Aprendendo A Sentir
5 Capítulo 5 - Proximidade
Notas iniciais
Espero que gostem e boa leitura.
Grimmjow corria, e isso fazia Inoue ficar com bastante medo. Ela de modo algum confiava nele.
-Você fez carinho em Ulquiorra!- ele falava pra ela e ria. -Ele ronronou?
-Para com isso!- estava nervosa e principalmente envergonhada. Mas acima de tudo isso estava com medo, medo por Kurosaki.
-Ah...vamos, me conte.- e continuou a rir. Saltou alto, o que fez Inoue gritar. Estavam em cima de, o que parecia, ser um "prédio". -Me diga uma coisa, ele deixou?
Depositou ela no chão e a olhou, agora ele parecia mais sério. Não tanto, sua cara ainda continuava divertida.
-F-foi mais ou menos isso.- corou e olhou para baixo. -Mas, onde nós estamos indo?
Ele riu de novo.
-Isso é muito estranho. Mas até eu deixaria.- pegou uma mexa de cabelo de Inoeu e cheirou, ela recuou, pronta para correr. Não sabia pra onde, mas correria. -Calma. Eu quero lutar com aquele shinigami idiota. Eu vou levá-la até lá pra afastar Ulquiorra do seu amorzinho e vou matá-lo.
-Não! Você não pode!- ela foi pra cima de Grimmjow, que só a pegou de novo e colocou no ombro.
-É melhor ser obediente, garota. Eu posso mudar de ideia e aproveitar da nossa situação.
Grimmjow pulou e voltou a correr. Não demorou muito até chegarem onde o nível de energia espiritual era gigantesca.
Ao chegarem, Grimmjow colocou (Lê-se jogou) Inoue no chão. A mesma se levantou e olhou a situação.
Ulquiorra tinha as roupas rasgadas em vários lugares e estavam um pouco sujo. Mas Kurosaki estava bem pior, sangrava em várias partes do corpo e estava visivelmente chegando ao limite.
-Ulquiorra!- berrou Grimmjow, atraindo a atenção do outro que ao olhar os dois ali parou de lutar. -Trouxe a nossa bonequinha pra ver a luta!
Realmente Grimmjow queria irritá-lo.
-Vá curar o shinigami, garota. Eu cuido desse daqui por enquanto.
E então Grimmjow pulou na direção de Ulquiorra o atacando com tudo que podia. Ela não entendia direito, mas correu para curar Kurosaki. Que caiu deitado na areia.
-Inoue!- ele sussurrou ao ver a mesma correr em sua direção. Ela proferiu as palavras e rapidamente Kurosaki já estava sendo curado.
-O que acha que esta fazendo, Grimmjow? Isto não é uma brincadeira- Ulquiorra estava visivelmente irritado. Ele viu que Inoue estava curando Kurosaki. "Seu amado". pensou ele, que ficou com mais raiva ainda.
-Haha! Falou o cara apaixonado.- ao escutar isso, Ulquiorra chutou Grimmjow para longe e foi onde Inoue estava.
Ao sentir uma presença atrás de si, ela se virou. E lá estava ele, com os olhos ardendo em raiva.
-Você não deveria ter feito isso...- ele a pegou pelo pulso com força, levantando-a fazendo ficar cara a cara com ele. -Mulher.
-Solte ela.- Ichigo levantou-se, já estava curado e preparado para atacar. Mas Grimmjow apareceu atrás de Ulquiorra jogando algo dentro de seu buraco Hollow.
Algo aconteceu e então Inoue e Ulquiorra sumiram.
-Inoue!!!- Ichigo gritou e atacou Grimmjow.
-Agora somos só nós dois, não é mesmo Ichigo?- o homem de cabelos azuis tinha um enorme sorriso no rosto.
-Para onde você mandou os dois?- enquanto atacava avidamente, Grimmjow ria mais e mais.
-Para outra dimensão. Isso durará cerca de 9 horas.
-Desgraçado!- Gritou Ichigo voltando a golpeá-lo.
*****************
POV'S Inoue
Abri os olhos e me vi deitada no que parecia ser uma pedra. Onde eu estava?
Peraí.
Me lembrei o que aconteceu. Na hora em que eu achei que Ulquiorra ia me bater alguma coisa aconteceu.
Sentei-me e cocei a cabeça. Meu pulso, onde Ulquiorra havia me apertado estava doendo e isso me fez dar um gemido de dor.
