Aprendendo a Amar
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Aprendendo a Amar
Capítulo 28
Washington D.C Março, 2016
Bella.
— Cachorros entram em depressão? – perguntei a Edward. Ele estava encostado na árvore sentado em cima da manta que eu havia trago, eu me recostava nele sentada no meio de suas pernas.
O Washington Square Park estava lotado de estudantes, músicos e artistas, e claro turistas, aproveitando o início da primavera. Eu aproveitava o raro momento de tranquilidade nos braços de Edward, algo que eu não me permitia desde que Vanessa havia sido “entregue” a Aro.
Ele cheirou meus cabelos e me apertou mais. Sim, ali era o melhor lugar do mundo – nos braços de Edward.
— Toddy me parece bem – ele respondeu observando o cachorro.
— Querido, três gatos estão deitados nas costas dele – revirei os olhos.
— E daí? O amor nasce nos lugares mais improváveis, baby – ele sussurrou e mordiscou meu ouvido em seguida. Me encolhi rindo.
— Não seja bobo! Estou preocupada com ele. Não tem feito bagunça em casa, não está correndo desesperado pelo parque atrás dos pássaros... E olhe aquilo! – apontei o cachorro a poucos metros de distância de nós. – Os gatos estão fazendo o que querem dele. – Falei indignada.
— Vamos levá-lo a um psicólogo? – ele sugeriu e fiz uma careta. Já havia pesquisado e o valor, e me deixou alarmada.
— Sei que você ganha muito bem trabalhando para o Sr. Grey, mas agora que estou em licença médica não irei ganhar tão bem, tenho o financiamento do apartamento e um bebê a caminho, amor. – Apresentei os fatos, enquanto acariciava sua mão que estava por cima da minha barriga.
— Nada de gastar com psicólogos caninos. – Ele concluiu. Grudou sua bochecha na minha, as mãos faziam leves carinhos em meu ventre levemente pontudo. – Tenho a solução perfeita para ajudar o Toddy; trazer Vanessa de volta para casa.
Suspirei olhando as nuvens. Era tudo que eu mais queria.
— Acha que nessa audiência preliminar podemos conseguir? E eu poderei vê-la? Estou pensando em pedir a Jane para me acompanhar até lá – comentei e senti seu rosto se franzir, por estar grudado ao meu – na casa dos pais dela, quero dizer. – Completei ganhando um suspiro dele.
— Não acho que seja uma boa ideia. – Senti seu corpo inteiro tencionar e Edward desgrudar sua bochecha da minha.
— Por quê? Eu mesma já fui lá diversas vezes antes disso tudo. – Virei um pouco meu corpo, a fim de olhá-lo. – A mãe de Jane até parecia gostar de mim. Sempre me cumprimentando com um aceno de cabeça – estremeci com a lembrança da frieza da Sra. Volturi. Eles estavam usando algo para forçar Vanessa a ficar com eles, disso eu não tinha dúvidas, mas o que eu não sabia – o que você acha que Aro fez para ela dizer que prefere ficar com ele? – Expressei meus pensamentos.
— Ameaças, Bella. Aro é um homem ardiloso, e não é difícil manipular uma criança. – Ele respondeu entredentes, os olhos brilhando de ódio.
Fechei minhas mãos em punhos. Maldito seja Aro.
— Não consigo acreditar que eu costumava defendê-lo quando Jane me falava mal dele. – Falei bufando.
— Aparentemente ele é um homem bom, não se culpe. – Falou carinhoso, dando um beijo nos meus cabelos. – Alec me contou umas coisas... Se Alice conseguir o mandato e apresentá-lo no dia da audiência, sairemos de lá com Vanessa e Aro preso. – Pude ouvir a satisfação pingando em sua fala.
— Ele é mesmo envolvido com tráfico de armas? – Sussurrei. Jane sempre desconfiou que o pai fosse envolvido com coisas ilegais, mas nunca me verbalizou o que.
— Armas, drogas, pessoas, crianças, órgãos... a lista é imensa. Ele faz parte de uma grande rede de tráfico, mas o maior problema dele são os russos; parece que o Aro roubou algo deles, e seu prazo para devolver está se esgotando. – Comentou pensativo.
— Por que ele não devolve logo, então? – Questionei confusa. Edward pareceu pensar, escolhendo com cuidado as palavras que usaria. – Você sabe, não é? Por isso anda tão amigo de Alec. Pode confiar que eu não vou sair mais do ar. – Prometi. Ele me deu um pequeno sorriso e fez um cafuné em meus cabelos antes de responder.
— Ele não devolve... porque roubaram dele. – Declarou.
— Ladrão que rouba ladrão... – resmunguei – quem te contou essas coisas? Alice? Jasper? – Arrisquei curiosa.
— Não. Alec me contou. Ele trabalha... – parou no meio da frase, ponderando se terminaria. Virei-me novamente para fitar seu rosto, dessa vez ficando totalmente de frente para ele. Levantei uma sobrancelha em sua direção, esperando. Ele suspirou parecendo derrotado – para o serviço secreto. Não conte a Jane. — Terminou sussurrando.
Fiz sinal de que fechava a boca com um zíper.
— Deixe que ele conte quando se sentir pronto. – Pediu e assenti.
— Sim, senhor. Então Alec investiga o próprio pai? – Coloquei o dedo no queixo, pensativa. As coisas começando a fazer sentido em minha cabeça.
