Notas iniciais
N/A: oi gente! eu sei que dessa vez foi um atraso feio:/ me perdoem, mas minha beta está tendo uns probleminhas. então revisei o cap e trouxe para vocês! e prometo que nunca terá essa atraso de 1 mês de novo :o Boa leitura ♥

Aprendendo a Amar

Capítulo 29

Washington D.C Março, 2016

Edward.

Acordei cedo naquela manhã que apesar do frio era ensolarada, e fiquei a admirar Bella que dormia profundamente.

Hoje você vai dormir mais tranquila amor, pensei acariciando seu rosto bonito.

—vai ficar só olhando ou vai me beijar? – ela sussurrou sorrindo.

—Como sabe que estou te olhando? – ri. Ela respondeu abrindo os olhos castanhos que eram acolhedores, eu poderia ficar horas os admirando.

—Não, só sei que estava me olhando, como também sei que estava pensando na sorte que tem por me ter em sua vida. — ela terminou e puxou minha cabeça para um beijo que aceitei de bom grado. Leve, gostoso.

—Obrigado. – falei.

—Pelo o que?

Acariciei seu ventre.

—Por me fazer pai. Por me dar a família mais linda. – seus olhos brilharam.

—Teremos nossa menina de volta, Edward?

—Eu prometo, amor. Teremos Vanessa conosco hoje. – beijei sua testa. Ela acariciou meu rosto, senti que queria dizer algo e não sabia bem como abordar, porem seja lá o que queria dizer ficou de lado quando seu estomago roncou alto me fazendo gargalhar do seu rosto ruborizado.

—Uma leoa em todos os sentidos. – brinquei ganhando um tapa na testa.

—Eu como por dois! – fez língua.

—Ninguém está brigando por isso. Vou preparar o café, tome banho. – beijei seus lábios de novo. Eu estava leve e feliz.

—Bom dia Toddy! – fiz um carinho em sua cabeça grande. Ele estava crescendo rápido. Me acompanhou feliz para a cozinha.

—Vou colocar sua ração. – me olhou triste quando coloquei o Bacon pra fritar. – Nada de Bacon pra você, Bella me mata.

Porem eu não conseguia resistir àqueles olhos pidões, e cedi um pequeno pedaço a ele.

—Não deu Bacon ao Toddy não é? – o motivo por eu não alimentar o nosso cachorro como ele gostaria perguntou chegando a cozinha com calças jeans botas de cano longo e uma blusa de mangas comprida de tricô verde. Tinha penteado os cabelos que agora viam até abaixo da cintura. Sua imagem me desconcertou um pouco, estava absurdamente radiante.

—Não gosto de ovos queimados Edward. – ela apontou para a frigideira. Droga! Estavam queimando. Os virei no prato.

—Desculpe.

—Está nervoso com hoje? – quis saber. Não Bella, só estou arrebatado com sua beleza.

Ela me envolveu com os braços pelas costas, os circulando pela minha cintura. Descansou a bochecha em minhas costas.

—Estou fascinado com sua beleza. – falei ainda de costas.

—Não seja bobo Edward. Isto está com um cheiro ótimo. – desconversou me soltando e voltando a mesa.

—Você deveria aceitar um elogio com mais facilidade. – a encarei duro. Deu de ombros começando a se servir.

—Sei que estou linda, obrigado por notar. Contudo acho que você está se sentindo o macho alfa porque estou com um filho seu na barriga.

—Isso também. – confirmei. Havia algo de sexy em ela estar gravida do meu filho. Bella riu e continuou a comer.

—Não estou preocupado com hoje, porque sei que a teremos de volta e aquele homem irá sair de lá algemado.

—Alec te disse isso? Ou Alice?

—Um pouco dos dois. – admiti.

—Pobre Jane. Ainda sofre a morte da irmã, e agora isso, o pai sendo preso.

—Estaremos aqui por ela, e ela tem Tyler agora.

—Sim. Quem diria, aqueles dois. –ela sacudiu a cabeça incrédula.

—Eu sempre soube, ele sempre a olhou mesmo de longe.

—Mentira! – ela arregalou os olhos como uma garotinha. Ri de sua expressão.

