Notas iniciais
Gente, história nova.... Espero que gostem e acompanhem!!

Capitulo 1 — Presságio

Estávamos eu, minha mãe e meu pai no carro. Ela chorava, reclamava, gritava. Mandava meu pai mudar a direção, dizia que a culpa era, na maior parte, dele. Estava nervosa, de um jeito que eu nunca vi. Eu diria desesperada. Ele ia à altíssima velocidade, xingava, reclamava e parecia estar com mania de perseguição. Aquele não era o meu pai, ele sempre foi calmo e protetor... Não estava entendendo aquilo. Minha mãe me olhava e dizia que eu ia ficar bem, que aquele mau momento passaria. Confesso que não entendi. Falei ainda que nada daquilo que acontecia fazia sentido, afinal, ela não faz sentido.

– Acorda, vamos! Você vai se atrasar para o colégio! – minha mãe me tirou daquele sonho maluco. Fiquei meio preocupada durante o dia, por causa dele.

– Já vou. Calma. – respondi meio sonolenta.

– Não me mande ficar calma! Meu problema não é estresse, é atraso mesmo! – todo santo dia esse mesmo inferno. Minha mãe até que é gente boa, mas ela não ouve o que eu digo, meio que na cabeça dela tudo se transforma, sei lá. Isso me irrita, e acaba que brigamos todos os dias. Mas... No fundo, no fundo, nos amamos. Pelo menos eu acho né...

– Não, imagina... Você é a pessoa mais calma do mundo Dona Cláudia! – tá, admito que eu não tenha lá um gênio fácil, mas ela também não facilita!

– Adianta “mileide”! Eu não vou chamar de novo ok? – quer apostar que vai? Conta comigo: dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três, e...

– GABRIELAA VENHA LOGO TOMAR A PORCARIA DO CAFÉ OU EU VOU TE PEGAR PELOS CABELOS! – não disse?

– Aff... Deus é mais... Ninguém merece, or, or, or! Inferno! – bufei.

Bem, levantei, fiz minhas higienes matinais, me preparei para o colégio, coloquei a ração de Pixel, troquei a água e a comida de Bolt e, enfim, me dirigi à cozinha, para tomar café. Meu pai estava lá, aproveitei para pedir para ir a social da Natalie – uma das minhas Best Friend, uma das meninas mais bonitas do colégio, sabe a Barbie? É ela... Natalie é o tipo de garota que todos queriam ficar/ser, e a maioria da galera que odeia ela é por não conseguir isso.

– Bom dia pai... – cumprimentei.

– Bom dia! – ele respondeu olhando por cima do jornal que lia, provavelmente dando uma olhada no resultado do jogo de ontem.

– É... Pai? Sabe a Natalie? – introduzi como quem não quer nada.

– Sim... O que tem ela? – baixou o jornal com ar de desconfiança.

– Então... Vai rolar uma social na casa dela amanhã, como já é fim de semana, então pensei que podia ir... – deixa, deixa, deixa!

– O que seria uma... Social? – nuss’ meu pai é um ogro arcaico!

– Assim pai... Social é meio que um sonzinho, com uma galerinha massa, uns comes e bebes, e tals... – Ele tem que deixar!

– Uma festa? – perguntou.

– Tecnicamente não. Eu diria que é mais pra uma reunião de amigos. Acho que festa tem que ter motivos para comemorar. – agora ele vai perguntar o horário.

– Que horas começa? – eu disse que ele ia perguntar!

– Começa às sete da noite. Quando tiver acabando eu peço para o pai da Natalie me trazer, ou durmo lá mesmo. – eu já dormi lá uma vez.

– Quem vai estar lá? – ih começou...

– Ah pai... Alguns amigos lá do colégio, umas primas da Natalie... Sei lá! – droga ele não vai deixar...

– De adulto! Quem vai estar responsável por vocês? – eu dei minha palavra pra Natalie...

– Ah tá... Relaxe, os pais dela estarão lá! – agora ele vai perguntar quem são os pais dela e ainda vai pedir o telefone – São o Ailton e a Rosana, você não conhece.

– Deixe o telefone deles em cima da mesa do escritório quando voltar do colégio. De noite conversamos. – yeees! Uhuuu!

Terminamos a refeição, me despedi dos meus filhotes, sai do apartamento, entrei no carro e liguei meu mp4. Hoje quem vai dirigir é a minha mãe. Passamos lá pela frente da academia de dança que eu queria frequentar, seguimos o caminho mais calmo para o colégio, para evitar trânsito. Na hora em que desci do carro começou a chover muito forte. Um mau pressentimento me bateu: minha mãe não é bem a melhor motorista do mundo. Bem, mas ela só vai levar papai no trabalho e depois pegar uma amiga no aeroporto, levá-la ao seu destino e ir para o trabalho. O que pode acontecer nesse meio tempo?

Me dirigi para a classe do 1º ano, estavam lá os três mais gatos da sala, Nicholas, Henry e Anthony. Sentei no meio deles, me auto-introduzi no assunto, a prova de química da semana que vem.

– Oi meus gatos! – meus?

– Bom dia Gaby! – responderam em coro.

– E a prova de química? – Anthony perguntou.

– To ferrada. Vou enfiar a cara nos livros pra ver se passo! – modesta eu, não?

– Você passa fácil, ferrado to eu! – Henry protestou.

