Aprendendo a Viver.
9 Capítulo 8 - Primeiro fim de semana.
Notas iniciais
Espero que vocês gostem. Esse está mais observar as coisas que começam a mudar na vida de Bella e claro com romance.
Obrigada a todos os comentários. Eu não respondo, mas eu leio todos e fico muito feliz com cada um.
E obrigada também á leitora Missinvisible que mandou uma recomendação. :D
Beeeijos, leiam e se apaixonem. kkkkkk
8. Primeiro fim de semana.
O dia seguinte era o meu primeiro sábado na cidade de Forks, e eu praticamente quis me matar por não ter me lembrado de pedir na noite passada a Edward para ir me ver naquele dia.
Por isso, quando acordei com esse primeiro pensamento em minha cabeça e não tendo que ouvir o chamado incessante e conhecido de minha mãe para me acordar para ir para escola, eu praticamente pulei da cama de desgosto.
Como eu pude me esquecer de pedir para ele vim naquele fim de semana na minha casa – na verdade, no meu quarto? Não queria ter que passar dois dias sem vê-lo. Será que ele viria sem eu pedir? Edward estava parecendo fazer só as coisas que eu queria, com medo de alguma coisa que eu não entendia. Esperava que dessa vez, ele fizesse algo que ele quisesse. Se é que ele queria me ver naquele fim de semana.
Mesmo com o estresse por causa da minha mente esquecida, eu desci para o andar de baixo com um bom humor incomum se tratando de mim. Minha barriga parecia uma sirene de policia de tanto que roncava. Minha mãe estava na cozinha quando eu desci para a sala, então eu me apressei até lá, sabendo que o café já estaria pronto.
- Bom dia, querida. – Ela falou com seu animado sorriso matinal quando me viu atravessar a soleira da cozinha.
- Bom dia, mãe. – respondi com um bocejo alto e saltitei até ela, depositando um beijo em sua bochecha.
- Run... – Ela exclamou. — Vejo que você está bem animada hoje. – Ela comentou entusiasmada mesmo me lançando um olhar estranho – Viu um passarinho verde por um acaso? – Perguntou quando eu voltei para a mesa e me esparramei na cadeira.
Na verdade, não um passarinho, mas uns olhos verdes sim. Pensei animadamente em minha cabeça. Era tão chato não poder dizer isso para ela. Isso implicaria dizer de onde viam os olhos verdes e isso não constava na minha lista de coisas que queria fazer já que ela me proibiria de vê-lo.
Minha mente me ativou rapidamente, dizendo que pela a primeira vez na minha vida, eu estava namorando escondida e principalmente escondendo algo da minha mãe já que eu sempre dizia tudo para ela. Incrivelmente, eu não me sentia nem um pouco culpada. Sentia-me extasiadamente feliz – mas ainda estressada pelo o meu lapso de memória. Se eu pelo o menos tivesse como me comunicar com ele. Nem ao menos saber onde ele morava, eu sabia. Suspirei desanimada com o pensamento.
- Não. – Comecei para responder a minha mãe. –Eu só acho que vocês merecem um dia sem minha habitual cara de azeda. – Brinquei e ela riu, colocando um prato em cima da mesa.
- Tem panquecas. – Anunciou com um sorriso vanglorioso na face. — Fiz isso já que hoje é o nosso primeiro fim de semana aqui. – Ela suspirou e pensativa foi encostar-se à bancada da pia. Eu peguei a panqueca e coloquei no meu prato, devorando-a já com os olhos – Eu pensei que hoje seria o dia mais estressante para você. – Ela falou em voz baixa, ainda em seus pensamentos.
Franzi o cenho enquanto atacava com o garfo um pedaço da panqueca.
- Por quê? – Botei o pedaço com tudo dentro de minha boca.
- Hoje é nosso primeiro fim de semana aqui. – Repetiu e deu de ombros. – Pensei que você acordaria estressada por não ter um sol para pegar ou uma praia para ir.
Uma semana! Como as coisas passavam rápidas... Ou devagar? Parecia que eu estava ali há mais de um mês. Era quase irracional para mim que eu já estivesse tão apaixonada por um garoto em apenas uma semana. Portanto, como dizem; o amor é irracional.
Dei de ombros em resposta ao que minha mãe disse, mas ela nem parecia esta esperando uma resposta.
- Sabe, Forks tem uma praia... – Recomeçou. — Talvez pudéssemos ir lá qualquer dia.
