Notas iniciais
oi gente linda do meu ♥ como vocês estão? muito obg por cada favorito, comentario ( eu amo responder a cada um!) e por cada recomendação! já são quatro!!!! e por falar em recomendação esse capitulo é dedicado a Erica pela linda recomendação! *_* boa leitura ♥ P.S: aquele agradecimento básico a minha Beta, Nathy, que apesar de ter esquecido as suas notas tem betado para nós com muito carinho! E me feito escrever como uma louca! hahaha bjs :*

Aprendendo a Amar

Capítulo22

Washington D.C, Janeiro de 2016.

Bella.

Edward viajou na primeira semana do mês. Depois daquele amanhecer natalino em que trocamos beijos doces cobertos de carinho, não tivemos a oportunidade de conversar – de fato – sobre o que aconteceu entre nós.

Jacob também sumira, dizendo que “um parente estava à beira da morte.” Isso mesmo: um parente. Sem nome nenhum, apenas alguém que precisava dele nesse momento. Não me deu detalhes sobre o que estava acontecendo, para minha completa frustração e peso na consciência. Caramba, alguém que ele amava estava doente, e tudo que eu queria era terminar com ele.

Nos falávamos pouco ao telefone, e nada do Jacob me avisar quando voltaria. Sem contar que parecia nervoso todas as vezes que nos falávamos. E claro, ainda havia o fato mais estranho que – aparentemente – ele havia perdido o telefone, e me ligava sempre de um número diferente.

Assim, na primeira semana do novo ano eu me vi sozinha no meu apartamento. Corrigindo, sozinha nunca mais; eu tinha Vanessa e Toddy agora. As aulas haviam voltado há dois dias, e agora ela tinha uma nova escola (elitizada, a propósito, que Edward estava pagando com um imenso sorriso no rosto), e quando ela era liberada, eu a buscava na escola e a levava para o meu trabalho. Eu sei, não deveria ser assim, mas teria de ser por hora.

Edward e eu ainda iriamos nos organizar quanto aos horários da Vanessa.

Soltei um suspiro.

Passava das onze da noite, eu já me encontrava na cama, e Vanessa em seu quarto – meu antigo quarto da bagunça – que agora pertencia a ela, e que por enquanto, só tinha as paredes pintadas de roxo e lilás. Os móveis novos ainda não tinham o toque dela, mas ainda era muito cedo, e eu sabia que com o tempo ela iria dando a cara que queria ao quarto.

— Jacob, eu realmente não faço ideia. – falei ao telefone mais uma vez. Estava ficando exasperada com ele pela sua insistência em saber sobre Alice e Jasper.

O que droga ele tinha a ver com isso?

Desculpe, gata. Eu só fiquei preocupado, eles trabalham para o FBI, você para o governo, e essa gente entrou na casa deles... – O cortei antes que ele continuasse falando mais bobagens.

— Isso não é assunto nosso, Jacob. Eles são bastante sigilosos sobre o trabalho deles e devemos respeitar. Se já acharam quem invadiu o computador deles, eles não me falaram, ok? Então não vão falar para você. – Cocei a cabeça na tentativa de não me irritar.

Na véspera de Natal, Jasper havia recebido alguns técnicos do sinal de TV em casa, e ele acreditava que haviam sido os instaladores que roubaram informações sigilosas do seu computador da sala, já que no mesmo dia, apenas a família havia aparecido por lá. Claro que Alice fez uma cena, dizendo que ele não poderia ter deixado os homens sozinhos na sala, que esse tipo que coisa é bastante óbvia, e blábláblá. O que eu realmente não compreendia era a completa preocupação de Jacob sobre isso.

Mas você vai fazer um discurso para ONU dentro de poucos dias. – Continuou.

— Viajo depois de amanhã.

Viu? Não tem medo?

— Medo? Meu discurso fala sobre meios de resolver as tensões entre os paises do Oriente Médio. Acredite, não sou um alvo popular para atentados. – revirei os olhos. – E se for, a segurança dos EUA pode cuidar de mim.

Desculpe, Bella. De verdade. É só... eu gosto muito de você, e me preocupo com o que possa acontecer com a futura mãe dos meus filhos. – Senti sua voz mansa, tentando amenizar a situação.

Escondi a cabeça no travesseiro querendo gritar. Terminar com ele seria muito difícil se ele continuasse agindo assim.

— Preciso conversar com você pessoalmente. – Falei séria, ignorando sua última fala.

Também sinto sua falta, gata. Tenho que ir, te amo. – Falou apressado.

— Jacob? Jacob! – Exclamei

Mas ele já havia desligado.

Esse namoro havia se tornada a droga de um peso na minha vida. Não combinava com o momento que eu estava vivenciando. Eu havia amadurecido e Jacob não se encaixava aqui, mesmo que não houvesse meus sentimentos pelo Edward em jogo. Porque mesmo que ele não quisesse tentar algo comigo, eu não poderia mais ficar com Jake.

Ele foi a única pessoa que namorei depois de Edward e tivemos muitos momentos bons – não posso mentir – Viagens, sexo, festas, mais viagens... Jacob era mais um amigo com benefícios do que um namorado com que você planeja passar a vida.

E eu não planejava uma vida com ele, era só... confortável.

Eu me envergonhava um pouco disso, porém, era o certo a se fazer, terminar tudo entre nós. Primeiro porque eu não queria um futuro com ele – e nem sequer via um acontecer – e segundo, eu nutria sentimentos por outro homem, e queria fazer algo a respeito.

