Notas iniciais
olha quem voltou antes da hora? rsrsrs muito obg por cada comentario, isso realmente funciona como gás pra escrever! D: leio os comentarios de vocês e o proximo capitulo já vai surgindo na minha cabeça! rsrssr sem mais boa leitura ♥

Aprendendo A Amar

Capítulo 12

Dias atuais.

Mississippi, novembro, 2015

Bella.

Eu havia exagerado na bebida, nem na noite em que fui pedida em casamento eu havia bebido tanto.

Casamento...

Onde eu estava com a cabeça quando disse ‘’sim’’? Jacob e eu tínhamos uma boa relação, mas da onde surgiu aquele pedido de casamento?

Eu sentia que beberia muito nos próximos dias para tomar coragem e lhe contar a verdade; eu não me casaria com ele.

Na verdade, após passar algumas horas com Edward, eu não sabia se poderia nem mesmo namora-lo.

Sacudi a cabeça procurando minha toalha de banho na mala, eu não usaria a do hotel, e fui ao banheiro meio tonta.

—Você demorou. – Jane estava empoleirada na minha cama quando voltei secando os cabelos.

—Como entrou aqui? – perguntei, mas não estava realmente surpresa. Tyler havia feito nossas reservas, ela deveria ter pedido cartões extras para entrar em nossos quartos.

—Eu estava transando loucamente em pé na frente da janela, quando um jovem casal na beira da piscina chamou minha atenção. Esperei o Tyler dormir, e fiquei vigiando a hora que você subiria para te encher de perguntas. – ela disse com naturalidade.

—Jane, eu estou com sono, podemos apenas dormir? – me joguei ao seu lado na cama, sem roupas.

Ela começou a fazer cafuné em mim, e fechei os olhos apreciando o contato.

—Pode dormir quando me contar T-U-D-O! – sussurrou em meu ouvido. Soltei um resmungo.

—Apenas conversamos um pouco, sobre nossos professores, sobre o fato dele ser irresponsável e ter varias namoradas, fato este que ele negou, e ele queria saber se eu amava Jacob.

—E o que você disse?!

—Não amo Jacob. No começo havia muito tesão e somos bons juntos, mas... Falta algo sabe? Uma amizade talvez. Jacob e eu não somos amigos.

—Cinco anos de namoro, um pedido de casamento, aceito devo te lembrar, e só agora você diz isso; ‘’falta amizade entre nós.’’

Continuei com a cabeça enterrada no travesseiro tentando me asfixiar.

Jane ficou quieta, provavelmente esperando que eu me explicasse mais sobre Jacob. Porem eu não queria falar mais dele. Ou com ele.

Jane deitou ao meu lado. Me virei de costas a imitando. Ficamos fitando o teto do quarto.

—Sabe, você nunca me disse por que não acredita em amor de casal.

Suspirei achando que era hora da verdade.

—Eu acredito em amor. Vejo Jasper e Alice, que apesar dela ser uma tirana mandona, meu irmão morre de amores por ela, e eles terão um bebê logo! E vejo você e Tyler, que apesar de tudo são um lindo casal. Mas nunca pareceu adequado dizer ‘’eu te amo’’ para Edward.

—Por quê? – ela perguntou e eu sabia que teria de contar.

—Quando tínhamos dez anos, Jasper teve catapora. Foi a ultima criança da turma a ter, então eu estava curada, Edward curado, e ele preso no quarto.

—O que isso tem haver com amor?

Jane era muito ansiosa.

—Quero te contar a historia completa. Posso?

—À vontade.

—Voltando a historia... Era ação de graças, Jasper estava doente e minha mãe pediu que eu fosse à casa de Edward levar um ingrediente para a torta que Esme estava fazendo para o jantar a noite que seria em nossa casa. Meu pai passaria lá para buscar Esme e as coisas que ela traria, e eu deveria ajuda-la.

—Você não poderia ser mais direta?

—Você quer saber a historia ou não?

—Quero!

—Então fique atenta ao contexto.

Ela fez sinal de quem fecha a boca com um zíper e joga a chave fora.

