Notas iniciais
Oi gente! vocês estão lindos nos comentarios! *_* é otimo escrever pra vcs! obg! cada coisa que vcs falam me faz pensar mais e mais na historia, e consequentemente escrevo mais! rsrsrs Boa leitura ♥

Aprendendo A Amar

Capítulo 13

Dias atuais.

Mississippi, novembro, 2015

Bella.

—Obrigado. – Sussurrei para Edward ainda naquela chuvosa tarde triste.

—Não por isso.

—Você ficou comigo. – insisti. – Não imaginei que ficaria tão abalada...

—Uma criança perdeu os pais, Bella. – Sua mandíbula estava tensa. Observando ele agora, a camisa social preta ainda molhada, o cabelo acobreado gotejando, o olhar duro, eu conseguia ver o homem serio de negócios em que ele havia se tornado. –Nós tivemos uma vida humilde, nossos pais batalharam para que tivéssemos as coisas, mas sempre estiveram ali, ao nosso alcance quando precisávamos. E ainda estão.

—Verdade. – eu olhava a caneca de chocolate em minhas mãos. Estávamos na cafeteria em que- nossa, faz tempo! – Tanya, ex- namorada de Edward havia trabalhado. E onde nós tantas vezes comemos na época de faculdade.

Uma gota de agua caiu no liquido em meu copo. Não percebi que havia voltado a chorar até Edward estender a mão e pegar a minha por sobre a mesa.

—Eu estou uma chorona. – me desculpei.

Ele ficou quieto. Com os anos de convívio (de amizade a distancia e não no nosso breve namoro) Edward aprendera a me ouvir, sabendo exatamente o tempo certo que eu precisava para desabafar.

—Eu sinto um aperto no peito tão grande quando pensa nela, sozinha e sofrendo. Nenhuma criança deveria passar por isso.

—Eu sei baby.

O ‘’Baby’’ dito por ele foi algo tão natural, como nos tempos antigos, nos sobressaltou de alguma forma e fez com que acordássemos de nossa ‘’bolha’’. Edward tossiu e recolheu sua mão da minha, percebi suas bochechas coradas.

Baby. Como uma simples palavra, um antigo apelido carinhoso, poderia desencadear tantas emoções?

As coisas estavam começando a ficar estranhas. Não éramos um casal há tanto tempo, e não tínhamos problemas com isso certo? Até ontem nem mesmo nos falávamos mais...

Mas a verdade é que eu pensei nele todos os dias. Eu queria Edward de volta?

Não Isabella! Não seja precipitada! Você não tem mais vinte e dois anos, aja como uma adulta!

Eu não poderia ser adulta e querer Edward de volta?

Meu subconsciente se jogou com força numa discussão comigo.

Você tem um noivado para terminar Bella! E terminar o noivado significa terminar toda a relação com Jacob?

Eu estava ficando tonta com meus próprios pensamentos.

—Edward... – Eu não sabia o que iria dizer. Minha sorte foi o telefone dele tocando e me salvando da situação.

Ele olhou o visor.

—É o Grey. Tenho que atender. Grey? – ele fez sinal me pedindo silencio. Com se eu já não estive completamente muda a mesão da palavra ‘’Grey’’.

—Sim Senhor... Os chineses? Achei que estivessem... Não assine então. Não mesmo! Estudei todas as cláusulas... Sim eles querem. Ok. Enviarei um novo contrato para o senhor amanhã à noite com essas novas observações.

E desligou.

—Desligou na cara do seu chefe? – perguntei divertida.

—Christian Grey não é meu chefe. Não diretamente. Bem que ele gostaria. – ele bufou.

—O CHRISTIAN GREY?!

— Por favor, Bella. Não me diga que é tiete dele. – ele revirou os olhos.

—Não mesmo! Mas flertamos uma vez. – pisquei inocente para ele.

—Ele vai se casar. – ele sorriu.

—Ouvi dizer. – dei de ombros. Grey me pareceu um cara legal, gostoso e legal, e também conheci sua noiva recentemente, e ela é simpática e agradável. – Espero que eles sejam felizes. Qual a sua relação com ele?

Edward bufou.

—O escritório em que trabalho, trabalha pra ele. Eu estou encarregado de uma papelada de uma transação da compra de uma empresa chinesa que ele está fazendo. Os caras estão procurando uma brecha que os beneficiem e eu estou preenchendo as lacunas.


—Você parece um advogado implacável. – sorri.

—Eu sou. E Grey já notou e me quer trabalhando para ele.

—Isso não é bom?

—Eu teria que trabalhar na sede de Seattle.