—Não começa, não irei dedurar meu amigo. Termine sua refeição que temos que sair logo. Vou tomar uma ducha rápida.

—Ah Edward não seja mal! Me conte! Tyler sempre foi apaixonado por ela?

—Não Bella, e você contaria para Jane se eu falasse.

—Não conto, prometo!

Ri de sua inocência fingida, ela deveria estar pegando o celular agora mesmo para passar uma mensagem a amiga.

—Dez minutos e estarei pronto! – gritei do banheiro. Ri de seu resmungo sobre eu ser ‘’malvado’’.

(...)

—Bom dia Doutor Cullen. – fui cumprimentado pelo policial de posto no tribunal. Ele acenou para Bella ao meu lado com respeito.

—Bom dia. – respondi educadamente.

—Quando você tirou seu doutorado? – Bella sussurrou param mim.

—Bella, é só uma forma respeitosa de se dirigir a alguém. – revirei os olhos.

—Ah claro, claro e você não adora ser chamado de Doutor Cullen? Advogados são tão soberbos. – ela fez uma cara engraçada.

—Tudo bem, vou me tornar Doutor em Advocacia para merecer o ‘’Doutor Cullen.’’

—Perfeito. – ela beijou meu braço por cima do paletó.

A porta destinada para a audiência estava o advogado de Aro sozinho.

—Onde aquele homem está?

—Isto é o que vamos descobrir. – falei. – Bom dia.

—Bom dia, Doutor Cullen. – O jovem me cumprimentou. Vi Bella revirar os olhos a menção do ‘’Doutor’’.

—Onde está seu cliente? – perguntei.

—A caminho. Sabe como é difícil tendo uma criança. – tentou fazer piada.

—Não, não sabemos já que ele é um sequestrador de crianças. – Bella comentou áspera.

—Senhorita Swan, acho que não fomos apresentados.

—Não quero ser apresentada a um advogado de porta de cadeia que tem envolvimento com Aro. – ela riu acida. Baby, você sabe jogar pesado.

Ele devolveu em um tom divertido.

—Vejo que a senhora tem um bom senso de humor. Vou ligar para meu cliente em todo o caso, até.

Saiu com o celular na mão.

—Sabe que poderia sair daqui com um processo.

—Sabe que sempre gostei de provocar mauricinhos advogados, tudo para eles é processo. –ela deu de ombros.

—Como chegou a essa idade sem um processo? – questionei.

—Sou encantadora de mais para sofrer um. – ela deu de ombros. Ficamos em torno de quinze minutos esperando na antessala antes de sermos chamados para entrar na presença do juiz.

—Aro não devia estar aqui? – Bella sussurrou para mim quando sentamos na grande mesa.

—Vamos aguardar.

—Todos de pé. – o juiz entrou no ressinto.

—O caso da guarda legal de Vanessa Santiago. Aro Volturi pede a guarda da criança mediante a alegação de maus tratos dos guardiões legais Isabella Swan e Edward Cullen. – leu o processo.

—Todos estão presentes? – perguntou.

—Meu cliente teve um imprevisto, Meritíssimo. Está a caminho.

—Não podemos aguardar seu cliente todo o dia. Está audiência é de extrema importância para ele.

—Ele teve apenas um imprevisto.

Houve uma agitação no porta. Uma mulher baixinha com um terno preto bem alinhado entrou com uma papelada nas mãos. Demorei um par de segundos para reconhecer Alice.

—O que ela faz aqui? – Bella sussurrou.

—Antes tarde que nunca. – bufei. Ela falou baixo ao pé do ouvido do juiz. O homem de meia idade olhou feio para o advogado de Aro, que engoliu em seco.

—Seu cliente está sendo preso está manhã, o senhor estava ciente desse fato?

O jovem ficou nervoso.

—Está havendo algum engano... não pode ser...

—Estou com uma agente do FBI aqui. – o juiz foi categórico. – vou avaliar estas provas do caso de Aro Volturi, mas dado o que agente Alice Swan acaba de me relatar, a guarda volta para os guardiões legais. Não posso considerar nada do que foi dito e apresentado pelo o pessoal do seu cliente.

—Isso é inadmissível!

—Sessão encerrada!