Eu não sabia muito sobre Jacob, o que era a prova do nosso relacionamento raso, e não fazia nenhuma questão de saber. E agora tento Vanessa comigo, meus relacionamentos amorosos não poderiam ser de qualquer jeito, porque eu precisaria de alguém que Vanessa confiasse e principalmente alguém que não fosse capaz de fazer mal a ela.

Sorri com o pensamento...

Alguém”.

Eu só estava pensando em me atirar no Edward na primeira oportunidade que aparecesse.

Mas uma questão que não saia da minha mente sobre as conversas com Jacob nos últimos dias. O que ele tanto queira saber sobre quem invadiu o sistema do computador da casa de Jasper?

— Bella? — Vanessa apareceu na porta do meu quarto, coçando os olhinhos. Os pés descalços, vestindo o pijama de mangas comprimas das super poderosas, e a carinha sonolenta dela era refletida na do Toddy.

— Vem cá, meu amor. – abri meu cobertor num convide. Ela correu para minha cama se aconchegando em mim. Acomodei-a em meus braços. Toddy se jogou no tapete aos pés da minha cama.

— Tive um pesadelo. – Ela sussurrou com os olhos marejados. A abracei mais forte.

— Desculpe não estar lá. – sussurrei cheirando seus cabelos.

— Eu nem gritei. – ela disse orgulhosa, limpando os olhos.

— Sobre o que são? – em todos esses poucos meses de convívio ela nunca havia me dito sobre o que eram seus pesadelos. Senti seu corpinho tremer.

— Eu sonho que cheguei da escola em casa. Na minha antiga casa. – confidenciou. – eu abro a porta, e esta tudo igual, a bolsa da mamãe perto da porta, a pasta do papai, os sapatos perto da escada... Então eu sinto o cheiro de comida e corro para a cozinha chamando por eles, mas eles não estão lá. Eu corro por toda a casa chamando por eles, até que percebo que não tem ninguém lá. E a casa começa a ficar vazia. As fotos somem, os móveis... E eu lembro que eles morreram. Que a casa está vazia porque eles nunca vão voltar, e só eu fiquei para trás, sozinha.

Senti suas lagrimas molhando suas bochechas. A abracei mais forte, minha garganta se fechando com o choro que eu continha pela sua dor.

—Você não está sozinha, meu amor. Tem a mim, o Edward, a tia Jane, tio Tyler, tio Jasper, tia Alice, sua prima Charlotte... seus avós, seus avôs. Você tem uma família enorme agora que te ama muito! – Puxei seu rostinho em direção ao meu, limpando todas as suas lágrimas. – E ninguém, nunca, nunca irá te deixar só, entende? – sussurrei com minha testa colada na dela. – E seus pais... eles estão no céu cuidando de você. E todos nós te amamos muito Vanessa. Sei que dói, que você sente falta deles, mas nunca estará sozinha, ok? – Ela assentiu, se agarrando mais a mim.

Beijei seu rosto inúmeras vezes, até fazê-la sorrir em meio as lagrimas.

Essa menina... como eu poderia amá-la tanto em tão pouco tempo? Como eu poderia querer tirar toda a dor do seu pequeno corpinho e trazer para o meu, simplesmente para que ela não sofresse? Era estranho e maravilhoso ao mesmo tempo todo o amor que eu sentia por Vanessa Santiago.

Ela havia se tornado parte de mim.

...

— Vanessa, rápido! Não quer se atrasar para a escola! – peguei sua mochila no sofá e minha bolsa. Toddy começou a pular e latir com a minha agitação.

— Nem pense, mocinho! Ninguém vai te levar para passear agora! – ele pareceu entender, abaixou as orelhas e foi para seu tapete quietinho.

Ela veio, uma mão na barriga e na outra o celular.

— Eu estou falando o Edward. – explicou. Meu coração gelou com sua fala.

— Dê tchau ao Edward, e a noite vocês se falam. –ela virou a tela do celular para mim, onde ela estava numa vídeo chamada. Ele sorriu e acenou para mim.

— Oi, Edward. Nós estamos atrasadas. Quando você volta? – falei meio sem fôlego pelo seu sorriso.

Amanhã. Jantamos juntos?— perguntou me lançando o maldito sorriso torto.

— Por favor! — Vanessa comemorou.

— Eu viajo para Nova York amanhã, discurso na ONU lembra? Mas você pode vir ficar com ela, Jane disse que ficaria... vocês decidem. – dei de ombros.

—Ah, não vai ser tão legal sem você, Bella. – Vanessa disse.

— É, Bella, não vai ser tão legal sem você. – ele fez coro com cara de safado. Tive vontade de atravessar a tela do celular para roubar um beijo dele.

Ai, Cullen... as coisas que você faz comigo...

Balancei a cabeça saindo desses pensamentos perversos.

—Temos que ir agora, Edward. Beijos. –Falei e abri a porta do apartamento.

Até amanhã, Nessie. Beijos, Bella.— ouvi ele se despedir.

—Beijos. – Sussurrei, porém Vanessa já havia desligado.

Ela ficou todo o caminho do elevador até garagem, mantendo uma mão na região baixa da barriga.

— Está sentindo dor? – perguntei preocupada.

Ela fez uma careta.

