Aprendendo A Te Amar.

11 Jantar Em Família Parte III: Revelações.


No Capítulo Anterior:

A comida descia por minha garganta parecendo serem cacos de vidros. O ar tenso e pesado na sala de jantar parecia que iria me sufocar a qualquer momento. As coisas estavam saindo totalmente fora dos meus planos.

–Já chega – Mamãe explodiu socando a mesa – Está completamente louca, Sakura? – Mebuki perguntou apontando o dedo para mim.

A fitei confusa.

–Do que a senhora está falando? – Perguntei sem entender, fitando-a confusa e largando meus talheres no prato praticamente intocável.

–Essa porra de cabelo, Sakura – Ela respondeu xingando com raiva e pegando uma mexa do meu cabelo rosa – Rosa garota? Endoidou né?

Afastei sua mão do meu cabelo e levantando-me de frente para minha mãe.

–Sim, mamma. Mio cabelo está rosa – Murmurei olhando dentro dos olhos dela – O cabelo é meu e como tal pinto ele da cor que io quiser, mamma – Retruquei grossa – A senhora e nem o senhor Kizashi mandam em mim. Io sou um ser humano e como qualquer outro tenho o direito de escolher meu próprio caminho, mamma.

–Enquanto, voi morar debaixo do meu teto irá seguir as minhas regras e de seu pai, Sakura – Mebuki decretou seriamente – Isso inclui voltar a ser ruiva e casar com Sasuke Uchiha.

Por mais que eu ame o maldito Uchiha abusado, nunca irei casar por vontade de meus pais e sem antes saber se o que ele verdadeiramente sente por mim.

Eu o amo. Isso está claro para mim como nunca esteve, mas o medo de não ser reciproco me impede de me declarar. Ele poderia estar brincando comigo.

–Io non caso. No mesmo – Murmurei irritada com aquele assunto – E como esse assunto de casamento arranjado veio à tona novamente e é sobre ele que quero falar...

–Sakura, você é adotada – Karin falou do nada com a voz urgente e se levantando repentinamente.

Assustada a olhei com meus olhos arregalados.

–O que?

Jantar Em Família Parte III: Revelações.

´´Prefiro uma verdade que doa agora do que uma mentira, que conforta.”

Capítulo 11

Flash Back

Dez Anos Atrás.

“A pequena menina ruiva e sorridente corria desajeitadamente pelo imenso jardim, coberto por lindas flores de todas as cores e espécies, seus longos e cacheados fios vermelhos acompanhavam sua corrida como uma cortina cor de fogo. O vestido, antes branco com desenhos de flores de cerejeiras, estavam sujo de terra e com pequenos rasgos, sua mamma iria dar uma bela bronca nela, porém naquele momento ela nem pensava nisso.

–Mamma! Mamma! Mamma! – A criança ruiva gritava a pelos pulmões por sua querida mamma – Mamma!

(Mamãe)

A mulher loira e de belos olhos verdes saiu de dentro do casarão da fazenda secando as mãos no próprio avental rosa assustada com os gritos da sua pequena ruivinha agitada.

– Sakura che cosa è successo?- Mebuki indagou abaixando de frente a sua filhinha – Ti sei fatto male, Cerejinha?

(Sakura o que aconteceu?Está machucada, cerejinha?)

A pequena travessa deu um sorriso largo e com uma janelinha a mostra, seu primeiro dente de leite havia caído a dois dias atrás e a boa fada madrinha dos dentes tinha deixado cinco dólares debaixo do seu travesseiro naquela mesma noite — lógico que ela não precisaria saber que seu papà tinha entrado silenciosamente no seu quarto durante a madrugada e trocado seu dente por aquela nota de cinco dólares -, para em seguida abrir as pequeninas mãos sujas de terra e mostrar a sua amada mamma o seu mais novo amiguinho de penas.

– No mamma. Io sto bene – Apressou-se a menina na explicação para sua mamma, Mebuki - Mamma guarda questo è il Amarelinho – Disse animada e seu sorriso tornando ainda maior — L'ho trovato vicino alla cascata. Posso stare con lui la mamma? – A pequena perguntou esperançosa e com os belos olhos verdes esmeraldas brilhando em expectativa por uma resposta positiva de sua mamma.