O juiz deixou a sala, e o jovem advogado me olhou com ódio. Alice tinha um sorriso contido no canto da boca.

—O que vocês armaram?

—Se eu fosse você começaria a preparar minha própria defesa. Aro Volturi está cercado de acusações até o pescoço.

—Quero as provas. – Alice atirou para ele uma pasta.

—Divirta-se. – disse e fez sinal para que a seguíssemos para o corredor.

—Alice! – Bella a abraçou. A mulher baixa e forte ficou impressionada, realmente minha mulher não era dada a demostrar afeto pela cunhada, não assim. – Obrigado. – disse forte ainda com os braços em volta de Alice.

—Não precisa me agradecer Bella, somos família. E, além disso, eu estou fazendo o meu trabalho, colocar Aro Volturi atrás das grades.

—Ele realmente está sendo preso? – perguntei.

—Jasper foi com outros agentes cumprir o mandato de prisão.

—Quando teremos noticias? – Bella perguntou aflita. A puxei para mais perto de mim, querendo transmitir alguma calma a ela.

—Logo. – Alice disse confiante.

—Devemos ir à delegacia? Onde pegaremos Vanessa?

—Ela virá com Jasper, Bella, e assim que ele a tiver irá te entrega-la.

—Viu amor? Nossa menina está vindo.

—Sim. – ela afirmou.

—Vamos sair daqui. – Alice convidou. A seguimos pelos corredores do tribunal de perto. Quando alçamos a escadaria da frente do prédio, avistei quatro carros pretos, Jasper saltou de um deles, era estranho vê-lo naquele terno preto sabendo que ele era um agente.

—Vanessa. – Bella sussurrou.

Alice o alcançou, parou bem na sua frente e apenas suas mãos se tocaram. Olharam-se tão profundamente que me senti compelido a desviar o olhar, parecia um momento muito intimo, mais do que se tivessem se beijado bem ali.

—Irmão. – Bella o chamou.

—Bella. – ele a olhou com um pedido de desculpas nos olhos. Não Jasper, seu merda, não decepcione sua irmã!

—Onde ela está? – Bella olhou ansiosa para os carros. Jasper a segurou pelos ombros.

—Bella, não conseguimos pegar Aro.

—Como assim? –questionei.

—Aro tem um informante dentro do FBI, é a única resposta.

—Mas onde ela está?! – Bella começou a se desesperar.

—Ele fugiu, a casa está vazia, levou a esposa e Vanessa.

—Crápula! – praguejei.

—Fugiu? Para onde? Quem está no comando das buscas? – Alice começou a questionar.

—Acreditamos que ele esteja há apenas algumas horas a nossa frente. – Jasper mantinha Bella perto de si.

—Mas para onde ele foi? – perguntei sentindo meu sangue ferver.

Maldito seja Aro.

(...)

NARRADOR.

O carro ia rápido pela estrada. Vanessa olhava pela Janela.

—Para onde estamos indo?- Questionou. Ninguém a respondeu. Ela estava espremida entre Heidi e Caius no banco de trás, Aro dirigia com sua mulher ao lado.

—Quero saber para onde estamos indo! – gritou.

—Na próxima vez em que gritar Caius está autorizado a esbofeteá-la. – Aro disse calmo com a atenção na estrada.

—Qual o problema de me responderem? – a criança questionou. –Não é como se eu fosse ligar pra alguém e contar!

—Estamos indo para o México. – Heidi sussurrou. Olhava a paisagem do lado de fora de forma avida, como se visse pela primeira vez.

—Filha... – Didyme olhou para a filha, os olhos finalmente demostrando algum tipo de emoção.

—Ela está voltando para nós querido. — disse com uma mão no ombro de Aro. Ele olhou para a mão por um fugaz segundo, com algo que extrapolava o ódio, e sem jeito a mulher a recolheu.

—Sim minha adora filha, vamos ao México.

—Como sabe disso? – Caius questionou interessado. Era fato que sua amada vinha apresentando melhoras, mas a lucidez ao ponto de prestar atenção à conversa a sua volta e guardar... O deu esperanças de que a teria de volta.

—Não sou surda. – foi tudo o que disse.

—Você tem dado a medicação dela corretamente? – Aro questionou a mulher.