— Está doendo um pouquinho aqui. – ela mostrou o ventre. Passei a mão por cima, não estava enrijecido.

— Desde quando está doendo? – Questionei tirando seus cabelos dos olhos.

— Acho que foi quando eu acordei. – Deu de ombros.

— Quer voltar pra casa? Você foi ao banheiro hoje?

— Não deu vontade hoje ainda. E não está doendo muito. – Respondeu tranquila.

Me senti mais aliviada com a informação.

Já estávamos na frente da escola a essa altura.

— Se doer mais, você pede para ir à enfermaria da escola e me liga imediatamente, ok? – Estabeleci olhando em seus olhos.

— Sim. – ela forçou um sorriso. Deu-me um beijo na bochecha saltando do carro em seguida. Fiquei olhando até ela entrar no portão e acenar para mim. Carlie, sua primeira coleguinha na escola já estava lá e as duas entram juntas.

Vanessa não teve febre, talvez a dor não fosse nada demais, poderia ser gases.

Eu esperava que fosse.

Pela hora do almoço recebi uma mensagem de Edward.

“Como foram seus dias sem mim?” – E.C

“Maravilhosamente bem.” – B.S

Respondi sorrindo.

A resposta veio rápida.

“Péssima mentirosa, Swan. Vanessa me disse que você parecia triste sem mim.” – E.C

“Isso porque ela mesma sentiu muito a sua falta. Eu estava total e completamente bem.” – B.S

Ele não me respondeu. Será que acreditou? Passei a próxima hora esperando uma resposta que não veio. Então, engolindo meu orgulho, o mandei outra.

“Eu senti sua falta. Muito. Ainda estou.” – B.S

Ele respondeu imediatamente.

“Fico feliz que tenha admitido.” J — E.C

Aquele safado!

— Bella, seu voo saiu amanhã às 8h. Não se atrase! –Victoria, a mulher que trabalha comigo, me lembrou adentrando na minha sala.

— Com certeza não irei. Você vai que horas? – Perguntei vendo-a sentar na poltrona a minha frente.

— No mesmo voo que você. Nos vemos no aeroporto amanhã?

— Sim. – Confirmei.

— Deveríamos estender nossa estadia por lá. Sei lá, curtir a noite de Nova York. – Victoria balançou os cabelos ruivos.

— Sinto em dizer que essa proposta não me agrada em nada. – Fiz uma careta só de pensar em ficar mais tempo longe da Nessie e do Edward.

— Quem é você e o que fez com Isabella Swan? – Ela levantou-se, segurando os meus ombros e me olhou fundo com seus olhos verdes.

Eu ri me desvencilhando dela.

— Nada demais... Só sumi com ela por ai. Desisti dessa vidinha de balada. Quero minha casa, ver alguns filmes e comer pipoca agora. – Dei de ombros com descaso.

— Hum... Jacob te fisgou finalmente? – Perguntou intrigada.

— Não mesmo. Vanessa me mudou. – Sorri ao falar dela.

—Ah! Sua filha que não é sua filha. – ela assentiu.

—Não se refira a ela dessa forma, ok? Para todos os efeitos é minha filha. – Me irritei com sua constatação.

Vanessa é a minha filha e ponto final. Não seria nenhuma relação sanguínea que iria dizer o contrário.

— Sua e do Edward? – insinuou.

Qual era o problema de Victoria?

— Desembucha, mulher. – bufei.

—Bom, você contou do seu namoro com o Edward... e agora, depois dessa convivência forçada pela menina... acho que acendeu de volta a chama do amor de vocês.

—Nunca se apagou. – sussurrei olhando a tela do meu computador. Pela visão periférica pude vê-la abrir a boca.

— As duas, na minha sala agora! – o chefe passou pela porta da sala com uma comitiva atrás.

— Que cidade foi bombardeada hoje? – ela sussurrou para mim desesperada.

— Eu não sei! – sussurrei de volta correndo a passos apertados com meus saltos altos.

...

— Vanessa... Nessie... você tem que acordar! – eu estava impaciente! Já eram sete da manhã e eu tinha que sair logo se não me atrasaria.

E Vanessa não estava cooperando.

— Não quero ir para escola! – ela resmungou com o cobertor tampando sua cabeça.

— Vai logo, Bella. Deixa que eu cuido dela. – Jane repetiu, afagando minhas costas.

— Tem certeza? Ela tem teste hoje não pode faltar, e pelo visto está disposta a fazer birra. – lancei um olhar chateado em direção a cama, mas ela não podia ver já que mantinha a cabeça coberta.

— Tenho. Relaxa, vai logo. – Jane começou a me enxotar.

Suspirei derrotada.

— Vanessa, por favor não seja difícil. Quando eu chegar a Nova York te ligo, ok? Se comporte bem, não de trabalho a Jane.

Me aproximei e fiz carinho em sua cabeça.

Ela fez um muxoxo se cobrindo mais. Eu não estava reconhecendo-a!

— É a primeira vez que você se ausenta, Bella. Primeiro o Edward e agora você. Ela só esta sendo um pouco mimada, não se preocupe tanto, mamãe urso. – Sorriu grande com o novo apelido, me fazendo soltar um pequeno sorriso em sua direção. – Quando eu voltar lá, ela irá aceitar ir para escola.

— Espero que sim. – Peguei minha pequena bagagem de mão e minha bolsa.