(Não mamãe. Eu estou bem olha mamãe esse é o Amarelinhoeu o encontrei perto da cachoeiraeu posso ficar com ele mamãe)

Mebuki olhou para sua filha caçula de sete anos. Sakura era uma criança muito doce e amável, entretanto, como qualquer outra é muito arteira e sapeca. Sua filha mais velha, Karin de 16 anos, é oposto da sua mais nova. A adolescente é mais calada e menos agitada enquanto a pequena arteira é falante e elétrica. Porém, seu amor de mãe pelas as duas é igual e na mesma intensidade, mesmo, que uma filha tenha saído da sua barriga e a outra tenha sido um presente de Dio no momento mais difícil de sua vida.

– Sakura – Começou a dizer, mas interrompeu-se.

– Mamma – Sakura sussurrou em grande expectativa.

– Il mio Cerejinha avere un animale domestico è un sacco di responsabilità e non so se si è pronti per questo – Mebuki murmurou seriamente fitando sua filha mais nova, porém muito madura para uma criança de apenas sete anos.

(Minha cerejinha ter um bichinho de estimação é muita responsabilidade e eu não sei se você está pronta para isso)

Como esperado por ela, sua pequena cerejinha deixou de sorrir e assumiu uma postura de quem iria debater seu pedido com palavras sabiamente adulta. Sakura fechou suas pequenas mãozinhas delicadamente, cobrindo o passarinho amarelinho e olhou profundamente dentro dos olhos de sua mamma.

–Io mamma so che – A pequena cerejinha disse seriamente - Ma giuro mignolo che si prenderà cura di Amarelinho molto responsabilmente – Prometeu — Mamma posso avere?

(eu mamãe eu sei dissoMas, eu juro de dedinho mindinho que vou cuidar do Amarelinho com muita responsabilidadeMamãe posso ficar com ele?)

Mebuki ficou mais uns minutos olhando sua cerejinha decida para, enfim, dar um sorriso largo.

–Si può avere, Sakura. Ma sarà la vostra responsabilità – Mebuki declarou passando a mão pelos os cabelos vermelhos da sua caçula, bagunçando-os carinhosamente — Ora andare a chiedere aiuto a sua sorella e trovare una casa per Amarelinho, il mio Cerejinha.

(Pode ficar com ele, Sakura. Mas, ele será sua responsabilidadeAgora vá pedir ajuda a sua irmã e encontrar uma casinha para o Amarelinho, minha cerejinha)

A pequena ruiva deu um sorriso largo e saiu correndo em direção ao casarão da fazenda.

– Karin! Karin! Karin! – Sakura retornou sua gritaria, porém, agora por sua irmã mais velha – Karin!

–Sakura cosa si tratta? Sei ferito? – Karin aparece una varada descabelada e pés descalços, ela havia acordado com os gritos da sua irmã.

(Sakura o que foi ? Está machucada?)

–Karin, aiutarmi a trovare una casa al mio Amarelinho? – A pequena indagou animada e dando pulinhos na frente da sua irmã na espera de sua resposta.

(Karin, me ajuda a encontrar uma casinha para o meu Amarelinho?)

Karin franziu o cenho olhando de forma confusa para sua irmã espoleta.

– Chi è Amarelinho? – A ruiva mais velha perguntou ficando ainda mais confusa.

(Quem é Amarelinho?)

Sakura revirou seus olhos verdes diante da pergunta boba da sua irmã.

–Questo è Amarelinho – Ela apresentou abrindo as mãos pequenas novamente e mostrando a sua irmã o passarinho, que estava quietinho.

Karin arregalou os olhos verdes e fitou o rosto sorridente de Sakura. Em seguida, olhou para Mebuki em busca de uma resposta. A senhora Haruno, apenas sorriu para sua filha mais velha e balançou a cabeça positivamente.

–Let Barn del nonno. Ci deve essere qualcosa che può essere la nuova sede del Amarelinho – Karin murmurou pegando a mão de uma animadissíma Sakura e foram para o celeiro do avô delas.