— A fundo. – Edward assentiu. – Alec me contou que Eleazar e Aro foram criados juntos, e os pais de Aro deixaram uma herança para Eleazar. Por isso os dois não se davam tão bem. – Revirou os olhos.
— Será que ele quer a Nessie por vingança? – Arregalei meus olhos com a possibilidade. Eu nunca havia pensado nisso, e senti meu coração dar um solavanco.
— Querida, se acalme. – Pediu beijando meus lábios rapidamente. – Alec acredita que Vanessa possa dizer a Aro onde está alguma coisa. Alec ainda não sabe o que é. – Continuou.
— Pode ser alguma joia? Nós colocamos no cofre do Marcus, lembra? Podemos dar ao Aro o que ele quer e ele nos entrega Vanessa! – Exclamei um pouco alto demais. Como não pensei nisso antes?!
Virei o rosto para encarar o olhar do meu namorado e ele carregava uma expressão séria em sua face.
— Não vamos barganhar com um criminoso, Bella. Teremos Vanessa de volta e Aro será preso. Fim. – Finalizou duro, fazendo meu coração dar outro salto. Eles são criminosos e estão com a minha filha.
— Você tem razão, sei disso, eu só queria que ela estivesse aqui – soltei minha frustração. Edward me ajudou a levantar e se pôs de pé. Me puxou para o círculo de seus braços, acariciando minhas costas e beijando incontáveis vezes os meus cabelos.
— Eu também, meu amor. E se tudo ocorrer bem, ela estará aqui conosco na segunda. Por favor, não se preocupe com mais nada. – Sussurrou com a voz abafada pelos meus cabelos.
Relaxei com o rosto colado em seu peito, fechando os olhos. Estávamos em nossa bolha particular, quando um miado agudo nos sobressaltou.
— Toddy! – Edward correu em direção ao nosso cachorro que era atacado por uma bola de pelos enorme e branca.
— Nala! – uma mulher correu em direção da gata que havia o atacado. Pegou a bola de pelo nos braços, que chiava e gania querendo atacar o coitadinho do Toddy, este que olhava a gata com cara de bobo.
Peguei o lacinho da gata no chão, que na bagunça se desprendeu do seu pelo.
— Nala, que malvada! O que deu em você?! – A mulher parecia perdida e frustrada. A cena chegava a ser cômica.
— Aqui acho que é dela – estendi o lacinho para a mulher. Ela me sorriu culpada.
— Muito obrigado! Não sei o que deu nela! Ela está assim desde que foi castrada e – ela se interrompeu de súbito quando Edward parou ao meu lado com Toddy bem quieto junto dele. –Edward. – Ela disse e suas bochechas tingiram de rosa em um segundo.
Oh não.
— Kate. – Ele falou sem graça, se aproximando para enlaçar seu braço em minha cintura.
— Bella. – Acenei para ela, já que eles se conheciam e Edward me parecia encabulado demais por encontrar a mulher para me apresentar.
Ela observou o braço dele em minha cintura rapidamente, subindo para me olhar simpática.
— A Nala machucou o cachorro de vocês? Como eu ia dizendo, desde que foi castrada ela anda agindo estranho, vou ligar para o veterinário dela. – Se atropelou, falando tudo rapidamente.
Inclinei-me para fazer um carinho no Toddy. Ele lambeu minha mão.
— Ele me parece normal... no seu normal depressivo. – Comentei e senti Edward pressionar um pouco minha cintura.
— Depressão canina é algo sério – ela disse com as sobrancelhas franzidas.
— Era o que eu estava tentando convencer o Edward aqui. – Bati em seu peito de leve. Isso pareceu despertá-lo de seu torpor momentâneo.
— Desculpe... Bella essa Kate, uma amiga de Nova York. – Falou sem graça, não olhando nada em particular.
Kate e eu reviramos os olhos juntas e estendemos as mãos rindo.
— Esse foi um jeito peculiar de conhecer alguém. – Comentei apertando sua mão.
— Nem me fale. Me desculpem mesmo pelo susto. – Falou novamente, em tom de verdadeiras desculpas.
— Não foi nada. – Balancei a mão fazendo pouco caso sobre o ocorrido.
Um silêncio ameaçou cair sobre nós, mas rapidamente Kate o quebrou.
— Estou surpresa por vê-lo aqui Edward. A trabalho? – Questionou o fitando, fazendo a atenção do meu namorado voltasse para ela.
— Não, me mudei. Moro aqui agora. – Ele me mexeu a mão que estava pousada em minha cintura, levando-a ao meu ventre e acariciando o local. Kate olhou entre nós e sorriu.
— Fico feliz por isso. Sua família mora nesse estado, não é? Seus amigos também. – Constatou fitando ele, que apenas assentiu com a cabeça.
Revirei os olhos para sua resposta.
— E você? Mora aqui? – Perguntei sem querer deixa-la sem graça, já que meu namorado não estava ajudando muito.
— Não, só vim ser madrinha de casamento. Sabe como é você chega aos vinte e tantos e de repente todos os seus amigos estão se casando! – Riu entusiasmada, fazendo-me acompanhá-la.
— Nem me fale, tenho dois para casar em Maio! Mas um irá casar com o outro. – Falei sorrindo orgulhosa.
— Tyler? – Ela adivinhou.