- Mãe... – Comecei com um tom irônico. – Provavelmente, a gente congelaria na praia daqui. – Não falei aquilo em forma de como estivesse com saudades da cidade anterior; agora eu gostava mais um pouquinho de Forks.
Ela bufou e jogou o pano que tinha na mão na pia.
- Você tem razão.
- Cadê o Charlie? – Perguntei percebendo a ausência dele somente agora.
- Ele foi pescar com o amigo Billy. – Ela começou a mexer nos pratos para lavá-lo. – Disse que há uma parte da praia que é muito boa para isso. È por isso que eu gostaria de dar um pulinho lá. Também nós poderíamos conhecer esse tal de Billy. E o filho dele... – Ela falou essa parte mais animada. – Charlie disse que o garoto é bem aperfeiçoado.
Aperfeiçoado? Estranhei na minha cabeça. Só uma mãe que quer empurrar uma filha para um garoto que vem falando esses termos antiquados. Revirei os olhos com um sorriso torto no rosto, enquanto mastigava um pedaço da panqueca.
- Deve ser. – Concordei e dei de ombros novamente, não querendo fazer muito caso.
Não queria entrar nessa área de conversar. Meus pais estavam insistindo demais em conhecer esse garoto, e eu sabia que era só porque ele era rico e filho do cara que nos ajudou a ter mais alguma dignidade na vida nessa cidade pacata.
Minha mãe ficou calada quando eu não respondi outra coisa e começou a lavar os pratos.
- Bella, você pode me ajudar a arrumar a casa? – Perguntou depois de um tempo, com um sorriso temeroso no rosto.
Vi as minhas possibilidades. Eu precisava parar com essa preguiça que tinha e deixar somente minha mãe fazer as coisas de casa. Ela parecia tão cansada de vez em quando. Ela não era acostumada a ser dona de casa o tempo todo como estava sendo. Eu deveria ser mais compreensiva e ajudá-la.
Terminei de comer no mesmo momento em que ela perguntou e levei o prato sujo até a pia. Olhei tranqüila para ela e sorrir.
- Por que a senhora não vai descansar um pouco e me deixa arrumar a casa sozinha hoje? – Perguntei.
Ela esbugalhou os olhos, com certeza assustada com a minha proposta. Quando ela iria esperar que eu fosse me oferecer para fazer isso? Agora eu sabia quem me fez parecer capaz de mudar para uma pessoa melhor; a pessoa que eu me esqueci de chamar para me ver naquela noite. Rugi internamente ao ter o pensamento raivoso.
- Você tem certeza? – Agora ela checava a minha expressão como se procurasse alguma coisa de errado em minha face.
- Sim. – Eu falei confiante e suspirei. – Vamos! Largue isso. – Peguei a bucha de lavar pratos de sua mão. – Deixe que eu faça. – Dei de ombros, ignorando seu olhar assustado em minha direção.
Ela abriu a boca ainda espantada e depois deu um sorriso confuso, como se não se importasse das razões para eu está tão prestativa.
- Tudo bem, filha. – Balançou a cabeça incredulamente de um lado para o outro enquanto saia da cozinha. – Realmente você deve ter visto algum passarinho verde. Meu Deus! Como eu agradeço a esse passarinho.
Eu sorri internamente quando sua voz com o comentário já era longe. Mal ela sabia quem era esse passarinho. Um alguém que ela nem cogitaria em aceitar ao lado da filha.
De alguma forma, foi legal arrumar a casa. Isso me manteve ocupada a metade do dia e principalmente, os meus pensamentos que pareciam cada vez mais incontroláveis de uma semana para cá. Eu percebi que arrumar a casa era mais trabalhoso do que eu pensava, e me perguntei como é que minha mãe agüentava fazer aquilo todo santo dia. Realmente me senti egoísta por não ajudá-la mais do que ela precisava.
Minha mãe, incrivelmente, estava levando essa nova vida bem melhor que eu – bem, pelo menos até a noite passada, porque agora eu estava um pouco mais satisfeita com essa vida. Ela não demonstrava tristeza ou raiva ou nada do tipo por ter que ter vindo para cá. Isso me deixava ainda mais culpada. Meus pais estavam fazendo de tudo para me darem uma vida melhor, uma vida melhor da que a gente teria se ainda estivéssemos em Jacksonville. E eu admirava isso. Meu pai também parecia feliz com o novo emprego. Por que eu também não poderia ficar feliz aqui? Agora isso não parecia tão mais impossível. Agora, eu tinha o Edward para completar os meus dias.
