Aprendendo a Amar

43 Bônus 3: Um amor pouco provável


Notas iniciais
oiê! voltei com um bonus para entender um pouquinho mais do Emm e da Rose. Boa leitura ♥

Aprendendo a Amar

Capítulo Bônus; Um amor pouco provável.

Narrador PDV.

—Chefe, você precisa ver isso. – Paul, mecânico chefe de Emmett Cullen em Washington interrompeu seu chefe no meio de um... cochilo.

O homem maior se irritou, tinha passado a noite na festa de uma amiga de um amigo, e acabara chegando de manhã em casa. Como precisa estar na oficina cedo, apenas se banhara e correra para a mesma, devido uma entrevista que Paul faria para contratar um novo mecânico. Ele não entendia porque Paul precisava dele ali para uma simples contratação, Emmett confiava plenamente nas capacidades do subordinado para isso. Mas ali Estava Emmett, com sono e aborrecido.

—Selecione-os primeiro, Paul. Depois eu faço a entrevista aqui em cima. – Emmett tentou dispensá-lo no meio de um bocejo.

—O senhor não vai querer perder isso. – afirmou. Resmungando em resignação, Emmett se levantou do sofá arrumando a roupa.

—Espero que seja importante.

—Vai ficar de queixo caído. – Paul assegurou. Emmett olhou bem para o amigo e empregado, era quase tão forte e musculoso quanto Emmett, podia parecer elegante quando queria. O patrão não entendia porque Paul estava com o macacão velho e sujo de graxa aquela hora da manhã, quando não fazia muitos dias todos os funcionários haviam recebidos uniformes novos.

—Você podia cuidar melhor da sua aparência no trabalho. – Emmett resmungou, sentindo que falava igual ao seu irmão caçula.

—Com certeza passarei a fazer isso se ela entrar aqui. – disse parando no topo da escada e apontando para frente.

—Ela?! – Emmett questionou. Olhou para onde Paul olhava e congelou.

Não era possível o que ele estava vendo. Ou era?

Uma loira, não uma deusa loira estava numa fila arrumado com outros cinco homens maiores que ela. Ela se destacava é claro, pelos cabelos loiros e sedosos, caindo com pequenos cachos nas pontas presos num rabo de cavalo alto. Ela só via o rosto dela de perfil, e mesmo assim só podia dar a ela um adjetivo; linda. Não, ele não podia dar apenas um, isso não faria jus a sua beleza; perfeita, magnifica, esplendida.

—Está babando chefe? – Paul brincou. Emmett o empurrou com o ombro, contudo passou os dedos nos cantos da boca para garantir.

—O que ela está fazendo aqui?

—Não é obvio? Se candidatou a vaga de mecânico. – Paul deu de ombros.

Uma mulher? Não, uma mulher como ela? Não era possível, ela devia estar em capas de revista onde se ilustrava a perfeição, não trabalhando em um macacão sujo de graxa!

Foi então que ele reparou a roupa que ela usava, os candidatos ainda estavam sendo orientados por Quill, por isso ainda permaneciam com as roupas que haviam chegado. Dos cinco homens, todos vestiam calças jenas, 2 de camisa polo e 3 de camisa social. Roupas de sugeriam marcar, bem aliadas e marcando seus atributos físicos. Emmett quis revirar os olhos. Ela era o completo oposto; usava uma calça jeans surrada, parecia ligeiramente larga para ela, não marcava suas pernas que Emmett jugavam ser bem torneadas, a blusa de mangas curta parecia pertencer a alguém que fosse muito maior que ela já que caiam até abaixo do seu quadril. Usava um par de all star surrado. Isso tudo a dava um ar juvenil, mas Emmett podia ver algo em seu perfil que sugeria alguém que conhecia a vida muito bem, um amadurecimento de alguém já tinha vivido um tempo bom o bastante para ter visto muita coisa.

Com espanto, Emmett percebeu que ela usava roupas que não favorecessem seu corpo e não chamasse atenção para ele. Claro, como uma mulher se faria valer no meio masculino, ainda mais numa oficina se mostrasse o quão linda era? Aquilo o revoltou, imaginando o quanto ela e outras mulheres se sentiam obrigadas a se esconderem com medo de homens.