—Peguei a sacola que minha mãe me deu, minha bicicleta e fui. Encontrei Edward no campinho da cidade jogando bola, pensei em deixar com ele para que ele levasse porem ele já estava indo para casa, e não quis me fazer o favor. Ele era um chato!

Sacudi a cabeça com a lembrança. Edward me irritava naquela época!

—Apostamos corrida até sua casa com nossas bicicletas, eu cheguei primeiro. Eu quis caçoar dele, mas ele ficou bem serio e entrou na casa direto para o quarto. Não dei importante e fui procurar sua mãe na cozinha.

Meu coração bateu forte com a lembrança. Jane pegou minha mão imaginando que algo nada bom vinha pela frente.

—Se eu não estive tão distraída com minha vitória na corrida sobre Edward, teria percebi o carro do meu pai parado a alguns metros mais a frente. O balcão da cozinha de Esme estava com muitos ingredientes espalhados, uma bagunça completa. Logo ela, uma mulher tão organizada! Lembro que quis rir, e logo pensei; ela irá pedir que eu a ajude a limpar.

Vi seu cabelo espalhado pelo chão. Sua expressão com os olhos fechados era de intenso prazer... Fiquei Muda, sem respirar ao entrar mais na cozinha e ver meu pai, com a cabeça entre as pernas dela.

—Bella!-Jane sussurrou em choque.

—Meu grito ficou preso na garganta. Edward tampou minha boca e me puxou para longe. Os dois nem notaram nossa presença.

—Isso... Como isso é possível?

Dei de ombros.

—Eles estavam bastante envolvidos nisso.

—Mas... Seu pai e a mãe do Edward?! Não consigo acreditar!

—Edward e eu também demoramos a acreditar. Corremos para o lago perto da casa dele e ficamos um tempo lá tentando entender o que havíamos visto.

—Não sabiam o que era sexo?

—Por favor, Jane! Claro que sim, mas estávamos chocados e envergonhados! E eu não sabia o que era uma oral!

—Desculpa Bella. – ela me abraçou.

—Edward e eu prometemos não falar disso, e durante dias ficamos com medo que nossos pais se divorciassem. Até que os dias se transformaram em meses, e as coisas em nossas casas eram as mesmas. Carlisle percebeu algo estranho no meu comportamento e no de Edward, quando nossos pais estavam próximos e nos chamou para conversar.

—Carlisle sabia?

—Hoje vejo que sim. Ele sabia. Ele disse; ‘’ O que uni marido e mulher é muito mais que amor; é companheiro e parceria. Tento essas duas coisas um casal se torna forte e suporta tudo.’’ Edward e eu não falamos nada, mas entendemos. Ele sabia que a mulher teve um caso com o melhor amigo, ele aceitara isso e seguira com a vida. Se ocorreu outras vezes antes daquele dia, Edward e eu nunca chegamos a saber. Tudo indica que não ocorreu depois de qualquer jeito.

—Nossa... Eu não nunca pensaria nisso. Seu pai parece um homem tão certinho...

—Meu pai É muito calado. Esse é o problema, você fica sem saber o que esperar.

—E Esme... Tão amável!

—Sim ela é amável. – falei com sarcasmo.

—Sua mãe sabe?

—Não... Renée não tem sangue frio, se suspeitasse queimaria os dois vivos. Tenho certeza.

—Por isso você não fala de amor?

—Me parecia inadequado, como te disse; Edward sabia de tudo, e acreditava que quem ama pode trair... Eu preferia que ele não tivesse essa ideia de mim, e como ele mesmo nunca disse essas palavras, ele pensa igual.

—Eu digo que vocês são bobos! – ela se sentou rápido. – Eu te amo é apenas uma palavra, as atitudes são o que conta. Você prova o amor no dia a dia, o eu te amo é só uma forma de contar. Apenas isso.

—Agora eu vejo isso. – sussurrei.

—Ai minha amiga!

—Fica comigo? – pedi carente.

—Eu não te deixaria sozinha nem em um milhão de anos.

