Aprendendo a Amar
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Aprendendo a Amar
Capítulo 8
Nove anos antes.
Edward.
Seus olhos estavam fechados. Ela mordia os lábios. Sorria ofegante. A boca abria num pequeno ‘’O’’ e nenhum som saia. Minhas mãos estavam em seus quadris apenas ditando o ritmo. Sentir seu corpo em volta do meu membro, me apertando de forma pulsante era o paraíso. Ela rebolava gostoso, e por mais que eu amasse seu corpo em cima do meu, eu precisava acabar com isso logo, de outra forma nós iríamos ficar atrasados para a aula e justamente hoje começavam as provas finais.
Apertei seu quadril mais forte, e intensifiquei os movimentos aumentando nossa fricção, ela soltou um resmungou de descontentando, Bella era uma provocadora, adorar um ritmo lento e torturante.
—Vamos Baby, eu preciso que você venha. – sussurrei com a voz rouca. Ela abriu os olhos cobertos de luxuria. Jogou a cabeça para trás e gemeu. Puta que pariu! Eu não duraria muito tempo. Sua buceta parecia morder meu pau, tamanha a forma que ela contraia, e eu sabia que ela o fazia de propósito. Ela queria que eu gozasse e ela não. Mas eu não permitiria isso. Mantendo nossa posição, tomei mais controle dos seus movimentos, me forçando mais dentro dela. Ela gemeu alto agora. Ótimo, ela estava perto.
—Vem linda. Relaxa, preciso sentir seu prazer. – sussurrei.
—Edward. – gemeu. Ela quicava em cima de mim. Senti o momento exato em que seu corpo relaxou agora a contração em volta do meu pau era involuntária. Eu poderia gozar em fim.
—Que porra! – O grito de Jasper foi como um balde de agua fria em pleno o inverno em Forks. Bella se jogou na cama tentando se cobrir com o lençol que estava em baixo do meu corpo.
—Jasper! – ela gritou indignada.
—Eu vi os peitos da minha irmã! Que merda! – ele lamentou com as mãos nos olhos.
—Você podia ter batido. – reclamei
—Agora a culpa é minha? – ele mantinha os olhos fechados, o rosto branco de mais completamente vermelho com vergonha. – você transando com minha irmã no nosso dormitório e a culpa é minha por entrar?
—Sim. –Bella e eu respondemos juntos. Ela saiu da cama pegando sua roupa espalhada pelo quarto, mantendo o lençol firmemente preso ao seu corpo.
—Te vejo em vinte minutos?
Apenas confirmei com a cabeça. Ela deu seu sorriso iluminado para mim, me beijou de leve na boca e saiu, fazendo uma careta para o irmão que não a via.
—Pode abrir os olhos. – suspirei ainda olhando ela rebolar o traseiro coberto apenas pelo lençol saindo pela porta.
—Ela saiu sem roupa? – ele parecia chocado.
Apenas dei de ombros saindo da cama sem me importar com minha nudez.
—Sim, o dormitório dela fica no fim do corredor.
—Alguém pode vê-la!
—Acho difícil. Falta uma hora para as aulas começarem, e todos devem estar dormindo, você sabe, viraram a noite estudando e tals. – não dei muita importância.
—Minha irmã andando nua por ai? Isabella! – ele gritou indo para a porta.
—Não adianta, ela já até chegou ao dormitório dela. Vamos tratar a grande questão aqui; onde o senhor passou a noite?
Na mesma hora ele ficou tenso.
—Trabalhando. –tentou parecer tranquilo. Aquilo não me convenceu. Peguei minha toalha de banho e me dirigi ao banheiro.
—Espero que não esteja se envolvendo no caso de Maria.
—Tudo o que sei sobre Maria é o que sai na TV.
—Sei. – resmunguei entrando no banheiro. Jasper e Maria namoravam há três anos e eu sabia que meu amigo era completamente apaixonado por ela, por isso tinha medo de que ele procurasse contato com ela e o FBI voltasse a ficar na cola dele.
Tive que aproveitar o banho para ‘’tocar uma’’,Jasper atrapalhou feio o meu começo de dia. Quando retornei ao quarto ele estava sentado em sua cama sem dar sinais de que iria se arrumar para as provas finais.
—Jasper? – chamei.
—Preciso de ajuda. – soltou. Passou as mãos pelos cabelos loiros que batiam quase nos ombros.
—O que você fez? – eu sabia que algo não estava certo.
—Ontem à noite eu estava com Alice Brandon.
—A do FBI?
—A própria.
—Encontro? – tentei com um sorriso forçado. Apesar dessa mulher não parecer ser muito mais velha que nós, ela exalava um ar de superioridade que deixada claro que homens como Jasper e eu não eram seu tipo.
Ele riu confirmando minhas suspeitas.
—Ela não faz meu tipo.
—É você que não faz o dela.
—Vá se fuder.
—Vem tentar.
—Você também não é meu tipo.
—Eu que foderia você.
Ele jogou o travesseiro sinalizando o fim de nossa briguinha ridícula de sempre.
—Então se não era um encontro...