—Não duvide de mim! Por mais que seja deplorável ver minha filha assim...

—E prefere como? Morta? Porque é o que ela vai fazer se tiver a oportunidade.

—Eu estou aqui. – Heidi disse sem mexer a cabeça. O pai a olhou pelo retrovisor. Sim... Sua filha estava ali, de corpo e mente. Teria criado resistência aos remédios ou não os estava tomando? Claro que Didyme estava dando, mas será que se certificava de que a filha mais velha o tomava? Olhou para Vanessa, a menina lia um livro agora. Talvez ela tenha escondido algumas doses, o bastante para que Heidi ficasse o mínimo possível lucida e escondesse os medicamentos ela mesma.

Depois se preocuparia com isso, a filha não teria oportunidades de atentar contra a própria vida nessa viagem.

Foram recebidos por Demitri onde o jato os esperava para decolar.

—Vamos o mais rápido possível senhor, o FBI acaba de chegar a sua residência. – comunicou.

—Aqueles ratos de preto. Ofereça-lhes um bom pedaço de queijo e mudam para o seu lado. – riu diabólico.

—Sei disso senhor, mas há muitos envolvidos, não creio que haja tantos pedaços por ai.

Aproveitando que os homens da lei ainda não tinham mandado um alerta para o controle de trafego aéreo, eles decolaram rumo ao México.

O coração de Vanessa pareceu não se acalmar durante as horas que se seguiram, Edward e Bella iriam tê-la de volta! E graças a sua boca grande, agora estava ali, metida naquele maldito avião!

Não deveria tê-los contado que era a chave do cofre. Pensou triste.

—Você fala espanhol? – Heidi perguntou. Tinha dormido logo que o avião decolara, e agora sussurrava ao lado dela, com a cabeça encostada na poltrona.

—Sim, minha mãe sempre falava espanhol comigo. – sussurrou de volta. Sentiu o aperto no peito característico ao se lembrar do rosto amável da mãe.

—É uma menina de sorte Vanessa. Teve bons pais, e Tem bons pais a esperando em casa. Tudo vai dar certo, acredite em mim.

A menina ficou quieta, mas duvidava das palavras da mulher. Heidi não conseguia nem mesmo se defender do pai, como defenderia ela?

Quando desembarcaram logo percebeu que não estavam no México.

—Onde estamos? – perguntou para ninguém especifico.

—Novo México. Seguiremos de carro até El Paso e cruzaremos a fronteira sem alardes, tem um pessoal meu lá. – Caius disse os olhos vidrados em Heidi que segurava a mão da menina ao atravessar a pista de pouso em direção ao carro que os esperava. Estava impressionado, aquela Heidi era sua Heidi, não a sombra dos últimos anos. O que ele havia permitido que Aro fizesse a ela? Destruído aquela jovem cheia de vida, sonhos e desejos, só porque num deslize graças a um quadro de depressão atentara contra a própria vida, mas nada justificava a forma como o pai a trancou depois daquilo, era como se... Aro tivesse mesmo a matado, a condenando aquele tipo de vida depois de tudo.

Vanessa ficou ansiosa ao perceber que conhecia o lugar próximo a fronteira, cruzara o lugar com os pais meses atrás, as vésperas do seu aniversario de nove anos, conhecera pessoas que fizeram parte da vida da mãe, conversou e brincou com crianças que já não se lembrava o nome.

Dessa vez não havia nada de divertido em estar indo ao México.

Eles passaram pelo guinche de imigração sem apresentar documentos, Cauis apenas apertou a mão do homem que veio a janela do carro.

—Vamos ficar aqui, até que seja seguro. – Caius os apresentou ao Motel de beira de estrada.

—Acha que estamos seguros aqui? – Aro olhava o quarto com divertimento.

—Não é um lugar obvio pra sermos procurados. – o loiro disse abrindo o notebook em cima de uma mezinha.

—Assim serão dias até chegarmos a Los Lamentos!

—Paciência meu caro. – Caius debochou, usando as palavras que Aro tantas vezes usava para ele.

Aro precisou respirar fundo para recuperar a calma.

Vanessa ficou parada perto da janela, havia duas camas de casal no quarto, não havia espaço para todos!

