair de casa sem que um deles dois tivesse que ir.

Aquilo já estava me deixando louca, inquieta, depressiva. Já se fazia mais de quinze dias que eu não conseguia me comunicar com Edward de maneira alguma. Seria fácil ele pular para o meu quarto no meio de noite, como nós fazíamos antes, mas até mesmo a janela, Charlie arrumou uma maneira de trancá-la. Eu não vi como. Eu não sei como. Simplesmente um dia acordei, tentei abri-la, mas ela estava trancada.

Meu humor ficava mais péssimo a cada dia que se passava.

A única pessoa que era capaz de diminuir um pouco dessa irritação era o Jacob. Ele começou a me visitar com mais frequência e eu sabia que era a pedido dos meus pais, para que eu não precisasse sair de casa para vê-lo.

Apesar de não ser o Jacob que eu queria ter ali, apesar de achar totalmente injusto, eu ficava feliz por pelo menos poder vê-lo. Achava injusto, no entanto. Com Jacob, pelo menos, eu podia ter novidades tanto da escola como, principalmente, de Edward.

No primeiro dia em que ele foi me visitar em casa, eu estava no quarto, rabugenta. Com tudo isso acontecendo, com toda a saudade de Edward, fúria dos meus pais e confusa pela a maneira estranha que eles estavam agindo, eu comecei a ter inspiração suficiente para recomeçar a pintar. Era isso que eu estava fazendo para me distrair do mundo injusto quando Jacob bateu na minha porta e pediu permissão para entrar.

Ele estava com os olhos mais pretos do que eu lembrava. Com um leve sorriso de compreensão no rosto e a presença amiga ainda mais reconfortante para mim. Ver Jacob era uma maneira segura de me lembrar da frustração de não poder ver Edward.

- Jacob. – Eu exclamei, um pouco mais entusiasmada quando eu vi o rosto amigo que o rosto, antes amargurado, de Jacob virou para mim. Ele, de alguma forma, estava conseguindo me fazer esquecer o quanto importuno ele era no começo do ano.

Um pouco satisfeita, eu me arrastei até ele para poder lhe abraçar.

- E ai, garota? Como está? – Ele perguntou, em sua voz rouca animada. Talvez tentando desfazer a expressão desanimada e ranzinza que eu tinha em meu rosto.

Eu suspirei, soltei-me de seu abraço aconchegado e desabei em minha cama.

- Nada bem. – Eu respondi, extremamente insatisfeita.

Jacob deu uma risada curta da minha expressão e se sentou ao meu lado. De maneira carinhosa, ele pegou a minha mão na sua. Era reconfortante. Apesar de que sua mão macia e mais quente, de alguma forma, também me remetia a maneira como Edward me tocava.

- Hei, eu venho aqui e você não pode ficar um pouco feliz por me ver? – Jacob questionou divertido, mas eu podia ouvir uma ponta de tristeza em sua voz.

Eu suspirei cansada de tudo. Cansada das coisas que existiam nesse mundo. Cansada das regras de sociedade que não permitiam meus pais serem um pouco mais racionais.

- Desculpe-me, Jacob. – Eu me desculpei, sincera. – Mas, eu não consigo. Você não sabe a maneira como eles me mantêm presa nessa casa. – Eu murmurei, com medo até de que, de alguma forma, eles pudesse escutar a nossa conversa.

Jacob franziu os lábios quando viu minha expressão mais séria de tristeza do que o comum. Ele respirou fundo e soltou a minha mão.

Eu o encarei, perguntando-me se, de alguma maneira, eu o magoei. Apesar de não está triste, Jacob mantinha a perna balançando e os olhos longe de mim, desconfortável com algo que eu não poderia saber.

- Acho que até sei por que você está assim, certo? – Ele murmurou e seus olhos negros se voltaram novamente para o meu rosto.

Eu suspirei fundo e tentei dizer o nome dele sem que meu peito queimasse de saudades.

- Edward. – Eu murmurei.

Jacob assentiu, compreendendo. Como ele estava ali, como ele era quase meu melhor amigo, eu me senti desconsolada por um desabafo. Sabia que Jacob não gostava de Edward e muitos menos que eu fosse namorada dele, mas ele era o único que eu podia falar sem alguma barreira.

