Notas iniciais
Bom dia gente! muito obrigado pelos comentarios no ultimo cap ( e em todos os outro!) isso me da um gás pra escrever! rsrsrssr Boa leitura ♥

Aprendendo a Amar

Capítulo 5

Nove anos antes.

—Pronto querida, já está liberada. – A doutora me olhou sorridente.

—Serio? É só isso? Nem doeu. – eu estava em dúvida.

Ela riu da minha cara de espanto.

—Não é mesmo para doer. É um procedimento simples. Passe na recepção para pegar seu pagamento.

Engoli em seco me levantando. Meu pagamento... Eu me sentia uma prostituta depois dessas palavras. Sacudindo a cabeça, foi ao banheiro colocar minhas roupas.

Ainda era comecinho de março e eu já tinha a grana para curtir a festa de formatura que só aconteceria em julho. Jane ficaria orgulhosa.

Dei meu nome na recepção e fiquei aguardando impaciente.

—Estou aqui para ver a Dra. Sullivan. – Uma voz conhecida soou ao meu lado. Ai não. Eu podia fingir que não a havia visto ou seria muita falta de educação?

—Senhorita Swan... Aqui está. – a moça da recepção me passou um envelope com o cheque.

—Bella! – Minha professora, Carmen me olhou surpresa. Ótimo, ela me viu.

—Oi professora. – sorri sem graça. Ela me cumprimentou com um leve beijo na bochecha.

—Você por aqui...

—Vim fazer um favor a uma amiga da minha mãe que está na cidade. – menti. Ela pareceu acreditar.

—Bom eu estou em tratamento. Você deve saber não é segredo.

—Ouvi algo. – confirmei. Eu ajudaria mulheres como ela a serem mães. Me lembrei. Isso é algo muito bom.

—Bom eu tenho aula daqui a alguns minutos, preciso correr para universidade. Vejo a senhora na aula de amanhã?

—Claro querida. – eu acenei e dei as costas. Ela segurou meu braço. Me virei olhando seu rosto amável. Ela parecia querer encontrar as palavras... O que poderia ser?

—Obrigado. – sussurrou a voz embargada.

Eu a olhei sem resposta. Obrigado? Pelo o que? Por ser boa com discursos políticos?

Ela sacudiu a cabeça como se tentasse clarear a mente.

—A questão cinco do teste. Você foi a única a acertar. – disse com um sorriso amarelo. Relaxei.

—A resposta estava no capitulo oito do livro de políticas sócias. Algo fácil para um leitor avido.

Ela riu.

—É a melhor aluna que formarei em vinte anos de faculdade. Terá um futuro brilhante. Se estiver interessada, tenho um amigo que trabalha na casa branca, e eles abriram um ótimo programa para recém-formados. Eu já indiquei você. Eles devem te ligar em junho.

Meu coração perdeu uma batida.

—Serio?

—Você merece. Todos os anos nós professores fazemos indicações, mas é a primeira vez que indico um recém-formado para trabalhar na casa branca.

A abracei num ímpeto. As coisas poderiam ser melhores?

—Carmen estão nos... Ah Bella. – Eleazar professor da faculdade (já tive algumas aulas com ele) e marido da professora Carmen nos encontrou.

—Desculpe. – pedi sem graça.

—O que isso querida. Espero que consiga a vaga.

—A senhora não irá se arrepender! Eu vou me formar com as melhores notas, prometo!

—Acredito em você querida. Agora tenho que ir até manhã.

—Até amanhã! – fiquei parada no mesmo lugar, olhando ela sair com o marido. Céus! Eu teria a oportunidade de trabalhar na casa branca? Essa mulher... Ela merecia ter tudo o que queria. Era boa, profissional e ainda zelava pelos seus alunos. Fiquei um tempo parada, no meio da sala de espera da clinica divagando sobre a vida perfeita que eu queria para aquele maravilhoso casal.

Eleazar.

—Querida o que foi aquilo? – o marido perguntou a esposa.

Carmen deu de ombros.

—Não sei o que me deu... Sinto uma gratidão tão grande por Isabella! E ela sabe que estou aqui tentando ter um filho.

—Mas não sabe que armamos para que esse filho seja dela e que Edward! – o marido sussurrou em pânico. A esposa passou a mão pelo o seu rosto. Ele suspirou.

—Eu sei. E ela não saberá... Mas ela e o irmão, e até mesmo Edward dão tão duro para crescerem na vida... Queria dar algum consolo para ela.

—A indicando no programa na casa branca? – o marido arqueou uma sobrancelha.

—Sim. Ela merece e será um acréscimo maravilhoso para eles. Agora... Vamos nos concentrar em nós. — ela selou seus lábios ao dele.

