Aprendendo a Amar
5 Capitulo 5 ♥
Notas iniciais

Mal dormi a noite, são tantos pensamentos, tantos problemas..., espero mesmo que esse advogado tenha algo bom a me oferecer hoje a tarde.
Já são 11hrs da manhã, a Charlote dormiu a noite toda e ainda está dormindo, sorte a dela não ter com o que se preocupar. Aproveitei que ela dormia e andei até o banheiro para tomar banho, fui ao guarda-roupa e acabei enrolando bastante até escolher e acabei optando por vestir um vestido branco com corações pretos e um salto rosa (mídia). Fui a cozinha para comer alguma coisa encontrei a minha mãe e ela falou que ia sair para ver alguma amiga, o que vai me ajudar devo admitir. Volto para o quarto com a missão de acordar minha irmã.
-Charlote acorda! – falo mexendo nela – vai temos que sair!
-Mais cinco Minutos... – fala com o olho fechado, não aguento e rio, ela apreendeu isso comigo.
-Então vai ficar sem chocolate... – falo indiferente pegando a bolsa, na hora ela pula da cama.
-Estou plonta! Vamos!?
-Pronta de pijama!? – falo rindo colocando a bolsa em cima da cama – Banho agora!
E foi assim que perdi uma hora e meia do meu dia ajudando ela no banho e se arrumar, ela estava com o visual parecido comigo a diferença era que o preto do vestido era rosa igual ao meu salto e a sapatilha dela era preta. Devo admitir que gosto quando nos vestimos assim com a inversão de cores que compramos em uma loja infantil em que a vendedora achou que éramos mãe e filha, mas não desmentimos foi legal enganar a mulher.
Fomos a um restaurante típico da região fazíamos isso todo dia que minha mãe não estava em casa claro, todos nos restaurante já nos conhecia, depois de comermos um petit gateau fomos ao escritório do Dr. Marcelo, é bastante bonito e requintado.
-Boa tarde, o que deseja? – fala a secretaria.
-Vim ver o Dr. Marcelo Campos, marquei de ve-lo hoje a tarde.- falei simpática e ela pegou o telefone avisando.
-Aqui está uma moça com a filha... – seguro o riso – disse que marcou de ve-lo essa tarde... – ela desliga – Me acompanhe! – seguimos ela até uma sala e ela abriu a porta. -Entre! – entramos e a mesma fechou a porta, Marcelo estava sentado e se levantou vindo em nossa direção.
-Boa tarde senhoritas, estava mesmo pensando se de fato viriam! – estende a mão me cumprimentando e retribuo.
-Eu falei que viria e aqui estou eu!
-Sente-se, então quer dizer que essa é a sua filha? – falo em tom de brincadeira se sentando aonde estava antes e mostrando o lugar a frente em que me sentei.
-Muitos pensam isso quando nos vê, a sua secretaria não foi a única, nem desmentimos mais!
-Isso ocorre já que quando estão juntas sentimos uma energia maternal vindo de vocês, você a trata como filha e ela te trata como a mãe! – ele da um daqueles sorrisinhos galanteador que devia deixar qualquer mulher louca de amor por ele.
-Estamos mesmo nos dando bem..., Mas do que se trata a minha vinda até aqui?
-Ah sim..., você disse que precisava de um lugar para morar e pelo que sei o apartamento que era de seu pai ainda está correndo o aluguel, pode ficar lá por enquanto tem três alugueis pagos...
-Isso é ótimo! – falo animada.
-Se quiser posso leva-las agora mesmo, estou com a chave em meu poder.
-Por mim tudo bem!
-Então vamos!
Saimos do escritório e quando a secretaria viu acabou deixando escapar um sorriso malicioso, deve ter pensado que estávamos juntos, que vergonha! Não que seja lá uma ideia tão ruim já que ele é bastante atraente e tudo mais...
-Querida tudo bem para você se ficarmos na sua casa? – perguntei no caminho.
-Si, tudo blem!
-Otimo..., será temporário!
Passamos o restante do caminho em silencio, quando desço do carro para entrar no prédio percebo que ele era bastante simples..., mas coloco na minha cabeça que será temporário e não ficarei nesse lugar muito tempo.
-O apartamento é simples, mas é confortável!
-Obrigada por nos trazer aqui!
-Não é nada!
Ele abre a porta e entramos o apartamento era mal decorado, mas com lindas peças acho que terei que redecorar será bom para a aparência e pela Charlote também. Ele até que é grandinho uma sala, cozinha, mini sacada, dois banheiros e dois quartos e fora uma mini área de serviço.
-Ele é ótimo para mim e a Charlote! – ela estava no quarto e eu na sala com o advogado.
-Na hora que você disse que precisava de uma casa, me lembrei daqui e pensei a mesma coisa que você, ele é perfeito!
-Agradeço de novo, muit... – ele coloca o dedo indicador nos meus lábios, simbolizando silencio.
-Não precisa agradecer...
-Então podemos vir para cá?
-Hoje mesmo se quiser!
-Seria ótimo.
-Precisará de ajuda?
-Não será preciso, apenas preciso arrumar nossas coisas e trazer, mas mesmo assim obri... – ele me interrompe.
-Então eu posso ajudar, com o carro posso ajudar a trazer as coisas.
-Não quero incomodar...
-Ate parece que uma mulher tão linda como você incomoda..
Sinto-me corar.
-Não aguento mais! – ele disse do nada.
-Aconteceu algo?
-Sim, aconteceu!
-Posso ajudar?
-Não faz ideia de como....
Passa as mão pela minha cintura o puxando para ele e selando os nossos lábios, entrelaço minhas mãos em volta do pescoço dele.
-Eu preciso fazer isso... – falo e o beijo em seguida, ele retribui o beijo o deixando lento e ferroz ao mesmo tempo. Depois de alguns minutos, imagino, me separo -A Charlote pode ver...
-Claro que entendo, você gosta dela né?
-Aprendi a gostar... aprendo a cada dia...
-Ela é uma graça, não tem como não gostar dela.
-Sim..., acho melhor ir para casa agora... tenho que arrumar as coisas...
-Eu levo vocês!
-Obri... – ele me interrompe e se afasta.
-Vou pegar a charlote!
Sai da sala e volta depois alguns segundos com ela no colo.
-Vamos?
-Claro.
Saimos do apartamento e o tranco, no elevador ocorre tudo em silencio, no caminho também até que a charlote interrompe:
-Loces lestão namolando? – pergunta me olhando.
-Claro que não, por que acha isso?
-Vi loces dois na sala... – fala se não fosse nada de mais.
-Aquilo não era nada pequena, ela estava apenas limpando o meu rosto você viu errado. – fala me olhando pelo retrovisor.
-Isso mesmo, você viu errado...
-Que horas você quer que eu venha ajudar? – fala mudando de assunto.
-Amanhã cedo pode ser?
-Ás oito?
-Acha mesmo que acordamos tão cedo?
-Não mesmo! – fala rindo.
-As onze está melhor!
-Okay, então amanha as onze estarei aqui!
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