Não pude evitar ter um sorriso no rosto enquanto eu fazia as minhas obrigações. Flashes da noite passada vinham constantemente em minha cabeça e eu gargalhava sozinha quando pensava em algo engraçado que Edward havia dito ou feito. Minha mãe a cada vez que me via com um sorriso maior, esbugalhava os olhos e resmungava algo como: “Alguma coisa afetou o cérebro dela”
Quando eu terminei de lavar a louça, fui para a arrumação da casa; varri, passei o pano e tirei a poeira de alguns móveis. Depois fui para os quartos e arrumei as camas. Arrumei também o meu guarda-roupa exageradamente desarrumado. Perguntava-me como eu conseguia encontrar alguma coisa naquele emaranhado de roupas jogadas.
Depois de ver a casa brilhando – coisa que nunca fazia questão antigamente – fui para a lavação do banheiro. Minha mãe tentou me ajudar e eu, orgulhosamente, não deixei. Disse para ela ir fazer qualquer outra coisa que não fosse relacionado à casa. Ela suspirou, dando de ombros e saltitou alegre para frente da televisão.
Eu me sair melhor do que da primeira vez na lavagem do banheiro. Dessa vez eu não cair – mas, ainda consegui, de alguma forma inconcebível bater meus joelhos umas trezentas vezes no vaso sanitário e me molhar com a água que tinha no balde depois que deixei ele cair no chão, me encharcando –, não bati a cabeça na parede e nem resmunguei sozinha por está fazendo o que fazia. A vontade de fazer a atividade pareceu surtir efeito; o banheiro ficou perfeitamente limpo e eu tive que sorrir satisfeita.
Acabou que minha mãe teve que fazer o almoço de qualquer maneira. Ofereci-me para fazer, mas ela disse que as minhas misturas na cozinha sempre saiam um desastre. Eu bufei, dei de ombros e subi para o meu quarto; sabia que naquela questão ela estava certa.
Tudo estava perfeitamente em ordem e arrumado. Minha mãe me agradeceu e disse que tudo estava muito bom. Gostei de ver os olhos dela brilhando como se estivesse satisfeita com a minha mudança.
Quando eu subi para o quarto, fui atrás de outra coisa para fazer. Na verdade, ficava indo direto na janela para ver se por um acaso, Edward não estava no peitoral esperando que eu abrisse a janela para ele entrar. Infelizmente, ele não estava em nenhuma das vezes que eu fui.
Frustrada, eu comecei a fazer as atividades atrasadas do colégio. O colégio não era bom, mas eu sabia que quem faz a escola é o aluno. Se eu não conseguia aprender em sala de aula por causa da bagunça, eu iria tentar aprender só. Só não podia parar de ter os meus conhecimentos.
Terminei a minha atividade no exato momento em que meu pai chegou e minha mãe me chamou para o almoço. Antes de sair do quarto, dei mais uma espiada na janela. Nada de diferente ou do que eu quisesse.
Suspirei desgostosa e desci. Eu realmente ia passar o fim de semana sem vê-lo? Não queria nem pensar nisso.
- Oi pai. – Eu cumprimentei Charlie quando passei pela a soleira da cozinha, dando um beijo em seu rosto. Ele olhou assustado para a minha a mãe.
- O que houve com ela? – Perguntou espantado, ignorando fazer a pergunta para mim quando eu já estava sentada na cadeira de sua frente. O que? A pessoa não podia ser mais feliz? Tudo bem, isso não era comum para mim até... Ontem.
Minha mãe deu de ombros quando pôs a tigela de macarronada no meio da mesa.
- Não sei, algum distúrbio de felicidade atingiu ela. – Respondeu.
- HAHA. – Ironizei.
Meu pai também riu.
- Bem, eu realmente pensava que a Bella ia ficar entediada hoje. – Charlie comentou enquanto minha mãe botava a macarronada em nossos pratos. – Por isso trouxe dois filmes locados para nós assistir.
- Pai. – Olhei para ele com uma sobrancelha levantada. – Nós não temos DVD. – Lembrei-o, já que ele vendeu o mesmo antes de mudarmos para cá.
- Quem disse? – Ele sorriu confiante. – Eu consegui um baratinho.
- Deixe-me adivinhar! – Pigarreei brincalhona. – Do Billy?