- Faz mais de dez dias que eu não o vejo, Jacob. – Eu recomecei em uma voz sem vida depois de alguns segundos de silêncio. – Eu estou com tantas saudades dele. Eu poderia conversar com meus pais, mas eles não me dão chance para isso. Fingem que nada disso aconteceu. Fingem que Edward simplesmente não existe. Como se isso não bastasse, ficam murmurando por detrás das portas coisas que eu não sei o que pode significar para o meu futuro. – Eu sacudi a cabeça e fechei os olhos de infelicidade. – Eles não me deixam sair e me mantem aqui o dia todo, como uma maldita e torturante prisão. – Eu fechei os punhos sobre as minhas pernas. — Não sei o que eles pretendem com isso, mas eu não vou desisti assim tão fácil. – Eu encarei o meu amigo, surpreendentemente ele prestava atenção ao que eu falava com uma expressão solidária. – Eu só preciso arrumar uma maneira de falar com Edward. Talvez, quando voltar ás aulas, eu possa consegui falar com ele. Mas, está tão longe... Eu não sei se consigo ficar esse tempo todo sem falar com ele e não sei também o que meus pais planejam para mim quando isso acontecer.

Meu amigo ficou um tempo calado quando eu terminei de falar. Pela a sua expressão nervosa e desconfortável, eu podia concluir que ele estava pensando ou decidindo algo.

Depois de mais alguns segundo, Jacob bufou e revirou os olhos, como se dissesse “dane-se” e se virou para mim.

- O que houve? – Eu perguntei curiosa, quando ele ficou inquieto e meio rabugento de repente.

- Eu não devia está fazendo isso. – Ele reclamou e virou o rosto para longe dos meus olhos.

- Fazer o que? – Eu perguntei confusa.

Ele revirou os olhos e suspirou, chateado com algo que eu não poderia saber que se passava em sua cabeça.

- Escute, Bella, eu estou fazendo isso por você. Não significa que eu gosto dele. Eu estou vendo o quanto você está sofrendo por não vê-lo. – Jacob abaixou os olhos.

Antes de fazê-lo, percebi um brilho agoniante de dor passar por eles.

- O que houve, Jacob? – Eu perguntei, ansiosa.

Distraindo-se com o retalho da minha concha de cama, Jacob começou a falar, um tanto irritado:

- Edward veio me procurar alguns dois dias atrás. Ele veio me perguntar se eu tinha notícias suas. Ele parecia bem... – Jacob hesitou e suspirou desgostoso. – Mal. – Meu coração ardeu e eu fiz uma careta. — Apesar de não querer contribuir, eu respondi por meias palavras que você estava bem, mesmo não sabendo o que estava acontecendo por aqui. Então, ele me pediu, na verdade, implorou... – Jacob soltou um sorriso irônico, como se não esperasse um dia isso acontecer. –... que, quando eu fosse vim vê-la, desse um recado. Claro que eu o ignorei. Mas, novamente ele me implorou, e mesmo dizendo para ele que não ia dar recado algum, eu decidi fazer isso por ver o seu estado. – Ele finalmente olhou para mim com os olhos maiores e quase inocentes demais.

- Que recado, Jacob? – Eu perguntei, com um sorriso saindo dos meus lábios e meu coração frenético batendo em meu peito.

Jacob suspirou novamente e passou as mãos no cabelo preto curto, adiando um pouco a resposta. De anseio, eu comecei a sacudi a perna.

- Ele queria saber o que estava acontecendo? – Ele começou, sem vontade. – Ele queria saber se seus pais já tinham conversado com você ou já tinham decidido alguma coisa. Ele disse que achou que o seu silêncio e o seu sumiço era possivelmente a resposta que ele estava esperando. E ele pediu para dizer que se houvesse uma remota possibilidade de vocês se encontrarem no “lugar” de vocês... – Jacob fez uma careta, fazendo as aspas com os dedos. — Você avisasse. Mandou dizer também que... – Jacob olhou nos meus olhos e engoliu em seco. – Que te amava. E que, apesar de saber que estava completamente errado nessa situação, ia fazer de tudo para tê-la. – Ele concluiu, com seus olhos negros fixados nos meus.

Não pude impedir de meus olhos lagrimejarem quando ele terminou de falar. Meu coração estava fundo no peito, apertado, como se uma grande mão o estivesse amassando. Eu engoli em seco e procurei enxugar a única lágrima que caiu dos meus olhos.

Jacob suspirou e sua cabeça tombou para baixo, infeliz.

Eu sabia que aquilo era difícil para ele. Eu sabia que só sendo um bom amigo para fazer aquilo mesmo que para o seu pior inimigo. Eu abracei Jacob em agradecimento a sua bondade e amizade.

Meu coração estava inflado de alegria por finalmente eu ter noticiais de Edward, mas totalmente apertado e apertado sem encontrar um caminho de encontrá-lo.

Assim como Jacob me deu o recado de Edward, ele também ficou relutante quando eu pedi para dar o meu para ele, já que ele teria que falar com Edward novamente. Eu sabia que isso era muito incômodo para ele. Mas, Jacob, nesse momento, por mais irônico que pudesse parecer, era a minha única ligação com Edward. Era a única maneira de ter notícias dele. Era estranho nós dois precisarmos justamente de Jacob para nos comunicar.