— Edward deve chegar pela hora do almoço, acho que virá para cá. Se você tiver algo com o Tyler pra fazer, ela é responsabilidade dele.

— Claro, claro. Assim ele não aproveitar a noite com alguma mulher. – Ela revirou os olhos de forma teatral.

Eu ri um pouco nervosa.

— Bom, você tem um ponto. – Jane me seguiu até a porta do apartamento, fiz um carinho na cabeça de Toddy ao passar por ele.

— Cuide de sua dona, rapaz. – Ele latiu feliz.

— Ah, Jane! Ontem ele reclamou de dor na barriga, acho que é prisão de ventre. Se ela não evacuar hoje, você dissolve aquele remédio ali – apontei o balcão – na agua e dá a ela. O pediatra dela recomendou. – Olhei em volta, tentando lembrar de mais algum aviso.

— Olha para você! Quem diria que minha amiga que enrolava bagulho seria toda responsável com remédios infantis. Estou impressionada. – Ela bateu palmas tirando sarro.

Fiz um pequeno gracejo, com quem agradece e a abracei.

— Obrigado. Por tudo. – Sussurrei abraçada a ela.

— Pode contar comigo sempre, mamãe urso. – Rimos um pouco e nos despedimos.

Quando entrei no carro com motorista disponibilizado para me levar ao aeroporto, não pude deixar de olhar para a janela do quarto de Vanessa que dava para a rua. Era muito ruim sair sem me despedir dela de forma adequada. Mas Jane tinha razão; ela estava se comportando de forma mimada.

Tentei ligar para Edward durante todo o caminho, contudo, a chamada foi direto para caixa postal. Ele deveria estar no voo, assim o enviei uma mensagem que ele receberia logo que pousasse.

“Estou indo para Nova York, e como combinado, Jane está com Nessie. Assim que chegar, podemos fazer algo apenas nós três, o que acha? E... eu preciso conversar com você. Sobre nós. Beijos.” – B.S

Fiquei nervosa no final, olhando para o motorista para ver se ele prestava a atenção em mim, mas como sempre, ele parecia um robô impenetrável.

O voo foi rápido como era de se esperar, e quando respirei o ar gelado de Nova York, lembrei-me de quão foi estúpido terminar com Edward no passado.

Não pense nisso, Bella, você fez o melhor com o que tinha no momento.

O dia passou corrido, entre coletivas de imprensa, anotações, entrevistas. Victoria e eu nos vimos loucas correndo de um lado para o outro com nossa equipe e tentando controlar jornalistas de todo o mundo.

— Depois do seu discurso, será você dando entrevistas. – ela me provocou.

— Não diga isso, talvez eu desista e passe isso para você. – Sussurrei brincando, mas meu coração batia acelerado com a ideia de eu ser o foco desses jornalistas.

Meu celular tocou: era uma chamada de Jane.

— Tenho que atender. – me desculpei procurando um lugar mais isolado.

— Jane?

Bella, desculpa, mas não pude convencer Vanessa a ir para escola, e ela está doente na verdade. – Escutei sua voz aflita. Senti meu coração dar um baque com a notícia.

— Doente?! Como assim, doente? Doente de quê? Onde está a minha filha? Jane!? Por que você não me responde?! – A esta altura eu já estava gritando com o celular.

Calma, Bella. Eu a levei na emergência por causa das dores na barriga e lá colocaram ela no soro, e receitaram outro medicamento para a dor. – Falou com cuidado.

— E qual o motivo da dor? – Minha voz estava trêmula, eu sentia que poderia chorar a qualquer momento.

— O médico de plantão disse que é algo que ela comeu e não digeriu bem, ou uma virose.— Resmungou no final.

— Dois dias de dor por indigestão? Não engulo essa! Como ela está? – Abaixei meu tom de voz, mas a preocupação ainda era palpável.

Está deitada, agora. Ela comeu uma sopa, mas disse que a barriga ainda dói muito.— Eu poderia visualizar claramente a carinha de dor dela.

— Me deixa falar com ela, por favor. E Edward, já chegou? – Questionei.

Ainda nada.

Era estranho. Ele não havia respondido minha chamada e não havia chegado a casa ainda.

Escutei alguns ruídos e logo a voz de Vanessa preencheu a linha.

Bella. – Escutá-la fez meu coração derreter.

— Oi, meu amor. – Sussurrei sentindo um aperto no peito.

Vem para casa, por favor. “Tá” doendo muito. – Gemeu baixinho. Vanessa não era dada a dramas, por isso eu sabia que era algo sério.

— Você tomou o remédio que a tia Jane mandou? – Perguntei forçando minha voz a ficar mais alta.

Sim, mas “tá” doendo, Bella. – Senti seu choro vindo. E o meu estava preso na garganta.

— Você vai ficar bem, ok? Amanhã mesmo estarei aí com você.

Vem hoje, por favor. – gemeu. Aquilo partia meu coração.

— Querida, eu vou fazer o possível para chegar o mais rápido. Agora preciso falar com a tia Jane. Beijo e eu amo você. – Me despedi dela sem fazer promessas concretas.

Ela não me respondeu.

O que eu faço?!— Pelo sussurrou desesperado, Jane havia deixado o recinto onde ela estava.

— Ligue para o pediatra dela. Não engoli essa história de virose. Pode ser algo sério, Vanessa não é manhosa. – Indaguei preocupada.

Ok.