Com Jane ao meu lado dormi logo. Engraçado como o tempo muda nossos pensamentos. Há nove anos me parecia muito lógico não dizer ao meu namorado quem a amava profundamente um simples eu te amo, por causa do que havíamos presenciado, hoje eu via isso como bobeira. Não era porque algumas pessoas pensavam de um jeito que no nosso caso seria assim.

(...)

—Vocês querem ir ao velório agora pela manhã ou na parte da tarde? – Jasper perguntou na mesa do café da manhã em voz baixa.

Ontem à noite o hotel parecia lotado de jovens amigos da faculdade se reencontrando, hoje todos estavam conversando baixo, com os semblantes tristes, o clima de enterro havia tomado a todos.

—É melhor irmos mais próximo ao enterro, assim ficamos até a hora. – Alice decidiu.

—A missa está marcada para a 13h da tarde e o enterro para as 15h. O que faremos até lá? – Tyler disse tomando um gole de café.

—Podemos explorar a cidade. – dei de ombros.

—Conhecemos essa cidade de cima a baixo. – Edward reclamou.

—Alice podemos ir a umas lojinhas de bebê. – sugeri. Eu não estava dando muito atenção a minha cunhada grávida. Quando Jasper e ela começaram a namorar eu fui muito hesitante, foi Edward me mandando mensagens infinitas para dar uma chance a ela( na verdade eu tinha medo dela, uma agente do FBI, que prendera Maria!) e aos pouco fomos nos tornando amigas. Não como Jane. Não mesmo.

—Seria ótimo! –Ela logo ficou animada.

—Então as meninas vão ficar rodeada de coisas de bebês. Lindo serio. Mas não estou afim. – Tyler discordou.

—Vocês podem começar a planejar sua despedida de solteiro. – Jane sugeriu alegre.

—Por isso eu te amo, mulher! – ele comemorou pegando sua mão sobre a mesa e a beijando.

—Sem muito show vocês dois. – Edward pediu.

Terminamos nosso café e cada um foi para seu canto.

—Como foi rever Edward? – Alice perguntou, seu braço entrelaçado ao meu enquanto andávamos pelo Shopping.

—Normal. – não me sentia confortável falando de Edward com ela.

Jane saiu em meu socorro.

—Pedido de desculpas pela infantilidade dos desencontros dos últimos anos e só. Meus amigos são amigos de novo!

Jacob me ligou algumas vezes e eu o dispensei com mensagens.

Estou ocupada. A noite te ligo. Beijos.

Bella, precisamos conversar. Sei que está chateada. Foi pelo pedido? Acho que deveríamos ter conversado antes, né?

Você acha? Pensei exasperada.

Logo depois do almoço colocamos roupas de luto e seguimos para a missa.

A capela era linda e grande. Haviam muitas flores e coroas de flores. E muitos rostos que conheci na faculdade. Professores, reitores, alunos, a funcionários em geral. Estava tão cheia que eu pensaria em um casamento e não em um enterro.

—Bobagem, a maioria dessas pessoas não deveriam tê-los conhecido direito. – Jane sussurrou olhando em volta.

—Não é preciso conhecer tão profundamente alguém para sentir sua morte de alguma forma. – sussurrei de volta. A missa pareceu durar uma eternidade. O diretor da faculdade fez um discurso. Amigos fizeram. Notei que o banco da frente havia uma cadeira de rodas onde eu não conseguia ver seu ocupante. Quando o padre disse as ultimas palavras e nos foi permitido passar pelos caixões- branco com dourado- pude finalmente ver quem estava ocupando a cadeira.

Meu coração apertou com a imagem.

Quem permitiu que ela viesse? Não deveria, talvez uma avó ficar com ela em outro lugar? Ou ela não deveria ainda estar no hospital?

A filha de meus professores estava em uma cadeira de rodas, devido ao gesso em sua perna direita eu poderia apostar, moletom preto, e olhar fixo no chão. Ela não chorava, parecia estar em outro planeta, presente só de corpo.

—Como podem fazer uma criança passar por isso? – ouvi o sussurro indignado de Alice. Pelo seu tom ela começaria a chorar a qualquer momento.