Minha mãe e ele sorriram com a minha “difícil” suposição.
- Isso mesmo. Billy tinha um estocado no porão dele. Vendeu barato para mim. – Respondeu, colocando uma boa garfada do macarrão na boca.
Suspirei pesadamente. Eu já estava começando a concordar com a minha mãe; de alguma maneira, a gente tinha que agradecer a esse cara.
- Bem, obrigada pai. – Eu falei alegremente. – Com certeza vou gostar de passar a tarde assistindo filme. – Era um dos meus passatempos favoritos; ele sabia disso.
Ele sorriu em concordância e nós três começamos a comer em silêncio.
Foi o que fiz, quer dizer, o que nós fizemos da tarde. Charlie, Renée e eu assistimos aos dois filmes que meu pai havia trago naquela tarde. Minha mãe fez pipoca e trouxe refrigerante para a sala.
Foi divertido! Não pude deixar de comparar que isso era raro de se acontecer na minha antiga vida em Jacksonville. Charlie nunca tinha tempo, minha mãe preferia ficar dando ordens as empregadas pela a casa ou conversar com as suas amigas, e eu não fazia muita questão de programas de família. Portanto, via agora o quanto era bom. Só nós três; meu pai e minha mãe. Isso serviu para tirar um pouco da tristeza de talvez eu não ver o Edward no fim de semana.
Assistimos ao filme de romance – filme da qual minha mãe e eu terminamos completamente aninhadas junto uma da outra chorando desesperadas com o final triste – e passamos para o filme de comédia. Dessa vez, foi meu pai que praticamente se bolava de rir com as piadas do filme que nem tinham graça. Quando terminamos de assistir aos dois, já era noite.
Meu pai acabou dormindo roncando no sofá e minha mãe foi para a cozinha lavar os vasilhames que nós havíamos sujado; eu subi correndo para o meu quarto. Será que ele poderia está lá fora?
Portanto, sentei frustrada na cama quando espiei pela a janela e não o vi lá. Suspirei. Sabia que ele não apareceria sem eu o ter chamado. Edward era educado demais para aparecer sem que tivesse um convite – talvez ele achasse que não fosse ser bem vindo. Entretanto, esperava que ele soubesse que eu queria desesperadamente vê-lo.
Sem mais nada para fazer, fui tomar um banho demorado de água quente. Estava me sentindo imunda já que não tomei banho uma vez no dia. Depois que tomei, vesti uma roupa quentinha — a costumeira camisa rasgada e o moletom velho — e arrumei meu cabelo que estava uma bagunça em um rabo de cavalo frouxo.
- Bem melhor. – Comentei sorrindo para mim mesma no espelho.
Voltei para o meu quarto; escutava meu pai e minha mãe conversando coisas desimportantes no andar debaixo e depois me vi no quarto sem nada para fazer.
Joguei-me na cama, entediada, querendo dormir o mais cedo possível. Quando depois de algum tempo deitada que eu bocejei e quase fechava os olhos, ouvi um ruído na minha janela como se alguém estivesse deliberadamente passando as unhas por ela.
Assustada, me virei para a janela, vendo a escuridão sombria que estava do lado de fora.
Meu coração que estava palpitante com o ruído assustador se encheu de alegria quando o rosto branco e divertido riu para mim de maneira animada do lado de fora. Quando vi que era Edward, praticamente me joguei da cama e corri para abrir a janela.
- Pensei que estava dormindo. – Ele falou quando conseguiu passar pelo o quadrado da janela.
Eu botei as mãos na cintura e fiz um bico.
- E eu pensei que você não ia vim me ver. – Resmunguei.
Ele sorriu e encurtou o espaço que havia entre a gente, me acolhendo em seus braços fortes e largos. Deu um beijo e inspirou no meu cabelo antes de responder.
- Não sabia se você queria me ver. – Eu sabia que era isso. – Portanto, não agüentei de ansiedade. Não iria suportar não te ver esse fim de semana.
Sorri mais confiante e passei os meus braços pela a sua cintura.
- Você só pode está brincando. Claro que eu quero te ver. Quero te ver sempre. – Olhei para cima para encontrar o seu olhar. Seus olhos verdes estavam brilhantes na escuridão do meu quarto.
