Aprendendo a Viver.

8 Capítulo 7 - Declarações.


Notas iniciais
Oiiii gente. *----*

Mais um capítulo emocionante para vocês. Esse está extremamente romântico.

Eu não resisti; mudei algumas frases originais de Crepúsculo para se encaixar no dialogo daqui.

Espero que vocês gostem e claro, comentem.

Aliás, quero agradecer a todos que estão comentando - isso está me deixando tão empolgada para essa história - e também as minhas leitoras queridas And27 e Thaty_twi por terem feitos as duas primeiras recomendações. Obrigada garotas. :D

Beeeeijos, divirtam-se e se apaixonem. HEHE

7. Declarações.

Quando eu cheguei em casa não estava nem um pouco mais tranqüila. Eu tinha vindo em toda a viagem de carro pensando se Edward e o diretor Turner tinham conseguido deter a briga do refeitório. O que mais me incomodava pensar era saber que tudo tinha acontecido por minha causa. Se Edward não me protegesse tanto, Jacob não haveria feito aquilo com ele e eu não teria agindo com Jacob da maneira que agir. Não era para eu ter o enfrentado como eu enfrentei. No momento do estresse e da raiva, eu sabia que precisava fazer alguma coisa para ajudar Edward, mas essa não foi a melhor opção. Como sempre Edward diz; a violência só gera a violência, e foi exatamente isso o que aconteceu em poucos minutos naquela escola. Agora, por causa de mim, Edward estava em perigo novamente. Ele estava entre aqueles alunos psicóticos que não mediriam esforços para machucar um ao outro. Agora eu me perguntava: Em que diabos de colégio eu fui me meter? Que tipo de gente era aquela que me rodeava? Eu podia saber que eram todos perigosos, que esse colégio era barra pesada, portanto não conseguia pensar na possibilidade de sair dali e deixar Edward para trás. As coisas realmente estavam confusas em minha cabeça.

- Bella? O que houve? – Minha mãe me perguntou quando eu atravessei a porta de entrada.

Eu sabia que meu rosto não estava um dos melhores. Estava cheio de preocupação em sua superfície. Preocupação com alguém que eu nunca pensei que um dia poderia me preocupar. Nesse mundo, realmente tudo muda.

- Estou. – Eu murmurei e fui me sentar no sofá. Estava ansiosa; queria que chegasse logo a noite para saber se tudo estava bem e para me encontrar com Edward de novo.

- Hmm, então está certo. – Ele respondeu parecendo meio indecisa se devia acreditar em mim ou não e olhou para a cozinha, sorrindo depois para mim de maneira como se estivesse armando alguma. – Será que você poderia me ajudar, minha filhinha preciosa? – Ela perguntou com a voz meio implorativa.

- Em que mãe? – Perguntei entediada. Esperava que ela não me mandasse lavar o banheiro novamente.

- Talvez você pudesse lavar aquela louça para mim, ham? – Perguntou com cara de pidona.

Eu suspirei — não sabia se por está impaciente pela a hora que parecia que não ia passar rápido ou por ter que ir lavar a louça – e me levantei do sofá. Não reclamei com minha mãe pelo o pedido; sabia que não custava nada lhe ajudar quando ela já fazia tantas coisas por mim. Além do mais, fazer algum serviço talvez ajudasse a tarde passar mais rápido.

Quando eu cheguei á cozinha depois de um agradecimento de minha mãe, encostei-me a pia que tinha pouquíssimos pratos sujos dentro dela. Comecei pegando o sabão monotonamente e espalhando sobre a esponja. Peguei um prato qualquer e comecei a esfregar sem muitos esforços.

Minha mente não moderou comigo enquanto eu fazia isso com todos os utensílios que tinham ali. Ela fez questão de me lembrar de cada segundo da manhã do dia e principalmente da noite do dia que estava para chegar.

Essa manhã foi tudo muito, muito confusa e principalmente incomum para mm. Eu não conseguia entender como uma escola de repente vira uma zona de luta livre. Tudo bem! Uns ou outros começaram a brigar, mas precisava todos os outros alunos se envolver na briga também?

A questão era que aquela escola parecia está toda divida em grupos. Todo mundo ali parecia se odiar de alguma maneira ou por algum motivo e para se proteger cada um tinha que ter a sua gangue. Esse negócio de gangue parecia ser um tipo de hierarquia interna daquele colégio; ou você tem uma ou você está ferrado. Perguntava-me como o diretor Turner podia agüentar tanto. Perguntava-me também se eu iria agüentar.

Eu só queria entender o motivo de tanta violência. Por que Jacob agia daquela maneira? Por que ele fazia tanta questão de tentar me tirar de Edward? Por que os alunos daquele colégio não podiam tentar viver em paz, sem perigos, sem mais traumas para as suas vidas vazias?

Não entendia também o motivo de Edward querer fazer tanto algo que era quase impossível; controlar os alunos daquele colégio. Eu acho muito lindo o que ele tenta fazer, se preocupar com as pessoas, se preocupar com os alunos de lá, mas, por que se preocupar tanto quando esses não fazem nenhum esforço para mudar? Por que aquele colégio tinha que ser taxado de tão perigoso? Por que eles simplesmente não tentavam desfazer esses ódios que alimentavam um contra o outro e viviam em paz?

Eu não sabia. E também tinha medo das respostas. Parecia que aquele colégio – não, aquele colégio não, Edward – tinha segredos que não podiam ser contados. Parecia que os alunos que habitavam lá queriam pertencer a um mundo só e se excluírem do resto da sociedade. Ou foi a sociedade que os excluiu de maneira tão drástica? Também não sabia a resposta e antigamente nunca pensei que poderia está pensando sobre isso. E eu sabia que o motivo de está pensando nisso hoje era porque agora, ou então á alguns minutos atrás, Edward estava no meio daquele bando de adolescentes perigosos tentando parar com uma briga da qual eu fui a causadora.

Isso parecia injusto; Edward não deveria está naquele mundo. Ele pertencia ao local errado. A aparência dele, o jeito dele, as atitudes, nada correspondia á esse mundo de miséria e violência.

Edward. Pensei efusivamente no nome. Eu já estava começando a me achar doente por ele. Eu não o conseguia tirar da minha mente por um só segundo, e enquanto estava aqui, lavando esses pratos, olhava freqüentemente para o relógio da parede da minha casa só para constatar que um minuto ainda não havia se passado. Eu estava ansiosa pelo a noite de hoje. Queria saber o que ele estava aprontando e qual era surpresa que ele estava querendo me fazer hoje.

Em geral, eu odiava surpresas, dessa vez eu não parecia está com medo. Só queria que chegasse logo para está ao lado dele.

O que iria acontecer nessa noite? Eu não sabia o que esperar, porque Edward disse que isso era um encontro. Isso significava o que? Que ele também gostava de mim? Gostava mais que uma simples amiga? Que ele foi capaz de se apaixonar por uma garota totalmente diferente dele, de um mundo totalmente diferente do dele?

Meu coração se iluminava em raios de esperança só de pensar que talvez fosse isso. Que talvez Edward sentisse o que eu sentia por ele. Paixão. Algo estranho que eu nunca senti na vida tão forte quanto estou sentindo hoje por ele. Algo que me fazia ficar impaciente por essa tarde está passando de maneira tão lerda.

Quando eu terminei a louça – meia hora depois de ter começado – sentir-me frustrada por não ter mais nada a fazer que pudesse ocupar a minha tarde. Não me importava que minha mãe me mandasse fazer outra coisa, mas como não tinha mais nada para fazer, eu me arrastei pela a escada para ir para o meu quarto.

Sentir a necessidade de ter um celular. Queria me comunicar com Edward, saber se as coisas tinham se acalmado no colégio, se ele estava machucado, se ele tinha se encrencado com Jacob de novo ou qual o castigo que Jacob teve por fazer o que fez com Edward. Portanto, eu não tinha uma porcaria de celular, tão pouco o Edward. Era tão ruim ficar no escuro quando tinha algo de importante acontecendo.

Fique no meu quarto andando de um lado para o outro. Decidi pensar para ocupar a minha mente de outro assunto inoportuno qual a desculpa que daria a minha mãe para sair à noite. Eu não ia simplesmente chegar e dizer: Olha só mãe e pai, eu estou apaixonada por um garoto da minha escola, mas, não se preocupe ele não é perigoso como todo mundo de lá. Ele só tem uma gangue, mas nada com o que se preocupar. Aliás, eu estou saindo com ele agora.