—Eu estava ajudando em um caso. –ele disse olhando as mãos.
Comecei a colocar minhas roupas. Apenas uma calça jeans e uma camisa de mangas curta branca.
— O FBI está de olho em mim antes de Maria. Ainda quando morávamos em Forks.
—Quando você rackeou o sistema de transito para encontrar aquele estuprador?
—E também os cartões de credito dele. – ele lembrou.
Quando tínhamos dezesseis anos havia um psicopata pelas redondezas da cidade, estrupando e matando jovens. Houve três vitimas antes de Jasper o localizar. Jasper tinha acesso aos registros da delegacia graças ao pai chefe de policia, e o resto ele fez por conta própria. Achou o cara e acionou a policia.
—O que eles querem com você? – perguntei passando um pouco de gel no cabelo.
—Alice me ofereceu um estagio.
—Uau. Isso é grande. – sorri.
Ele continuou serio.
—Ela me chamou para ajuda-la em um trabalho, coisa confidencial não posso dar detalhes, mas funcionou como um teste pra mim. Quando me deixou aqui em frente a pouco, me ofereceu a vaga.
Fiquei empolgado. Porem ele continuava serio, o que não era seu comportamento típico.
—O que tem de errado? Por que não está feliz? É a chance da sua vida!- o sacudi pelos ombros. Ele deu um sorriso amarelo mostrando todos os dentes perfeitos, exatamente o que Bella dava quando havia algo a incomodando. Era nessas horas em que mais me lembrava de que namorava a gêmea do meu melhor amigo, e tentar me convencer de que o fato deles serem irmãos gêmeos fraternos fazia deles tão parecidos quando irmãos de gestações distintas, não ajudava.
—Qual o problema?
Ele suspirou teatralmente antes de responder.
—Tenho que faltar as provas finais para ir para seleção do estagio.
—Então falte! Vamos ser sinceros Jas! Nos formaremos dentro de algumas semanas e você ainda não conseguiu um estagio na sua área administrativa. O FBI foi a melhor coisa que aconteceu.
—Eles prenderam a Maria!- ele me olhou com raiva.
Então esse era o ponto.
—Eles só fizeram o trabalho deles.
—Maria não tem culpa das coisas que o pai fazia.
—Então ela será inocentada, fim de papo. Vi ontem numa reportagem que os advogados dela têm provas de que ela não tinha envolvimento com nada, o pai apenas usou o nome dela. Ela voltará para o País dela e ficará bem. Você não pode deixar que uma oportunidade dessas escape da suas mãos por causa de uma garota!
—Uma garota?! – ele levantou e me encarou com raiva. Dentes trincados, mãos em punhos.
Eu conhecia Jasper por toda minha vida e nunca meu melhor amigo havia me olhado daquele jeito.
—Você sabe o que é amar uma pessoa? Me responda Edward! O que você sente pela minha irmã?
Como essa conversa passou a ser sobre Bella e eu?
—Eu... –tentei manter a calma.
—Você ama a minha irmã? – ele arqueou uma sobrancelha do mesmo jeito que ela fazia quando queria me desafiar a discordar de algum ponto. Ele não queria uma resposta, julgava já saber a resposta. Aquilo me tirou do serio.
—O que Bella e eu temos haver com isso? Nosso namoro vai bem, obrigado!
—Você a ama? – repetiu.
—Você diz que ama Maria, mas olha o que esse amor fez com você! Você foi para outro país, se meteu em encrencas, mentiu para seus pais e agora poderia estar preso por associação ao trafico de drogas! Um bom relacionamento é feito com base na confiança e companheirismo, e isso sua irmã e eu temos de sobra!
Ele sacudiu a cabeça com um sorriso de canto. Ele agora estava calmo, contrastando com meu estado de espírito.
—E o amor? – sussurrou.
—Quer saber Jasper? Pode ir se fuder, vai correr atrás da Maria, recuse entrar para o FBI, e algum dia seja preso por eles, ou melhor; passe o resto da sua vida como um atendente do Subway, apenas por que não tem coragem de seguir em frente!
Peguei minha mochila e sai batendo porta.
Aquele merda fudeu com a minha manhã.
Era sete da manhã e Bella já estava na calçada me esperando. Uma calça jeans surrada, uma blusa rosa soltinha, e sapatilhas pretas. Jane ao seu lado parecia não ter dormido em casa também, já que usava as mesmas roupas que a vi na noite anterior, um vestido preto nos joelhos e all star.
Abracei Bella com força.
—Está tudo bem? Parecia que você e Jasper estavam brigando? – ela sussurrou. Relaxei tendo ela nos meus braços.
—Eu queria entrar e ver o que estava acontecendo, mas ela não deixou. — Jane se justificou com o olhar entediado.
—Jasper e eu tivemos um pequeno desentendimento. Só isso.
—Por causa do que ele viu de manhã? – ela mordeu o lábio. Apesar de parecer durona na maior parte do tempo, a cena a deixou constrangida.
—Outras coisas. Nada para se preocupar. Vamos?
—Ele não vem? – ela perguntou desconfiada. O alarme de irmã cinco minutos mais velha soando.