Eu pedi para o meu amigo mandar um recado para Edward dizendo que estava impossível de eu sair, mas, assim que arrumasse uma maneira de pôr os pés fora de casa, pediria a Jacob para avisá-lo de alguma forma. Ele fez uma careta quando pedi também para dizer a Edward que o amava e que estava morrendo de saudades.

Apesar de ter que ser mensageiro, Jacob continuou a me visitar frequentemente, enquanto eu pensava em maneiras quase impossíveis de sair de casa.

Eu pensei em pedir para Jacob me ajudar de alguma forma, mas eu imaginei que seria egoísmo demais da minha parte não compreender seus sentimentos em relação a Edward.

No entanto, depois de quase uma semana pensando em uma maneira de sair e com o coração apertado a cada dia que se passava, eu não consegui pensar em nenhuma forma que não envolvesse a única pessoa que me fazia ter contato com o mundo lá fora.

Jacob vinha todos os dias com algum recado de Edward. E apesar de sua relutância em fazer isso, ele era impressionantemente amigo meu para ajudar a pessoa que mais odiava no mundo.

- Eu faço isso por você. – Ele me disse certo dia, quando eu perguntei por que ele fazia aquilo.

Naquele dia, mesmo sem muita vontade da minha parte, nós estávamos passando o tempo jogando cartas.

- Eu sei que você gosta muito dele. – Ele continuou e levantou a sobrancelha, como se questionasse meus motivos para gostar de Edward.

Depois sacudiu a cabeça e suspirou.

- Cada vez que eu veio com uma notícia dele... – Ele retorceu os lábios e franziu agonizantemente o cenho. – Eu vejo o brilho em seus olhos, Bella. Então... – Ele deu de ombros e fingiu está olhando para as cartas em suas mãos, impedindo de seus olhos focarem nos meus. – Eu acho que estou sendo um bom amigo para você... – Ele hesitou e pigarreou. – Já que é a única coisa que eu posso ser. – Ele falou mais baixo e jogou uma carta.

Eu olhei a carta jogada dele, pensativa, e depois engoli em seco.

Já havia algum tempo que eu tinha considerado que os sentimentos de amizade de Jacob podiam ter ultrapassado um pouco mais. Eu não sabia se era certeza, mas pensar nisso me deixava ainda mais desconfortável. Era estranho pensar em Jacob me ver dessa forma, já que nosso relacionamento começou de uma maneira bastante torta.

Eu odiava Jacob no princípio, por tornar minha vida no começo um inferno maior do que estava sendo, mas agora eu o amava. Não da maneira que eu achava que ele queria que eu amasse. E ele podia ver isso nos meus olhos. E toda vez que ele entendia que eu não poderia amar mais ninguém do que Edward, doía-me o coração ver a decepção e a dor passar em seus olhos, mesmo que ele tentasse esconder.

Por isso, pedir aquilo para ele se tornava ainda pior. Porém, o que podia fazer? Ele era minha única ligação com Edward.

Jacob era como um irmão para mim agora, eu não conseguia vê-lo de outra forma. Mesmo se na minha vida não existisse o amor que eu sinto por Edward – e eu tremia só de pensar isso – eu não conseguiria amar Jacob como ele queria que eu amasse.

- Obrigada por fazer isso. Você está sendo um bom amigo. – Eu murmurei baixo e joguei a minha carta.

Ele abriu um sorriso. O sorriso Jacob. Branco e perfeito.

- Ainda assim, você não está satisfeita. – Ele mencionou, observando o meu rosto.

Eu dei de ombros, sem querer olhá-lo. Mesmo sabendo que Jacob era minha única ligação com Edward, eu não queria feri-lo, eu não queria tornar aquilo ainda pior para ele.

- Você não precisa falar comigo sobre isso, Jacob. – Eu finalmente olhei para ele, compreensiva. – Eu sei que você odeia o Edward, então... – Eu dei de ombros.

- Você quer uma maneira de encontrá-lo, não é? E não consegue isso a não ser por meu intermédio, certo? – Jacob chutou, esquecendo-se totalmente do jogo.

Eu suspirei e sacudi a cabeça em negativa.

- Eu não vou pedir para você fazer isso. Acho que seria muito egoísmo da minha parte considerando como se sente em relação a Edward. – E, provavelmente, em relação a mim. Eu adicionei silenciosamente minha cabeça.

Apesar de considerar a opção, essa era a decisão certa. Jacob estava fazendo mais do que queria. Não queria pedir para ele ultrapassar ainda mais os seus limites. Além de seus sentimentos em relação a nós dois, ainda havia o perigo de que a tentativa de fuga não desse certo e nem mesmo Jacob meus pais me permitissem de ver.