Senti uma pressão espiritual forte e olhei pro lado de onde vinha. E lá estava Ulquiorra de costas, com as mãos nos bolsos, quieto.
-O que aconteceu?
-Não fará diferença se você souber, então só cale-se e espere.- o jeito frio que ele respondeu me fez encolher. Estava visivelmente irritado, e eu sabia que era pelo fato de ter ajudado Kurosaki.
-Kurosaki-kun! Onde está o Kurosaki-kun?- quando me lembrei dele comecei a perguntar desesperadamente.
-Tsc.- escutei Ulquiorra estalar a lingua. -Está lutando com Grimmjow.
Levei a mão até o peito e ali pressionei. Ele tinha que sair vivo dessa.
Passou-se um tempo, eu continuava na mesma posição. Eu não tinha medo dele, mas não queria irritá-lo mais.
Mas então ele virou-se e veio em minha direção, ficando perto.
-Você pertence a Aizen-sama.- seu olhar estava mais frio que o normal. -Você deve se render. Você já é uma de nós. Olhe suas roupas.
Não. Eu não queria ser uma deles, eu não era uma deles.
-Mas só fiz isso por que vocês prometeram não machucarem meus amigos! E vocês mentiram....- meus olhos já estavam começando a lacrimejar.
-A situação era diferente.
-Mas...- olhei para minhas mãos, elas tremiam. -Kurosaki-kun não pode morrer.- essa ultima frase saindo quase que um sussurro, fez com que eu começasse a chorar.
-Kurosaki. O shinigami. O que a faz pensar tanto nele?
Eu já havia explicado isso para ele. Por que ele não entendia?
-Eu já disse q*
-Eu lembro.- senti suas mãos pegarem meu rosto, fazendo-me olhar para ele. Mas seu aperto não era delicado. -O que você sente pelo shinigami é algo inexplicavelmente absurdo. Se fosse do jeito que fala, por que está aqui? Não deveria estar com ele? Lutando ao lado dele?
Meu rosto estava dolorido pelo apertão de seus dedos. Não queria olhar pra ele para responder aquilo, então só olhei para outra direção.
-Kurosaki-kun não...- uma lágrima desceu por meu rosto, pousando em um de seus dedos. Senti seus dedos afrouxarem um pouco, será que estava com pena? -Kurosaki-kun não sente o mesmo por mim...
Aquilo era realmente doloroso de se dizer, ainda mais para Ulquiorra. Chegava a ser humilhante.
-Isso é ridiculo...- soltou meu rosto bruscamente -Já que é assim, devia se preocupar consigo mesma, mulher...Depois de todos estiverem mortos e o plano de Aizen-sama completo, a próxima será você.
Meu coração congelou, um medo subiu por minha espinha e me fez soluçar de susto.
-Sim. Sinta medo. É isso que você deve fazer, ter medo de morrer.- e se virou para voltar para mesmo posto de antes.
POV'S Inoue OFF
****************
O que ela dizia não fazia sentido. Não para Ulquiorra que enxergava tudo de um modo frio. O...amor que que aquela mulher sentia pelo shinigami não fazia sentido, ainda mais depois de saber que ele não sentia o mesmo. E mesmo assim ela estava lá, para protegê-lo e amá-lo de todas as formas possíveis.
"Não aceito!"
Assim pensava Ulquiorra, que até aquele momento, só sabia pensar em matar Kurosaki e principalmente Grimmjow. Aquele estúpido, egoísta e egocêntrico.
"Matarei Grimmjow primeiro. E depois matarei aquele shinigami e a farei chorar." seu semblante sério e pensamentos concentrados não o deixavam escutar Inoue chorando baixinho naquela mesa de pedra. "E chorará por ele pela ultima vez..."
"Eu vou morrer..." Inoue matinha os olhos fechados com força, e as lágrimas que escorriam eram abundantes. "Quero salvar todos...mas não vou conseguir". Juntou as mãos como se estivesse rezando e pressionou contra seu peito. "Mas eu irei...morrer por eles. Eu posso morrer por eles..."
-Ulquiorra-san...- sua voz mais parecia um sussurro. Mas isso já fora o bastante para tirar Ulquiorra de seus pensamentos.
-Diga, mulher...- jamais olhando para ela, ainda continuava de costas.
"Eu vou fazer de tudo...". Inoue desceu da pedra e foi caminhando devagar até Ulquiorra. "Eu não desistirei. Eu não vou deixá-los morrer..."
-Eu me entrego a Aizen...sama- e caiu de joelhos, assim que chegou perto o bastante de Ulquiorra.