— E ache o Edward! – Ele precisava estar lá com ela.

Sim, senhora!— Respondeu séria.

— Bella? – Victoria me chamou alarmada.

—Tenho que ir, Jane. Qualquer coisa me liga. – Mandei.

Pode deixar.— Respondeu desligando em seguida.

Voltei para perto de Victoria.

— Tudo bem? – Ela perguntou.

— Vanessa pegou alguma virose que a derrubou. – Suspirei sem conter minha preocupação.

— Crianças... deixam os pais loucos. Por isso não quero ter filhos.

Passava das dez da noite quando finalmente pudemos ir para nossos quartos descansar.

— Odeio todos esses presidentes juntos. – Victoria resmungou.

— Todos fingindo se gostar? – Provoquei.

— Não exatamente. Quando um tenta falar a língua do outro e sai muito horrível! – ela riu. Victoria falava mais línguas que eu. Tudo bem, apenas uma a mais; alemão, que eu já estava aprendendo, só para constar.

— Que estranho. – Comentei olhando meu celular.

— O que? – Perguntou se aproximando para ver também.

— Sem mensagens de casa. E os grupos da família estão em silêncio. – Falei estranhando ainda mais.

—Bom, todos devem estar aproveitando a noite e deixaram o celular de lado. Vamos dormir que nosso dia começará cedo.

—Tem razão. – De qualquer forma tentei ligar de novo para Jane e Edward até que ambos caíram na caixa postal. O telefone de casa também não foi atendido.

Não é nada demais.

Tentei me convencer.

Notícia ruim chega rápido.

E infelizmente chegou. Exatamente as seis da manhã.

Bella?!— Eu atendi meu celular ainda meio trôpega, sem prestar atenção na voz.

— Jane? – Tentei.

Me desculpe, na correria da noite eu deixei o celular em casa e estava sozinha...— ela estava chorando. Sentei na cama de súbito. Eu sentia que alguma coisa estava tremendamente errada.

— Calma, me explica melhor. – Tentei acamá-la, e me acamar no processo.

— Vanessa piorou durante a noite. Gritava de dor e eu corri com ela para o hospital, e graças a Deus encontrei Edward na entrada do prédio!— Falava apressadamente, demonstrando quão nervosa estava.

— O que Vanessa tem? – Me alarmei, levantando da cama começando a correr pelo quarto, procurando minhas roupas, e todos os meus pertences.

Disseram que era uma crise de apêndice... terão que operar, Bella. – Ela chorava copiosamente do outro lado da linha.

— Operar?! – eu gritei. – Estou indo para Washington agora mesmo. – Exclamei alto. O nervosismo correndo por todas as minhas veias.

Bella.— Escutei a voz de Edward na linha.

Calma. Controlada. Baixa.

Parei no corredor do hotel, descalça, sapatos na mão, bolsa na outra.

— O que foi? – sussurrei.

Eu já autorizei a cirurgia e ela está no centro cirúrgico. Não podemos fazer nada agora. Eu te mantenho informada.— Respondeu aparentemente calmo.

— Me manter informada?! Uma porra, ouviu bem?! É a minha filha que está na droga de uma cirurgia! Eu estou indo para ai agora mesmo! – Gritei e desliguei na cara dele sem me importar.

Corri para os elevadores. Um homem grande saiu de um deles.

— Segura para mim! – Gritei, porém quando o homem se virou estanquei em choque.

— Jacob. – Sussurrei abismada.

— Ei! — Ele veio em minha direção e me abraçou como se não fosse nada demais.

— O que faz aqui? – Eu ainda estava incrédula com sua presença ali.

— Vim me encontrar com você. – Disse como se fosse óbvio.

— Tem... chefes de países hospedados aqui, Jacob. Esse lugar está fechado e cercado só para pessoal autorizado. Como entrou aqui? – Perguntei desconfiada.

— Isso importa? – Seu sorriso era aberto e franco. – Eu precisava te dar boa sorte pelo seu discurso hoje.

Abriu um sorriso seguro.

— Eu não vou fazer merda de discurso nenhum. – Resmunguei apertando o botão do elevador que não chegava nunca no térreo.

— Como assim? Vai desistir do seu sonho?

— Sonho? Minha filha está numa mesa de cirurgia agora, Jacob! Preciso ir até ela. – Murmurei olhando os andares passarem lentamente.

— Vanessa não é sua filha, Bella. – Ele disse devagar, como se explicasse isso a uma criança pequena.

Aquelas palavras, aquelas malditas palavras ali de novo. O que é ser filho ou mãe de alguém? Não é sobre o amor incondicional que se tem por alguém? Seu cuidado e compromisso com a educação/ criação com esse alguém?

Quem era Jacob Black para dizer se Vanessa era ou não minha filha? O que ele sabia sobre o amor que eu nutria por aquela menina que em tão pouco tempo me mudou tanto?

Eu tomei uma grande golfada de ar e me virei para encará-lo soltando fumaça pelas narinas.

— Jacob. – falei baixo o olhando fundo nos olhos escuros. – Ouça bem, porque nunca mais teremos essa conversa novamente. Vanessa é minha filha, eu a amo como tal. Você... você não faz parte e nem nunca fará parte de nossas vidas. Nosso relacionamento foi bom, foi divertido, e chegou ao fim. Acabou. Você... eu nem mesmo sei quem você é direito! E quer saber? Isso não importa! Não importou ontem, não importa hoje e não importará amanhã, por que eu nunca me importei o bastante com você para realmente te conhecer. E acabou. – Finalizei meu discurso encarando-o seriamente.