Depois de afagar a minha face e dar um sorriso torto para mim, ele abaixou a cabeça tentando encontrar a sua boca com a minha. Ele roçou levemente os seus lábios nos meus, fazendo o meu coração bater freneticamente. Entreabrir os lábios e Edward respirou forte, fazendo seu hálito de menta bater em meu olfato. Depois disso, eu me ergui em meus pés, contornando os meus braços com firmeza em seu pescoço, tentando encontrar de maneira mais intensa os meus lábios desejosos com os seus. Ele sorriu com a minha pressa, mas não se afastou. Pegou-me pela a cintura e me ergueu para cima, juntando com mais paixão sua boca na minha.
Novamente, a sensação de que uma carga elétrica estava passando por mim e meu corpo estava sendo exposto ao sol confortável de seus braços, veio em cada parte do meu ser. Era possível eu parar de sentir aquilo algum dia? Não, eu sabia que não.
Quando separamos nossas bocas depois de minutos beijando-nos de maneira avassaladora para o meu coração e pulmão – que não sabia mais como respirar – ele me levou até a minha cama e olhou ao redor do meu quarto.
- Eu quero ver. – Edward falou de repente quando com um sorriso animado no rosto, me olhou.
- Ver o que? – Perguntei confusa.
- Você pintar. – Ele olhou para a parede, onde estavam minhas pinturas.
- Aaah eu não sei se... – Comecei a resmungar.
- Por favor, Bella. – Ele me olhou implorativo, fazendo sem querer que seus olhos se erguessem sobre os seus cílios longos e espessos. Fui incapaz de recusar diante daquela imagem de tirar o fôlego.
Suspirei derrotada, dei um selinho em seus lábios e saltitei até as minhas coisas de pintura.
- Por que você não pinta em uma tela? – Ele perguntou confuso vendo os meus passos.
Dei de ombros enquanto abria o material de pinceis em cima da mesa.
- È um pouco caro. Por enquanto meu pai não está querendo gastar com certas coisas. – Suspirei meio triste. – E isso me faz pensar o que eu vou fazer quando as tintas acabarem.
- Hmmm. – Ele comentou pensativo. – E já estão acabando. – Deduziu.
- Um pouco. – Olhei para ele e levantei as sobrancelhas. – Então Senhor o que deseja que eu pinte? – Perguntei divertida.
Ele pôs as mãos no queixo em uma expressão dramática de pensar.
- Você. – Concluiu com um sorriso brilhante e aumentando os olhos animados.
- Edward. – Repreendi-o, pedido que ele falasse sério.
Ele sorriu com minha careta e se levantou da cama, vindo até mim. Parou na minha frente e passou as mãos em minhas bochechas que deveriam está rosada.
- Desenhe o que você está sentindo nesse momento. Consegue? – Perguntou com a voz baixa e suave, olhando fixo para mim.
- Isso vai ser muito fácil.
- Ótimo. – Ele juntou nossos lábios em um beijo rápido e foi se sentar de maneira concentrada em minha cama.
Eu suspirei, revirei os olhos e me virei para a parede. Quase que automaticamente, minhas mãos começaram a fazer os contornos do desenho. Com Edward me observando foi mais fácil colocar na parede os meus sentimentos. Talvez, ele afetasse ainda mais meus dons artísticos, principalmente se tratando do tema que ele me pediu para pintar.
Enquanto contornava o pincel na parede, por mais que estivesse quase me esquecendo de Edward ali – pintar sempre me tirava da hora, do lugar e da razão – uma parte do meu cérebro, sempre me lembrava que ele estava ali – era quase impossível ignorar a energia de meu coração quando ele estava por perto -, então eu virava de vez em quando para ver se ele não estava entediado ou algo do tipo.
Como eu podia esperar nada deixava Edward impaciente. Ele estava completamente focado no desenho que minhas linhas formavam e sorria me encorajando para continuar, quando seus olhos verdes e lindos cruzavam com os meus. Eu sorria de volta, feliz por tê-lo ali e voltava a pintar. Agora eu sabia que mais que a pintura, ter Edward do meu lado era ainda mais satisfatório.
- Pronto. – Eu falei quando coloquei o último traço em meu desenho e afastava para trás para visualizar bem o que eu tinha feito.
Eu tinha feito o desenho na dobra do L do meu quarto, o que fazia com que ele ficasse bem de frente a minha porta de entrada.
Edward se levantou da cama e se aproximou do desenho. Ele franziu o cenho e levou a cabeça para mais perto, analisando com curiosidade.
- Feio demais? – Perguntei hesitante.