—Edward isso é maravilhoso! Você ficaria perto de todos!

—Gosto de Nova York. Moro lá há nove anos. Seria uma mudança...

—A vida é uma mudança constante. – aquilo me irritou. – Sabe que Tyler irá se mudar para Washington depois do casamento.

Ele fez uma careta.

—Nova York é a cara de Jane. Eles deveriam moram lá.

—Ficará sozinho em Nova York? Sem seu amigo e família?

—Ficaria sozinho em Washington também já que estão todos se casando incluindo você. – soou acusador.

—Está chateado com meu casamento? – meu coração acelerou esperando sua resposta. Eu havia esquecido como adora provocar Edward.

Ele ficou furioso. Prendeu o ar e antes que o soltasse meu celular tocou. Estava em cima da mesa e ambos olhamos para a foto minha com Jacob brilhando na tela.

—Olha o noivo do ano aí. Vou pagar a conta.

Levantou-se ruidosamente.

Atendi ao telefone sorrindo. Irritar Edward era algo muito bom.

—Oi.

—Hey Bells.

—Hey. – sussurrei. Toda a adrenalina pela discussão com Edward se evaporando.

Houve um silencio pesado. Ouvi o respirar forte.

—Esta brava comigo?

Jacob era um cara sem rodeios. Ele ia direto ao ponto e isso era algo que eu costumava a gostar nele. Porem era algo que não combinava com meus ‘’joguinhos’’.

O tom baixo de Jacob me desarmou. Ele também era de muitas formas um homem grande e bobo. Me lembrava um pouco Emmett nesse aspecto. Era um homem grande com um coração enorme.

—Não estou brava Jake. – Sussurrei.

—Então por que fica me evitando?

—Tem muita coisa acontecendo por aqui, só isso. Quando eu voltar conversaremos.

—Vou te pegar no aeroporto.

—Na verdade... Não acho que chegarei junto com os outros.

—Por quê?- isso. Eu odiava quando ele era autoritário, como se fosse meu dono.

—Assuntos para resolver.

—Faculdade?

—Jacob, quando eu voltar te colocarei a par da situação. Até.

—Bella...

—O que?!

—Eu te amo. Sei que tenho sido bobo é só... Eu achei que fosse isso que você queria.

—Hã?

—Ser pedida em casamento. Com seu irmão tendo um bebê, sua melhor amiga casando... Achei que fosse a hora.

Tentei me acalmar.

—Jacob, cada casal tem um tempo. Não podemos viver o nosso em função das pessoas a nossa volta. Você nunca disse que queria casar!

—Nem você!

—Então por que achou que eu queria? Quer saber? Esquece! Quando eu voltar conversaremos. Até lá apenas me deixe quieta.

—Bella.

—Tchau.

Desliguei o telefone bloqueando o numero dele.

—Podemos ir? –Edward voltou serio a mesa.

—Vamos. – ignorei a mão que ele me estendeu e segui porta a fora. Não discuti quando ele abriu a porta do carona param mim, eu realmente não queria dirigir.

A chuva havia abrandado, mas a estrada estava bastante molhada.

—Cuidado. – alertei.

—Sei dirigi. – retrucou.

—Que bom. – resmunguei.

Ficamos num silencio tenso. Ele bufou colocando em uma radio. Uma musica eletrônica invadiu o ambiente. Contra a minha vontade minha perna começou a balançar no ritmo. Ele riu.

—Não posso evitar.

—Às vezes você sente vontade de jogar tudo pro alto e apenas curtir uma festa? – perguntou.

—Sim! – gemi. – Mas chego à casa muito cansada e fico com preguiça.

—Somos velhos. –ele riu.

—Somos. – concordei. – O que acha que esse advogado quer com a gente?

—Dizer que herdamos uma herança?

—De Carmen e Eleazar? Por que deixariam?

Ele deu de ombros.

—Por que fomos os melhores alunos que cruzaram o caminho deles? Você falava com eles?

—Não exatamente. Éramos amigos no facebook, mas eles não compartilhavam muitas coisas. Nunca vi uma foto da filha deles.

—Seja lá o que esse homem quer conosco... Vamos descobrir agora. – ele estacionou o carro em uma vaga na entrada de um pequeno prédio. Entrando sob uma fina chuva. Nossas roupas molhadas haviam secado em nosso corpo. Nada bom.

O escritório do advogado Marcus Carone era um tanto intimidante. Tive a impressão de estar entrando no covil de um mafioso italiano. Claro se não fosse pela sua secretaria de meia idade com sorriso bondoso, acho que um mafioso iria preferir uma jovem com ar superior.