Jacob fez uma expressão angustiada e infeliz quando eu concluir. Ele olhou, desanimadamente, suas cartas depois de jogar uma.

Ele ficou pensativo por um tempo enquanto eu jogava, sem prestar atenção, qualquer outra carta. Na vez dele, ele suspirou e abaixou as cartas no chão. Levantou a cabeça e me fitou.

- E se eu me oferecesse a ajudar? – Ele perguntou, sério.

Eu olhei o seu rosto e analisei sua expressão para ver a seriedade de sua pergunta. Relutante, eu mordi os lábios.

- Ainda assim, seria muito egoísmo aceitar. – Eu respirei fundo e fechei momentaneamente os meus olhos. – Jacob eu quero muito encontrá-lo, muito mesmo. Sinto muitas saudades dele e queria arrumar uma maneira de convencer aos meus pais de aceitá-lo. Mas, mesmo você oferecendo, eu estaria sendo egoísta em aceitar. Eu não sei se faria a mesma coisa por você, se fosse eu no seu lugar. – Eu fui sincera. Não poderia deixar de ser quando ele estava tão disposto em ajudar em uma missão que nada o agradava.

Teimosamente, ele sacudiu a cabeça.

- Não, Bella. Eu realmente quero ajudar. – Ele confirmou em uma voz mais determinada.

- Por quê? – Eu perguntei, totalmente perdida com sua insistência.

- Porque isso vai deixa-la feliz. – Ele suspirou e rolou os olhos. Mesmo sem vontade, soltou um sorriso. – Em todo o tempo a que eu vim visitá-la aqui, em poucos momentos eu consegui arrancar um sorriso seu. Fica claro que, por mais que seus pais achem que minha presença aqui está melhorando o seu humor, não sou eu quem você quer agora do seu lado... – Eu ia protestar, mas ele não me deixou. – Eu sei, Bella. Eu sei que você vai dizer que, apesar de tudo, está feliz por me ter ao seu lado, mas eu sei que você quer ele. E sei que somente ele vai consegui trazer o seu sorriso de volta...

Eu abaixei a cabeça, um pouco vermelha. Jacob podia notar o tamanho do meu amor por Edward.

- Desculpe-me por isso. – Eu balbuciei, infeliz por não ser o suficiente com sua presença.

Jacob ronronou em uma gargalhada e veio se sentar ao meu lado. Passou seus braços quentes e enormes pelos os meus ombros e me apertou em seu corpo. Era agradável, novamente. Ao contrário do que ele sentia, era um abraço extremamente fraternal para mim. De alguma maneira, Jacob conseguiu ser um porto seguro nesse tempo em que não pude encontrar Edward.

- Você é minha amiga, Bells. – Ele me sacudiu. — Larga de ser besta. – Ele suspirou. – Se você quer encontrar aquele lá, o que posso fazer é ajudá-la por ser seu amigo.

Eu o encarei.

- Você seria mesmo capaz de fazer isso?

- Ah, qual é? – Ele deu de ombros e deu o seu sorriso branco de orelha a orelha. Apesar de parecer um pouco forçado, foi reconfortante. – Pelo menos eu posso me gabar com ele de entrar em sua casa a hora que eu quiser e não precisar do inimigo para poder encontrá-la. – Ele falou brincalhão.

- Jacob. – Eu reclamei, aborrecida pela a injustiça que ele jogou em minha cara, e dei-lhe um murro fraco nos braços.

Jacob gargalhou.

— Mas, que fracote. – Ele zombou e contraiu as sobrancelhas em uma falsa decepção.

Instantaneamente, meu humor melhorou. Eu não sabia se era o fato de que poderia encontrar Edward em poucos dias ou se era por ter um amigo tão fiel perto de mim. Então, eu dei o meu melhor sorriso para ele, fazendo perceber que ele também era capaz de me fazer feliz, mesmo que infinitamente menor que Edward.

Ainda nesse dia, mesmo me questionando se Jacob queria realmente me ajudar, eu e ele combinamos que tentaríamos me tirar de casa no dia seguinte. Meus pais, ao que pareciam, confiavam em Jacob.

Além do mais, eles sabiam que Jacob e toda a turma da Reserva Quileute não gostavam de Edward e da gangue dele. Então seria mais fácil convencê-los a me deixarem sair de casa com Jacob no dia seguinte.

O que era mais irônico nessa história é que o fato de Edward e Jacob se odiar acabaria me dando uma chance de me fazer encontrar com ele. Eu tinha certeza que meus pais confiariam em Jacob em não me levar para perto de Edward, mas a questão é que eles não sabiam até onde ia á amizade verdadeira que Jacob tinha comigo.