(Vamos no celeiro da vovôLá deve ter algo que possa ser a nova casa do Amarelinho)

Mebuki olhava emocionada seus dois amados tesouros afastarem-se com as mãos sobre o coração. Sua famÍlia era a base de toda a sua felicidade e, suas duas filhas e seu marido as pessoas, que ela mais ama e sempre irá amar eternamente. Segurou as lágrimas pela a lembrança de como sua pequena cerejinha havia chegado na sua vida. A dor de ter perdido sua cunhada, que era mais do que isso era sua irmã de alma, no acidente de carro nunca seria esquecida, mas Dio lhe havia dado Sakura de presente.

Eu sei que de onde vocês estiverem, queridos Sayuri e Ryu, estão olhando por nossa pequena cerejinha, Mebuki pensou dando um sorriso de saudades e ao mesmo tempo de felicidade, indo atrás de suas meninas.

[…]

Sakura, você é adotada.

Sakura, você é adotada.

Sakura, você é adotada.

Sakura, você é adotada.

Sakura, você é adotada.

–O que? – Perguntei novamente assustada pelo o que mina irmã dissera – Io acho que entendi errado – Murmurei com mina voz embargada e com um bolo se formando na mina garganta – Isso é mentira, né Ka?

Vi olhos verdes de Karin encherem de lágrimas e senti a primeira descer por mina própria bochecha.

–scusate la mia Cerejinha – Karin se desculpou chorando copiosamente – Me perdoa, Sakura – Pediu novamente dando um passo na minha direção com a mão erguida.

No. No. No. No. No, minha mente insistia em negar tal verdade.

–No pode ser verdade – Sussurrei baixinho para mim mesma – No. No. No. No. No – Comecei a balançar mina cabeça para o lados negativamente – Mamma, isso é mentira, né? – Perguntei em desespero olhando para minha mãe em busca, que ela me dissesse que tudo aquilo era uma brincadeira de mal gosto de Karin.

Mebuki Haruno abaixou a cabeça.

–Querida, io non queria que você soubesse disso assim, Sakura – Ela murmurou chorando e evitando olhar nos meus olhos.

Me apoiei na mesa sentindo minha cabeça girar e minha visão escurecer. Eu tentava puxar ar, mas estava começando a ficar complicado e a escuridão estava ficando cada vez mais forte.

–Sasuke…Non mi sento bene – Murmurei com o que me restava de força antes da escuridão me engolir completamente e sem piedade.

[…]

Permaneci de olhos fechados, pelo que que me pareceu infinitas horas ou anos, desejando que tudo aquilo fosse uma grande brincadeira de mal gosto ou algum tipo de “castigo” deles por minha negativa em aceitar numa boa a ideia do casamento arranjado. Entretanto, aquela dor profunda no meu coração me dizia exatamente o contrario. Não era brincadeira ou um castigo, mas sim, a verdade nua e crua, que me fora lançada do nada e quando eu menos esperava.

Se eu estava com raiva de Karin?

Não estou com raiva de minha irmã, mas diria que magoada.

Karin é a pessoa que mais amo. Pode ser egoísmo dizer isso, mas meu amor por minha irmã chega a ser maior do que sinto por meus pais. Porque, fora ela que esteve comigo durante toda a minha infância. Não, que Kizashi e Mebuki tivessem sido totalmente ausentes na minha vida, porém nunca foram muito presente.

Meus pais.

Pensar nessas duas simples palavras, porém donas de um forte e imenso poder, me trouxe uma nova onda de dor e interrogações.

Quem eram meus pais biológicos?

Aonde estavam?

Estariam mortos ou vivos?

E meus pais adotivos por que me esconderam isso a vida toda?

E o casamento arranjado com o filho mais novo dos Uchihas tinha algo haver por eu ser adotava?

Perguntas e mais perguntas rondavam na minha mente, fazendo-me sentir dor de cabeça.

Soltei um gemido fraco por causa da dor e levei minha mão até a minha testa. Parecia que uma escola de samba da Cidade Maravilhosa havia passado por cima da minha cabeça tamanho era a dor.