Ele balançou a cabeça de um lado para o outro como se não conseguisse falar.
- Bella, isso é incrível. Seu talento já é natural. – Como estava de costas para mim, eu o ouvi suspirar. – Você passa suas emoções para um desenho de uma maneira verdadeira e intensa. – Sua voz saiu baixa, quase como se ele estivesse falando para si mesmo.
Depois, ele se virou para mim. Seus olhos pareciam um pouco mais tristes e eu procurei ver o que eu tinha feito de errado no desenho.
- È dessa forma que você se sente nesse momento? – Perguntou olhando avaliativo para minha expressão.
Suspirei e olhei o desenho. Foi a coisa mais simples de se pôr para fora do que todos os outros desenhos meus. Não era algo complexo, mas ainda assim intenso.
Eu fiz o meu coração grande e vermelho com umas bordas em forma de fogo – analogia por eu sempre me senti como se estivesse sendo iluminada por raios de sol quando estava em seus braços. — atrás, quase anexado ao desenho do meu coração, eu fiz o de Edward. O desenho dava a entender que o meu batia por ele e que pertencia a ele de todas as maneiras. Avaliei o desenho e olhei para ele.
- Sim, é assim que eu me sinto. – Confirmei com a voz confiante. – Você tem meu coração, Edward Cullen. E não sei se será fácil parar de pertencer algum dia. – Senti as minhas bochechas esquentarem com minha confissão.
Aquela afirmação me fez perceber que o que eu estava sentindo era único. Eu sabia que não conseguiria sentir aquilo por mais ninguém se algum dia – nunca, se possível – eu me separasse de Edward. Era o meu primeiro amor e o primeiro amor, nunca é esquecido.
Isso me fez pensar em algo triste. Será que iríamos conseguir fica juntos pelo o tempo que nos amassemos? Será que as diferenças iriam nos pôr obstáculos? De alguma forma, já estavam impondo. Afinal, eu sabia que meu quarto era como um pequeno limite para nós dois. Eu não poderia passar por aquela porta com Edward de jeito nenhum. Eu conseguiria lutar contra os meus pais quando algum dia eles descobrissem por quem eu estava apaixonada?
Não quis pensar nisso. Edward me olhava com os olhos indecifráveis, parecendo está tendo o mesmo pensamento que eu. Depois deu um lindo sorriso torto e se aproximou de mim, colocando as mãos no meu rosto.
- Por mais que seja errado. – Sussurrou; seu hálito batendo levemente em minha face. – Eu não quero que deixe de pertencer.
- Não vai deixar.
Ele sorriu e juntou nossos lábios de maneira apaixonante, fazendo-me ficar mais uma vez nas pontas dos pés para ter mais acesso á sua boca.
Edward saiu do meu quarto exatamente como a noite anterior. Deixou-me dormir nos seus braços – eu percebi que ele estava meio tenso depois do desenho que eu havia feito – cantando a mesma melodia que havia cantado no dia seguinte. Depois que eu fechei meus olhos, ele deu um beijo em minha testa e pulou pela a janela.
Eu estava em profunda paz.
O domingo passou rapidamente. Eu acordei feliz, tomei café com Charlie e Renée e como o dia passado, nós assistimos jogos na velha TV. Depois eu ajudei a minha mãe fazer o almoço.
Quando estávamos na mesa para almoçar, um assunto de Charlie me deixou meio tensa. Ele falava novamente de gangues que assaltaram a reserva Quileute. Sabia que não tinha sido Edward — afinal, pelo o que saiba a gangue dele não mexia com essas coisas, certo? — por ele ter passado praticamente a noite toda comigo. Poderia ter sido a de Jacob, mas porque ele iria querer assaltar casas se ele tinha dinheiro? Provavelmente, poderia ser outras gangues daquela escola maluca ou dessa cidade maluca; não podia saber quantas dessas haviam espalhadas por Forks. De qualquer maneira, eu sabia que quanto mais Charlie ficasse ressentido com essas gangues, mais difícil seria ele aceitar algum dia o meu namoro com Edward.
Eu joguei esses pensamentos pessimistas para a caixola mais profunda de meu cérebro. Não queria pensar nisso agora. As coisas estavam indo bem e isso era o que importava por enquanto.