A sala para onde ela nos guiou era ampla composta por tons marron e bege. A mobília de madeira e mármore polido antiga, as obras de artes pareciam de valor inestimável.

—Sentem- se. –ele nos convidou. – Bebem algo?

—Não, obrigado. – Edward respondeu por nós. Me sentei ao seu lado na grande cadeira de ferro, que apesar da aparência era muito confortável.

Marcus parecia um homem de negócios cansado do outro lado da mesa. Arrumou o palito pigarreou e começou.

—Suspeito que os senhores não saibam o motivo que me fez solicitar a presença de vocês aqui.

—Sou advogado também, imagino que algum assunto burocrático. O que não consigo entender e como algo envolvendo nossos falecidos professores pode nos incluir.

Era incrível observá-lo agora! Tinha assumido uma postura seria, o olhar severo. Esse deveria ser o Edward-Advogado do dia a dia.

—Sim senhor Cullen. O senhor e a senhorita Swan herdaram algo do meu casal de amigos falecidos.

—Como? – gaguejei.

—O bem mais precioso deles foi deixado na responsabilidade de vocês. A filha.

—O que? – pelo tom sua confiança havia sido abalada.

—O senhor me ouviu corretamente senhor Cullen. Eleazar e Carmen Santiago nomearam você e a senhorita Swan como guardiões da filha deles, Vanessa, caso eles faltassem. – ele expirou retirando os óculos e se recostou na cadeira. Tanto Edward quanto eu continuávamos mudos, então imaginei que ele estava tão em choque quanto eu, que só conseguia fitar a mesa de mármore a minha frente. O homem continuou.

—Eles nunca imaginaram que realmente isso se faria necessário. Ninguém espera que uma tragédia dessas ocorra na própria família.

Vendo que nós permanecíamos calados, Marcus falou mais.

—Conheci Eleazar e Carmen por anos, cresci junto dele em Florença quando seus pais vieram da Espanha. Éramos apenas crianças e nos tornamos amigos, amizade essa que só se fortaleceu com o passar dos anos. Talvez vocês não os conhecessem tão bem... Eu tive lá as minhas duvidas quando eles nomearam vocês quando a pequena nasceu... Eles não quiseram me revelar o ‘’porque’’.

—Eles não têm parentes? – sussurrei sem olhar o homem.

—Os pais de Eleazar morreram recentemente. O pai na verdade, a mãe morreu a mais de quinze anos.

—E os de Carmen? Irmãos? Com quem a menina está agora?

—Carmen e Eleazar se conheceram na faculdade, naquela época ela já havia cortado os laços com a família, um pai que estava preso por trafico de drogas, e uma mãe prostituta. Não sei que fim essa mãe levou.

—Onde Vanessa está agora? – Edward perguntou.

—No abrigo. Mesmo que ela tivesse parentes... Vocês são...

Nós nunca estivemos com ela! Um juiz irá avaliar isso, nossa relação com ela como em uma adoção. – Edward usava o tom profissional, mas as mãos passando pelos cabelos mostrava que estava agitado.

—Bom isso é evidente.

—Bella? – Edward me chamou um tanto alarmado. Não percebi que estava cravando as unhas em meu braço. Afrouxei o aperto.

—Por que o senhor e a sua esposa não ficam com ela? – sussurrei me recuperando.

Ele olhou triste para a aliança em seu anelar esquerdo.

—Minha esposa faleceu há cinco anos.

—Sinto muito. – que droga Bella! Precisava ser insensível?

—De qualquer forma a decisão sobre a tutela dela cabe a vocês e...

O telefone sobre a sua mesa tocou.

—Um minuto. – pediu.

Olhei aterrorizada para Edward e ele me devolveu o mesmo olhar.

—O que vamos fazer?! – sussurrei

—Não sei! – devolveu movendo os lábios sem som.

De certa forma era como se tivéssemos quinze anos de novo e não tivéssemos muita noção das coisas. A guarda de uma menina de nove anos estava em nossas nãos?!

Marcus parecia tenso ao telefone. Ao desligar trazia um ar sombrio.

—Vocês não me parecem muito felizes com a guarda da criança.

—Estamos surpresos. Bella e eu não somos um casal, não somos casadas, temos empregos que tomam muito do nosso tempo e pior; moramos em Estados diferentes. Não há espaço para uma criança em nossas vidas nesse momento. Entende?

—Perfeitamente Senhor Cullen. Na verdade acabo de saber de fontes confiáveis que alguém entrou com o pedido de guarda provisória da menina.