– Querem umas aulinhas? – sorri maliciosamente. Natalie e Sophia entraram na sala e vieram até nós, encerrando a conversa.

– Gatinhos... Então né, vai ter uma social na minha casa, no sábado, se quiserem aparecer por lá... Sintam-se convidados! – Natalie não perde uma.

– Você ainda mora no mesmo lugar? – perguntou Henry.

– Sim, ainda lembra o endereço? Qualquer duvida pode me ligar! – safada! Ela abriu uma brecha para conseguir o telefone dele!

– Que horas começa Lay? – Anthony perguntou interessado.

– Às sete e meia da noite. – respondeu sorrindo.

– Mas afinal... Vocês vão ou não? – perguntou Sophia.

– Você vai Gaby? – perguntou Nicholas.

– Vou, é claro! Você quer que eu esteja lá é gato? – respondi meio maliciosa.

– Sempre. Se for assim, eu vou também, essa social promete. – respondeu piscando pra mim. Corei. Meu Deus, isso não foi uma indireta, foi um tiro!

– Me senti importante agora viu Nicholas? – tentei disfarçar.

– Mas, para mim, você é! – corei ainda mais um pouco.

– Uuuuuuuuh! – todos fizeram coro, com cara de apaixonados.

– Me chama para ser madrinha tá Bibi? – disse Natalie me perturbando...

– Ah não! Eu! Eu! Eu! – Sophia fingiu fazer birra. Nicholas parecia se divertir bastante com aquela brincadeira. Só eu que fiquei envergonhada? Tá certo que ele é o maior gato, não tem nem como negar! E vive dando em cima de mim, também não dá para negar. Mas sei lá... Eu já ia respondendo que a gente não tinha nada, mas a professora chegou.

– Bom dia turma! – cumprimentou Srta. Samantha. Era a nossa professora de teatro, confesso que não é a pessoa mais normal do mundo, na verdade, ela passa bem longe de ser, mas acho que é gente boa.

– Bom dia... – respondemos em coro.

– Hoje vamos trabalhar sobre Xxxxx... – E prosseguiu a aula. Essa não foi uma das melhores, parece mais que nunca ia acabar! Bem, resumindo, vamos fazer uma peça, que precisa ficar pronta em dois meses, ou seja, para o fim do ano.

Tivemos mais uma aula. Tocou o sinal para o intervalo. Fui até a cantina, comprei um hambúrguer e uma latinha de coca-cola. Estávamos conversando sobre o figurino de sábado, eu, Natalie e Sophia. Meu celular vibrou, pedi licença e saí para atender a ligação.

** Início da ligação **

– Alô? – atendi.

– Alô, Gaby? – Xx.

– Sim, sou eu. Quem fala? – perguntei meio impaciente.

– Sou eu, a tia Grace, mãe do Matthew. – identificou-se.

– Ah, tá! Tudo bem tia? Aconteceu alguma coisa? – estranhei um pouco a ligação.

– Tudo sim, Gaby. Só liguei por que um dia desses veio um amigo meu aqui em casa, e, ao ver umas fotos suas, me perguntou quem era você e etc. E disse que se tivesse interesse em investir numa carreira de modelo, que era para você procurar ele. – disse tudo, rápida como uma bala.

– Ah, quem é esse, tia? – hesitei um pouco, diante de tantas tragédias que acontecem hoje em dia.

– É o Adam Roussef, da Agencia de Modelos Roussef. – disse-me. – É um amigo muito antigo, confio e gosto muito dele.

– Hum... Acho que já ouvi falar dele... Faz assim tia, vou desligar agora, depois do colégio passo aí na sua casa, e você me explica melhor essa história, tá? – meio que me despedi, um pouco confusa.

– Tá minha flor. Vou te esperar hein? Boa aula, desculpa atrapalhar! – despediu-se também.

– Que nada, tia! Beijos... Dá um beijo no Matthew! – desliguei.

** Fim da ligação **

Voltei para a cantina. As meninas não estavam mais lá. Comprei uma cartela deTridente algumas balas, depois segui para a sala. Lá estavam algumas Nerds, fiquei olhando, só para ver se sabia o que estavam falando. Perceberam que estavam sendo observadas e saíram. Sophia e Natalie chegaram e me perguntaram quem tinha me ligado. Como não dei atenção, saíram. Fiquei pensando naquele sonho maluco, será que é um aviso? Um presságio? Acabou o intervalo. Tivemos mais três aulas, uma de matemática, duas de redação. Não prestei atenção em nada. Só vi na hora em que tocou o sinal. Arrumei minha mochila, prendi meu cabelo em coque, liguei meu mp4 e saí da sala. Fui para uma estação de metrô, a dois quarteirões do colégio. Enquanto esperava, mandei um SMS para minha mãe e outro para o meu pai, dizendo que ia passar na casa da tia Grace antes de ir para casa. Chegou o meu metrô. Embarquei. Tinha uma sensação de que nada na minha vida seria como antes. Que tudo ia mudar... Tudo isso foi por causa daquele sonho maluco? E será que foi mesmo só um sonho? O metrô chegou ao meu destino, saltei e caminhei até a casa da tia Grace. Algo me diz que isso tudo ainda vai dar rolo.



Notas finais
Bem galera é isso, espero que tenham gostado da história.
Em breve posto a continuação!!
Comentem please!!