O dia passou arrastado, portanto eu pedi – na verdade, exigi e implorei. – para Edwad vim mais cedo naquele dia. Ele disse que era perigoso e que meu pai poderia suspeitar por eu me encolher tão cedo para dormir. Eu disse para ele que não tinha nada demais, pois eu sempre gostei de me manter trancada no quarto quando eu morava em Jacksonville. Meus pais sabiam que isso era conseqüência de ser filha única e não ter ninguém da minha idade para conversar em casa. Depois de reclamar mais um pouco ou de resmungar, ele aceitou e no domingo chegou mais cedo.
Umas seis horas, Edward já estava plantado na minha janela. Ele pulou pelo o quadrado, me deu um beijo dos mais intensos e me acomodou na cama com seus braços circundados em minha cintura. Nesse dia, conversamos assuntos mais sérios. Edward estava um pouco preocupado — eu percebi isso pela a sua expressão franzida.
- E se seu pai desconfiar? – Ele perguntou pela a milionésima fez naquela noite.
- Edward, ele não vai desconfiar, relaxa. Eu sempre gostei de ficar trancada no quarto. — Tranquilizei-o.
- E se sua mãe quiser falar com você?
- Ai você se esconde debaixo da cama. – Brinquei e ele suspirou.
- Eu não quero que as coisas dêem errado para você, Bella. – Admitiu com seriedade.
- Não vai dar. Eles não vão vim aqui.
Ele se calou por um tempo e depois suspirou, desistindo de batalhar contra a minha teimosia.
- Edward. – Comecei hesitante sobre o assunto que ia falar.
- Sim?
- Err... Meu pai andou comentando sobre alguns assaltos comedidos por algumas gangues na reserva Quileute. Você sabe quem está fazendo isso?
Seu coração – da qual meu ouvido estava bem em cima – pareceu bater mais forte com a pergunta.
- Não. – Sua voz não foi convicente. Ele suspirou, sabendo que não tinha sido e afagou minha cabeça. – Isso não é o assunto para você, Bella. Deixa para lá.
- É a gangue de Jacob? – Insisti. Alguma coisa ele sempre mantinha em segredo quando eu falava nessas gangues.
- Não sei, provavelmente não. Jacob não precisa roubar nada. Aliás, ele mora na reserva. A gangue tá lá mais para proteger as pessoas, do que para outra coisa.
- Então por que ele não consegue proteger a reserva dessa gangue que está fazendo os assaltos?
- Bella. – Ele reclamou da minha insistência com aquele assunto. – Eu não acho que isso deva preocupar você.
- Mas, eu quero saber. — Resmunguei.
- Não, você não precisa saber disso. – Suspirou e pausou. – Já basta eu está te mantendo exposta sobre isso. – Comentou essa parte mais para si mesmo.
Eu suspirei resignada diante de sua relutância.
Por que aquele segredo? Será que tinha alguma coisa a ver com aquela outra gangue que no passado Jacob se juntou e foi motivo para acabar com a amizade entre os dois? Será que esse segredo era perigoso para Edward? Eram perguntas que eu sabia que Edward não iria querer me responder agora.
- Você não vai me contar tão cedo, certo? – Resmunguei.
- Na verdade, espero não ter que te contar nunca. – Revidou com a voz mais divertida.
Ele é que pensava. Eu iria descobrir esse segredo de alguma forma. Não que estivesse preocupada com a minha segurança, mas sim com a dele. Por que se ele sabia sobre o que isso se tratava e estava querendo me manter longe, era porque ele devia está exposto a algum perigo invisível para mim.
Agora que estavamos namorando, eu queria ficar por dentro da vida dele. Saber dos seus medos, dos seus riscos, porque essa vida era tão difícil. Queria conhecer sua família, mesmo sabendo que eles também poderiam não me aceitar, como eu sabia que meus pais não lhe aceitariam.
Eu tinha muito que crescer ainda. As marcas da minha antiga vida ainda estavam em meu ser. Eu ainda queria comprar coisas caras, esbanjar dinheiro e eu sabia que isso era errado. Agora, que conhecia um mundo tão difícil quanto o de Edward, eu deveria me preocupar mais com os outros e não só comigo mesma.
Quando mal percebi, Edward já estava cantarolando a música de sempre. Sorri ao perceber o quanto a melodia era linda.
- De onde vem essa música? – Perguntei baixo, não querendo cortar o clima agradável que surgira no quarto. Era sempre assim quando Edward começava a cantar com a sua voz de veludo.
Seu peito inflou e tremeu quando ele deu uma leve risada, parando a canção.