Não, definitivamente isso estava fora de cogitação. Charlie trancaria as portas de todas as formas que ele encontrasse e arrumaria, com certeza, uma maneira de também deixar minhas janelas trancadas.

Dizer que eu estava me aproximando de um garoto do colégio – coisa da qual eles não queriam e eu sabia disso – poderia ser o fim de uma continuidade de relacionamento entre mim e Edward.

Então, com esse pensamento procurei pensar em alguma coisa para sair de casa sem que eles percebessem. Eu poderia dizer que ia para casa de uma amiga, mas isso também provaria que eu estava me aproximando de alguém daquele colégio e eles me manteriam dentro de casa de qualquer maneira. Eu poderia dizer que ia dar uma volta para conhecer a cidade, mas minha mãe sabia o quanto eu não gostava de Forks – agora, um pouquinho talvez – então estranharia essa minha repentina vontade de conhecer a cidade. Eu poderia... Tudo bem, eu não tinha idéia da desculpa que diria. A não ser que... A idéia se iluminou na minha cabeça.

Eu amava a leitura. Minha mãe tinha vendido grande parte de todos os meus livros de estórias para tentar lucrar alguma coisa com eles quando a gente estava em Jacksonviille. Eu poderia usar essa desculpa para dizer que estava precisando ir para uma biblioteca. Forks tinha uma; eu havia visto quando estava a caminho da escola.

Ótimo! Estava perfeito. Minha mãe não iria suspeitar, nem ao menos meu pai.

Com o problema da desculpa resolvida, minha mente ficou vazia novamente para ficar contando os minutos da tarde tartaruga passar.

Quando eu não agüentei mais ficar na cama pensando no que poderia está acontecendo na escola ou o que aconteceu, eu decidi desenhar. Uma ótima solução para me tirar daqueles minutos por algumas horas – quem sabe pela a tarde inteira.

Foi o que fiz, peguei o primeiro pincel que vi na frente, localizei o local perfeito na parede para fazer meu desenho e deixei minha mente flutuar como um barquinho a deriva. Eu não sabia o que minha mente me faria fazer agora.

- Bella, você não vem comer? – Quando eu ouvi minha mãe gritar histérica como sempre lá debaixo, percebi que as horas finalmente estavam decidindo me apoiar, passando mais rápido do que eu pensei.

Com o pincel na mão, finalizando o desenho, olhei pela a janela do meu quarto e vi que já estava de noite. Percebi que pela a primeira vez o céu da noite de Forks não estava praticamente todo fechado. Deslumbrada por aquele fato histórico – ao menos para mim que nunca vi um único céu limpo como estava vendo hoje naquela cidade escura – fui olhar mais perto da janela. Meus olhos brilharam quando eu vi as estrelas no céu – nem que fosse uma ou duas perdidas – e uma lua quase transparente brilhante ao longo de uma nuvem também transparente passando por ela.

Eu sorrir entusiasmada. Acho que o céu estava me ajudando essa noite. Será que aquilo era para me dizer que eu poderia esperar muito mais desse encontro?

Sem demorar mais, sair da janela e fui até o topo da escada.

- Eu já vou, mãe. – Gritei alto, respondendo a pergunta que ela não fez questão de perguntar novamente.

Voltei para o meu quarto e guardei as minhas coisas de pintura. Peguei o que precisaria para o banho e quando cheguei ao banheiro, me despi e entrei na água. Agora sentia um nervosismo intenso vindo para cada músculo do meu corpo. Eu ia ter um encontro com Edward Cullen.

Eu sei que não era motivo para esta tão nervosa, afinal a gente se encontrava todo dia no colégio. Mas eu esperava que essa noite fosse especial, fosse diferente do que eu pensava que Edward não fosse capaz de fazer. Eu estava esperançosamente confiante de que talvez ele gostasse de mim como eu gostava.

Bloqueei minha mente quando cheguei nesse pensamento; não queria pensar em mais nada para não me encher de esperanças vãs. Então terminei o banho relaxante e voltei para o meu quarto. Como não tinha mais vestidos e roupas arrumadas demais – coisa que eu tinha muito em Jackosoville – frustrada, eu peguei uma calça Jeans e uma blusa de manga comprida colorida, concluindo que aquela era a melhor roupa para sair de casa. De qualquer maneira, o casaco que eu teria que usar iria esconder qualquer arrumação que eu estive disposta a fazer em mim.

Revirei os olhos com o pensamento e voltei para o banheiro, onde penteei meu cabelo castanho avermelhado e tentei não deixá-lo tão rebelde. Quando me vi pronta na frente do espelho, simples e sem mais nada para colocar para sair com um garoto da qual eu sabia que gostava, concluir que a Isabella antiga – a rica – não iria por nada sair desse jeito. Mas, o que eu podia fazer? Tinha que me contentar com o pouco que tinha agora. Na verdade, eu tinha que mudar. Tinha que aceitar o mundo da qual eu pertencia nesse momento. Um mundo que me deixava mais próxima – nem que fosse um pouco – do mundo perigoso que Edward vive.

Quando vi que não havia mais nada para ser feito, desci as escadas preparando a desculpa que tinha pensando na tarde para dizer ao meu pai e minha mãe. Antes de suspirar e chamar a atenção deles entretidos demais com a televisão, eu olhei o relógio, vendo que já se passavam das sete. Quase a hora que combinei com Edward.

Pigarreei, chamando a atenção dos dois.

- Oi, Querida. – Minha mãe levantou a cabeça que estava nos ombros do meu pai e me olhou. Quando viu minha roupa de saída, franziu o cenho. – Vai á algum lugar?

Charlie, que até então não parecia querer prestar atenção na nossa conversa, virou a cabeça para me ver.

- È, vai para algum lugar? – Imitou minha mãe.

- Èèè, na verdade... – Trate de ser convincente Isabella. – Eu vou sim.

- Para onde vai uma hora dessas? – Minha mãe pareceu assustada. – Bellaa... – Ela falou com a voz espantada antes mesmo que eu respondesse. – Você não está se envolvendo com nenhum garoto daquela escola está?

Meu pai esbugalhou os olhos, confirmando que também esperava que não fosse aquilo.

Engoli em seco, procurando não ficar muito nervosa. Deus! O que eles fariam se descobrissem? Mas, Edward era tão diferente. Por que eles tinham que ser tão preconceituosos? Ah! Por que talvez eles saibam, assim como eu, que aquela escola não é muito tranqüila.

- Não, não, claro que não. – Minha voz tremeu um pouco, mas eu tratei de concertá-la. – Eu só vou dar uma passada na biblioteca. Sabe, desde que cheguei aqui não leio um livro já que mamãe vendeu todos os meus. – Usei o tom ácido nessas últimas palavras.

Talvez se eu fosse critica exatamente como eu era quando cheguei aqui, isso faria eles verem que nada a respeito de mim havia mudado.

- Hmmmm... – Meu pai exclamou e quando ele voltou a ver o seu jogo na mini tela da televisão, descobrir que talvez isso fosse uma concordância.

- Não venha reclamar de novo, Bella. – Minha mãe falou com a voz leve, como se não ligasse para as minhas reclamações inúteis. – Mas, se você quer ler um livro. Vá em frente.

- Só não chegue muito tarde. – Charlie completou com uma expressão séria. – Nunca sabemos como é que está cidade está segura. E com essas gangues de adolescentes espalhadas por ai, nunca podemos saber.

Engoli em seco novamente, limpando a garganta.

- Claro pai, eu não chegarei tarde. – Prometi e os dois viraram para a televisão. – Tchau. – Quem disse que eles me responderam?

Bufei e abrir a porta de entrada. Pelo o menos eles não desconfiaram de nada.

Fui andando a passos rápidos para minha picape. Agora me sentia mais nervosa por saber que Edward estaria me esperando a mais ou menos á alguns passos de mim. Com o pensamento e a sensação de que a noite que eu esperava desesperadamente começasse logo, entrei no carro correndo, coloquei a chave na ignição e liguei-a, trazendo toda a barulheira constante junto. Já estava me acostumando com isso. Parecia que se ela não fizesse aquele barulho, eu não consideraria que a picape estava bem.

Avancei devagar pela a rua já que teria que parar na próxima esquina. Meu coração sentia que Edward logo estaria aqui dentro, trazendo o incomparável cheiro de menta de seu corpo. O pensamento me fez ficar ainda mais nervosa. Minha cabeça não parava de pensar: o que esperar dessa noite? O que esperara dessa noite? Seria compreensível se ela não fosse tão chata, para ficar repetido isso o tempo todo.