As pessoas iam até a pequena menina dar os pêsames. Essas palavras! O que essas palavras ‘’sinto muito pela sua perda’’ significariam para uma criança de nove anos que acabara de perder os pais?

—Eu não posso. – falei baixo para Edward que estava vindo atrás de mim.

—Bella. – Edward me chamou.

Andei a passos rápidos para sair do salão. Parecia que havia um bolo no meu estômago, meus olhos ardiam contendo as lágrimas.

—Bella! – Edward me alcançou no estacionamento da igreja.

—É horrível de mais! Ela está lá sozinha Edward! Sozinha!- deixei que minha frustração saísse no grito. As lágrimas que eu continha saíram acompanhando o caminho que a chuva fina fazia pelo meu rosto.

—Eu sei baby. – ele disse calmo, o rosto pesaroso. Suas mãos vieram para o meu rosto, e ele me olhou fundo. Me rendi o abraçando, seus braços me envolveram. Ficamos ali, parados no meio do estacionamento, a chuva aumentando a nossa volta.

—Quer voltar para o hotel? – ele perguntou.

Sacudi a cabeça.

—Vamos ao enterro. Preciso saber quem esta com essa menina.

—Vanessa. – ele disse.

—Quem?

—O nome da filha de Eleazar e Carmen.

—Vanessa.- repeti o nome, sentindo meu corpo se aquecer. Por favor que alguém muito bom cuide de você.

(...)

Durante o enterro a chuva se intensificou, então as pessoas logo foram embora, restando apenas nós; Edward, eu, Jane e Tyler, e a menina. Havia um homem de terno impecável ao seu lado, com um guarda chuva a protegendo da chuva.

—Vamos? – ele disse.

—Só mais um pouco. – ouvi ela dizer.

—Quer ir falar com ela? – Edward perguntou.

—Não sei.

—Jane e eu vamos esperar vocês no carro. –Tyler saiu com Jane em silencio.

Reunindo coragem me aproximei deles.

—Oi... Eu... – travei ao olhar a menina. Seus olhos estavam vazios, percebi que ela não havia chorado, não recentemente. Em baixo dos olhos tinham manchas escuras, como se ela não tivesse dormido há dias. Os olhos vazios eram de um castanho chocolate, os cabelos meio acobreados desprovidos de brilho. E ela estava muito muito pálida.

—Sentimos muito sua perda. – Edward veio em meu socorro. Sua mão na minha era um aperto firme.

—Todos sentem. –ela disse voltando a olhar a lapide.

Engoli em seco com sua resposta.

—Isabella Swan? Edward Cullen? – o homem de meia idade que a acompanhava nos perguntou.

—Sim. – Edward respondeu e estendeu a mão para cumprimenta-lo.

—Sou Marcus Carone. – ele tinha um leve bronzeado na pela, os cabelos batiam no ombro. Um cabelo muito bem cuidado devo ressaltar.

—Já sabe meu nome. – Edward disse meio sem graça. Apenas acenei para ele come com a cabeça, minha atenção mais voltada para Vanessa. Eu não sabia por que sentia uma compulsão de querer ajoelhar na sua frente a trazer para meus braços.

—Vocês ficarão na cidade até quando?

—Voltamos para nossas cidades hoje mesmo. – Edward respondeu.

—Poderiam ficar até amanhã?

Agora eu comecei a prestar atenção ao homem.

—Por que? – perguntei.

—Preciso tratar um assunto com vocês. Em particular. Poderia ser hoje mesmo, lá pelas cinco?

—Bella? – Edward queria que eu decidisse.

—Tudo bem.

—Marcus, estou cansada.

—Sim pequena. Vamos. Vejo vocês dois nesse endereço. – ele estendeu um cartão para Edward.

Os dois seguiram pela passarela de lapides a chuva os ensopando apesar do guarda chuva.

O que esse homem poderia querer com Edward e eu?

Notas finais
o que acharam dessa primeira aparição da Vanessa? >< vejo vocês nos comentários? beijos :*