—Filha? – Didyme chamou Hedi, que havia deitado na cama em posição fetal.

—Apenas me deixe! – grunhiu.

—Você não está bem, precisa dos seus remédios. – tentou dizer com carinho.

—Os que você usou para me viciar e me deixar completamente a sua mercê? Recuso! Prefiro morrer. – a jovem tinha as mãos tremulas e suava frio.

—Por favor querida, é para seu próprio bem.

—Não! – gritou.

—Meu amor, não grite. – Caius se aproximou dela na cama. Levantou a cabeça o bastante para olha-lo nos olhos.

—Não sou o seu amor, Caius! Nunca fui, e nunca serei! E agradeça a Aro por isso, porque quando em minha estupidez da adolescia beijei você, ele garantiu que eu fosse para bem longe, para nunca namorar você!

—Ela já esta delirando. Vamos ter que sedá-la? –Aro ponderou.

—Eu odeio você pai! Você destruiu minha vida!

—Você fez isso sozinha quando se casou com aquele homem, não pode dar filhos a ele e tentou se matar! Eu te salvei.

Dito isto, Aro saiu do recinto. Vanessa observava a tudo muito quieta em seu canto, rezando para que não dessem remédios a Heidi.

Caius parecia perdido com o que ouvira, pegou o notebook e seguiu o chefe porta a fora. Restando apenas as mulheres no recinto, Didyme sentou-se ao lado da filha na cama, acariciando seus cabelos, sussurrando uma cantiga no que Vanessa achou ser italiano, até que ela adormeceu.

—Não vou mais tentar controla-la. – a mulher sussurrou para a filha.

Com fome, e sem saber o que fazer, Vanessa sentou na cadeira ao lado da mesinha do telefone. Ninguém havia percebido aquilo ali, velho e decrepito. Abriu o livro e fingiu ler, enquanto vigiava Didyme, esperando que também adormecesse para que pudesse ligar para o único numero que sabia de cabeça: o próprio.

Bella.

Parece um pesadelo que não tem mais fim. – sussurrei para Alice na delegacia. Ele afagou meu braço.

—Terá fim, cunhada, eu prometo. – disse com sua voz forte e confiante. Sim teria fim, mas quando, e como?

Eu podia ver Edward do outro lado do vidro, ele estava na sala do delegado responsável pelo caso, com outros vários policiais e agentes do FBI. Toda a calma e controle que ele parecia demonstrar com a situação só me fazia amá-lo mais, e me preocupar com ele, porque sabia que toda aquela situação estava acabando com ele também.

—Vamos almoçar? Eles não vão sair de lá tão cedo. – Alice ofereceu.

Apenas assenti.

—Vai indo na frente, vou avisá-los.

Peguei meu celular esquecido dentro de minha bolsa, e retornei a chamada de Jane.

Ela atendeu no primeiro toque.

—Pausa para o almoço? – a perguntei.

—Sim, e não tente fingir que está bem, Tyler já me contou que Aro fugiu. Bella...

—Fique no seu trabalho. – a censurei. – vamos achar esse homem.

—Alec está fazendo todo o possível também, ele está ai?

—Na delegacia? Não, ele está com as equipes de busca a caminho do México.

—Acha que eles já estão lá?

—Não mesmo. – suspirei. Seria incrível se conseguissem intercepta-los antes que conseguissem cruzar a fronteira.

—Eu tenho uma coisa pra te contar, mas não pode ser por telefone.

—Vá lá pra casa quando sair do trabalho. – sugeri. Eu respirava de vagar, uma golfada de ar de cada vez, a dor em minha nuca era forte e incomodo, eu não queria surtar agora. Por favor, Bella, não se perca.

Perfeito. Até lá. — se despediu.

—Até respondi.

—Avisei ao Edward. Podemos ir? – minha cunhada voltou.

—Sim. – confirmei. Ela puxou meu braço para que cruzasse com o seu e seguimos pela calçada para o restaurante da esquina.

—Como está minha sobrinha? – perguntei. Eu precisava manter minha mente ocupada.

—Com meus pais, eles são aposentados, e agora meio que trabalham como babá, dela. – ela riu de leve.