Quando eu cheguei á esquina, parei o carro e o desliguei. Tudo estava muito escuro e o ambiente de Forks, árvores e entradas de florestas por todo o lado, deixava a escuridão ainda maior. Então eu tive que cerrar os olhos procurando ver se Edward já estava por ali.

- Você chegou cedo. – Sua voz ecoou pelo o meu carro quando ele apareceu de repente na janela da minha picape, me assustando.

Eu coloquei a mão no peito, sobressaltada, e olhei para ele.

- Você me assustou. – Minha voz saiu baixa enquanto eu respirava fundo.

Ele deu um sorriso baixo — eu percebi o quanto isso me aliviou — e entrou no carro. Ele se acomodou no banco sem falar nada. Eu vi que ele tinha a bolsa que usava na escola nas costas e parecia bem cheia — estranhei aquele fato. Mas, também percebi a roupa que ele usava. Não era com seu típico casaco cinza; ele usava uma jaqueta jeans por cima de uma blusa branca de mangas longas. A calça também não era caída como ele gostava de usar. Aquilo me aliviou; eu não fui a única a ficar ansiosa a me vestir de um jeito diferente.

Quando eu não disse nada e fiquei olhando para o seu rosto, esperando que ele me falasse alguma coisa, qualquer coisa principalmente sobre o colégio, ele se virou para mim com os olhos insondáveis.

- O que foi? – Perguntou quando viu meu olhar acusador em sua direção.

- Você não pode simplesmente entrar no meu carro e não dizer nada sobre o que aconteceu a tarde no colégio.

Ele esperou um pouco para responder, depois suspirou e desviou o rosto.

- Você não precisa saber de nada. – Respondeu com a voz um pouco mais dura.

- Mas, eu quero saber. – Insisti. – O que aconteceu quando eu sair? Alguém se machucou? Você se machucou? – Minhas perguntas saíram sem que eu desse um segundo para ele responder.

- Você realmente está tão preocupada assim com os alunos daquela escola? – Ele perguntou desdenhoso. Tão desdenhoso que me machucou um pouco. Não era normal eu me preocupar com isso, portanto não queria que isso fosse tão expresso para ele.

Suspirei e virei os olhos para fitar a escuridão á minha frente, tentando escapar de seu olhar confuso.

- Eu... – Comecei com um sussurro. – Só quero saber o que aconteceu.

Ele suspirou parecendo desistir de me impedir de abordar aquele assunto.

- As coisas se acalmaram depois de um tempo... – Começou a falar com a voz pesada. – Foi difícil meu pai, eu e diretor Turner controlarmos os alunos, mas no final acabamos conseguindo.

- Ninguém se machucou certo? – Minha voz estava apreensiva.

- Alguns saíram muitos feridos, Bella. Eu odeio quando isso sai do controle dessa forma. Eles parecem adolescentes lunáticos por uma briga. – Balançou a cabeça parecendo chateado.

- Por que quando acontece isso vocês simplesmente não chamam a policia?

- Claro que não... – Ele falou com o tom firme, olhando para mim com os olhos assustados. – Não podemos chamar a policia.

- Por que não? Seria uma forma de controlá-los.

- E acabar de vez com a confiança que eles têm naquele colégio? – Perguntou retoricamente. — Bella, só aquele colégio os aceitam. A sociedade exclui qualquer tipo de gente como nós. Eles estão naquele colégio para ser educados, não para serem oprimidos como eles são do lado de fora.

Abaixei a cabeça, distraindo-me com minhas mãos enquanto falava.

- É só que... – Comecei e suspirei. – Eu não entendo por que todos têm que ter uma gangue ali, Edward? Parece um tipo de organização interna. Como se eles fossem obrigados a isso.

- Eles se acham obrigados a isso. – Sua expressão ficou mais séria. – A briga entre gangues diminuiu muito dentro do colégio graças aos esforços do Diretor Turner. Portanto por fora, eles ainda brigam muito. Não podemos fazer nada contra isso. Eles acham que é uma maneira de se proteger.

- Se chamassem a policia, talvez acabassem com isso.

- Não, Bella. – Sua voz não foi muito calma ao responder. – Todos naquele colégio odeiam policiais. Com gente do nosso tipo, policiais não medem esforços.

Ótimo, eles odeiam policiais. Meu pai era um. Que irônico! Mais um motivo para eles me odiarem. Não que eu me importasse com eles, mas eu me importava com Edward que parecia ter o mesmo ressentimento.

Com o pensamento, abaixei a cabeça triste por mais uma coisa que nos deixava longe um do outro.

- O que foi? – Ele perguntou quando viu minha expressão desolada. — Eu... Eu falei alguma coisa que lhe magoou? Desculpe-me. Não foi minha intenção. – Sua voz estava desesperada agora, como se ele se arrependesse profundamente de algo que poderia ter me magoado.

- Não, você não fez nada. É só que... – Dei um sorriso sombrio. – Meu pai é policial.

- O que? Seu pai é policial? – A voz dele estava calma, mas eu percebi um pouco de nervosismo por trás dela.

- Sim... – Olhei para ele, ainda com o um sorriso irônico.

Ele franziu o cenho. Sua expressão ficando um pouco mais melancólica do que antes.

- Provavelmente, ele te mataria se soubesse que está aqui comigo, certo? – Ele sussurrou com a voz quase inaudível.

- Sim. – Sussurrei da mesma forma melancólica.

- Ele está certo, Bella. – Seus olhos se moveram para mim. – Você devia ficar o mais distante desse mundo. De mim.

- Não. – Minha voz saiu incrédula. – Eu não me importo com o que o meu pai pensa. Eu me importo com o que eu sinto.

- E o que você sente? – Ele perguntou um pouco mais curioso.

Engoli em seco com o súbito nervosismo. Falei de mais. Isabella você é nota dez.

- Eu... Eu sinto que quero ficar perto de você... – Desviei o rosto, não agüentando os seus olhos confusos cravados em cima de mim.

Ele não falou nada do meu comentário. Então, eu tive que olhar para ele para ver como ele estava reagindo. Ele olhava para frente, para a escuridão, com a expressão impassível. Quando ele ficou um tempo concentrado em algo em sua mente – algo que eu gostaria mesmo de saber – ele se virou para mim e deu um sorriso torto desanimado.

- Acho melhor nós irmos... – Sua voz saiu baixa, como se ele não quisesse quebrar o silêncio do carro escuro. – Para não voltarmos tão tarde.

- Tem certeza de que não quer dirigi?

- Não. – Ele sorriu. – O carro é seu, você dirigi. Eu dou as instruções.

Suspirei e dei de ombros, levando minha mão até a chave na ignição.

- Tudo bem, você quem sabe. – Liguei o carro, trazendo ele á vida e apertei no acelerador. Rapidamente, ele começou a se mover.

- Pode ir direto, você vai dobrar na última rua. – Ele deu a instrução.

Assenti e foquei meus olhos na rua escura a minha frente. Ficamos calados por um tempo da viagem, apenas a voz de Edward dando as instruções da estrada que eu teria que seguir. Portanto, em algum minuto, em algum pensamento de meu cérebro, lembrei que não tinha perguntado a ele sobre algo de hoje de tarde.

- Edward... – Chamei-o. Ele estava concentrado na paisagem verde escura que passava na sua janela. Quando percebi que ele olhou para mim, continuei. – E o que teve de conseqüência hoje de tarde? Jacob levou uma suspensão, certo?

- Não. – Ele falou simplesmente e bufou. – Não levou.

- Como não? – Minha voz saiu um pouco mais alta com a negação injusta.

- Bella, como eu disse, Jacob é filho de um homem rico. Ele só está naquele colégio, porque gosta de está lá. Se Jacob reclamasse com o pai sobre o Diretor Turner suspende-lo mais uma vez, com certeza ele arrumaria uma forma de acabar com o colégio. – Ele deu de ombros. – Então, é melhor deixar como está? Afinal, suspensão não é apenas o que serve para o Jacob. Ele já aprontou muito naquele colégio. O que ele fez comigo essa tarde, não foi nada.

Franzi o cenho e bufei. Por que alguém rico se importaria tanto em está naquela escola? Jacob tinha uma opção de vida, porque ele não escolhia a mais fácil? Por que as pessoas de lá não o odiavam tanto quanto me odiavam?

- E o seu grupo? Alguém teve suspensão? – Perguntei preocupada.

- O Emmett assumiu a culpa por ter começado a briga. – Ele suspirou resignado. – Como ele não é rico e não é filho de alguém importante, foi suspenso por um dia.