— Sim! – Respondi um pouco surpresa por ela saber de quem eu estava falando.
— Bom, diga ao Tyler que estarei esperando o meu convite. Edward... – ela o olhou. Sorriu e sacudiu a cabeça como se expulsasse uma ideia. – Fico feliz por te reencontrar em uma situação como essa, tirando o ataque ao seu cachorro, é claro. – Riu nervosa, depois ficou séria. – Estou realmente muito feliz por ver você assim. As coisas que eu disse daquela vez... – balançou novamente a cabeça – enfim, aquilo é passado
Ela não esperou que ele dissesse algo e se virou de volta para mim.
— Bella, foi um realmente um prazer te conhecer. Espero te ver no casamento do Tyler. – Sorriu para mim, mostrando suas covinhas.
— Farei Jane mandar o convite. – Sorri de volta, porque era impossível não sorrir para aquela mulher. Ela fez um carinho na cabeça de Toddy e acenou para nós se afastando com a gata nos braços.
— O que foi isso? — Sussurrei para um Edward rígido pressionado a mim.
— O que? – Perguntou confuso.
— Sua ex-namorada. E você foi grosso com ela. Ela me parecia legal. – Comentei me livrando de seu abraço.
— Ela é legal – ele revirou os olhos.
— Então? Qual a história? – Perguntei curiosa voltando a árvore para recolher nossos pertences que estavam ali. Coloquei a coleira em Toddy enquanto ele retirava a manta.
— Você não quer ouvir uma história sobre uma ex-namorada, não é? – Gemeu de costas para mim, arrumando tudo.
Dei de ombros, indiferente.
— É muito dramático? Terminou muito mal? – Questionei curiosa.
— Nós tínhamos uma coisa... que eu não chamava de namoro, mas era um namoro, para ela. – Frisou a última parte, para dar ênfase de que ele não estava totalmente envolvido com a garota.
— Nossa você é idiota. – Acusei batendo em seu peito. Ele fez uma careta acariciando o local em seguida.
— Foi isso o que ela disse. – Ele pegou na minha mão e fomos em direção ao carro.
— Por que você não chamava isso de namoro? – Eu quis saber. Kate parecia ser uma mulher legal. E, porra, eu estava muito curiosa.
Ele não me respondeu até estarmos acomodados no carro.
Suspirou antes de falar.
— Eu não queria namoros depois de você. Me relacionei com algumas mulheres, elas se divertiram, e eu me divertia, mas a Kate... ela frequentava minha casa. Foi o mais perto de um namoro que eu tive, por isso fui um idiota com ela. Tudo porque não queria estar preso a alguém quando chegasse a hora. – Ele suspirou novamente, prestando total atenção na estrada, não se virando nenhuma vez para me olhar.
Meu coração bateu mais forte.
— Hora de que? – Sussurrei já sabendo a resposta.
— De te reconquistar, Swan. O plano era ficar com você no fim das contas. O plano sempre foi voltar para você. – Ele falava aquilo com o semblante franzido, mas seus lábios sorriam.
Senti meu rosto querer sorrir com aquela informação. Virei a cabeça para janela para ele não ver, ou inflaria seu ego mais do que já era inchado.
— Péssimo plano, Cullen. Magoou uma boa pessoa. – Comentei distraída.
— Sim, eu sei. Teria agido de forma diferente agora, me sinto mais maduro que na época, mas o fim seria o mesmo. E Kate me parece bem. – Ele deu de ombros, virando para me olhar.
O encarei sarcástica.
— Nós, mulheres, sabemos superar vocês, homens. – Respondi revirando os olhos.
— Ah, Tyler não vai querer convidá-la para o casamento. – Ele lembrou.
— Por que não? – Senti minha testa se franzir em confusão.
— Ela quebrou uma garrafa de Wisky de 95 anos. Um presente do avô de Tyler. – Vi os lábios dele se contorcerem, fazendo uma careta.
Sacudi a cabeça incrédula.
— Os meninos e os seus brinquedos. – Murmurei. Edward pegou minha mão para beijá-la me olhando inocente.
— Você só namorou Jacob todo esse tempo? – Ele perguntou parecendo nervoso.
— Namoro mesmo sim, mas tive pequenos relacionamentos. Você quer mesmo falar sobre isso? – Questionei indecisa.
Ele deu de ombros, acariciando minha mão que ainda estava na sua.
— Nunca entendi muito bem seus namoros. – Comentou prestando atenção na estrada.
— Desculpa?
— Fofoca da faculdade número 305: Isabella Swan não faz sexo. – Falou irônico, dando um sorriso torto em minha direção.
Deixei uma risada escapar; eu me lembrava disso.
— Sexo nunca foi problema para nós dois, não é? – O olhei divertida, logo ficando séria. Mantive os olhos na pista a nossa frente.
— Isso é o mais diferente entre nós, o sexo. Eu não transo com as pessoas de cara, acho que o sexo é algo muito íntimo. Dividir nosso corpo com alguém em busca de prazer... – balancei a cabeça, rejeitando a ideia – gosto de conhecer a pessoa antes, e conhecer bem. Eu só namorei babacas, antes de você, e os fazia gozar só no “roça-roça”. – Dei de ombros.
— Mentira! – Edward riu.