Então, ficou combinado. Jacob iria pedir permissão aos meus pais para me levar até a reserva, dando a desculpa de que eu estava muito em casa e lá era o único lugar que eles podiam confiar em me deixar ir sem correr o risco de eu encontrar o Edward. No entanto, Jacob ia arrumar uma maneira de avisar Edward de ir até o nosso cantinho, onde meu amigo Quileute me levaria depois que conseguisse o milagre de me tirar de casa.

Eu sabia que ele não estava muito satisfeito com isso. Eu tentei alertá-lo de que não precisava fazer aquilo, mas Jacob foi pé firme e garantiu que iria fazer tudo de acordo com o combinado.

Naquela noite, eu fui dormir tranquila e ansiosa. Na verdade, não consegui dormir direito. Meu peito estufava cada vez que eu pensava que poderia encontrar o me Edward no dia seguinte.

Na maior parte da noite, eu fiquei temerosa de que o plano desse errado e que minhas esperanças fossem quebradas dolorosamente. Eu procurei ignorar o medo da decepção e me concentrar apenas no rosto da pessoa amada que eu iria encontrar no dia seguinte.

Era bom saber que eu iria conversar com eles. Era bom que estaria somente nós dois novamente.

A única coisa que eu não podia aguentar era fato de saber que nosso tempo estaria contado, de que depois do dia de amanhã eu não saberia como e quando encontrá-lo novamente. Isso fazia apertar o meu coração.

E esse fato foi mais um pensamento que me ocupou durante quase toda a noite. Eu sabia que nós teríamos que conversar, teríamos que bolar alguma maneira de nos encontrarmos de novo, nem que para isso eu tivesse que trazer Edward em casa e convencer aos meus pais da pessoa maravilhosa que ele era. Eu sabia que isso era um risco. Eu sabia que isso podia piorar ainda mais as coisas.

Entretanto, eu não tinha mais nenhuma ideia e nem mais nenhum caminho a seguir. Meus pais não melhorariam e não mudariam de ideia se eu não batesse os pés, se eu não mostrasse o quanto eles estavam errados em relação a Edward.

Acreditar que um dia eles poderiam nos dar uma chance, mesmo que eu tivesse que passar pela a ordem silenciosa deles, era a única coisa que me fazia ter a esperança de que esse namoro prosseguisse em paz. Era impossível continuar escondido agora.

Ou eu lutava para fazer meus pais aceitarem Edward como a pessoa que eu amava ou... Não tinha mais outra opção.

Eles tinham que aceitar. Eu não iria me afastar de Edward com tanta facilidade. Se fosse possível, eu fugiria com ele. Mas, eu sabia que essa era uma opção que Edward nunca iria aceitar.

Fechei os olhos naquela noite, mas não conseguir cair na inconsciência completamente.

No dia seguinte, eu acordei mais disposta e fazendo o possível para controlar minha felicidade. Não queria minhas esperanças quebradas se o plano desse errado.

Assim que deram oito horas da manhã, eu me levantei para tomar banho. O maldito gesso me atrapalhava, mas de alguma forma eu consegui fazer isso sem pedir ajuda de minha mãe. Eu não queria que ela visse que eu ia sair antes de Jacob chegar, porque eu sabia que viriam perguntas e eu iria ficar nervosa demais para responder sem gaguejar. Minha falta de habilidade em mentir poderia destruir o que eu e Jacob programamos.

Feliz pelo o feito, eu consegui me arrumar sozinha. Coloquei uma calça Jeans que custou passar pelo o gesso, uma blusa de mangas compridas e um moletom grosso de capuz. O dia hoje não estava nada quente, o que não era novidade para uma cidade como Forks, mesmo que fosse verão.

Eu penteei o meu cabelo vagarosamente, esperando o tempo passar enquanto Jacob não chegava. Por um momento, eu pensei que ele poderia desisti de me ajudar de última hora. Isso apertou o meu peito. No entanto, eu imaginei que Jacob não seria capaz de me magoar dessa maneira; dando-me esperanças para depois me tirar.

Depois de terminar tudo, eu me sentei na cama, ansiosa e com o coração na mão, esperando ouvir a batida na porta que anunciasse a chegada de meu amigo.

Felizmente, esta não demorou muito. Jacob chegou exatamente na hora combinada, o que me fez soltar um suspiro de alivio e apreensão pelo o que viria.

Eu pude ouvi Jacob cumprimentando calorosamente os meus pais. Tentei analisar o bom humor deles pelo o que eu ouvia para ver se seria fácil Jacob me tirar dali. Depois de alguns minutos, eu pude ouvi-lo subir correndo para o meu quarto.

- Está pronta? – Ele chegou sem fôlego na porta, vestindo em uma calça gasta e um moletom cinza de zíper fechado.

Ao vê-lo, eu sorri e me levantei.

- Prontíssima. – Eu respondi, não mais conseguindo impedir a minha ansiedade.