- Sinto muito. Ele ficou com muita raiva?

- Emmett não liga muito para isso. – Deu de ombros.

Levantei uma sobrancelha, concentrada no caminho. Lembrei do homenzarrão de cabelos escuros que apareceu atrás de mim na hora em que eu enfrentava Jacob. Ele era realmente assustador. Até tremi um pouco ao me lembrar de seu rosto violento em direção á Jacob.

Depois disso, não falamos mais nada. Edward continuou a me indicar o caminho e eu percebi que estávamos saindo da parte mais urbana de Forks. Estávamos em uma estrada de areia, com longas arvores dos nossos dois lados. Perguntei-me para onde Edward estava nos levando? Não que eu tivesse medo dele, só não conhecia nada ali. E ver tanto verde no meio daquela escuridão toda, deixava-me um pouco assustada.

- Estamos chegando? – Perguntei um pouco impaciente enquanto ainda seguia pela a estrada de terra. Queria ao menos ter noção de para onde eu estava indo.

Eu o ouvi rindo.

- Só mais um pouco e chegamos. Dobre na direita naquela bifurcação. – Adicionou na fala.

Fiz o que ele me mandou fazer ainda mais impaciente. Quando dobrei na bifurcação, claro que o que ainda havia ali era só mato e escuridão do mesmo jeito. Seguimos pela a estrada por alguns minutos, até ele cerrar os olhos e como se reconhecesse o lugar, pedir para eu parar. Eu parei um pouco assustada.

- Aqui? – Perguntei olhando espantada para ele.

Ele sorriu e saiu do carro sem me responder. Devia está se divertindo com a minha expressão incrédula. Por que ele havia me levado para um lugar cheio de mato para nosso jantar?

Edward, como um bom cavalheiro que sempre é, contornou o meu carro e estava abrindo a porta para mim antes mesmo que eu tirasse o meu cinto. Ergueu a mão para me ajudar a sair do carro e eu a peguei de bom grado, sentindo o meu coração palpitar com o seu toque. Eu fechei a porta do carro e olhei para ele, ainda interrogativa; ele apenas sorriu.

- Não, não é aqui. – Respondeu a pergunta anterior. — È mais para ali. – Apontou a abertura de uma trilha na mata densa.

Olhei para ele com os olhos ainda mais abertos.

- Você... Você está brincando? – Minha voz falhou.

Estranhamente, ele estava se divertindo com o meu temor. Nós íamos andar no mato de noite? Se de dia já era difícil para mim com toda essa minha falta de coordenação, imagina de noite que eu não via um palmo abaixo dos meus pés.

- Você pode me seguir se quiser... – Começou ele enquanto começava a andar em direção a entrada da trilha. – Ou pode desisti de vim. – Deu de ombros.

Suspirei. Eu já estava aqui, o jeito era seguir mesmo. Realmente, Edward era diferente de qualquer garoto que eu poderia conhecer. Que garoto em sã consciência iria levar uma menina para jantar no mato?

Vindo de Edward eu podia saber que devia valer a pena. Então, não hesitei mais e quando ele parou na frente da entrada da trilha, esperando que eu decidisse o que fazer, eu suspirei e comecei a me arrastar para ele.

- Vamos em frente. – Comentei.

Ele sorriu diante de minha decisão e entrou na trilha. Fiz o possível para está ao seu lado o tempo todo. Edward tinha se preparado; eu vi o seu tênis branco meio surrado e sua lanterna que ele carregava na mão para iluminar o nosso caminho.

Eu procurava ficar atrás dele, portanto, descoordenada como sempre, tropecei em vários galhos e coisas que estavam na minha frente e eu não conseguia ver por causa da escuridão. Edward andava com agilidade e facilidade pelo o relevo torto, dando-me a entender que ele conhecia bem o lugar. Ele me esperava pacientemente quando eu ficava um pouco para trás. Seus olhos estavam divertidos. No mínimo, achando graça da fragilidade de minhas pernas que tropeçavam em qualquer coisa.

- Estamos chegando? – Perguntei com a voz arrastada quando senti que estávamos caminhando demais. – Já faz quando tempo que a gente caminha?

Ele soltou uma risada leve.

- Bella... – Sua voz estava divertida enquanto ele olhava para trás para falar comigo. – Não faz nem cinco minutos que estamos andando.

- Eu já estou cansada. – Reclamei. — Não sou acostumada a andar muito. Principalmente, em uma mata a noite, correndo o risco de ser... – Tremi e olhei em volta para a escuridão, não querendo nem pensar que espécie de bicho podia ter uma hora daquela naquele lugar.

Ele sorriu novamente.

- Não se preocupe Bella, estamos chegando. – Avisou sem preocupação. — Eu conheço a área, não tem perigo. – Parou de repente e se virou para me fitar. Parei junto com ele, com a sobrancelha erguida. – Venha nas minhas costas. – Ele falou de repente e se virou, tirando a bolsa das costas para dar lugar para mim.

- Você... Está falando sério? – Perguntei meio confusa.

- Claro, venha.

- Você vai se cansar.

- Bella. – Ele reclamou e deu um sorriso torto. – Suba.

Suspirei, sabendo que seria inútil reclamar. Edward quando botava algo na cabeça, era meio difícil de tirar. Então, eu me arrastei até ele e dei um impulso para subir nas suas costas. Ele pegou com facilidade as minhas pernas, me fixando mais firme sobre ele. Passei as minhas mãos pelo o seu pescoço sentindo-me um pouco trêmula com os toques e ele sorriu.

- Confortável? – Perguntou divertido.

- Com certeza. – Afirmei, sabendo o quanto aquilo era verdade.

Ele sorriu novamente e seguiu o caminho. Não sei a que minuto foi isso, mas logo me vi com a cabeça colada no rosto de Edward entre o vão de seu pescoço. Mesmo comigo nas suas costas, ele andava com tranqüilidade, como se não estivesse fazendo esforço nenhum comigo. Sentia-o descendo e subindo no relevo inconstante, e quando eu ia perguntar novamente para onde estávamos indo, ele parou e me ajudou a sair das suas costas.

- È aqui? – Perguntei quando desci e olhei para ele.

Não, não podia ser ali. Se ele nos fez entrar naquela mata, devia ter alguma coisa especial e por enquanto ali só havia mato.

- È – Ele deu um torto sorriso debochado.

- Aqui? – Eu olhei ao redor, ainda me perguntando se ele estava falando sério.

- Não... – Ele sorriu com tranqüilidade. – Aqui. – Então ele deu uns passou a frente e tirou uma folha da samambaia que tapava a minha visão da frente.

Minha boca caiu um pouco com a visão que eu vi em seguida e eu dei mais um passo, como se para confirmar que o que eu via era verdade. Edward continuou empurrando a planta para fora do caminho; eu entrei no que se parecia uma... Clareira?

Dei mais uns passos a frente – ainda sentindo meus olhos brilhando – entrando ainda mais na paisagem surreal. Edward largou a planta e veio atrás de mim, em silêncio.

Eu não era fã de natureza – definitivamente não; preferia uma praia ou qualquer coisa assim. – mas aquilo era tão surreal para os meus olhos que nunca tinham visto tal coisa que eu não conseguia deixar de admirar. Passei os meus olhos pelo o local; era uma clareia pequena, perfeitamente redonda. O relevo não era tão inconstante. A plantação que era baixa possuía flores azuis e brancas que surgiam em pequenos botões de rosas delicadas. A lua, que parecia ainda mais brilhante naquela parte, iluminava cada canto da clareira, tornando-a ainda mais clara para a minha visão.

- Gostou? – Ouvi a voz de Edward um pouco hesitante do meu lado.

- Sim, é muito bonito. – Minha voz saiu em um sussurro. – Como você...? – Minha voz não continuou.

- Eu descobrir? – Completou e deu de ombros. – Quando eu me perdi uma vez. Desde então aqui é um dos meus lugares preferidos. – Ele sorriu. – Estamos na época do outono, achei que você iria gostar das plantas florescendo. Elas são lindas. Mas, eu não sei se isso é o seu... – Ele parou, mas eu sabia o que ele estava tentando dizer.

- Eu adorei o local Edward. – Dei de ombros – Apesar de ser fora de padrão de um jantar, está perfeito.

Ele sorriu, parecendo satisfeito com a resposta e depois de me fitar por um tempo, se lembrou de que precisava fazer algo.

- Bem, não vamos ficar em pé, certo? – Sorriu e pegou sua bolsa das costas.