- Eu escrevi quando conheci você. Foi a única forma de eu entender o que eu estava sentindo. — Admitiu, dando um beijo no topo de minha cabeça.
A música foi feita para mim? Um nó de gratidão, de algo profundo que nutria por ele, se formou em minha garganta. Tirei a cabeça de seu peitoral e a ergui para fitar os seus olhos.
- Você fez para mim? – Perguntei, encolhendo o cenho.
Minha voz estava meio engasgada devido uma vontade maluca de chorar. Ninguém tinha feito uma música para mim e Edward, perfeito como sempre, foi capaz disso.
Ele levantou um dedo e pôs na ruga que se formou em minha testa, sorrindo divertido com a minha expressão.
- Sim, você acha ruim? – Perguntou um pouco cauteloso.
- Own, Edward. – Ergui-me mais para cima dele, colando os nossos lábios com desespero e levando minha mão até a sua nuca, sentindo novamente aquela sensação de dia e noite se encontrando.
Edward sorriu sobre os meus lábios entusiasmados e me afastou um pouco quando me viu querendo erguer-me ainda mais para cima dele.
- Bella, se você não se controlar, eu também não vou consegui.
Eu sabia do que ele estava falando.
- Eu não quero que você se controle.
- E eu não quero que você perca uma coisa tão importante dessa maneira, sem algo especial. — Bateu com a ponta do dedo indicador em meu nariz.
- Há algo especial sim, com quem eu vou tirar. — Murmurei, corada.
- Bella, você me considera demais. Você sabia que não somos do mesmo mundo.
- Mesmo mundo? – Bufei. – Isso não me importa. Agora eu pertenço ao seu mundo. E quero isso. – Insisti, sabendo que estava vermelha por causa da vergonha.
Agora isso parecia ser tão importante para mim; tirar minha virgindade com ele.
- No momento certo. – Ele sorriu e levou sua mão até minha cabeça, abaixando-a para o seu peitoral. – Bella, só estamos namorando a dois dias. Não deve ser tão apressado.
- Acho que os papeis estão se invertendo aqui. – Resmunguei chateada. Acho que eu estava parecendo uma ninfomaníaca por isso.
Ele sorriu divertido, novamente fazendo seu peitoral tremer abaixo de minha cabeça.
- No momento certo. — Repetiu com uma risada na voz.
Suspirei e dei de ombros. O que eu podia fazer? Edward era... Extremamente correto. Mesmo nascendo no ambiente em que nasceu, quem conversasse com ele não diria que ele tem uma vida difícil, estuda em uma escola pública ou qualquer outra coisa do tipo. È tão estranho o quanto as aparências podem se confundir nessa vida.
- Canta de novo? – Pedi com a voz baixa, querendo novamente a paz que estava em meu quarto antes de começarmos a conversa.
Sem responder, ele começou a cantarolar a melodia doce, afagando os meus cabelos delicadamente. Meus olhos se fecharam mesmo que eu não quisesse. Era impossível não ficar inconsciente com o carinho doce e a voz de veludo em meu ouvido.
Edward agora era meu. Meu namorado. A pessoa que me fez senti algo que nunca senti por ninguém. O garoto que me fez ver de alguma forma um mundo diferente e que me ensinaria muito mais do que já estava ensinando.
Mas, eu sabia. Nós ainda teríamos que encarar muitas barreiras pela frente, e eu ainda precisava descobrir muitas coisas sobre ele. Eu via nos seus olhos a hesitação, o medo sobre alguma coisa de sua vida.
Ele não estava abrindo as portas do seu mundo totalmente para mim por medo de me assustar ou de me pôr em perigo. Porém, se fosse para me pôr lado a lado com as suas dificuldades, eu iria insisti até essas portas estarem totalmente abertas. Não era mais querer ou escolha, era necessidade.
Minha mente ficou vazia, a música de fundo sumiu e eu sabia que tinha dormindo mais uma vez em seus braços protetores.
Notas finais
Até a vida com os pais está mudando na nova vida de Bella. Eu quis colocar esse capítulo para mostrar que até dentro de casa as coisas mudam. E ela está bem mais humorada kkkkk. Também, com um namorado desses quem não estaria. kkkkk
O Edward bem fofo. *---* O que vocês acham que ele esconde da Bella, hen? ^o) HEHE
Bem, é isso ai, não esqueçam de comentar para dizer o que acham. Eu fico feliz com cada um que vocês mandam. :D
Beeijos ;*
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