— Verdade! Dai eu achava que não valia a pena, sempre gostei de brincar com eles. Já você... – respirei fundo antes de soltar a impressão que tinha de Edward. – Você não acha o sexo algo tão íntimo assim, acha fazer sexo mais fácil que beijar na boca, algo mais íntimo para você. Por algum motivo obscuro, você acha mais fácil transar sem nutrir sentimentos pela pessoa. Não estou te julgando, a maioria faz assim, mas eu não posso. Você distrai as mulheres com sexo para mantê-las afastadas de você, queria saber o porquê. – Terminei minha frase apreensiva, mas tentando ao máximo demonstrar que estava indiferente com sua resposta.
— Eu nunca pensei nisso – ele deu ombros, pensativo.
— Uma atitude inconsciente? – Questionei distraída.
—Talvez. Mas agora que você falou... também fugia de conhecer as famílias. – Ele lembrou.
— Edward! – Exclamei, chocada.
Ele parou o carro na vaga para me olhar sério.
— Eu queria você. Mesmo quando estava sendo idiota de mais para admitir isso, ou acomodado demais para fazer algo a respeito. Eu errei, bom, claro que sim, mas não me arrependo, porque tudo isso nos trouxe até aqui. – Sua mão acariciava minha bochecha, enquanto ele falava.
— Não foram nossas escolhas que nos trouxeram até aqui, Edward, foram as de Eleazar e Carmen. – Lembrei-o.
Ele sorriu me beijando em seguida, afirmando que de uma forma ou de outra, sabia que estaríamos juntos, pois ele viria atrás de mim.
Não seguimos diretamente para o shopping, então estávamos no estacionamento de um petshop. Me despedir de Toddy foi triste, nunca pensei que sentiria tanta falta dessa bola de pelos.
— Não estamos abandonando você. – Afirmei segurando sua cabeça. Ele estava crescendo rápido. O olhar estava baixo e o rabo abanando. – Você vai ficar aqui só por algumas horas, tomar um banho gostoso e voltaremos para te buscar. – Prometi, mesmo que ele não entendesse.
— Cuidarei bem dele, senhora. – A jovem sorridente garantiu. Toddy soltou um choramingo. O abracei fortemente, eu estava apegada demais a ele.
— Acho que ela está sofrendo mais que ele. – Edward cochichou para a moça que riu contida.
— Ele está se sentindo abandonado! – Exclamei indignada. – Depois de tudo que tem passado nos últimos dias, acho melhor não sairmos, vamos esperar ele ficar pronto e irmos direto para casa. – Constatei como melhor opção.
— Não mesmo, amor. – Edward me puxou do chão. Toddy latiu um choramingo pela perda.
— A mamãe vai voltar para pegar você. – Sussurrei e ele latiu de novo, com a língua para fora num sorriso de cachorro, parecendo mais animado. Era a primeira vez em dias que eu via aquilo. E me deixou mais animada.
— Ele com certeza pensa que o abandonamos – reclamei já a caminho do shopping. Edward revirou os olhos para mim.
— Você me parece bem apegada a ele agora. – Ele comentou rindo da minha cara de frustração. – E fique sabendo que cada vez que saímos de casa, ele acha que fugimos ou algo assim.
— Não seja dramático! – Exclamei incrédula.
— Não sou! – Ele riu. – Vi isso numa reportagem.
Enquanto andávamos pelo shopping de mãos dadas, senti um pouco do fardo das últimas semanas me deixando lentamente. Era a primeira vez desde a nossa, volta que Edward e eu saímos sem Vanessa, e apesar de sentir muito a falta dela, eu estava feliz por ter um momento com ele.
Edward acabou por comprar dois ternos e insistir que eu procurasse alguma roupa que gostasse em outra loja. Acabei por comprar cinco vestidos – todos no cartão dele “É um presente Bella! ”— e durante minhas provas de roupa, ele simplesmente sumiu, aparecendo pouco depois com um novo embrulho, menor que os demais.
— Loja de bebês? – Ele perguntou os olhos brilhando de empolgação.
— Loja de bebês. – Confirmei sentindo meu estômago vibrar.
O universo dos bebês era uma perdição para jovens pais, tudo muito pequeno, lindo e fofo. E apesar de achar que não poderíamos comprar muitas coisas sem saber o sexo do bebê, na verdade podíamos comprar de um tudo!
A loja era autoatendimento, por isso ficamos bem à vontade para ver as coisinhas.
— Olha isso. – Edward me mostrou um vestido amarelo com flores.
— Podemos levar isso. – Mostrei um body também amarelo.
— É muito sem graça. – Ele fez uma careta.
— Vamos nos ater ao básico até sabermos se é menino ou menina, amor.
— É menina. Eu sei. – Disse com convicção.
Cruzei os braços, fitando-o.
— Nossa, ó grande sábio. Como sabe disso? – Desafiei sarcástica.
Ele sorriu safado, chegando mais próximos de mim.
— Foi eu quem fiz, baby. – Sussurrou em meu ouvido provocando arrepios em meu braço. Ri beijando seus lábios de leve, me sentindo um pouco tímida por estarmos em uma loja, depois o afastei um pouco dando as costas para ele.
Tinha que confessar que os macacões jeans, body azuis e todas as roupinhas de meninos me chamava mais atenção. A decoração daquele lugar... Uau! Com berços, ursos, brinquedos… eu conseguiria fazer algo tão belo para o meu bebê?