—Isso é ótima, alguém de confiança com seu bebê.

—Sim, e eles já falaram que quando seu bebê nascer pode contar com eles. Agora que estamos passando tanto tempo na capital, é provável que nos mudemos para cá em definitivo. Não faz sentido continuar morando em Seattle quando nosso trabalho nos atrai para cá com tanta frequência. Meus pais também devem vir, não conseguem ficar longe da neta.

—Isso será bom. – eu não estava com cabeça para pensar no depois.

Muito menos com fome, então pedi a mesma coisa que Alice no restaurante, e um copo d’agua, lembrando-me tomar minha vitamina.

—Você tem sido muito atenciosa comigo, Alice. Obrigado. – falei com sinceridade.

—Como já disse, somos família. Eu tive uma criação difícil, sabe, meus pais trabalhavam de mais e eu fazia muitas atividades extracurriculares, não tive muitas amigas, nem mesmo alguma que chamasse de melhor amiga, por isso creio que talvez eu seja um pouco rude nas minhas relações.

—Só um pouco. – assinalei. Na verdade muito, Alice era muito bruta e não tinha jeito com palavras.

—Acredita se eu disser que a maternidade me mudou? Estou mais suave. — riu.

—Acredito, mas Jasper é mais...

—Maternal. –ela me ajudou. – durante o curso de maternidade ele ficou por dentro de tudo com as mães, e eu fiquei mais do lado dos pais. – ela riu alto atraindo alguma atenção.

Minha mente vagou.

Vanessa.

Seu rostinho fofo.

Seus olhos ávidos por informação.

Sua risada gostosa...

—Bella, tem algo que preciso lhe contar. – Alice atraiu minha atenção.

Estava seria agora.

—Sim?

—Lembra-se de Jacob Black?

—Claro, não se deleta uma pessoa que namorou por cinco anos assim. – revirei os olhos.

—Tem noticias dele?

Aquilo me pegou desprevenida.

—Não. Por quê?

—Os arquivos que foram copiados do computador da minha casa, foi ele. — ela disse olhando bem em meu rosto.

—Não entendo, porque Jacob faria isso? – onde ela queria chegar?

Ainda olhando atentamente meu rosto ela continuou.

—Jacob trabalha pra máfia Russa, Bella.

—Jacob é nativo americano. – respondi em sua defesa. Sim ele sabia ser idiota, mas trabalhar para os Russos?!

—Algo muito conveniente para eles, não acha? Quem desconfiaria dele? –ela sacudiu a cabeça.

Meu estomago estava embrulhado, senti minha boca salivar.

—Bella, ele se aproximou de você para estar perto de Jaseper e eu, o que era a missão dele. – continuou sem dó.

Eu estava errada sobre Alice, ela estava vendo meu estado de nervosos, sabia da minha gravidez de risco, e mesmo assim estava atirando aquelas coisas para mim.

Ela não havia mudado.

—Quem passa cinco anos namorando alguém só por espionagem? – falei bem baixo, tentando controlar a salivação e meus batimentos cardíacos.

—Agentes criados como ele foi, retirado daqui ainda muito pequeno e criado como uma arma pelos Russos.

Você é maravilhosa!

Nerd e gata! É a mulher perfeita!

Gostasa, rebola pra mim.

Eu te amo.

Casa comigo.

A voz de Jacob, o brilho de seus olhos.

Não era possível que tudo fosse mentira, não era possível alguém fingir por tanto tempo.

Não era possível que eu tenha posto meu irmão com o inimigo em sua casa.

—Bella? – a voz dela vinha de longe.

—Com licença. – me levantei meio trôpega, e corri para o banheiro, bem a tempo de vomitar, o que eu nem sabia, não havia comido ainda, e tomara café da manhã há muito tempo.

Infelizmente não consegui alcançar o vaso, vomitando toda a pia do estabelecimento.

—Bella! – a baixinha apareceu tentando tirar o cabelo do meu rosto.

Lavei a boca.

—Chama alguém pra limpar isso. – falei respirando pela boca, se sentisse o cheiro de vomito, vomitaria mais.

Ela correu porta a fora, voltando com uma moça munida de balde e esponja.

—Desculpe. – pedi. A moça sorriu simpática, pelo menos não parecia estar com raiva.