—Será que ela é boa? – Paul questionou.

—É isso que veremos. Não acho que ela estaria aqui se não fosse, não parece o tipo que brinca em serviço.

—Espero que não seja. – o amigo respondeu com uma risada sarcástica. Emmett percebeu o sentido das palavras dele e quis soca-lo, como poderia já estar insinuando coisas a respeito de uma mulher que nem ao menos conhecia?

—Espero que a trate com respeito. – falou rude. Aquilo abalou Paul, mas não o bastante.

—Ela será tratada como cada macho que se candidatou. – respondeu arrogante e desceu as escadas.

Emmett bufou cruzando os braços no peito. Pelo visto hoje teria que supervisionar as etapas de entrevista mais de perto do que gostaria. Primeira para evitar um processo por assédio que com certeza Paul estava pensando em cometer, e segundo para garantir que a moça não passasse por nenhum constrangimento.

Mas como provavelmente cada macho dali Emmett a julgou mal, em poucos minutos a mulher, Rosalie Hale se mostrou completamente e perfeitamente apta ao cargo e ainda superior a todos os candidatos. E melhor ainda; capaz de se proteger de ataques verbais.

—Se não tiver nada a respeito do serviço a falar comigo, — ele a ouvir dizer a Paul – então não me diga nada, nem mesmo um bom dia.

Contratar Rosalie Hale foi uma facíl decisão, ela entendia de carros, peças e leis. Uma mente brilhante em um corpo lindo e escondido.

—Como uma mulher como você acaba numa oficina? – ele a questionou num dado dia quando ela o ajudou a fechar arquivos de contabilidade.

—Gosto de carros. – falou com simplicidade.

—Sim, eu percebo. Mas você é inteligente de mais para só isso... deveria estar numa faculdade de mecânica, ou sei lá.

Rosalie corou com o elogio, mas sorriu triste.

—Tenho outras prioridades.

As prioridades dela se revelaram não muito tempo depois, na forma de dois garotinhos pequenos e bonitos. Um homem latino havia aparecido com as crianças na oficina. A visão deixou a loira primeiro pálida, depois fervendo de raiva.

—Como você... – ela gritou para o homem colocando as crianças atrás de seu corpo de forma protetora.

—Isso foi um aviso, para você ver como é fácil chegar neles. Meu primo quer te ver, é melhor você ir.

—Não vou fazer nenhuma visita aquele bandido! Esqueceu que eu mesma o pus lá?

O homem deu de ombros achando graça.

—Só trouxe um recado, mas cá entre nós... eu nunca faria mal as crianças. Tomamos um sorvete, não foi meninos?

—Algum problema Rosalie? – Emmett chegou por trás dela como um urso protetor, sua raiva focada no homem a frente.

—Nenhum problema senhor Cullen, meu primo estava de saída.

O latino fez um aceno e saiu da oficina. Rosalie se ajoelhou na frente das crianças e os abraços.

—Vocês estão bem?

—Sim mamãe. O tio José só levou a gente pra tomar sorvete, mas eu falei pra ele que você ia ficar preocupada. – o mais velho falou perfeitamente, com a voz baixa e infantil. Rosalie os abraços de novo.

—Quem era aquele homem, Rosalie? Devo chamar a policia? – Emmett estava fudidamente preocupado.

—Não é necessário. Desculpe, esses são meus filhos Petter e Harry. Vou ligar para minha mãe vir busca-los, ela ficará louca se não os encontrar na escola.

Ela tinha dois filhos?

—Oi meninos. – Emmett se agachou para ficar na altura deles. O mais velho o olhou desconfiado, enquanto o mais novo sorriu tímido.

—Desculpe o transtorno senhor Cullen.

—Não é transtorno, e pode me chamar de Emmett já disse. Seus filhos são muito parecidos com você.

—Ainda bem. – ela respondeu ausente.

—Ei. – Emmett segurou sua mão, estava fria. – Posso te ajudar com algo?

Ela sorriu insegura.