—Como vão os futuros papais? – a doutora Sullivan os encontrou.

—Ansiosos. – Eleazar respondeu.

A mulher de pele café se sentou a sua frente com o rosto serio.

— O que eu concordei fazer por vocês é algo grave. Muito serio. Se descoberto posso perder minha licença.

—Nós sabemos. E somos gratos. — Carmen respondeu.

—Creio que dará tudo certo. E pelo nosso tempo de amizade eu não poderia negar algo assim a vocês. Bom, vamos começar.

—Hoje?! – Eleazar se assustou.

—Sim. Sua esposa vem se preparando para isso da mesma medica em que Isabella se preparou para a doação. Já temos tudo o que precisamos, o momento é agora.

O casal se entre olhou. Que tudo desse certo, era o pensamento predominante na mente deles.

Nessa mesma data, no próximo ano, já teriam seu filho junto a si.

Algumas semanas depois.

Edward.

Fiquei um tempo de longe apenas a olhando. Apesar da fantasia ridícula de salsicha gigante, Bella estava um amor na frente do restaurante chamando os clientes. Era sorria e balançava animada fazendo movimentos de líder de torcida. Até as meninas da turma dela estavam torcendo o nariz e a zuando pelo novo emprego. Mas ela não se importava, sorria para as piadinhas e seguia de boa com tudo. Eu a admirava mais a cada dia.

Quando me notou do outro lado da rua, seu sorriso aumentou. Eu esperava que fosse pela minha presença, e não pelo embrulho em minha mão que significava comida não gordurosa. Indiquei meu relógio de pulso para ela, e ela colocou a mão na cabeça teatralmente. Já tinha passada quinze minutos do seu horário. Entrou na lanchonete. Me joguei na calçada para esperar que ela se trocasse para me encontrar.

Jasper tinha razão, eu passava muito tempo com Bella. Desde que havia dado o dinheiro a Tanya e ela se despedira de mim, e não havia mais dado noticias, eu passava praticamente todo o meu tempo livre com Bella. Estudando, vendo filme, fazendo piqueniques... Éramos como um casal. Um estranho casal que não se beijava.

Isso mudaria hoje. Eu tivera um conversa com Jasper na noite passada, quando ele chegou do seu turno no Subway e encontrou Bella e eu deitados na mesma cama assistindo algum filme idiota que passava na TV( eu realmente não estava prestando atenção, sei que era uma comédia já que ela ria bastante. E eu sorria em resposta, sua risada era linda), e ele gritou como se nós estivéssemos transando.

Ela brigou com ele por sugerir aquilo e saiu revoltada. Eu me expliquei que nós éramos apenas bons amigos agora.

—Como isso aconteceu? – ele perguntou. Dei de ombros.

—Jane tem esse namorado com que fica a maior parte do tempo, você está no trabalho ou estudando, Tyler está correndo atrás do tempo perdido para não perder o semestre... Eu estou de novo num estagio não remunerado de quatro horas, ela só trabalha quatro horas... Temos passado nosso tempo juntos. Só isso.

Ele me olhou desconfiado.

—Transando?- atirei um travesseiro nele.

—Ela já não te disse que não é isso?

Ele fez uma careta.

—Só que foi estranho. Entrei aqui e vocês estavam abraçados como um casal!

—Não estávamos.

—Sim estavam! Ela estava com a cabeça em seu peito e tudo.

Oh ela estava sim.

—Olha tudo bem se vocês começarem a namorar. Serio. Só não desrespeite minha irmã.

E dizendo isso ele saiu como louco não me deixando responder.

Namorar Bella?

Sim nós éramos um casal. Tudo em nós gritava casal nas ultimas semanas. Seja o tempo gasto junto no meu dormitório ou no dela, seja eu indo encontra-la entre uma aula e outra, seja eu vindo ao seu trabalho trazer comida não gordurosa. Eu gostava de estar com Bella. Essa era a verdade.

—Pensando em comer meu almoço? – me assustei com sua voz tão próxima.

Estendi-lhe o saco parto.

—Não mesmo.

—Aconteceu alguma coisa? – ela se sentou ao meu lado na calçada, atacando o sanduíche natural.

—Estava pensando no que seu irmão disse na noite passada. – eu realmente não sabia como começar.

—Ele é bobo! Nunca soube lidar nem com meus namorados, que dirá... – ela se engasgou um pouco.

— O que?

—Acho que nós parecemos um casal a um telespectador. – deu de ombros abocanhando o sanduíche natural.

—Você está bem com isso? – sua atitude me deixava confuso. Ela gosta disso? Que as pessoas pesem que éramos um casal?