- Você realmente se preparou. – Eu comentei.

- Sim, queria fazer disso uma noite que você não reclamasse. – Começou a tirar as coisas de sua bolsa.

Observei Edward tirar um pano florido grande de sua mochila – típico pano de piquenique – e estender no chão. Depois começou a tirar algumas vasilhas pequenas e pôr em cima do pano. Tirando depois quatro latinhas de refrigerantes. Quando terminou, ele olhou para mim com a expressão um pouco envergonhada.

- Eu sei que é simples, mas era tudo o que...

- Shh. – Calei-o antes que ele reclamasse e sentei no pano florido. – Está perfeito. È diferente do que eu costumo ter e isso é bom.

Ele sorriu, mas ainda estava envergonhado quando se sentou ao meu lado.

- Bom, não é um restaurante chique, da qual você está acostumada.

- Não, é bem melhor. – Olhei paras as vasilhas e abrir uma. – Aqui eu pelo menos posso comer cachorro quente... – Comentei animada quando vi o cachorro quente preparado dentro da vasilha.

Ele riu um pouco mais tranqüilo. Começou a abrir as outras vasilhas com a comida. Tinha uma variedade. Uma torta, uma pizza, algumas frutas.

Quando ele abriu tudo, começamos a comer em silêncio, observando a lua que estava estranhamente brilhante no céu. Perguntava-me se Edward sabia que ela estaria assim hoje para me trazer exatamente no dia em que uma lua brilhante aparece em Forks?

Depois de alguns minutos calados, percebi que eu começava a ficar tensa enquanto minha mente começava a me atormentar com perguntas esperançosas; E depois de comer? O que aconteceria? Ele me levaria embora? Nós conversaríamos mais? Esperava que não fosse a alternativa um; eu estava tão tranqüila onde estava. O medo de enfrentar a mata uma horas dessas parecia tão bobo já que me sentia protegida ao lado dele.

Nós estávamos bastantes próximos um do outro agora. Edward estava sentado com os joelhos para cima, eu estava ao seu lado, com as pernas cruzadas em forma de borboleta, quase tocando no seu braço. Podia sentir a vibração de sua pele, o atrito de seu braço no meu quando os dois se tocavam sem querer.

- Você está satisfeita? – Ele perguntou quando terminou de comer.

A comida já não mais entrava; o frio que eu sentia na barriga, as borboletas que passeavam por ela sem se incomodar de estarem me incomodando, era mais forte que a fome. Portanto, comi para Edward não achar que eu estava achando a comida ruim – que, aliás, estava ótima.

Eu pus a vasilha pequena que comia no chão e assenti. Ali não estava muito frio – não muito, mas ainda sim. As arvores impediam que o vento frio chegasse em nós dois. Portanto, de qualquer maneira, encolhi minhas pernas da mesma forma que Edward e passei os braços por elas, querendo que o ininterrupto frio em minha barriga passasse.

- Você está com frio? – Ele perguntou preocupado ao meu lado.

- Não. – Voltei o meu rosto para ele e percebi, com uma arfada que nossos rostos estavam próximos demais. Ele sorriu torto diante de minha reação.

- Eu não fiz nada de errado, fiz? – Perguntou com o semblante preocupado. – Você é a primeira garota que eu trago aqui, quer dizer, a primeira que... – Parou abruptamente, como se estivesse falando algo que não podia.

- A primeira que? – Insisti que ele continuasse.

Ele engoliu em seco e tirou seus olhos de mim, como se estivesse com medo que eu os lesse.

- Bella... – Sua voz saiu baixa e aveludada. – Eu gosto muito de você.

- Eu também gosto de você. Muito. – Põe muito nisso.

Ele abaixou a cabeça, pensando em algo que lhe deixava hesitante.

- Eu não devia deixar você se aproximar tanto de mim, do meu mundo. Não podia deixar você se aproximar de algo que é tão perigoso para você. Minha vida é tão inconstante, tão desestabilizada, que eu não devia querer isso para você também. Portanto, parece impossível agora. – Ele suspirou e eu respirei fundo. Quando eu vi que ele iria continuar, me aproximei mais para ouvi-lo melhor. – Eu não consigo mais ficar longe de você. – Ele falou devagar e pausadamente. Depois seus olhos voltaram para mim em um verde mais claro do que o habitual.

Mordi os lábios, sentindo minha face esquentar rapidamente.

- Então, não fique. – Murmurei dessa vez olhando fixo para os seus olhos, quase hipnotizada com o verde intenso que eles estavam agora.

- È errado.

- Não, não é.

- Eu não queria essa vida que eu tenho para você. – Balançou a cabeça e sua visão foi para frente. – È tão perigosa ás vezes com o que nos metemos. Mesmo que eu não queira isso para você, eu também não quero me afastar. È impossível tentar conciliar os dois. Você é tão frágil e tão... Diferente. Eu pensei que no primeiro dia de aula eu ia te odiar... – Admitiu e eu fechei os punhos com a verdade que saiu de seus lábios. – Garanto que eu pensei isso quando me disseram que uma garota que tinha o mundo nas mãos e perdeu tudo iria entrar no colégio. – Deu um sorriso torto desanimado, não acreditando em algo que se lembrava. – Porém, nada foi como eu pensei que poderia acontecer. Eu disse para mim que eu não me importava; que você só seria qualquer outra daquele colégio. Mas, no primeiro dia de aula, quando eu te vi de longe tentando se proteger no seu próprio casulo, tentando resistir aos olhares hostis á sua volta, eu te achei tão frágil e tão quebrável. Como se até aqueles olhares maldosos que os alunos te lançavam pudessem te fazer algum mal. – Ele suspirou e seus punhos se fecharam sobre os seus joelhos com seus olhos se tornando mais sombrios. – Quando eu vi Jacob chegando perto de você naquele dia, eu senti uma necessidade quase doentia de te proteger ao cruzar os meus olhos com os seus olhos apavorados na mão daquele canalha. Por isso, te protegi; coisa que eu não queria fazer. Então, para tornar tudo ainda mais confuso para a minha cabeça, quando eu vi o seu rosto, quando eu vi os seus olhos castanhos diferentes de qualquer um que eu já tinha visto, eu me senti estranho. Senti-me esperançoso, quase como se eu soubesse que você pudesse me fazer mais feliz.

Balançou a cabeça, e nesse momento eu percebi que minha respiração não passava mais de algo que eu me esforçava para fazer. Ele continuou:

- Eu senti raiva de mim por causa disso; porque de todas as garotas que eu tinha ao meu redor, eu tinha que senti isso justamente por alguém que não sabia de nada das dificuldades da qual nós passamos, que com certeza rejeitaria qualquer pessoa daquele mundo? Minha raiva se refletiu em você; eu não queria que você tivesse que aparecer em minha vida para me fazer sentir-me tão vulnerável quando eu te via. Por isso tive tanta raiva de você naquele dia. Mas quando eu te vi novamente desprotegida no recreio e nós tivermos aquela conversa, a sensação só fez aumentar ainda mais. Em casa, depois de ter te deixado em sua casa e visto o quanto nossos mundos eram completamente atenuados, decidi que não podia mais me aproximar de você, que não podíamos ter mais que aquela conversa que tivemos. Para quê me aproximar de alguém que não me queria do lado? Que poderia me desprezar? Foi a pergunta que eu fiz para mim a noite toda daquele dia confuso da minha vida. Então eu tive que conversar sobre isso com você no dia passado; meu coração estava estranhamente despedaçado no meu peito quando eu tive que te dizer aquelas palavras, quando eu tive que te mostrar que não podíamos viver juntos, que não podíamos ser amigos. Mas, ai... – Ele sorriu como se sentisse orgulho de algo. – Você veio com aquele desenho no dia seguinte e eu fiquei tão feliz por descobrir que você se importava comigo que não resisti a aceitar a sua amizade. Conversar com você depois daquele dia de aula me fez ver que talvez você fosse a garota que tinha perdido o mundo e caindo no meu mundo por algum tempo, mas que ainda assim era diferente. Você não tinha vergonha de andar comigo no meio da rua. Você me contou os seus medos, os seus sonhos, suas dúvidas. E eu descobrir que a cada palavra sua, eu queria ouvir mais e mais. Descobrir que não queria me afastar de você no final do dia. Pareceu tão irracional para mim no começo, porque eu não queria te manter no meu mundo, pois quando você saísse da escola, eu iria ser uma breve passagem na sua vida, algo que talvez você não se lembrasse no futuro. Mas, egoísta como eu sou, não fui capaz de me afastar. Na verdade, nem quero mais...