— Acabou? – Ele franziu a testa para mim. Abri minha bolsa procurando o anel.

— Aqui. – atirei para ele. – Isso é mais explícito? Não apareça na minha casa. Lá não tem absolutamente nada seu. Deixe de me seguir em qualquer rede social, e esqueça que Vanessa e eu existimos.

O elevador finalmente chegou. Dei as costas para ele saindo em disparada.

— Bella. – Senti-o segurar meu braço, tentando me seguir.

—Não. Não me siga. Eu não sei como você entrou aqui, mas tenho certeza que já estão atrás de você. E vou acionar os seguranças se me seguir. Suma da minha vida, Jacob.

Ele se afastou deixando as portas se fecharem, e antes que se fechassem por completo vi seu olhar magoado e as palavras que seus lábios formaram:

“Vai se arrepender.”

Eu não tinha tempo ou energia para desperdiçar com ele.

Desembarcar em Washington foi um alivio. Edward ligava desesperado para o meu celular, mas preferi ignorá-lo, eu precisava falar cara a cara com ele.

Liguei para Victoria quando estava no taxi para o hospital pediátrico.

Onde você está?!— Perguntou histericamente.

— Em Washington.

Bella! Estão todos surtando aqui!— Gritou.

— Vanessa está fazendo uma cirurgia. A dor... era apêndice, Victoria. – Senti o bolo na garganta querendo me fazer chorar.

Meu Deus.— ela sussurrou.

— Sim. – Falei baixinho, deixando as lágrimas caírem silenciosas.

Mas Bella... e as coisas aqui...— gaguejou sem saber o que falar.

— Você pode cuidar de tudo, eu sei. – Disse segura.

Seu discurso! O que vou dizer? Que foi cancelado? — Questionou nervosa.

— Não! Faço-o você! Você o ensaiou comigo e é uma oradora tão boa quanto eu.

Eu não sei... eu não sei se posso, Bella. — Respondeu incerta.

— Sabe sim. Pode fazer e vai. Por favor, por mim. – Pedi humildemente.

Ela ficou em silêncio. Desci do taxi dando uma nota de cem dólares ao taxista sem me importar com o troco.

— Victoria? – a chamei.

Sim. Vou fazer. – Falou confiante.

— Ótimo. Só mais uma coisa... – Falei andando o mais rápido possível para o hospital.

Qualquer coisa.— Respondeu.

— Traga minha bagagem com você.

Ela riu forçado.

Ok. Me informe da melhora da sua criança.

— Informarei. – Desliguei o telefone no exato momento que irrompi correndo a recepção pelo hospital. Um segurança me segurou.

— Moça. – Me alertou. Moça? Serio? Só por causa dos meus jeans e tênis? Não merecia um “senhora?”

— Minha filha. – Balbuciei olhando para todos os lados em busca de um rosto familiar.

— Acalme-se e procure se informar na recepção. – Ele apontou para o balcão onde duas mulheres me olhavam assustadas.

Bella.— a voz dele foi como agua no deserto. Desvencilhei-me dos braços do homem grande e corri em sua direção.

— Edward! – Uma camisa azul-marinho social, calça preta, sapatos sociais, a gravata desfeita. O olhar pesado. Parecia que ele não dormia há dias.

Seu cheiro era o mesmo: colônia suave, pasta de dentes, e calor, uma promessa de momentos tranquilos. Fiquei breves instantes com a cabeça apoiada em seu peito, até que ele me afastou para olhar meu rosto.

— Vanessa? – Balbuciei.

— Está no centro cirúrgico. – Respondeu devagar.

— Ah, Edward... – Eu chorei em seu peito. Ele me abraçou mais apertado.

— Ela vai ficar bem. – Disse confiante.

— É culpa minha! Eu devia ter prestado mais atenção nela! – Me culpei sem conseguir parar de chorar.

— Bella, não é culpa de ninguém, essas coisas acontecem! – Segurou-me pelos ombros, me forçando a olhá-lo.

— Ela reclamou da dor! Não quis ir à escola, e mesmo assim eu viajei! Deveria ter insistido mais com ela, deveria ter prestado mais atenção.

— Não adianta de nada se culpar, isso teria acontecido mesmo se você estivesse aqui. – Ele me olhava sério, os olhos verdes duros. O que havia acontecido com ele esses dias?

—Você esta diferente. – Constatei após observá-lo.

Ele me soltou passando as mãos nos cabelos já bagunçados.

— Foram dias difíceis longe de vocês. E eu vi coisas na China, depois teve as incontáveis reuniões em Nova York... situações que... – ele parecia mais velho – crianças mais novas que Vanessa trabalhando pesado. Crianças mais nova que ela se prostituindo, Bella. Isso me destruiu. – Falou com o olhar perdido. Eu o abracei.

— Sinto muito. – Sussurrei contra seu peito.

— Eu também. – Beijou meus cabelos.

— Bella! – Jane veio em nossa direção. Minha amiga tinha um leve vestido vermelho de verão no corpo, com certeza havia vindo para o hospital com a roupa que estava em casa, sem nem ao menos pegar um casaco. O semblante cansado.

— Me desculpa, Bella. – Me desvencilhei de Edward para abraça-la.