Peguei uma pequena jardineira jeans com o rosto de um urso marrom na frente, ela estava exposta em um manequim bebê logo acima da arara, com um par de tênis minúsculos e uma boina. Eu queria um menino. Exatamente parecido com Edward, os olhos verdes, o cabelo naquele estranho tom de ruivo e o sorriso mais lindo do mundo. Eu vinha sendo uma tola negligenciando meu bebê que era um pequeno milagre. Fosse por que veio quando eu tinha certeza de que não poderia gerar um filho naquele momento, fosse porque eu havia rolado de uma escada de uma altura considerável.
Meu bebe já era um lutador e queria viver, e eu estava doida para tê-lo em meus braços, vesti-lo como uma miniatura do pai. Senti minhas costas queimando e notei que era observada. Edward me olhava mantendo um sorriso de canto.
— O que foi? – Perguntei encabulada, já sentindo meu rosto esquentar.
— Estou aqui apenas encantado com você. – Deu de ombros como se aquela declaração fosse a mais simples. Eu sorri de volta.
— Podemos levar essa peça, mas não se apegue: temos uma garotinha aí dentro. – Ele decretou como se tivesse previsto o futuro.
O abracei pela cintura.
— Estou imaginando um menino, mas você está quase me convencendo do contrário. – Falei beijando seu peitoral por cima da camisa.
— Teremos outra garotinha, amor. Contudo, podemos fazer um menino depois. – Sussurrou em meu ouvido, fazendo com que uma corrente de calor passasse pelo corpo, concentrando-se em meu baixo vente. Eu o queria.
— E podemos começar os ensaios hoje mesmo. – Completei desavergonhada.
Edward me olhou primeiro surpreso, depois safado.
— Será um prazer fazer suas vontades, madame. – Sorriu torto. – Vou levar essas coisas para o carro, você compra as entradas para o cinema?
Assenti. Edward se inclinou para me dar um beijo forte, sua língua exigindo o controle da minha, minhas mãos correram automaticamente para bagunçar seus cabelos.
— Este beijo não é apropriado para uma loja de bebês. – Repreendi recuperando o fôlego. Ele piscou para sem-vergonha.
Fiquei observando-o sair da loja, suas costas largas que a blusa marcava com perfeição, a bermuda jeans evidenciando o traseiro arrebitado. Coloquei a mão na boca repreendendo o riso, Edward me mataria se me pegasse admirando sua bunda! No mínimo ficaria envergonhado.
— É uma moça de sorte. — Uma senhora grisalha parou na arara ao lado, o olhar acompanhando o meu, em Edward.
— Sim, eu sou. — Confirmei sorrindo.
— Primeiro filho, querida? – Ela olhava as roupinhas de menino ao falar.
Eu não sabia como responder a essa pergunta muito bem. Em meu coração, muito antes de saber que biologicamente eu era a mãe de Vanessa, eu já a sentia como minha em meu coração.
— É nossa primeira gestação, porém já temos uma menina. Nossa garotinha. – Achei a resposta certa, falando com orgulho o “nossa garotinha”.
— Entendo. — Não, ela definitivamente não entendia e não fazia ideia.
Peguei o macacão jeans, mesmo que Edward estivesse certo e fosse uma menina, ela poderia usar aquilo, certo?
Com apenas a sacolinha pequena da loja que coube com perfeição em minha bolsa, segui para o cinema, chocada com a quantidade de crianças. Talvez um pouco mais velhas que Vanessa em grupinhos. Pareciam pequenos adolescentes!
Eu estava distraída com eles, quando Edward me encontrou na fila envolvendo minha cintura com os braços.
— Por que está nessa fila enorme? — Quis saber.
— Para comprar os ingressos. — Revirei os olhos.
— Pode usar o preferencial, querida. — Sussurrou com os olhos arregalados com falsa inocência. Ok, ele tinha razão e eu nem havia pensado nisso. Dei de ombros.
— Está muito no início para isso, é capaz de me mandaram sair. – Falei distraída.
Ele sorriu diabólico.
— Eu gostaria disso. Nunca processei um estabelecimento como esse, seria divertido. – Seus olhos brilhavam ao falar em processo.
— Edward! – Reclamei batendo em seu ombro. Ele pegou minha mão a levando para seu peito.
— Você está linda. Radiante. – Disse e aquilo me desarmou completamente.
— Foi só o pó que passei antes de sair. – Dei de ombros tentando parecer indiferente, mas meu coração dava pulos de felicidade.
— Não. – Me puxou para mais perto, minhas costas coladas em seu peito.
— Você se permitiu ficar feliz porque nós com certeza iremos trazer Vanessa de volta. Você está sendo a Bella que conheci e sou apaixonado, e eu amo isso. Obrigado por confiar em mim.
Me virei em seus braços para olhar seu rosto o pegando em minhas mãos.
— Eu confio em você com a minha vida e a dos nossos filhos! Eu sinto algo tão bom crescendo dentro de mim, Edward. Um sentimento de que tudo vai ficar bem no final.
— E você está radiante. – Ele concluiu, e o jeito que me olhava, como um menino feliz, me fez apertá-lo e puxá-lo para um beijo.
—Eu amo você, seu bobo! – Sussurrei em seus lábios. – Amo demais.