–Toma, isso vai melhorar sua dor de cabeça amor – Sasuke murmurou tocando minha bochecha carinhosamente com as pontas dos dedos.

Abri meus olhos e fitei belo seu rosto alvo a poucos centímetros do meu. Se eu me inclinasse um pouco para frente poderia sentir o gosto de seus lábios novamente contra os meus, entretanto, aquele não era o momento certo para isso.

Sasuke estava sentado no chão ao lado a minha cama e eu me encontrava deitada nela. Ele continuava deslizando os dedos por meu rosto quase não tocando, fechei meus olhos apreciando aquele gesto de carinho e sentindo meu coração perder uma batida quando ele me dera um selinho rápido, mas cheio de amor.

–Sasuke…- Sussurrei apaixonadamente por aquele abusado inglês.

O abusado gostoso fitou-me tão profundamente, que se eu morresse naquele minuto seria uma morte feliz, pois, minha última imagem que eu levaria para o túmulo seria do rosto do homem da minha vida e meu amor.

Do meu maldito gostoso e stupido Uchiha.

–Eu te amo, Sakura – Declamou me pegando desprevenida – Eu amo você deste que te vi no estacionamento da faculdade e achei que você seria apenas mais uma patricinha da voz sexy que iria correr atrás de mim, querendo meu dinheiro e status – Sasuke riu baixinho parecendo lembrar de algo, e eu acabei dando um sorriso minimo sendo contagiada pela o sorriso bonito dele – A amei mais ainda quando me dera um chute no saco e jogou aquele copo de suco na cara. É estranho dizer, mas fodidamente é verdade. Também sei que é um momento errado de dizer isso, mas meu coração me pedia por isso. Só aceitei essa ideia de casamento arranjado porque é você a noiva e é somente você – Revelou corando levemente e parecendo envergonhado – Eu só quero fazer você me amar assim como eu amo você.

Ah Sasuke Uchiha se você soubesse que eu te amo tanto.

–Ti amo il mio affascinante abusato – Declarei intensamente fitando os olhos negros, que me deixam de pernas bambas e coração disparado – Você é tão bonito, abusado – Murmurei perdida na beleza dele e passando minha mão pelo o rosto dele.

Sasuke arregalou os olhos levemente e segurou minha mão, em seguida, levando-a ao seu peito e colocando sobre o lado esquerdo. Pude sentir seu coração disparado e tive a certeza, que o dele batia no mesmo ritmo do meu.

–O que você disse, meu amor? – Indagou com a voz rouca e com certa urgência.

Sorri para ele.

–Eu te amo, meu moreno – Repeti novamente sentindo um friozinho gostoso na minha barriga.

Ele deu um sorriso tão lindo como io nunca tinha visto antes.

–Meu amor – Ele disse colando sua boca na minha em um beijo apaixonado.

Beijei Sasuke como se não houvesse nunca mais um amanhã e ele retribuiu a altura.

–Sasuke – Sussurrei arfante quebrando o beijo e fitando-o nos olhos – Eu te amo, amor.

Sasuke deu um sorriso torto e lindo.

–Também amo você, meu amor – Disse depositando um beijo cálido nos meus lábios – Quer namorar comigo, italiana?

Encarei-o por uns segundos absorvendo o teor do seu pedido e fazendo certo charme.

–Deixa io pensar – Falei me fazendo de pensativa e batendo o dedo contra o meu queixo – Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Mil vezes sim – Ri feliz dando mais um beijo nele – Meu namorado lindo.

Ele sorriu convencido.

–Quem sou eu para discorda, amor – Se gabou ele.

Ri dando um tapinha no ombro dele.

–Bobo.

–Seu bobo.

–Meu bobo amado – Murmurei meio possessiva rindo para em seguida ficar séria – Temos que descer, príncipe. O meu passado me espera no andar de baixo.

Sasuke apenas concordou acenando positivamente com a cabeça. Ele pegou minha mão e foi na frente. Saimos do meu quarto e enquanto descíamos as escadas meu coração batia mais forte. Aquela escada nunca me pareceu tão longa como agora. Prendi a respiração por uns instantes, quando, chegamos na sala e todos perceberam nossa chegada.