— Não me peça desculpas. Você cuidou muito bem dela, Jane. – Afirmei rodeando-a com meus braços.

— Eu deveria ter insistido com o médico da emergência por exames...

— Shh... já passou, ela está sendo tratada agora. – Acalmei-a.

— Eu já entrei com os recursos sobre o medico que atendeu vocês na emergência. Ele terá sorte se continuar com a licença de médico depois disso. –Edward explicou com uma mão no ombro de Jane.

— O que fazemos agora? – perguntei.

— Esperamos ela sair da cirurgia. Vamos voltar à sala de espera. – Edward me guiou pelo corredor.

Jane se dirigiu a capela do hospital para rezar (era muito católica desde criança), e Edward ficou ao meu lado segurando minha mão.

— Os responsáveis de Vanessa Santiago? – Uma enfermeira apareceu.

— Nós. – Edward tomou a frente e o seguiu. A jovem sorriu para nós aliviada.

— A cirurgia foi um sucesso, ela está na UTI agora, apenas no pós-operatória. Na parte da tarde já deve estar na enfermaria. O Dr. Vladimir deve vir explicar os cuidados com ela no próximo mês. – Nos informou calmamente.

— Graças a Deus. – me alivie. – Podemos vê-la? – Pedi.

— Um de cada vez. Por apenas 15 minutos. Ela está dormindo por causa da anestesia. – Respondeu.

Olhei para Edward pedindo para ir primeiro.

—Vai lá. – Ele sorriu complacente, seus olhos cheios de... amor. Beijei seus dedos brevemente agradecendo e seguindo a jovem pelo corredor.

A ala da UTI infantil era com certeza o lugar mais triste do hospital. A cada sala com janelas de vidro grande eu sentia meu coração se apertar com as crianças pequenas demais para as enormes camas, e inúmeros aparelhos ligados a elas.

— Aqui está ela. – a jovem apontou pelo vidro.

— Por que tudo aquilo esta ligado a ela? – Sussurrei, deixando o medo transparecer na minha voz.

— Só para monitorá-la pelas próximas horas. Sua filha ficará bem, senhora. – sorriu complacente – Aqui, você tem que usar isso. – me estendeu um avental verde. Lavei as mãos com o álcool em gel disposto na porta e entrei.

Vanessa tinha a expressão serena, parecia dormir tranquila.

— Me desculpa, florzinha. Nunca mais vou te deixar. – Murmurei segurando sua mãozinha.

Edward tentou me convencer a ir em casa antes do médico aparecer, mas me recusei. Juntos convencemos Jane e ir, ela disse que voltaria no fim da tarde. Liguei para nossos parentes avisando o que havia ocorrido, minha mãe e Esme estariam vindo no dia seguinte, como imaginei.

O Dr.Vladimir explicou os cuidados que teríamos dali em diante com ela, e assim que ela acordou ele a transferiu para um quarto da enfermaria. Jane voltou no fim da tarde, trazendo roupas para mim e Edward, tomamos banho no banheiro do quarto de Vanessa e ficamos por ali mesmo. A pequena dormiu a maior parte do dia.

— Pode ir para casa dormir, eu vou ficar. – Ofereci a Edward.

— Prefiro ficar com vocês. – ele disse.

— Você parece precisar de dois dias dormindo na sua cama. – Sinalei circulando os circulei roxos sob seus olhos. Ele fechou os olhos com o meu contato, sua cabeça se inclinando em minha mão.

— O que está acontecendo entre nós? Não consegui para de pensar em vocês todos esses dias. – Ele sussurrou. Estávamos sentados no sofá do quarto de Vanessa.

Meu coração acelerou. Era hora.

— Eu amo você. Você me ama. Isso é o que está acontecendo entre nós. – Nunca ouvi tanta segurança em minha própria voz.

— Você tem outro. – Não foi um tom acusador. Ele apenas constatou o que sabia.

— Terminei com ele. – Falei baixinho, como se confidenciasse um segredo.

Ele pareceu surpreso depois sorriu.

— Finalmente.

Continuei a acariciar seu rosto, sua barba por fazer pinicando as palmas da minha mão. A sensação era gostosa.

Apesar do momento eu tinha que exprimir como me sentia.

— Edward, nós tentamos namorar há muitos anos, e na primeira barreira, a distância, não deu certo. Agora há muito mais em jogo, há a felicidade dela – apontei com a cabeça a menina que dormia na cama, alheia as decisões que eram tomadas naquele quarto. – em jogo. Por que tentar de novo?

Ele pegou minhas mãos entre as suas, e brincou com meus dedos antes de responder. Beijou cada um deles e então me olhou sorrindo. Aquele maldito sorriso que me fazia ficar com as pernas bambas.

— Por que durante todos esses anos eu não parei de pensar em você, e você também não parou de pensar em mim. – Respondeu me olhando profundamente.

— As vezes eu sou tão confusa... por quê você gosta de mim? – Pressionei ainda mais. Eu precisava ter certeza antes de tentar novamente.

— Acho que é porquê você é quase tão confusa quanto eu. – Ele riu rouco e beijou a ponta do meu nariz. Fechei os olhos apreciando o contato. Ele permaneceu com o rosto ali, muito próximo ao meu, eu podia sentir sua respiração em meu rosto. Fechei os olhos esperando seus lábios se unirem aos meus, o que não demorou a acontecer.

De novo aquele tipo de beijo.