Ele parou e seus olhos que estavam olhando para baixo o tempo todo, se viraram para mim. Ofeguei quando vi a intensidade, não sabendo o que falar.

- Bella, eu... – Ele fechou os olhos tentando se concentrar no que dizia. – Me desculpa, mas eu nunca me senti assim na vida. Nunca me senti mais vivo do que me sinto quando estou perto de você. Pode ser que você me ache um tolo, afinal eu sou só um garoto pobre, mas eu acho que estou... Apaixonado por você. – Finalizou com um fio de voz, franziu os cenhos e abaixou a cabeça.

Procurei não surtar com sua declaração. Ele estava apaixonado por mim. Edward sentia-se da mesma forma que eu. Uma onda incrível de alivio veio em meu peito. Por que na primeira vez na minha vida, eu sentia que era mais importante ouvir aquilo da sua boca do que qualquer outra coisa. Eu estava apaixonada por ele, assim como ele. Não importava as diferenças, as dificuldades. Eu só queria ficar com ele, eu só queria...

Respirei fundo, tentando controlar o fôlego. Ele estava se desculpando por está apaixonado por mim. Ele não sabe o quanto me deixa feliz ao saber disso.

Ele ainda mantinha a cabeça abaixada e eu sabia que ele estava com vergonha do que tinha dito. Como se tivesse vergonha de ter que sentir aquilo por mim.

- Eu acho que você está errado... – Comentei com a voz baixa, fazendo o possível para minha respiração se regular.

- Sim, você nunca se apaixonaria por mim, certo? – Ele perguntou com a voz melancólica.

- Não, não é isso... – Sorri satisfeita. Era possível eu está chorando de felicidade por saber que ele gostava de mim tanto quanto eu?

Quando Edward percebeu o tom confiante que saiu nas minhas palavras, levantou a cabeça e me olhou confuso. Ajeitei-me no pano, tentando ficar mais perto dele e toquei sua mão. Nossos rostos ficaram a centímetros um do outro.

- Você está errado em achar que eu não poderia me apaixonar por você... – Sussurrei. Ele franziu o cenho. – Por que não? Eu não sou melhor do que ninguém, Edward. Não sou inclusive melhor que você. Edward, eu nunca conheci alguém tão doce ou tão mais... – Mordi os lábios, sabendo que estava corando – Tão honesto e corajoso, amoroso, e mais várias definições que poderia dar para você, em minha vida. Edward, eu nunca conheci alguém como você.

Seus olhos se estreitaram, como se não compreendesse o que eu estava falando ou como se não acreditasse nas minhas palavras.

- Você está dizendo que... – Ele tentou acompanhar minhas palavras.

- Eu estou dizendo que eu também estou apaixonada por você. Eu nunca senti o que estou sentindo por você por mais ninguém. A vontade de está ao seu lado o tempo todo, a preocupação quando você está longe de mim. Eu fico ansiosa por voltar para a escola só para te ver. E... – Parei e abaixei a cabeça, olhando para minhas mãos, incapaz de ficar observando os seus olhos verdes. – Eu é que achei que você não iria se apaixonar por alguém tão egoísta e teimosa, alguém tão diferente de você, como eu sou. Você é tão bom, Edward. È tão bom que quem deve se sentir insuficiente sou eu e não você. Você tem as qualidades mais perfeitas possíveis, eu não conseguiria ser metade do que você é. – Declarei, sentindo minha nuca ficar vermelha de tanta vergonha que eu estava agora.

Um silêncio absurdo foi feito quando eu terminei de falar. Tudo que eu somente podia ouvir era a nossa respiração rápida que estava próxima demais e os batimentos do meu coração exaltado. Eu pareceria ridícula demais dizendo aquilo para ele? Eu gostava dele, eu estava apaixonada. Era tudo o que precisava dizer.

De repente, quando eu ainda estava com a cabeça baixa, senti sua mão encostar-se a minha bochecha e levantar o meu rosto para observar a sua face. Com o toque cada terminação nervosa minha era um fio desencapado que ia diretamente para o meu coração. Sentir a dor latejante de paixão vindo no meu peito novamente, a barriga revirando de um lado para o outro como se estivesse em uma montanha russa.

Edward estava com os olhos confusos, enquanto me fitava.

- Você se acha insuficiente para mim? – Perguntou, dando um sorriso nervoso e incrédulo. Balancei a cabeça em afirmativa. – Não, Bella, você é tudo o que eu não posso ter... Você não pode está apaixonada por mim; meu mundo não é seu mundo.

- Mas, estou... – Senti minha voz mais firme. Não me importava o que ele era, o que me importava era a bondade que estava no coração dele. – Eu estou e quero continuar a está.

Ele deu um sorriso torto e apertou sua mão mais firme em meu rosto.

- Isso complica um pouco. – Ele sussurrou depois de alguns segundos.

- Eu não me importo. Eu gosto de você, como você é.

Ele suspirou e seus olhos foram para suas mãos que desciam agora pelo o meu cabelo que estava na frente. Ele seguiu uma linha reta com o seu dedo até o outro ponto da minha bochecha e com delicadeza, pôs um fio de cabelo solto atrás da minha orelha, olhando firme agora para os meus olhos.

- Você não sabe o quanto esperei por você, Bella. Pedido a cada dia alguém que me olhasse com os olhos que você me olha. Que me fizesse senti tão bem como eu me sinto.

Engoli em seco, sentindo o nó preso em minha garganta.

- Isso parece ruim para você? – Perguntei nervosa.

Ele deu um sorriso torto.

- Não... – Suspirou parecendo triste com algo. – Então, o plebeu se apaixona pela a princesa.

Sorri de volta quando ouvir sua frase.

- Que princesa idiota.

- Que plebeu pobre e egoísta. – Comentou com a voz pesada.

Suspirei e levei a minha mão até o seu rosto. Ele fechou os olhos vagarosamente, tremendo um pouco com o meu toque. Ele não sabia o quanto era especial. Principalmente para mim. Não sabia a importância que tinha em minha vida agora. Sua bondade, sua humildade, sua vontade de querer ser feliz era tudo o que me preenchia nesse momento.

Quando ele abriu os olhos e olhou profundamente dentro dos meus, sem hesitar, eu cheguei mais perto dele e me aninhei em seu peito. Ouvir o seu coração frenético, batendo no mesmo compasso que o meu.

Seus braços resistiram um pouco, mas logo ele passou-os pela as minhas costas, apertando mais junto de si e encostou seu queixo no topo da minha cabeça. Fechei os olhos, com um suspiro alto e aliviado.

Para mim, ali nos braços dele parecia ser o meu lugar. Não havia outro que eu não me sentisse tão confortável e completa.

Eu parei meu carro em frente á minha casa e desliguei, trazendo o silêncio á tona. Edward se manteve calado em toda viagem de volta e eu me perguntei se nossas declarações iriam afetar de alguma maneira nosso relacionamento. Não decidimos o que iríamos fazer na clareira e eu esperava que ele fizesse isso em algum momento.

Ele estava apaixonado por mim, mas não parecia me querer no mundo dele. Era proteção ou apenas hesitação de me ter em sua vida?

Ficamos olhando a escuridão lá fora enquanto eu estava esperando ele falar alguma coisa com a respiração irregular.

- O que vamos fazer? – Não agüentei o seu silêncio; tinha que quebrar. Minha voz pareceu alta diante do silêncio.

- O que você quer fazer? – Ele perguntou de volta agora olhando para mim.

- Eu quero ficar com você. – Fui direta, agora não havia porque mentir.

- Então, eu ficarei com você. – Sua voz era mais determinada. – Ficarei até o dia em que você cansar de mim.

- Isso não vai acontecer. – Afirmei.

Ele sorriu torto e abaixou a cabeça.

- Não vá embora agora. – Pedi com o peito contraído dentro do peito – Eu ainda não quero me separar de você.

- Nem eu. – Voltou-se para mim com o olhar mais animado. – O que fazemos então? – Fiquei feliz que ele estava disposto a lutar pelo o sentimento assim como eu.

- Talvez você pudesse subir em meu quarto. – Eu respondi de maneira mais entusiasmada. — Há algumas pedras soltas na parede; não será difícil.

Ele cerrou os olhos na escuridão, pensativo e depois suspirou, voltando o olhar para mim.

- Espere-me lá em cima. – Comentou com a voz baixa.