Ele me convenceu a ir para a fila preferencial, (que foi muito mais rápida, só para constar) e munidos de pipoca e refrigerantes, que eu teria de dar adeus por causa da gravidez, entramos na sala de cinema.
Assistimos “Batman vs. Superman” o que foi difícil, pois estava contando em ver esse com Vanessa e prová-la que o Batman era melhor que
o Superman. Eu sentia falta da minha pequena. Mantive minha completa atenção ao filme, até que comecei a me sentir muito desconfortável.
— Está sentindo alguma coisa? – Edward sussurrou percebendo que eu me mexia demais, sem encontrar uma posição agradável.
— Estou com um pouco de falta de ar. – Cochichei, tentando me acomodar melhor na cadeira.
— Quer sair? – Ele perguntou alarmado.
— Não, amor. Esperamos muito esse filme! – Ele franziu os lábios, me olhando desconfiado, contudo aceitou. Eu podia aguentar.
Ou não.
Sentia um incomodo na nuca, uma dor de cabeça... não conseguia me concentrar nas imagens na tela.
— Preciso sair daqui. – Sussurrei e me levantei apoiando-me fortemente na parede ao descer as escadas da sala. Logo senti sua mão em meu ombro.
— Amor, o que foi? – Ouvi a preocupação pingando em sua voz.
— É esse mal-estar. – Passei a mão no peito como se pudesse aliviar.
— Quer ir ao hospital? – Virou-me de frente para ele, passando as mãos em todos os lugares, tentando me fazer sentir melhor.
—Não é para tanto, Edward. Apenas vamos passar na farmácia e pegar um antiácido. – O olhei sorrindo um pouco, tentando amenizar a situação. Ele balançou a cabeça em consentimento, mas seu semblante continuava franzido, demonstrando preocupação.
Minha visão estava um tanto turva no caminho, por isso me mantive apoiada com firmeza nele. Quando entramos no estabelecimento, logo uma atendente prestativa, vendo meu estado, ofereceu um banco para que eu sentasse. As vozes a minha volta eram mais um zumbido que tudo. Um rapaz colocou um medidor de pressão em meu braço direito.
— O que há? – Perguntei nervosa.
— Vamos chegar sua pressão arterial. Seu marido disse que está com dor na nuca. É hipertensa? – Ele perguntou calmamente, tentando me passar tranquilidade.
— Não. – Falei com dificuldade.
— A pressão dela está 150/80 mmHg, está alta. – O rapaz disse quando terminou. – Vou te medicar e recomendo que descanse, e fale sobre isso com sua médica. – Recomendou, olhando para mim e para Edward que estava ao meu lado.
— Ela pode tomar isso? Está grávida. – Edward sinalizou preocupado.
— Sim, senhor, o senhor já disse isso. – Ele deu um sorriso de canto.
Eu fiquei quieta pelos próximos minutos. Pressão alta? Aos vinte e nove anos? Parabéns, Isabella. Muito bem.
— Já decidiu com quem fará o pré-natal? – Edward me perguntou naquele mesmo dia, mais tarde. Estava sentada na cama com os pés sendo massageados por ele. Minha dor de cabeça tinha ido embora completamente.
— Gostei de Siobhan. – Dei de ombros com os olhos fechados em apreciação.
— Quer que marque uma consulta?
— Você não é meu secretario Edward. Posso fazer isso, sozinha; obrigado. – Sorri divertida.
— Só quero ser útil. – Deu de ombros.
— Você está sendo muito útil nesse exato momento. – Mexi meu pé esquerdo de modo que chegasse a sua barriga durinha e o cutuquei.
— Ei! Sua unha está grande! – Resmungou.
— Então corte, escravo. – Brinquei. Ele pegou meu pé, mordendo meu dedão.
— Ei! – Gritei rindo.
Foi leve. Foi gostoso e rimos muito, até Toddy parecia mais animado.
— Ela vai voltar para gente, Toddy. – Confidenciei a ele antes de dormir com ele no nosso quarto.
Nosso quarto.
Sim, era nosso, eu não conseguia pensar de outra forma; Edward era parte de mim e eu o queria aqui, sempre.
***
No domingo falei com Reneé ao telefone.
— Seu pai esteve aqui em casa. – Relatou.
— O que ele queria? – Resmunguei insatisfeita.
— Saber de você, disse que você não a atende.— Falou calma.
— Não quero saber dele. – Resmunguei novamente.
— Bella, ele ainda é seu pai.— Chamou minha atenção. Revirei os olhos indignada.
— Ele me bateu! Enganou você! – Praticamente gritei com o telefone.
— O que aconteceu entre seu pai e eu é apenas assunto nosso. Agora sobre ele ter batido em você, é com vocês;
cabe a você perdoá-lo ou não. Ele sempre foi um bom pai, querida.— Falou ainda muito calma.
— Como se isso fosse justificativa para tudo. “Ele foi um bom pai, o perdoe”. – Imitei sua voz, ironizando.
— É exatamente o que você tem que fazer. – Ela disse, e podia jurar que estava sorrindo.
Mudei de assunto.
— Como está aí?
— Chuvoso, como sempre. – Falou rindo.
— Isso eu sei mãe... – revirei os olhos. – Como está você?
— Estou bem, querida, de verdade. Sinto falta do seu pai em casa, mas tenho bastante tempo para mim agora, pretendo começar um curso de fotografia na faculdade comunitária.— Falou empolgada.
