Aprendendo Amar ...

1 Importantes decisões


Notas iniciais
Bem vindos a minha história e boa leitura

A medida que Armando ia lendo a carta de instruções de Mario sua mão tremia, seu corpo suava e o ar comprimia em seu peito, ele afrouxou a gravata com sua mão esquerda, enquanto a direita ainda segurava aquele maldito papel. A sacola estava ao seu lado, dentro dela estavam todos os bilhetes, pelúcia e qualquer outro tipo de utensílio que Calderon julgava que seria importante para continua o jogo com Betty.

Aquela sacola tinha passado o dia todo com Betty, tinha ficado em sua mesa durante toda a manhã e tarde. Ela mesmo lhe entregou quando ele chegou a empresa já no fim do expediente. Foi por muito pouco que Mario Calderon não colocou tudo a perder, Armando já estava sem a gravata e com mais da metade dos botões de sua blusa aberta, seu coração estava minúsculo e batia de forma arrítmica em seu peito.

Por sorte sua Betty era um ser-humano realmente único e especial, mesmo provavelmente tendo tido mil curiosidades de abrir tal sacola, tão chamativa e cheia de coisas, não o fez, ele tinha certeza que ela não abriu, quando ela lhe entregou a sacola, seu olhar era intenso e sonhador, além disso o beijo que ela lhe deu antes de ir para casa foi a prova definitiva que ela não tinha lido nada, um beijo doce e único, como só ela sabia beijar.

Ele teve ódio de Mario ao ler aquela carta, em todos os momentos tratava Betty como um ser desprezível, como se ela não fosse digna de ser beijada e amada apenas por sua aparência, porém maior que o ódio que ele sentia de Mario era o ódio que ele sentia por si próprio por ter entrado naquele jogo mesquinho, por ter usado de forma tão desumana uma mulher que sua candura se comparava a um anjo. Ele amassou a carta e a jogou no sofá, se levantou e se serviu de um copo de whisky e bebeu lentamente o copo enquanto olhava pela janela do seu apartamento. Ele lembrou de quantos whisky ele bebeu para beijar Betty a primeira vez, Mario e ele apelidaram a bebida como embelezadores, pois a medida que ele bebia Betty ficava mais bonita ao seus olhos. Ele sorriu amargamente da sua idiotice e mirou o copo que estava já abaixo da metade.

- Bebida idiota – Ele proferiu e sem pensar em consequências, jogou o copo com o liquido pela janela e voltou ao seu sofá, dessa vez ele deitou com suas longas pernas esticada e com os braços apoiados em baixo de sua cabeça. Um sorriso doce dessa vez lhe tomou a face, ele lembrou de sua Betty, desde que tinha feito amor com ela pela primeira vez, algo tinha mudado dentro dele. Ele não se deu conta disso no inicio, mas ele não era um homem tão burro assim, logo percebeu que não tinha mais interesses nas modelos, em Marcela ou qualquer outra mulher que fosse. A única que lhe instigava a atenção era Betty, ele passou a olhar descaradamente para ela enquanto trabalhavam ou iam sair, ela não via ou fingia não notar, aos poucos ele foi analisando e decorando todo o seu rosto, ela era linda, tinha o rosto delicado, pequeno, como alias todo seu corpo era, ela era uma mulher pequena, frágil. O seu senso de moda era terrível, sua roupas, cabelo, óculos e aparelho eram realmente horripilantes, mas por trás daquilo tudo existia uma mulher linda, seu olhar era intenso e lhe penetrava a alma, seu corpo era escultural, desenhado por Deus e seu cabelo era macio e sedoso.

Armando acordou com uma aguda dor no pescoço e costas, a claridade lhe invadiu os olhos ainda fechado e ele se esticou para espreguiçar o corpo e foi direto ao chão em um pequeno tombo, só então se deu conta que tinha dormido no sofá de sua sala. Com alguns resmungos ele levantou e mais uma vez esticou seu corpo que estalou e doeu.

Ele foi até o banheiro e tomou um demorado banho, a carta veio novamente em sua mente, aquilo estava ficando perigoso, Mario com seus tropeços poderia acabar contando tudo para Betty e ele não teria nem a chance de se explicar, ela o odiaria para sempre e com toda razão. Foi então que um pensamento passou por sua cabeça, inconscientemente ele ergueu seu corpo, estufou seu peito e com a cabeça firmemente erguida tomou a decisão de ter uma conversa com Betty, lhe contar toda a verdade, contar sobre o porquê decidiu seduzi-la e como acabou realmente se apaixonando por ela no final, lhe abrir o jogo completamente. Ele sorriu esperançoso, sua Betty era uma pessoa boa, iria lhe perdoar e aceitar seu amor, certo?

Notas finais
Espero que tenham gostado do primeiro capitulo, embora ainda acho que talvez ninguém vá ler :(