—Gosto de estar com você Edward. Não me importa o que as pessoas acham... A menos que você se importe.

—Não! Quer dizer... Bella. Você me deixa confuso.

—Como? – ela disse de boca cheia, o ultimo pedaço na boca. Eu não era bom com palavras. Peguei sua mão. A sensação de tê-la junto a minha... Era bom. Confortável. Eu não queria perder isso.

—Quando estou com você, não quero ir a lugar nenhum em que você não esteja. Uma festa, uma saída... Outras garotas. Quando vejo algo engraçado, ou até mesmo banal... Você é a primeira pessoa em que penso, é única com quem quero dividir as coisas. E isso já não basta mais.

Ela tinha completa atenção a mim. Mordeu o lábio.

Eu não conseguiria falar mais nada. De forma um tanto hesitante, acariciei seu rosto. Seus olhos se fecharam apreciando o contato. Tomando isso como uma aprovação eu me inclinei em sua direção. Selei nossos lábios em um beijo calmo, com medo de sua rejeição.

Mas aquela era Isabella Swan, a pimenta de Forks. Ela correspondeu ao meu beijo com força me puxando para perto. Nossas línguas se tocaram numa explosão de calor incrível. Tudo era quente, Bella e alegria. Quatro anos. Eu passei quatro anos sem saber o que era um beijo daqueles. Por que menos? Ah sim, por que eu idiota o bastante pra pensar que me afastar depois de perder a virgindade era melhor que confessar que estava apaixonado.

Terminei o beijo com pequenos selinhos. Ela sorria em meus lábios.

—E esse beijo significa... – disse mordendo os lábios, os olhos divertidos.

—Que preciso ter o direito de te beijar todos os dias. — respondi.

—Hum... não sei se gosto do seu tom autoritário. – ela disse com um biquinho. Beijei seus lábios mais uma vez.

—Quer ser minha namorada? Posso fazer uma lista de grandes benefícios.

—E quais seriam? – ela pareceu pensar.

—Já conheço seus pais e eles me adoram. Você conhece os meus e eles te adoram. Eu sei as estranhezas da sua família e você da minha não vai ser nadinha estranho reunir as duas...

—Não mais do que já é. – ela fez uma careta lembrando que nossos pais eram extremamente barulhentos juntos.

—Sou melhor amigo do seu irmão, ele provavelmente não irá pegar no nosso pé. Sou um bom aluno, com um futuro promissor, com um gosto musical e cinematográficos aprovado por você...

—Você fala de mais! – ela se queixou me beijando de novo. Correspondi.

—Isso é um sim?

—Sim Cullen. Quero ser sua namorada. – ela disse. E nós ficamos mais tempo que o necessário naquela calçada nos beijando.

Aquela tarde foi diferente. Agora eu fiquei tranquilo a estender a mão e pegar a sua na minha. Ela estendeu uma canga na grama da área dos dormitórios, e assim como muitos outros casais, nos sentamos lá com nossos livros. Mas dessa vez não estudamos. Ficamos nos beijando e falando de coisas banais. Isso devia ser ‘’estar apaixonado’’. Eu gostava disso. Eu não gostava muito de Jane Volturi aparecendo nos momentos mais inconvenientes.

—Bella! – gritou a certa distância.

—Diga que não é Jane. – Bella sussurrou no meu pescoço.

—Tarde de mais baby. É ela mesma. Cabelo loiro com rosa, shortinho jeans, blusinha preta e all star. Jane Volturi.

Jane se jogou ao nosso lado.

—Todo o Campus falando do novo casal! Por que não me contou? – ela questionou Bella como se eu não estivesse ali.

—Oi Jane. – resmunguei.

—Oi Cullen. Estou falando com minha amiga se não se importa.

—Jane, fazem apenas duas horas que estamos namorando. Não tive tempo de contar a muitas pessoas.

—Mas estão andando pra cima e pra baixo como casal há dias! Eu sabia que iria dar nisso! –comemorou.

—Ok você estava certa. – Bella concordou encostando o corpo ao meu peito.

—Ai vocês são tão fofos juntos! Preciso tirar uma foto! – ela mexeu na bolsa em busca da câmera. Meio sem jeito, nos ajeitamos.

—Não se mexam! Fiquem assim, nessa pose fofa. – e ela nos fotografou. Então era isso. Eu namorava Isabella Swan, a menina que conheci a vida toda. Eu estava feliz, Bella era perfeita pra mim de muitas formas.

Por favor, que tudo dê certo entre nós, era a prece silenciosa que eu jogava aos céus.

Notas finais
Então?! virou casal *O* Vejo vocês logo! nos comentarios :) bjs gente :*