—Fica com eles enquanto busco meu celular para ligar para minha.

Emmett ficou com os meninos, o menor, Harry logo estava brincando e falando, já o mais velho parecia muito desconfiado de Emmett.

O fascínio por Rosalie só cresceu depois de conhecer os filhos que ele descobriu que ela criava sozinha com a ajuda da mãe, já que o pai estava preso.

—Ele não era um homem bom. Envolvido com tudo de ruim, e ainda... matou meu pai quando me separei dele.

—Sinto muito, Rose. – Ele se sentia confortável para chama-la dessa forma. Tudo o que queria era trazê-la para mais perto e cuidar dela. Quanto ela já havia suportado.

—Eu fui uma adolescente rebelde. – riu amarga. – quis ficar com ele para desafiar meus pais, quando vi que não valia a pena eu já estava gravida e eu meu achou que eu deveria dar uma chance pelo Petter. – ela suspirou. – não deu certo, ele não mudou, mais então veio o Harry e eu não aceitei mais o jeito dele e voltei para a casa dos meus pais. Foi ai que o inferno se instalou e ele matou meu pai.

—Ele está preso por isso? – Emmett segurou as mãos delas nas suas, dedos longos e finos.

—Entre outras coisas.

—Como o que?

Ela o olhou suplicante.

—Por favor, Rose, pode comigo. Pode confiar em mim.

Ela riu amarga.

—De todos os homens que poderia confiar você está no fim da minha lista.

Aquilo o sobressaltou.

—Porque?

—Eu ouvi muitas coisas sobre você, Emmett Cullen. Sempre cercado de mulheres.

Ele reprimiu uma risada.

—Quando você me viu cercado de mulheres?

Ela corou.

—Bom eu só te vejo no trabalho... mas os outros falam...

—E se você me visse fora do trabalho? Amanhã... um cinema, um lanche? – um cinema? Emmett nunca convidava mulheres ao cinema! Mas Rosalie Hale era especial, ele queria tudo com ela, tanto que por um momento aquilo o sobressaltou. De uma forma boa.

—Uso minhas folgas para sair com meus filhos. – ela desconversou, soltando suas mãos da dele e andando pela sala.

—Vamos sair com eles. Podemos ir ao parque, posso ensinar a Harry a andar de bicicleta, ele comentou que ganhou uma.

—Harry te contou isso? – ela parecia surpresa, o filho só estivera uma vez com Emmett.

—Gosto dos seus filhos. Eles fazem parte de você e... – ele tomou folego. – É a melhor forma de conquistar a confiança da mãe deles.

Ela o olhou desconfiada.

—Não vai me levar para cama.

Ele riu se aproximando dela, fez um carinho em seu rosto.

—Não vou negar que quero, mas quero muito mais; quero fazer você feliz, tirar esse peso das suas costas. Me deixa ajudar.

—Não preciso da sua ajuda. – ela sussurrou, lutava para não ceder aos encantos do homem.

—Não, não precisa. – ele concordou, sussurrando muito próximo aos seus lábios. – Mas eu quero. Me deixe fazer parte da vida, Rosalie.

Ele a beijou. De forma doce e lenta, dando tempo para ele corresponder ou recusar. Ela correspondeu de forma hesitante. Ali Emmett percebeu que conquistar a confiança daquela mulher forte e inteligente seria muito difícil, e ele estava disposto a dar tudo de si. Se ela o quisesse e que Deus o ajudasse a conseguir, ele seria o homem perfeito para ela.

—Emmett? – a voz de Rosalie o trouxe de volta ao presente, ele olhou a barriga dela, redonda com o filho deles. Sorriu a chamando para o seu colo, ela se acomodou ali. – Estava cochilando de olhos abertos? – brincou.

—Não meu amor. Estava lembrando como foi difícil te conquistar.

Ela riu dando um leve tapinha na cabeça dele.

—Mais valeu a pena, certo?

—Todos os dias meu amor, todos os dias. – afirmou buscando sua boca num beijo.

Notas finais
o que acharam? sei que é um curtinho, mas deu para pegar um pouco dessa relação, né? bjs :*