Um ponto de surpresa brotou no rosto de Ulquiorra, que olhou para trás e a viu de joelhos olhando para baixo.
-Eu pertenço a Aizen-sama.- continuou a falar. Era visível a voz de choro, mas a próxima frase foi firme e segura. -Eu não lutarei mais, eu não pensarei mais, eu agora sou dele e jamais o abandonarei.
"Eu vou conseguir"
Olhou para cima e viu Ulquiorra a olhando. As ultimas lágrimas desceram pelo seu rosto e caíram.
-Mas peço que me dê uma chance.- curvou-se e encostou sua testas nas próprias mãos, perto dos pés de Ulquiorra. -Eu lhe imploro uma ultima chance...uma ultima chance para fazê-los retornar e nunca mais voltarem.
Ulquiorra se surpreendeu novamente.
"Ela está fazendo isso...por ele. Ela está se entregando...por ele."
Uma pontada apertou o peito de Ulquiorra, ele queria matá-lo mais que tudo. Mas ela estava se entregando apenas para salvá-lo...
Num ato de impulso, pegou-a pela pelos braços e a levantou bruscamente. Segurava seus braços com força, a fazendo gemer de dor.
-Você é idiota, mulher?- apesar da voz ainda continuar baixa, soava agressiva. O que fazia Inoue tremer. -Você está fazendo isso só...por ele?
Sacudia-a um pouco, fazendo com que seus dentes batessem.
-Você está disposta a morrer por tão pouco?- Seus olhos não perdiam contato nem por um momento.
Ela nada respondeu. E isso o fez enxergar, ela era um lixo. Um lixo humano que não se dava valor nem por um momento sequer.
"Eu a odeio..." e aquele pensamento o fez parar e se angustiar. Ele não sentia nada, como poderia odiar? Ele a odiava? Por que?
Soltou-a num impeto, fazendo cair e se virou de costas.
-Eu imploro, Ulquiorra-san...- agarrou a bainha de sua roupa, o que fez seu ódio aumentar. Aquilo era ódio, não era?
-Eu não entendo você...- não conseguia nem olhá-la, sabia que estava chorando e isso o faria sentir mais raiva. -Você...faz tanto por alguém que faz tão pouco...
Inoue soltou a bainha e se levantou, olhando para as costas de Ulquiorra. Ela não entendia o porque dele estar tão duvidoso. Ele não sentia nada, era só atender o que ela pedia e ela se entregaria. Mas Ulquiorra não estava aceitando, e ela não entendia.
-Eu queria por um momento entender isso.
"Será que ele está tentando me defender do jeito dele?" pensava ela. Era um pensamento estranho, mas era a única explicação que via para as atitudes dele.
Então Inoue num ato descuidado o abraçou por trás. Ulquiorra assustou-se mas não teve tempo de empurrá-la.
-Não é algo que você deva entender. É algo que de deve sentir...como esse abraço.
"O que ela está fazendo? Isso é..."
-Apenas sinta...- as mãos de Inoue deslizavam por seu peito e se levantaram para seu pescoço. Isso já era demais.
Ulquiorra pegou suas mãos e as afastou. Virou-se para ela, que o olhava com aqueles olhos grandes e cinzentos. Já não mais chorava.
-Você não deve fazer isso. É imperdoável...- ele disse frio a olhando.
Um leve sorriso brotou nos lábios de Inoue, que levou suas duas mãos ao encontro de uma de Ulquiorra que afastou-a na hora.
-Eu só quero que você entenda...não era isso que queria?- tentou de novo, dessa vez e conseguindo.
"Eu só quero entender..."- tentava se convencer.
Inoue levou a mão de Ulquiorra ao seu próprio rosto, pressionando-o ali. Era quente e macio.
-Sentimentos não são algo que devemos ver ou entender. Apenas sentimos e não conseguimos explicar...só sabemos que nossos corações é que fazem isso.
Ulquiorra esticou os dedos, sentindo várias partes do rosto de Inoue. Desceu sua mão para seu pescoço. Depois para o meio de seu peito.
Nesse momento Inoue recuou um pouco e corou, mas ele pressionou a palma de sua mão lá.
-Está batendo...- Inoue ainda corada levou as mãos e pousou-as por cima da de Ulquiorra.
-Este é o meu coração...- deu um leve sorriso e corou violentamente quando Ulquiorra tirou suas mãos, empurrou Inoue até a "Cama" e a deitou. Colocou seu corpo por cima do de Inoue e levou a cabeça até seu peito. Seu peito estava em contato direto com a barriga de Inoue, estavam muito próximos.