- Tudo bem. – Eu falei animada demais, quase já saindo para o lado de fora. Então, senti sua mão segurando meu braço e olhei para ele confuso.

- Tem certeza que quer isso, Bella? – Sua voz tinha uma pontada de dor.

- Edward... – Cheguei mais perto dele. Queria que ele tirasse aquele olhar de duvida de sua face. Passei a mão em seu rosto macio, fazendo-o fechar os olhos. – Eu nunca tive tanta certeza sobre alguma coisa do que tenho agora. Tudo bem?

Ele abriu os olhos, um pouco mais confiantes e sorriu, trazendo as lindas covinhas em suas bochechas.

- Tudo bem. – Concordou e Meu coração se aliviou com suas palavras.

Sorri animada e sair do carro. Quando andava pelo o jardim da minha casa, olhei para trás e vi Edward me esperando entrar em casa já do lado de fora do carro. Apressei meu passo, quase começando a correr de tanta ansiedade e entrei em casa.

Meu pai e minha mãe, para o meu desespero, ainda estavam na sala de televisão.

-Oi pai, Oi mãe. – Tentei parecer o mais normal possível.

- Oh! Oi querida, chegou? – Minha mãe perguntou animada. – Quer comer alguma coisa?

- Não, não. – Eu falei urgentemente, antes que ela me obrigasse e Edward tivesse que me esperar do lado de fora. – Eu vou para o meu quarto. Eu estou meio cansada.

- Tudo bem, então. – Ela concordou, dando de ombros.

- Boa noite, Bella. – Meu pai falou quando eu comecei a subir as escadas apressadas. Eu parei no topo dela para responder-lhe.

- Boa noite pai e mãe. – Sorri tentando impedir que o nervosismo viesse ao meu rosto e sumir pela a porta do meu quarto.

Tranquei a porta – ainda bem que eu sempre fazia isso quando eu dormia para ninguém perceber nada – e corri para a janela, abrindo-a quase com desespero.

Meu coração se decepcionou quando não vi Edward lá, porém quando eu o vi ainda escalando minha parede, respirei aliviada. Ele chegou até a janela em poucos segundos.

- Pensei que não virei. – Eu falei quando ele se preparava para passar pela a minha janela.

- Você me pediu, não me pediu? – Perguntou gentilmente.

Sorrindo, dei-lhe espaço. Edward foi rápido para contornar minha janela e logo está em pé no meio do meu quarto. Inspirei o ar, procurando não me lembrar que o cara da qual estava apaixonada estava dentro do meu quarto nesse exato momento.

Ele sorriu e virou-se para fechar a janela. Depois seus olhos passaram pelo o meu quarto escuro e rapidamente ele captou os meus desenhos na minha parede. Sorriu animado, olhou para mim e seguiu pensativo em direção a eles.

Eu mordi os lábios e fui me sentar na cama, observando ele analisar cada parte das minhas artes. Ele passou o dedo levemente pelo o desenho que eu tinha feito naquela tarde — o desenho das horas passando incrivelmente devagar enquanto eu o esperava pensado cada vez mais nele – passando depois para o desenho de seus olhos verdes comigo perdida em suas pupilas. Ele se demorou um pouco mais observando esse; passou a mão pela a textura e parou no ponto onde eu me encontrava, dando um longo suspiro.

Em cada desenho que ele olhava, eu sentia o meu coração batendo mais acelerado. Quando terminou de olhar cada um, ele olhou para mim com os olhos impassíveis.

- Seu quarto é bem colorido. – Comentou com a voz divertida.

- Precisava de um pouco de cor para viver aqui. – Senti-me ruborizada. Afinal, ali só tinha desenho dele – mesmo que estivessem meio desfocados para que meus pais não percebessem.

Ele sorriu, mas logo sua expressão ficou séria.

- Bella. – Seus olhos escureceram enquanto ele me analisava. – Você acha que isso pode dar certo? Nós dois juntos? Com todas as nossas diferenças?

- Eu quero que dê certo, Edward. – Eu falei confiante. – Você não quer?

Ele abriu os olhos para mim como se eu estivesse falando um absurdo e caminhou a passos rápidos na minha direção, sentando-se na minha frente. Procurei lembrar-me de controlar os meus batimentos cardíacos – se é que isso era possível.

- Bella, eu quero mais que tudo que isso dê certo. – Ele falou Edward com confiança e pegou minhas mãos na sua. – Nunca quis algo na minha vida, tanto quanto quero isso. Eu quero ficar com você, Bella.

- Então, vamos fazer com que dê certo.

- Como, Bella? Seus pais não vão...

- Meus pais não precisam saber. – Cortei-lhe a fala. — Eu não me importo, Edward. A não ser que eu esteja com você, eu estarei feliz.

Ele suspirou e elevou sua mão com nossos dedos entrelaçados para o meu rosto.

- Vamos tentar fazer com que dê certo. – Sussurrou e eu assenti incapaz de fazer qualquer coisa que não fosse olhar seus olhos verdes em minha direção. – Eu... Eu quero fazer algo. – Comentou com a voz baixa.

Mordi os lábios e dei de ombros.

- Faça. – Disse com determinação.

Ele franziu o cenho e colocou a outra mão do outro lado do meu rosto. Olhou-me por algum tempo antes de começar a inclinar levemente a cabeça em minha direção. Parecia está com medo de não fazer a coisa certa, parecia está com medo de minha reação. Eu estava nervosa sabendo o que ele queria; por quanto tempo eu desejei sentir seus lábios nos meus?

Quando pensei nisso, me senti ansiosa; queria que ele apressasse logo para me beijar, que encurtasse a distância de nossas bocas logo de uma vez. Que me fizesse senti seus lábios nos meus.

Minhas mãos com a ânsia disso foram para a sua nuca arrepiada, enquanto nós começamos a respirar mais acelerado. Edward um pouco mais rápido encostou finalmente os seus lábios nos meus.

O toque fez cada parte do meu corpo, cada parte das minhas células pedirem mais dele; sentirem a necessidade dele. Meu coração parecia um tambor em marcha lenta de um desfile enquanto sua mão descia por minhas costas e segurava minha cintura.

O beijo começou calmo com seus lábios roçando os meus com delicadeza, como se ele tivesse que ter certeza de que estava fazendo a coisa certa. Eu entreabrir mais a boca, dando espaço para a sua língua que invadiu a minha boca quando teve certeza de que estava fazendo a coisa certa.

Minhas mãos passaram de sua nuca para o seu cabelo, onde eu afundei meus dedos com desejo caloroso que via em meu corpo. Rugidos baixos começaram a sair dos nossos lábios quando o beijo se aprofundou, tornando-se mais ansioso.

Eu não sabia dizer o que estava sentido naquele momento. Era algo incompreensível, irracional. Eu nunca pensei que podia existi algo como aquilo, que aqueles sentimentos avassaladores pudessem vir para mim de maneira tão profunda.

Nosso beijo se completava com perfeição; sua boca na minha parecia ser a coisa certa, como se tivessem sido feitas uma para a outra. O meu coração parecia entender que ali era ele, parecia compreender que precisava muito mais que aquilo. A sensação de segurança era completa em seus braços; em seus beijos. Nós nos completávamos como a noite e o dia se completavam e precisavam um do outro.

Sim, a noite e o dia. Um iluminando o outro, ele me iluminado com o seu sorriso, me inebriando com seu cheiro suave, me fazendo sair de mim com seu gosto irresistível. O sol e a lua, tão diferentes, mas ainda assim necessitados um do outro para sobreviver. Será que Edward compreendia agora que era o meu sol, o meu dia mais ensolarado?

Quando não agüentei mais, meus braços apertaram o seu pescoço, exigindo mais de seus lábios. Ouvir um rugido alto saindo da garganta de Edward quando eu me ergui sobre ele, entrelaçando de todas as formas possíveis os meus dedos em seu cabelo bronze, querendo senti a suavidade deles. Ele me pegou pela a cintura com firmeza, fazendo-me arfar de desejo quando desgrudamos os lábios por um segundo, e me deitou na cama, vindo com outro rugido rouco para cima de mim.

Tentei eliminar o fato de que ainda era virgem. Sim, mas quem mais poderia tirar isso de mim que não fosse aquele garoto que me tirou do serio, que me fez senti a coisa mais desejável do mundo, que me fazia senti dependente dele á cada momento que se passava?

Edward subiu a sua mão pelo o meu corpo e eu senti como se o mesmo estivesse pegando fogo. Talvez fossem os raios de meu sol impregnando de forma devastadora em cima de mim.