— Isso é ótimo mãe! – Disse realmente feliz por ela.
— Você não acha que vai ser estranho? Eu velha desse jeito, no meio dos jovens?— Perguntou indecisa. Bufei.
— Acho que será lindo. E todos vão gostar de você, não existe isso de ser “velho” na faculdade, mãe.
— Assim espero. E Vanessa?
— A audiência é amanhã. – Suspirei, olhando através da janela.
— E Edward?— Perguntou preocupada, pois sabia que estávamos uma pilha de nervos.
—Está no quarto estudando o caso e analisando nossas opções de vencer. – Falei um pouco cansada.
— Vocês não podem dizer que são os pais biológicos dela? Isso não os faria ganhar na mesma hora?— Questionou confusa.
— Não, só iria complicar mais tudo. – Suspirei. Eu também queria usar essa carta e exigir minha filha, contudo ela era filha de Carmen, e apenas biologicamente minha.
— E meu neto em seu ventre, como está?— Disse mais amável, amenizando o clima
.
Passei a mão na minha pequena barriga, sorrindo.
— Ainda não faz muita diferença. Mas minha barriga está mais durinha. – Ri feliz.
— Quando começar a senti-lo se mexer, verá como é maravilhoso, querida.— Ela garantiu e eu sorri mais.
Sim, eu não via a hora de meu bebê mexer. Até agora eu me sentia completamente normal, nada que ficasse piscando em minha cabeça como um alarme “você está gravida”.
Me despedi de minha mãe prometendo que atenderia Charlie na próxima vez que ele ligasse, mas não tinha cem por cento de certeza sobre isso.
O filme na TV começou a me parecer entediante, bufei olhando o balde de pipoca que tinha comido. Eu comeria de novo se continuasse onde estava.
Ou eu poderia perder algumas calorias...
Sorri olhando em direção ao corredor, Edward estava em nosso quarto trabalhando, eu sabia exatamente como ele estava: uma cueca box branca e com uma camisa de magas verdes, que destacava o verde de seus olhos. O notebook no colo, ele morderia o lábio às vezes, outras mexeria nos cabelos, os bagunçando. Imaginar a cena fez com que eu sentisse um aperto no meu baixo ventre, e minha calcinha molhar. Esperando que ele fizesse jus a minha imaginação, caminhei decidida para o quarto.
Ele falava ao telefone falando com alguém. Parecia sério: a testa franzida, digitando freneticamente com uma mão e segurando o celular na outra. Viu-me na soleira da porta e sorriu por um instante, logo voltando sua atenção para a tela. O movimento dos seus lábios enquanto falava me deixava hipnotizada, aqueles mesmos lábios franzidos e bonitos me levavam a loucura nos lugares certos do meu corpo.
Subi na cama ao seu lado, beijando seu pescoço, minhas mãos lentamente brincando com a barra da sua camisa, sentindo seu abdome duro. Céus, que homem gostoso era esse?
— Aguardo. – Ele disse para a pessoa do outro lado. Afastou o telefone do rosto, o tampando com uma mão. – O que você está fazendo? – Sussurrou me olhando duvidoso.
— Quero saborear você. – Sussurrei com o olhar mais inocente.
Beijei suas bochechas, puxando sua camisa por cima da cabeça, ele não me impediu.
— Essa ligação é importante. – Me advertiu. Fiz sinal de que fechava a boca com um zíper.
— Sim? – Ele voltou a ligação. Tirei o notebook do seu colo, o colocando de lado, passei uma perna de cada lado seu corpo, me posicionada em seu colo. Passei as mãos em seu peito, não me contendo e me inclinei para beijar cada centímetro de pele exposta. Edward foi se deitando com a expressão divertida, me dando total acesso ao seu corpo, e porra, aquilo estava me excitando muito.
Passei a mão pelo volume na cueca box branca, fazendo ele morder o lábio inferior. Fiquei o acariciando por cima da peça, amando as caretas que ele fazia, depositei um beijo ali e não me contendo, o mordisquei por cima da roupa. Ele gemeu.
— Shhhh! – Adverti. Ele ficou vermelho. Eu quis rir, mas me contive. Comecei a tirar a peça para libertar sua ereção pulsante. Ele estava grande e babado para mim.
— Me querendo, amor? – Sussurrei safada com seu pau em minha mão, ele me olhou atento, os olhos me advertindo. Não, Cullen, eu vou fazer.
Passei a pontinha da língua bem devagar pela sua glande, senti-o se contrair em minha mão, e minha buceta molhou mais. Eu o queria me fodendo. Removi o short que estava usando, agradecendo por não ter o habito de usar calcinha em casa, passei um dedo nela e o ergui para que ele o visse o quanto eu estava molhada por ele.
— Podemos resolver manhã? Tenho outros assuntos agora... Claro que não, Sr. Grey. Continue. – Ele disse com dificuldade.
Sr. Grey. Isso seria interessante, tendo o chefe dele na outra linha.
Fiquei numa posição entre suas pernas, de modo que uma mão continuasse em minha buceta e a outra segurando seu pau, e assim o abocanhei com força, lambendo e chupando, parando apenas para passar os dentes suavemente em sua cabecinha rosada. Suas pernas enrijeceram e senti sua mão segurar meus cabelos.
Oh, sim amor, me segura forte.