-Está batendo mais forte...- e ficou lá, sem dizer mais nada, só escutando o coração de Inoue. O jeito sério que ele falava deixava a situação mais estranha ainda, era como se ele fosse um robô, e ela tivesse de explicar essas coisas. Só que ele era um homem.
-hmm...err...UIquiorra-san...- ela não sabia o que fazer. A situação já estava embaraçosa, e o fato dele não se afastar a tornava mais vergonhosa ainda.
-O que foi, mulher?- sua voz estava fraca e leve, ainda grave e séria, mas estava diferente de um tempinho atrás. Inoue se arrepiou com isso. "Isso é muito estranho...ele é o...Ulquiorra-san. O malvado. Por que ele está fazendo isso?"
E como ela iria explicar que estava com vergonha? Nenhum homem havia tido tal contato com ela, Ulquiorra era o primeiro. "Ulquiorra. Ele está tão calmo..." Inoue fechou os olhos, até que era confortável ficar ali. "Ele...não é tão mal assim. Ele só não conhece as coisas."
-Você é o primeiro homem que me tocou desse jeito...- Inoue soltou inocentemente, Ulquiorra levantou sua cabeça a olhando. O lado que estava em contato com a humana estava quente.
Ele se sentia estranho, era muito estranho aquilo. Ele também nunca tivera contato com ninguém, já que sempre tivera nojo de tudo e todos e apenas respeito pelos superiores. E ao olhar aquele pequeno sorriso que Inoue tinha nos lábios o fez sentir mais coisas estranhas ainda.
-Você também é a primeira...- Inoue abriu os olhos e o olhou. Ele tinha um olhar diferente, seu rosto estava estranho. E isso a fez corar.
"Estou sozinha com um homem. Sim é um homem. E ele está dizendo coisas estranhas."- Seus olhos se afastaram do rosto de Ulquiorra. "Isso n-não deveria estar acontecendo."
-Me agrada saber que sou o primeiro a tocar em você.
"Êpa! O que foi isso? ele disse que..."- Ela o olhou com certo espanto. Ulquiorra estava sendo sincero, Inoue sabia. "Eu não entendo o que ele quer dizer. Isso tá estranho."
"Isso não é bom..."- Pensou Ulquiorra, ele sentiu. Ele estava sentindo. Sabia disso, não era idiota. "Eu não posso ficar tão próximo dela."
-Mulher, me diga...- se arrastou para cima, fazendo seus corpos se esfregarem. Com isso Inoue arregalou os olhos, soltou um pequeno gemido e corou violentamente. Ulquiorra sentia-se estranho também, mas como não demonstrava nada, ninguém podia saber a não ser ele. -Quando você soube que estava gostando daquele lixo?
Mesmo com ele por cima, Inoue franziu o cenho. Não gostava do jeito de Ulquiorra falar de Kurosaki, mas como ele não iria retirar o que disse, suavizou o rosto e tentou pensar sobre a pergunta.
-Eu queria ficar do lado dele o tempo todo e fazê-lo feliz, também queria protegê-lo...apesar de nunca conseguir.- essa ultima parte soou como um sussurro. Olhou para os olhos de Ulquiorra, que parecia atento a tudo. — Também senti ciúmes quando ele estava próximo de Rukia-san.
-O que é isso?
-É quando você quer que a pessoa que você gosta fique longe da outra, ou quando você quer bater em alguém quando ela se aproxima dessa pessoa.
Ulquiorra saiu de cima de Inoue, sentou-se ali do lado e nada mais disse. Inoue estranhou sua atitude e sentou-se do seu lado, vendo que o rosto de Ulquiorra estava mais sério e que parecia pensativo.
"Como eu posso pensar coisas assim? Ela é só uma humana e só está ali para planos de Aizen-sama. Ela só está me confundindo"
-Assim que sairmos daqui. Conversarei com Aizen-sama sobre o seu pedido, veremos o que fazer com eles e você.
Inoue sentiu seu peito se aquecer. Ele estava afazendo isso por ela, apesar de tudo. Um sorriso enorme surgiu nos lábios dela. Conseguira proteger a todos.
-Mas não quero que se aproxime do shinigami outra vez, caso contrário mato vocês dois.- Ulquiorra a olhou sério, fazendo seu sorriso diminuir.
Notas finais
Comentem por favor e obrigado pela leitura xD
Até mais o/
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