Eu manquei até a porta, onde ele me esperava. Ele passou um braço na minha cintura para me ajudar a andar.

- Você acha que eles vão me deixar ir? – Eu perguntei apreensiva e agarrei o seu ombro forte para não forçar a perna engessada.

Jacob deu de ombros, concentrado no chão para que nós dois não caíssemos.

- Acho que sim. Por enquanto, eles me mandaram chamar você para tomar café. Mas, como você já está pronta, eu acho melhor nós falarmos se eles perguntarem. Assim, é mais simples eles não desconfiarem. – Ele respondeu, estranhamente calmo para o que estava fazendo.

Eu sorri. Jacob era bastante esperto. Antes que nós dois começássemos a descer, eu parei, sentindo-me obrigada a fazer algo. Ele me olhou confuso.

- Obrigada por está fazendo isso, Jacob. – Eu agradeci. — Eu não sei nem como te agradecer.

Ele deu uma risada rouca e virou o rosto.

- Acredite, você não teria como me dar o que eu suspostamente iria querer se você tivesse que me agradecer de alguma forma. – Ele balbuciou brincalhão e voltou a nos arrastar para o fim da escada.

Apesar do seu rosto leve, eu não pude deixar de me sentir incomodada por suas palavras. Então, eu suspirei e deixei com que ele me ajudasse a descer os degraus.

Quando meus pais me viram chegar arrumada na cozinha, eles franziram o cenho, quase que sincronizados. Eu parei de andar e me encostei á Jacob, temerosa pela a expressão que eles mantinham no rosto.

- Está arrumada, Bella. Pretende sair? – Meu pai perguntou desconfiado.

- É... É... – Eu comecei a gaguejar, como eu previa.

- Na verdade, sim. – Jacob tomou minha frente, o que eu agradeci. Era justamente por causa disso que eu não queria dar satisfações a meus pais sem ele por perto. – É que eu vejo que Bella anda muito desanimada trancada naquele quarto, sozinha. – Ele deu de ombros, despreocupado. – Eu só queria saber se ela poderia ir até a reserva comigo? Os garotos vão se diverti na praia o dia todo e seria bom para Bella ter um pouco de ar fresco. – Ele me encarou e sorriu amigavelmente e jovial, sem um traço sequer de mentira em seus olhos. — Então? Vocês deixam? – Ele voltou os olhos para os meus pais, com o mesmo sorriso.

Um silêncio se instalou na cozinha e meus pais se entreolharam, não muito tranquilos.

- Ir para a reserva sem a gente? – Ele voltou o olhar preocupado para Jacob. – Só a reserva? – Ele inspecionou e contraiu os olhos.

- Sim... – Jacob deu de ombros novamente, como se não entendesse para onde mais ele poderia me levar. – Onde mais iriamos? – Ele deu um sorriso rouco.

Meu pai suspirou e olhou para minha mãe novamente. Quando ela deu de ombros, Charlie pensou por algum tempo e repentinamente seu cenho ficou mais aliviado, como se ele estivesse se lembrado de algo.

Encarou a mim e a Jacob e sorriu.

- Ahnn... Claro que pode. Bella está mesmo precisando disso. Fazer novas amizades que prestem. – Ele olhou para mim mais duro quando falou a última frase.

E eu sabia a quem ele se referia. E isso era tão injusto. Julgar uma pessoa sem nem ao menos conhecê-la. Ainda mais um pessoa como Edward.

Jacob relaxou e eu, que estava uma pilha de nervos por dentro, também. Sorrimos um para o outro, satisfeitos. Eu procurei controlar meu entusiasmo, para não deixar a vista os meus reais motivos.

- Antes, vocês vão comer. – Minha mãe ordenou. – Vamos, querida, sente-se na mesa. E você também Jacob.

Jacob me ajudou a sentar e se acomodou na cadeira ao meu lado. A refeição teria sido silenciosa, mais uma vez, se Jacob não estivesse ali. Desde que meus pais resolveram me manter trancada dentro de casa sem nem ao menos comunicarem isso, eu falava o mínimo com eles. Na hora das refeições, as palavras eram mínimas. As conversas que existiam eram apenas de meu pai e minha mãe.

Não daquela vez. Não com Jacob na mesa conversando animadamente com os meus pais. Era raro Jacob comer em nossa casa, mas sempre que isso acontecia era incrível como ele conseguia iluminar o ambiente com o seu sorriso e sua animação.

Então, eu fiquei feliz que ele estivesse ali. Fiquei feliz que meus pais escutassem Jacob inventando o que nós iriamos fazer “na reserva” naquele dia, porque dessa forma eles não perceberiam o quanto eu estava ansiosa e feliz por poder encontrar Edward.