—Ele vem depois. – dei de ombros.
Ela fechou os lábios numa linha dura mais começamos a caminhar para o campus sem que ela reclamasse. Jane preencheu o caminho com tagalerise sobre o fim de semana em Las Vegas que seria na próxima semana. Quando voltássemos teríamos mais algumas provas e... Adeus vida acadêmica.
(...)
—Então será assim; o avião está meio que fechado para nosso ano. – Stácia disse no auditório. Todas as turmas de formandos estavam presentes.
—Não seria melhor essa viagem ocorrer depois da festa de formatura? – alguém gritou.
—Não mesmo! Depois da festa a maioria aqui tem que correr para empregos, estágios, casas em cidades novas, ou apenas um tempo com a família. Ninguém vai querer passar um fim de semana junto. E o bom de acontecer agora é... Aliviamos a tensão das provas. Verdade seja dita; se alguém aqui está precisando de muita nota pra se formar, receio dizer; você já esta reprovado. – minha garota falou com o microfone.
—Tenho que admitir que a Swan tem razão. – Stacia disse com outro microfone.
Mais alguns detalhes foram definidos. Sairíamos na sexta de manhã rumo a Las Vegas, e retornaríamos na segunda a noite.
—Eu estou tão ansiosa! – Jane comemorou deitando a cabeça na perna da minha garota, onde todos estávamos jogados na grama do campus naquele fim de tarde.
—Somos dois Volturi! – Tyler levantou a mão para ela num Hi-5. Ela bateu sua mão na dele com gosto.
—Quais são planos para depois da formatura? – Jane o perguntou. Os dois eram os únicos que falavam, Jasper estava deitado com fones de ouvido, parecia dormir, mas eu apostaria que não. Nós não estávamos nos falando desde nosso desentendimento na semana passada.
—Tenho que ir para Nova York, para ver o apartamento que meu pai comprou. Minha mãe disse que iremos amar Edward!
Bella levantou a cabeça na minha direção ao ouvir isso. Franziu a testa.
—Nova York? – sussurrou.
Eu não sabia dizer pelo seu tom como ela se sentia.
—O professor Eleazar conseguiu um estagio remunerado para mim num grande escritório de advocacia lá. – falei de forma simples. O que havia de errado?
Ela engoliu em seco.
—Por que não disse? – ok, agora ela estava magoada.
Peguei uma mecha do seu cabelo que fugia do rabo de cavalo.
—Talvez tenha me esquecido. Com tantas coisas acontecendo...
—Esqueceu de mencionar que vai morar em Nova York enquanto ela irá morar em Washington? – Jane disse debochada.
—Vai voltar para Washington? – olhei Bella atentamente. Ela sorriu triste para mim.
—Acho que me esqueci de mencionar que consegui um estagio que pode me levar a trabalhar na casa Branca.
—Vocês são bem esquecidos, em? – Jasper disse sem abrir os olhos.
Jane e Tyler trocaram um olhar apreensivo, os olhos de Bella estavam marejados. Eu não sabia o que dizer.
Surpreendendo-me como apenas ela podia fazer se inclinou e deitou no meu colo. Ficou quietinha e fiz cafuné em seus cabelos.
Naquela noite Jane e Tyler foram para uma festa qualquer no centro, Bella disse estar se sentindo cansada pelas provas e apenas queria dormir. Fiquei em seu dormitório com a desculpa de fazer-lhe companhia.
—Deveria ir descansar, amanhã temos que acordar cedo para embarcar. – ela disse.
—Você sabe tão bem quanto eu que Jane vai passar a noite com o Tyler, e só irá passar aqui para buscar a mala. Mas se quiser ficar sozinha...
Ela suspirou, fechou os olhos e uma lágrima caiu.
—Bella? Baby o que foi? – enxuguei sua lágrima com o polegar. Ela pegou minha mão e me olhou. Nossos dedos se entrelaçaram.
—Eu quero que você fique.
—Por que está chorando?
—Eu não queria pensar sobre o nosso depois. Vamos estar em lados opostos do país.
—Bella me desculpe por não ter te dito antes.
—Eu também não disse. Eu estava com medo. Pensei que – ela deu de ombros deixando as palavras se perderem no ar.
Eu a abracei.
—Isso não quer dizer que nós vamos terminar. – falei com convicção. Eu faria dar certo, mesmo a distancia.
—Vamos tentar? – ela sussurrou sua voz abafada pela minha blusa.
—Claro que vamos! E iremos conseguir. – ri meio tremulo. Eu não queria abrir mão dela, não mesmo!
Naquela noite o sexo teve um gosto diferente; foi doce, lento, profundo. Olhos nos olhos sem palavras, elas eram desnecessária. Em algum ponto da noite, acordei e a vi encolhida na cama chorando, um pouco distante de mim. A envolvi com meus braços a trazendo para perto, beijei seus cabelos. Fiquei fazendo carinho nela até que adormeceu.
Bella não queria me perder. Assim como eu não queria perdê-la. Tínhamos algo único, forte e inquebrável e eu faria o que pudesse para que isso desse certo e que a distancia não fosse capaz de nos separar.
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