–Sakura…- Mebuki disse se levando e vindo na minha direção.

Apenas, levantei minha mão na sua direção e impedindo seu avanço.

– Io sto bene – Murmurei mesmo ainda sentindo minha cabeça doendo um pouco – Me conte tudo. Absolutamente tudo.

–Você é filha biológica de meu irmão gêmeo, Ryu Haruno e a esposa dele Sayuri Haruno – Kizashi começou a dizer com a voz dura o que me supreendeu de uma forma ruim – Eles morreram em um acidente de carro, quando você tinha apenas dois anos de idade. Para você não ir para o orfanato Mebuki quis te adotar, Sakura.

Mebuki olhou para ele de boca aberta. Na realidade, todos presentes na sala estavam chocados com a forma fria que Kizashi havia se referido aos meus pais biológicos e a mim.

–Você fala de uma forma como se a culpa disso tudo fosse minha, pai – Balbuciei meio perdida e sentindo Sasuke parado atrás de mim, segurando minha cintura fortemente.

Esse foi o estopim para Kizashi estourar.

–É a culpa é sua sim, Sakura. Toda sua – Gritou dando um passo na minha direção e apontando o dedo – Se ela está morta a culpa é toda sua, maldita. Quem devia ter morrido naquele acidente era você e ele. E não minha amada Sayuri. Você é um estorvo, Sakura.

–Papai – Karin tentou segurar o braço dele, mas fora empurrada com tanta força que caiu sentada no chão – Aí – Gemeu baixinho segurando o próprio pulso.

–Amor, você está bem? – Minha cunhada foi ajudar Karin se levantar.

–Sim – Ka sussurrou chorando e sendo abraçada pela a esposa.

Eu queria poder abraçar ela também, mas o medo me paralisou.

–Kizashi – Mamãe murmurou estarrecida no lugar e chorando.

Mas, ele parecia não ouvir e nem perceber nada a sua volta. Os olhos verdes estavam fixados nos meus.

Eu era o seu foco de raiva.

–Eu sempre amei Sayuri. Ela era para ter sido minha esposa e não de meu irmão – Continuou falando com a voz carregada de raiva – Tive vontade de matar meu irmão, quando o casamento deles foi anunciado. Infelizmente, ela morreu junto com aquele infeliz. E você – Apontou para mim com desprezo – Continua viva. Quando, pensei que você teria alguma utilidade nessa sua vida inútil se casando com o Uchiha você nem com essa palhaçada de não querer abrir logo essas pernas para o garoto aí – Disse em descaso olhando para Sasuke – Sakura, seja uma puta com alguma utilidade e não uma encostada como seu pai morto.

Não sei como ou quando, mas apenas dei conta do que havia acontecido, quando Kizashi caiu sentado no chão com a mão contra o rosto e a marca vermelha de meus cinco dedos começou a aparecer na pele clara dele.

Eu havia batido no rosto do homem que sempre tive como meu amado papai e idolatrei como meu herói.

–Eu te odeio – Gritei chorando em desespero – Eu te odeio Kizashi Haruno.

Meu grito de dor pareceu ter “despertado” ele de um tipo de transe, pois seus olhos verdes arregalaram, quando ele olhou em volta notando o estados de todos e, enfim, me fitando.

–Sakura...- Disse meu nome com desespero na voz – Me perdoa....Eu – Pediu dando um passo na minha direção.

–Sai – Gritei novamente – Eu te odeio assim como você me odeia, Kizashi – Murmurei com um fio de voz e pela a segunda vez senti que eu iria desmaiar – Sasuke – Sussurrei o nome do meu amor antes da escuridão me levar novamente.

–Sakura! – Ainda pude ouvir meu nome ser gritado em desespero.

A escuridão nunca me pareceu tão confortável como agora.

'' Sabe por que a decepção dói tanto? Porque ela nunca vem de um inimigo, mas sim de quem mais amamos.''

Notas finais
Valendo alguma recomendação? kkk