Ele não exerceu força em minha cabeça, então continuei em meu próprio ritmo. Contudo, havia algo de extremamente sexy com o fato dele segurar meus cabelos com força. Eu queria mais e mais daqui.
Pressionei meus dedos com força em meu centro, estava quente e ridiculamente molhada por ele. Com as pernas cruzadas, passei a esfregar as coxas buscando algum alívio.
Oh, eu precisava de mais.
Suguei seu pau com força, ele parecia crescer em minha boca, aumentei o ritmo conforme meus dedos em meu clitóris trabalhavam com mais anseio... eu precisava da mão de Edward aqui, seus dedos longos e grossos me fodendo gostoso. Puxei sua mão de meu cabelo para meu centro, ele me olhou com luxúria, as palavras nem um pouco vacilantes ao falar com o homem do outro lado da linha, porém, não fez o que eu esperava. Ele espalmou uma mão em meu estomago para que eu deitasse. Obedeci sem entender bem o que ele pretendia, até que ele se deitou na posição contraria de lado.
Meia nove. Puta que pariu.
Voltei a chupar seu pau com força, massageando suas bolas e ora as chupando também. Eu podia ouvi-lo falando com o chefe ainda, e os dedos finalmente brincando com minha buceta molhada e sedenta.
Rebolei meu quadril em sua mão, eu queria, precisava de mais. Senti dois dedos entrando em mim, enquanto outro continuava a pressionar meu botão do prazer.
Assim amor.
Mesmo com ele em minha boca, deixei alguns gemidos escaparem até que foi demais, um pouco de porra escorreu em minha boca.
— Por favor, Edward. – Sussurrei com ele entre meus lábios.
— Foda-se. – Ele jogou o celular no chão, me fitando com fogo nos olhos e avançou sobre mim, prendendo minhas mãos acima da minha cabeça, posicionando-se entre minhas pernas. Senti sua cabeça em minha entrada.
— Assim, baby. – Ele sussurrou mordendo meus lábios.
Fechei os olhos.
— Mais. Vem. – Implorei. Eu sabia o que era aquilo, essa vontade desesperada de senti-lo dentro de mim.
— Geme para mim, amor. Geme gostoso, vai. – Sussurrou mordendo o lóbulo da minha orelha. Joguei a cabeça para trás em abandono quando o senti completamente dentro de mim. Gemi forte, alto e gostoso.
Porra, esse homem vai me matar.
Ele foi devagar, entrando todo, parando, me deixando senti-lo completamente dentro de mim, para então sair devagar, entrar mais rápido e parar. Aquilo era uma tortura.
— Forte, Edward. Por favor, vem forte. – Mexi meus quadris para deixar claro o que eu queria. Ele mordeu minha bochecha de leve.
— Eu quero sentir você, sentir cada sentimento seu bem devagar. Está tão gostosa, Bella, está me mastigando. – Ele gemeu, batendo sua boca na minha com força.
Segurei seu quadril o trazendo para mais perto, abri bem minhas pernas, as passando em volta da sua cintura de modo que nosso contato fosse mais profundo.
— Assim eu não me controlo, baby. – Reclamou arfando, soltando sua boca da minha.
— Vem, amor, eu quero forte. Me fode gostoso. – Aumentei nosso ritmo. Eu não queria ir para cima, queria gozar ali mesmo. O contato dos nossos corpos estava muito forte, ele parecia me preencher completamente. Abocanhando meu seio com força e me fazendo gemer alto, ele bombeou com mais força, entrando e saindo rápido e forte. De novo e de novo. Sua língua circulando meu mamilo sensível, seus lábios em meu pescoço... ele entrando, ele saindo, forte, rápido, de novo.
— Eu vou. – Sussurrei, contudo, foi tarde. Eu já estava flutuando sem sentir minhas pernas, elas cairam molengas sem forças. Porém, sem pensar muito, ele as segurou novamente, as apoiando em seus ombros e, se possível, ele parecia estar mais dentro de mim assim. Meu corpo estava leve com a sensação de orgasmo e não havia nada melhor do que ainda estar sendo fodida com essa sensação. Ele estocou forte e eu cravei minhas unhas em seus braços, o puxando para mim. Edward ficou onde estava; entrando e saindo, até que saiu rápido e não entrou mais. Demorei alguns segundos para entender que ele havia gozado em meu umbigo, lambuzando toda a minha barriga com sua porra.
— Banho? – Foi tudo o que disse quando vi a bagunça. Aquilo era sexy, me deixava excitada e ele sabia. Mas tudo o que eu queria agora era um banho, um cafuné e dormir.
— Banho. – Confirmou se levantando. Ofereceu-me a mão para me ajudar a levantar, minhas pernas pareciam gelatina. Ele me banhou com carinho, beijando hora meu rosto, hora minha boca. O sonho havia me atingido com força, então me apoiei nele por todo o processo.
— Eu te amo. – Ele sussurrou quando estávamos na cama, abraçados e unidos, parecendo um só.
— Eu também te amo, seu tarado – sussurrei de volta com a cabeça em seu peito. Senti seu tórax vibrar com a risada.
— Descanse, amor, amanhã será um grande dia. – Sussurrou acariciando minhas costas lentamente.
Sim, amanhã eu teria nossa filha de volta.
Tudo ficaria do jeito que deveria ser. Finalmente.
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