Meu coração gelou com a noticia. Eu não tinha um pressentimento bom sobre isso.

—Um amigo da família, imagino. — Edward observou.

—Pode se dizer que sim. Mas com toda certeza não é alguém que os pais teriam escolhido ou aprovassem.

—Quem?- perguntei interessada

—Aro Volturi. Vi a filha deles com vocês, imagino que o conheça.

—Pai de Jane. – Sussurrei. Não sabia que Aro era amigo de meus falecidos professores.

—Correto.

—Aro é um bom homem. Bem casado, criou três filhos. – Edward disse, mas pelo seu tom parecia querer se convencer de algo. Ele achava que Aro não seria bom para Vanessa?

—Então devo concluir que vocês não irão querer a guarda de Vanessa?

Senti que a pergunta foi mais para mim que para ele.

—Como Edward assinalou, não vejo como pode haver espaço para uma menina de nove em nossa vida. Talvez se ela fosse mais adolescente... Próxima a ir para a faculdade... Porem ainda é muita dependente de uma figura paterna e materna. Não nos encaixamos no perfil, não seremos bons para ela.

—Não creio que Aro será. – ele pareceu falar consigo mesmo. Respirando fundo começou a arrumar uma papelada na mesa. – Se realmente forem abrir mão da tutela da menina precisarão fazer isso por escrito para que ela possa ser adotada. Peço que permaneçam na cidade por pelo menos três dias enquanto arrumo tudo.

Três dias?!

—Não posso me ausentar do trabalho. – O embaixador da Rússia... Eu precisava estar em Washington amanhã!

—Também preciso voltar à Nova York.

—Vou pedir um mandato para o Juiz pedindo a permanecia de vocês na cidade, assim não irão arrumar problemas no trabalho.

Não teria jeito então.

Marcus se levantou.

—É mesmo uma pena que Vanessa tenha que passar por isso. Quando meus amigos me procuram logo após o nascimento dela para fazer o testamento e nomear um guardião, nunca pensei que esse dia de fato chegaria. É lamentável que ela tenha de passar por isso e que não tenha o melhor.

—Ela terá o melhor. Aro e a esposa são bem capacitados. – Edward disse trocando um aperto de mãos com o homem.

—Não acredito que ele queira a guarda da menina por caridade.

—Por que mais seria?

—Vanessa herdou uma boa quantia em dinheiro, uma casa no Texas, e investimentos que os pais tinham. Temo que Aro queira o dinheiro que vem junto com ela.

—Mas Aro é rico. – contestei. Eu havia passado verões com Jane e os pais. Viajei para a Europa com eles sem gastar um centavo com isso! Eles eram bem ricos.

Marcus balançou a cabeça.

—Ele está passando por problemas financeiros. Bom, vou arrumar a papelada. Boa noite.

—Boa noite. – apertei a mão que me estendeu.

Edward e eu saímos do prédio onde ficava o escritório para a noite gelada andando de vagar. Eu estava perdida em pensamentos. Olhei para o céu escuro e estrelado. A chuva havia dado uma trégua era uma noite bonita.

—O que acabou de acontecer? – Edward quebrou o silencio quando chegamos ao carro.

—Acabamos de decidir o destino de uma menina de nove anos. – Respondi pesadamente. Espirrei.

Ele entrou no carro dando a partida.

—Vamos passar numa farmácia e pegar antigripais para nós. Depois vamos pegar nossas coisas no hotel e ir para o apartamento de Tyler.

—Tyler ainda tem esse apartamento?

—Por sorte o inquilino saiu no ultimo mês e ainda não tem ninguém lá. A chave fica na portaria.

—Quem colocou você no comando da situação? – perguntei porem não estava chateada com ele. Era melhor ter Edward tomando as decisões praticas enquanto eu digeria o que havia acaba de acontecer, e pensava no que faríamos a seguir. Eu precisa conversar com Jane e logo sobre seu pai, e quais motivos a mais ele poderia ter para adotar Vanessa.

—Bella. – Edward pegou minha mão que repousava em minha coxa. A levou aos lábios beijando. — Você me colocou na frente da situação quando fez essa cara.

—Que cara?

—A quem vai investigar cada atitude de Aro até saber se ele é digno de tomar conta dessa menina.

—Você me conhece bem Cullen.

Ele deu de ombros concordando. Convencido. Sua mão continuou a segurar a minha e apesar da estranheza da situação eu não senti vontade de remove-la dali.

Notas finais
O que acharam dessa menção a Grey?! kkkkk o que esperam desses três dias no Mississippi? O.o volto logo gente! bjs :*