Calmo, fundo, profundo.

Transmitindo toda a esperança que um tinha sobre dias melhores com o outro. Nossas línguas se tocaram de forma lenta, em uma dança conjunta, nenhuma querendo dominar a boca do outro, apenas dançarem juntas, buscando transmitir o amor, o desejo. Uma de suas mãos ficou alisando minha coxa esquerda, e a outra segurava minha nuca. Minha mão esquerda estava acariciando sua bochecha e a outra se perdia pelo seu abdome por cima da camisa de algodão verde.

Seus lábios deixaram meus lábios, traçando um caminho de fogo pela minha bochecha, pescoço e chegando ao meu ouvido, onde ele sussurrou.

— Eu amo você. Eu desejo você como nunca desejei algo ou alguém em toda a minha vida. – Ele se afastou para me olhar nos olhos, e o que eu vi ali, naquelas profundezas verdes eram indescritíveis.

Nunca mais haveria dúvidas entre nós, eu tinha certeza disso.

Nunca mais um medo bobo poderia ser capaz de nos separar, hoje nosso relacionamento tinha como base a menina deitada naquela cama, ela nos unira e novo, forjara um laço inquebrável entre nós.

— Eu amo você. Não consigo imaginar alguém com quem eu poderia dividir esse momento, essa dor... – falei me referindo a situação da nossa filha. – Nunca haverá alguém, um outro homem que eu possa amar mais que você, Edward Cullen.

Ele votou a me beijar, dessa vez mais forte. O que antes estava me derretendo de amor, agora queimava como paixão e ele já estava me inclinando no sofá, seu corpo por cima do meu, nosso beijo ficando ofegante, nossas mãos procurando contato com pele.

Uma pequena parte de mim sabia que ali não era hora nem lugar, mas eu o queria. Céus eu o queria muito!

Foi a batida na porta que fez com que o encanto se quebrasse. Ele pulou de cima de mim ficando em pé, o corpo tenso.

— Com licença. – Uma senhora, enfermeira, entrou e nos olhou suspeita, talvez pelas nossas respirações pesadas e o cabelo desgrenhado do Edward. – Vim trocar a medicação. – Avisou ainda desconfiada.

Ela checou a planilha de medicamento de Vanessa, e injetou algo no soro.

— Quem é o acompanhante? – Ela nos olhou.

— Eu. –Edward e eu respondemos juntos. Ela sorriu duro.

— Apenas 1 pode passar na noite. – Respondeu a contragosto.

— Onde diz disso? – Edward perguntou presunçoso. Oh não, o advogado implacável atacando novamente.

— Na lei. – Disse certa, não sabendo onde estava se metendo. Eu quase tive pena dela.

— No regulamento do hospital. – Ele corrigiu.

— Sim. – Respondeu ríspida.

— Isso deve aplicar em quartos compartilhado, onde há mais de um paciente, é óbvio, se não o ambiente pode ficar cheio. Mas esse quarto é muito bem pago, por isso, só tem um paciente e pode ficar quantos acompanhantes – nós pagantes – julgarmos adequado. Claro, considerando que o estado de saúde da minha filha é bom, e ela está aqui apenas em observação. – Completou seriamente, soltando o sorriso duro no final.

A mulher saiu da sala soltando fogo pelo nariz.

— Não seja malvado. – Reclamei passando os braços pela sua cintura. Ele esfregou meus braços e me puxou para mais perto, beijando minha testa.

— Não consigo evitar – justificou. – onde estávamos mesmo? – Sorriu safado.

— Quase fazendo amor no sofá. – Provoquei.

— Ah, isso... – ele riu descarado.

— Não, Cullen. Aqui não. Não quero que seja assim. E Vanessa pode acordar. – Cortei suas asinhas.

Soltou um suspirou triste.

— Odeio quando você tem razão. Mas posso dormir abraçado da minha namorada naquele sofá? – Propôs sorrindo torto.

— Namorada? – Olhei-o mordendo o lábio inferior.

— Sim. Namorada, melhor amiga, amante... – Numerou. E cada nova fala, me dava um selinho.

— Sim, namorado, você pode dormir abraçado a mim. – Me rendi.

O puxei de volta ao sofá. Trocamos mais alguns beijos, até que ele caiu no sono exausto. Fiquei olhando seu rosto relaxado pelo sono, decorando cada nova expressão de tempo em seu rosto, cada nova marca que fazia dele mais homem que antes.

— Eu amo você. – Sussurrei plantando um beijo em seus lábios.

Sim, eu amava e já não tinha medo de dizer. Se nossos pais tinham relações malucas, isso era problema deles, não nosso. Nós éramos responsáveis pela nossa felicidade, e assim seria, dando o nosso melhor, e tendo o melhor do outro em troca. E com toda certeza seriamos felizes. Muito felizes.

Eu sabia disso.

Notas finais
Adeus jacob! o/ quem está feliz com isso ai?! rsrsrs coitadinha da Vanessa, tendo que passar por isso, quando eu era criança tive uma amiga que fez a mesma cirurgia. :/ nosso casal ♥ ta juntinho galera, pode comemorar sem medo! Agora... tenho um capitulo betadinho!!! se tiver uma recomendação posto antes do fim de semana! Quem topa?! >< vejo vcs no comentarios? adoro responder a vcs! >< Comentem, deixem recomendações e me façam pular de alegria! kkk bjs :*