—acontece. – disse começando o serviço.

—Vamos sair daqui. – Alice tocou meu braço. Esquivei-me de seu toque.

—O que você quer? Jasper sabe que está me contando isso?

—Bella...

—Apenas me responda!

—Ele não queria que eu te contasse, disse que não seria bom todo esse estresse, e sua gravidez de risco, mas eu sei que você preferia saber, e não é tão frágil quanto eles pensam, nenhuma mulher é.

—O que você quer? – repeti, minha dor de cabeça havia aumentado, dando pontadas. Coloquei uma mão em meu ventre e outra na nuca.

—Não entendo.

—Entende sim. Você não está me contando isso só para me informar, tem algo mais.

Ela bufou cruzando os braços sob o peito.

—Jacob está preso, e se recusa a colaborar, a menos que possa falar com você.

Então era isso.

—O que Jasper acha disso?

—Sou eu que estou aqui te pedindo, então você deve saber o que ele acha. – cuspiu.

—Encontrar com ele não vai me colocar em problemas com a justiça? Afinal, também trabalho para o governo.

—Se ele tivesse se aproveitado disso de alguma forma, você já estaria presa.

Dura.

Inflexível.

Sim, essa mulher era o completo oposto do meu irmão.

—Bella, Jasper...

—Não pode saber? Sim, imaginei. Vou te ajudar Alice, apenas pare de fingir que é minha amiga.

—Eu não...

—Não quero saber seus motivos. Quero mesmo olhar na cara dele, não consigo acreditar... – minha visão estava ficando turva. Calma Bella.

—Quando?

—Amanhã cedo, eu passo para te buscar.

—Ótimo. Preciso comer algo, e tomar um remédio. – falei voltando ao salão. Pedi outro copo d’agua e tomei o remédio para a pressão, que Edward me obrigava a ter na bolsa, comi um pouco da comida que eu havia pedido que fosse sem sal.

—Você está bem? – Alice perguntou.

—Você não se importa Alice. – sinalizei.

—Não precisa ser assim comigo. Você nem precisa ir se não quiser.

—Agora? Depois de tudo o que você me disse? Eu com certeza irei.

—Não pode contar ao Edward.

Ela era incrível. Alice Brandon Swan era uma mulher que só se importava consigo mesma.

—Não contarei.

(...)

—Você está bem? – Edward perguntou de novo naquela mesma noite.

—Na medida do possível. – respondi e ele beijou minha testa. –Jane saiu a pouco, fizemos uma sopa, deixei um prato para você na bancada.

—Obrigado. Vou apenas tomar um banho e já volto.- ele prometeu saindo do quarto. Toddy tinha a cabeça grande apoiada na cama, esperando que eu o deixasse subir.

—Vem garoto. – ele pulou na cama, se aconchegando em minha barriga. Acariciei seu pelo. – Tem um bebê ai, garoto, você consegue sentir?

Ela fez um barulho engraçado com a boca. Meio bocejo meio ganido.

—Eu acho que sim. Ah Toddy, quanto teremos nossa menina de volta?

Como era de se esperar não obtive resposta dele. Ouvi o chuveiro ligado, e afundei mais nos travesseiros lembrando-me da conversa com Jane mais cedo.

—Minha irmã está viva. – sem pausa, sem anuncio, apenas assim, uma frase.

—Não quer entrar primeiro? – ofereci. Ela entrou no meu apartamento e Toddy pulou nela.

—Saí Toddy! – reclamou, mas fez um carinho nele.

—Podemos ir para a cozinha? Pensei em fazer uma sopa para me manter ocupada.

—Minha irmã está viva! – falou de novo. Comecei a pegar os ingredientes na geladeira.

—Pegue as facas de legume. – pedi.

—Bella, Heidi está viva, e brincando com Vanessa, e as duas estão sendo reféns do meu pai indo para o México e você quer fazer uma sopa!

Sentei na bancada com tudo o que precisaria, minhas pernas tremiam com tudo o que havia me dito, mas eu não perderia a calma.

—Agora, sente essa bunda grande ai Jane.

Ela sentou exasperada.

—Heidi está viva. – falei.

—Sim!