Depois do rápido e animado café, minha mãe pegou nossos pratos para lavar. Jacob me ajudou ir até o quarto dos meus pais, no andar de baixo, onde eu escovei os dentes e ele lavou a boca. Em minutos, nós estávamos na sala, despedindo-nos de Renée e Charlie.

- Tenha cuidado, ouviu querida? – Minha mãe recomendou e deu um beijo em minha bochecha.

- É isso ai. Nada de sair da reserva sem o Jacob. – Meu pai completou. – Ele vai vim lhe deixar a hora que você quiser.

- Eu sei. – Eu murmurei um pouco entediada, louca para sair dali. – Não se preocupem comigo. Não vou sair de perto de Jacob. – Surpreendentemente, eu menti convincente para ver se eles me deixavam ir logo de uma vez.

Minha mãe fez uma expressão de “espero que sim” e me deu mais um beijo. Meu pai também me deu um beijo. Depois, Jacob agarrou o meu braço e me ajudou a chegar até o seu rabbit vermelho, carro que ele próprio havia reconstruído.

- Eles ainda estão olhando? – Eu perguntei de canto para Jacob enquanto ele me ajudava a andar até o se veiculo.

Ele olhou de lado, rapidamente.

- Estão. Não vamos conversar até chegarmos ao carro.

- Está certo. – Eu concordei.

Quando alcançamos o Rabbitt, Jacob abriu a porta e eu me acomodei no banco do carona. Meu amigo deu a volta e entrou do seu lado.

Para disfarçar, eu olhei para os meus pais que continuavam na porta e acenei uma despedida quando Jacob ligava o carro.

Quando partimos, eu me afundei no banco, relaxada, quase conseguindo sentir a sensação de liberdade provisória. Era ótimo não ter os olhos dos meus pais me perseguindo para qualquer canto. Era ótimo saber que eu estava a caminho de Edward Cullen.

- Ah, graças a Deus deu tudo certo. – Eu exclamei, satisfeita.

Jacob sorriu com minha voz consideravelmente mais animada.

- Espere. – Eu falei preocupada.

Jacob franziu o cenho.

- O que foi? – Ele perguntou confuso.

- Você conseguiu falar com Edward, não foi? – Eu questionei aflita, observando a expressão de meu amigo.

Jacob fez uma expressão de insatisfação e abaixou os cantos dos lábios

— Não exatamente com ele.

- Como assim? – Eu me angustiei.

- Eu não consegui encontrá-lo ontem, mas consegui encontrar aquele grandalhão... – Jacob bufou, como se lembrasse de algo que lhe desagradava.

- Emmett. – Eu murmurei o nome do meu amigo urso. Suspirei intimamente, também infeliz por sentir falta dos meus outros amigos.

- É, esse mesmo. – Jacob confirmou desgostoso. – Eu dei o recado para ele e disse para passar para o seu namorado. Ele ficou meio desconfiado. Então, eu espero que ele não ache que isso é uma armadilha.

- O que foi exatamente que você disse para ele?

Jacob suspirou, insatisfeito em ter que repetir a conversa.

- Eu disse que você queria se encontrar com Edward no “cantinho” de vocês. – Jacob fez as aspas com uma mão, emburrado. – O grandalhão intrometido perguntou que cantinho era esse que eu estava falando. Aí eu disse que Edward ia saber qual era. Ele não parecia muito calmo comigo invadindo o espaço deles, então espero que ele tenha dado o recado.

Eu suspirei aflita e olhei para fora da janela. Agora era torcer para Emmett ter dado o recado.

- Eu espero que sim. – Eu murmurei.

Jacob dirigiu em silêncio á medida que eu não falava nada. Eu já tinha dado as instruções do local aonde ele iria me deixar, então ele não precisava me perguntar mais nada. Na verdade, contrariando todo o comum, ele assoviava uma música qualquer, conseguindo deixar o ambiente do carro menos tenso e mais leve.

Em algum momento, eu cansei de observar a paisagem escura de Forks e tirei os olhos do vidro, virando-me para encarar meu amigo dirigindo e assoviando.

Apesar de está fazendo o que estava fazendo, Jacob não parecia tenso ou com raiva. Parecia... Jacob.

Era engraçado o quanto ele tinha mudado desde o primeiro dia em que ele falou comigo até agora. Esse era um Jacob bastante diferente do que eu encontrei no começo.

Eu o analisei, perguntando-me se eu realmente tinha certeza de que se, Edward não estivesse em minha vida e eu o amasse mais que tudo, não seria fácil para Jacob e eu termos alguma coisa.

Eu sacudi a cabeça em negativa. Provavelmente não seria difícil eu me apaixonar por Jacob se Edward não existisse, mas eu nunca iria amá-lo tanto quanto a pessoa que eu estava indo encontrar nesse momento.