Arfei quando ele mordeu os meus lábios, encaixando as nossas pernas. Puxei-o para cima de mim e passei minhas mãos por cada perfeita forma de suas costas, tentando ver se aquilo era real; que aquilo era verdadeiro e não somente um sonho. Que eu realmente estava sentindo o que eu estava sentindo por aquele garoto surreal.

Quando eu ia tentar tirar a sua camisa em um ato totalmente impensado, com ele já totalmente em cima de mim, seus lábios pararam abruptamente de se mover contra os meus; suas mãos que passavam pela a extensão de minha perna cessaram como se tivessem sido impedidas por alguma coisa. Apesar da respiração escassa eu fui capaz de perguntar:

- O que houve? Por que parou?

Ele ofegou e olhou para o meu rosto um pouco assustado com alguma coisa. Quando viu minha expressão, pareceu desnorteado e se levantou abruptamente de cima de mim.

- Edward, o que...? – Tentei perguntar.

- Desculpe-me. – Ele me interrompeu com a face envergonhada e decepcionada.

- Edward, o que houve? – Perguntei preocupada, sentando ao seu lado na cama.

Ele olhou para mim com os olhos tristes.

- Eu passei dos limites, eu não deveria ter feito isso.

- O beijo?

- Não. – Ele balançou a cabeça. – A tentativa de... – Balançou novamente a cabeça, como se não acreditasse que tivera coragem de fazer aquilo.

- Edward, não tem nada, eu...

- Bella. – Ele me interrompeu. – Me responda uma coisa? Você é virgem?

Senti minhas bochechas mais quentes, quase pegando fogo. Mordi os lábios enquanto me preparava para falar

- Claro que sou. — Minha voz saiu inaudível.

- Oh! Minha Bella desculpe-me. Eu não queria parecer...

- Ei, ei, ei... – Cortei a sua voz desesperada. – Não precisa se preocupar. – Cheguei mais perto dele e passei as mãos em seu rosto. – Não há outra pessoa que eu queria que tire isso de mim que não seja você, Edward. Eu realmente eu estou apaixonada por você.

- Não. – Ele balançou a cabeça, determinado. – Eu não sou a pessoa certa para fazer isso. Você merece alguém melhor.

- Alguém melhor? – Perguntei assustada. – Alguém melhor que você? Impossível. Além do mais, é por você que eu estou apaixonada, não é por outra pessoa.

- Bella, sua primeira vez não tem que se com alguém como eu; um garoto pobre e sem classe. Tem que ser com alguém que seja digno de tirar isso de você. Eu não sou.

- Edward. – Sorrir. Não poderia esperara outra reação dele. Já percebi o quanto ele era altruísta. – È você que tem que fazer isso. Não há outra pessoa, entende.

- Não, Bella.

- Mas...

- Não, não agora... – Ele completou e sorriu torto, voltando os olhos para mim intensos demais. – Se a pessoa que vai tirar não é especial... – Revirei os olhos. – Ao menos deixe que o momento seja especial. Eu não quero que isso, uma coisa tão importante para você, seja tirado assim, no nosso primeiro beijo. Entende? Isso tem que ser feito de maneira especial e calma. Sem pressa, sem medo de que sua mãe apareça aqui com uma arma na mão... – Sorriu um pouco mais divertido. – Deixe-me fazer da maneira certa, OK?

Sorrir ainda mais. Seria possível ele me fazer ficar ainda mais apaixonada por ele? Sim, seria. Porque só ele era capaz de controlar os instintos masculinos para tornar a primeira vez da pessoa que gosta especial.

- Tudo bem. – Sorri. – Obrigada. E me desculpe se eu fui inconveniente.

- Não, não foi. – Passou os braços ao meu redor e deu um leve beijo em meus lábios. – Apenas agiu com os instintos.

Assenti, encostando minha cabeça em seu peitoral feliz por poder sentir seus batimentos cardíacos de maneira tão rápida quanto os meus. Ficamos em silêncio por um tempo, cada um respirando a sua maneira, cada um tendo os seus pensamentos.

Em certo momento, Edward suspirou pesadamente, batendo seu hálito em meu cabelo, e nesse momento eu me perguntei no que ele estaria pensando. Será que estava pensando, assim como eu, como iríamos levar esse namoro a frente? Eu não queria desisti dele por causa do meu pai ou qualquer outra coisa. Edward era especial demais para não se lutar por ele. Agora não havia mais volta. Eu sabia, eu sentia lá no interior de cada célula minha, que nunca poderia me senti da forma que estava me sentindo hoje por ele.

- O que está pensando? – Perguntei quando ele começou a alisar o meu cabelo.

Ele não falou por algum tempo, continuou alisando o meu cabelo. Depois levou os lábios até o topo da minha cabeça e depositou um beijo suave.

- Que você deveria dormir. – Murmurou como se tivesse com medo de quebrar o silêncio daquela noite calma.

Eu já não ouvia mais o barulho da televisão do meu pai e minha mãe lá embaixo. Será que eles já tinham indo dormir?

Eu não queria dormir agora. Não estava com sono; a presença de Edward me deixava acordada o bastante para eu não querer fechar os olhos.

- Não quero dormir agora. Estou sem sono. – Balbuciei e como se para me contradizer, a minha boca se abriu em um bocejo alto.

Edward riu baixo, fazendo seu peito tremer de sua risada aveludada.

- Tem certeza? – Perguntou divertido.

Suspirei e me separei dele, para olhar o seu rosto.

- Quero que você fique aqui.

- Então, eu ficarei. Mas... – Ele foi para o encosto da minha cama e me puxou pela a cintura, me encaixando ao seu lado e colocando minha cabeça no seu peito, transformando-o em um perfeito travesseiro confortável. – Você vai tentar dormir. Prometo que não vou sair aqui antes que você durma.

- Promete? – Perguntei passando as mãos pela a sua cintura, satisfeita de está tão perto e relaxada.

- Prometo.

Suspirei aliviada e quando me vi já estava fazendo um monte de perguntas para ele, tentando me manter acordada para conversar o máximo que conseguia.

Edward respondia as perguntas com exatidão, sempre me perguntando também algo sobre minha vida antiga ou como era a cidade que eu morava. Foi engraçado quando eu comecei a falar sobre isso. Eu já não sentia tantas saudades como sentia antes. Como sentir se agora a maneira que eu me sentia era bem melhor do antes?

Agora eu sabia que podia existir algo bem melhor do que ter um bom sapato nos pés ou uma boa roupa de marca ou ser alguém conhecida por todas. O melhor era está como eu estava; senti o que eu estava sentindo. O sentimento por Edward me preenchia de certa maneira que praticamente me fazia esquecer de que um dia eu tinha uma vida com o mundo aos meus pés.

Como eu era ingênua. Eu podia ter todas as coisas do mundo, mas não tinha o melhor. O amor. Não tinha o que eu estava sentindo por Edward que tapava o vazio no meu coração que até antes mesmo de conhecê-lo não sabia que existia.

Eu sabia o que tudo isso queria dizer; a vontade de continuar aqui e até o medo de sair do colégio em que eu estava e que um dia cheguei a detestar. Isso tudo queria dizer que eu estava irrevogavelmente e incondicionalmente apaixonada por Edward Cullen. Agora não havia mais nada que me fizesse feliz que não fosse ele.

Não sei em que exato momento de nossa conversa eu peguei no sono, portanto em um silêncio absurdo, Edward começou a cantarolar uma música melodiosa em meu ouvido e eu quase não percebi meus olhos se fechando. Por mais que estivesse na inconsciência, eu estava completamente consciente da presença de Edward em meu quarto até a hora em que eu ouvi a música cessar, um encosto de lábios frios em minha testa e a falta que sua presença fez como o melhor travesseiro que podia ter.

Quando o beijo na minha testa cessou, foi como um sonífero; a inconsciência me cegou completamente.

Notas finais
Então? Ruim? Bom? Emocional demais?

Acho que vocês podem entender o lado de Edward por parecer tão hesitante. Ele não quer que Bella se apegue a ele, para quando ela tiver uma chance na vida, não se prender no mundo sem oportunidades dele por causa do amor que ela sente. Booom, ele vai ter mais alguns motivos para sentir isso. Mas, isso é lá na frente, por enquanto eu quero saber o que vocês acharam desse capítulo.

Gostaram do primeiro beijo deles? E a Bella já apressada? kkkkkkkk

Bom garotas, é isso ai. Comentem e expressem suas opiniões.

Beeeeeijos ;*