—Como sabe disso?

Então ela me contou como o irmão a levou lá e a mostrou, a irmã mais velha brincando com Nessie.

—Como ele pode? – eu estava desacreditada, em pensar que quando conheci Aro costumava a achar que o ódio de Jane e Alec pelo pai era injustificado e mimado!

—Ele pode fazer qualquer coisa! Precisamos parar aquele homem!

—Já tem gente trabalhando nisso!

—São muitos lentos! Tem gente dele dentro da polícia, Bella!

—Jane, por favor, não se desespere! Isso não vai ajudar! – lembrei.

—O que ele fará com elas?! Vai mata-las?

Todo o meu corpo tremeu...

—Não, ele manteve sua irmã viva todos esses anos para mata-la agora? Não mesmo. E ele levou Vanessa nessa fuga porque precisa dela, então por hora ela está segura.

—Eu devia saber Bella. Todo esse tempo Heidi esteve naquela casa, e eu fui lá! Porque não... Fiz alguma coisa?! Porque não a notei, não a achei?

—Você não podia adivinhar Jane. Não é culpa sua. – seguirei sua mão por cima da bancada.

—É uma droga tudo isso!

—É sim.- Concordei. Fiquei tentada a conta-la que no dia seguinte iria visitar Jacob na penitenciaria, quis contar tudo o que Alice havia me dito, mas me segurei. Ela não concordaria em eu ir lá, coisa que já não estava certa se deveria ou não fazer.

—O que podemos fazer?- perguntou.

—Agora? Uma sopa. – falei de forma firme e ela riu.

—Obrigado por ser minha amiga. – agradeceu.

—De nada. – revirei os olhos. Ambas rimos. Amigas... Apesar de todo o drama que envolvia nossas vidas tínhamos uma à outra, e isso era um consolo e tanto.

—Bella? Pega minha tolha?

—Sim. – gritei de volta revirando os olhos. Edward era um menino grande.

Afastei Toddy, e fui para o guarda-roupas. As tolhas ficavam na parte de cima, então subi num banquinho para pegar, estavam dobradas perfeitamente uma em cima da outra, cinco toalhas de banho. Um brilho rosa chamou minha atenção logo na parte de cima. O celular de Vanessa, eu não me lembrava de tê-lo posto ali, talvez tivesse sido Edward.

Peguei a toalha e o aparelho.

Coloquei a toalha no gancho.

—Entra aqui. – Edward me convidou.

—Não, vou ter que tirar a roupa e estou com frio. – brinquei.

—Te esquento rapidinho. –abriu o vidro do box me dando uma visão maravilhosa do seu corpo molhada. Senti um aperto em meu baixo ventre com a imagem, contudo tinha o celular de Vanessa em mãos.

—Você o guardou? – perguntei.

—Sim, no guarda-roupa.

—Ele ainda tem bateria. – falei surpresa.

—Marca boa. –ele lavava os cabelos.

Desbloqueei a tela, a primeira coisa que vi foram as notificações dos canais do youtube que ela assinava.

Havia quatro chamadas perdidas do mesmo numero desconhecido.

As ligações haviam sido feitas no fim da tarde, vinham de El Paso.

—Edward.- balbuciou.

Amor? – ele desligou o chuveiro imediatamente mediante o meu tom.

—Acho que Vanessa tentou ligar para casa. – sussurrei. Ele pegou o celular de minha mão.

—Pode ter sido qualquer pessoa nessa região Bella. – ele disse de vagar.

—Qualquer pessoa Edward?! Não acredito no tamanho da coincidência!

—Vou ligar para Jasper, isso pode ajudar, eles estão na caçada, e tendo esse numero podem achar o lugar exato de onde foi feito a chamada. – ele enrolou a toalha na cintura e saiu do banheiro. Sentei no vaso com a tampa fechada, colocando a cabeça entre as mãos.

Por favor, Deus, protege minha menina e a traga para nós em segurança.

Eu fazia minha oração.

Notas finais
N/A: então?! corrida a todo o vapor para trazar Vanessa de volta! D: trago o próximo capitulo na quarta, ok? >< seria legal se chegásemos a 10 recomendações *_* vejo vocês nos comentário?! bjs :*