- Por que está encarando? – Jacob perguntou, finalmente notando meu olhar analisador.

Eu sacudi a cabeça de leve e desviei os olhos.

- Nada. – Desviei o assunto de minha cabeça. – Só estava me perguntando se isso vai realmente dar certo. E se meus pais ligarem ou forem na sua casa? Eles vão desconfiar se seu pai disser que não estamos por lá.

- Não se preocupe, Bella. Eu disse para o velho que qualquer ligação de seus pais ele iria dizer que estávamos na praia.

- Billy vai mentir por mim, pra eu encontrar Edward? – Eu perguntei incrédula.

- Bom, ele não sabe exatamente para onde eu vou te levar. Apenas, aceitou. – Jacob falou brincalhão.

Eu dei um pequeno sorriso, feliz por ele já ter planejado tudo.

- Jacob... – Eu o chamei novamente. Ele olhou rapidamente para mim.

- O que foi?

- Eu sei que não tenho o direito de lhe pedir mais nada, mas queria pedir um favor.

- O que foi, Bella? Claro que pode pedir. – Ele foi prestativo, apesar de está confuso. Talvez não imaginasse que eu ainda desejasse algo.

Eu respirei fundo para começar a falar.

- Isso não vai ser fácil; continuar esse namoro dessa forma. E eu não quero ter que pedir a sua ajuda toda vez que eu tiver que me encontrar com Edward. Além de ter o risco de colocá-lo em maus lençóis com meus pais e afastar o único amigo que eu tenho nesse momento, eu não quero... – Eu suspirei, quando seus olhos pretos me inspecionaram. – Ter que te ver fazer isso de novo. Eu sei que você odeia o Edward.

Ele franziu os lábios, não disposto a discordar, porque eu sabia que aquilo estava sendo difícil para ele, mesmo ele não deixando transparecer.

- Então.... – Eu continuei e abaixei a cabeça. – Eu estive pensando que eu vou falar com Edward para voltar hoje comigo. – Assim que eu terminei de falar, Jacob olhou para mim assustado.

- O que? – Perguntou um pouco alto demais.

- Eu sei que é pedir demais, mas eu queria saber se você não pode trazê-lo comigo hoje, quando for me buscar? Eu sei que você não quer ficar no mesmo espaço que ele, mas, essa é a única forma de meus pais serem obrigados a conversar com Edward, ver que ele é bom... – Quando ele ia falar algo, eu o interrompi. – Não se preocupe. Eu não vou lhe incluir na história. Vou dizer que você confiou em mim e que eu consegui fugir da reserva com Edward quando você me deixou só. Não importa. Eu vou inventar alguma coisa para meus pais não pararem de confiar em você.

Jacob suspirou e franziu o cenho, frustrado. Ele ficou calado por alguns minutos até seu rosto relaxar, não na expressão leve que ele estava antes, mas em uma expressão rígida e meio triste.

- Você tem certeza que quer fazer isso? – Ele confirmou.

Eu sacudi a cabeça quando ele me olhou.

Ele não falou mais nada. Apenas virou o rosto para a pista, deu macha no carro e ficou calado.

Não estava mais assoviando.

Eu o deixei pensar. Eu precisava da ajudar dele para aquela última coisa.

Virei a cabeça para o vidro, enquanto via me aproximar cada vez mais do local que encontraria ele.

Era como se todos os meus membros soubessem que o toque de Edward estava a caminho. Adorando aquela sensação, eu fechei os olhos e me concentrei no rosto em meus pensamentos. Não queria pensar em mais nada naquele momento. Nos meus pais. Em Jacob pensativo ao meu lado. Nas mudanças estranhas que aconteciam em minha casa. Eu queria apenas me concentrar em uma coisa...

Em encontrar o amor da minha vida; o meu anjo de cabelos acobreados.

Notas finais
Eu sei. Eu sei. O Edward não apareceu e vocês querem me matar por ter tanto Jacob nesse capítulo. kkkkkk Mas, eu tinha que criar um vínculo maior entre os dois e fazer vocês compreender que o Jacob nem é tão irritante assim. kkkkkk
Não é até incrível o que ele está fazendo pela a Bella? Só queria que vocês vissem o quanto ele mudou.Mas, não se preocupem, não vai ser como a Saga.
No próximo o Edward aparece, no próximo tem altas emoções. asuhaiushiu. Vou fazer o possível para não demorar tanto a postar. ^^
Por favor, comentem, mesmo insatisfeitas pelo o Edward lindo não ter aparecido. Digam-me o que acharam desde capítulo. :)
PS: Queria pedir um favor, pedir para que vocês passassem na minha outra fic que está em ativa, Vida Inesperada. Eu adoro escrevê-la. Seria bom ter vocês comentando lá também.
Beeijos e até o próximo.