Aprendendo A Amar

27 Capítulo 27


Notas iniciais
Acho que só mais dois ou três caps e a fic termina.

Acordei sentindo sasuke completamente enroscado em mim. Cada parte do seu corpo estava colado ao meu e sua mão repousava sobra a minha barriga. Ele estava com o rosto enterrado no meu pescoço e eu podia sentir sua respiração. Tentei me levantar mas isso só o fez me apertar mais contra seu corpo.

Não queria acordá-lo então continuei quieta nos braços dele até que o mesmo acordasse. Mas ele não acordou. Eu esperei, esperei e nada.

Eu estava com uma vontade enorme de fazer xixi. Eu ia ao banheiro com muita freqüência por causa da gravidez.

— Sasuke... – o chamei baixinho mas ele não respondeu. – Sasuke... Sasuke... – Mesmo assim ele não acordou. Com muita dificuldade consegui me livrar do abraço dele e me levantei da cama, ele apenas se mexeu mas não acordou.

Depois de ir ao banheiro do quarto desci para a cozinha, iria comer alguma coisa. Olhei no relógio e vi que ainda era muito cedo 5:30 da manhã. Logo vovó Kaede acordaria, ela sempre acordou cedo. Comi quase todo o bolo que vovó tinha feito, não conseguiria mais dormi então resolvi sair e caminhar um pouco.

Andei pela vila que tinha as ruas quase vazias. Haviam alguns ninjas e comerciantes se preparando para abrir seus comércios. Parei em frente a uma padaria ao sentir o cheiro gostoso de pão. Tinha acabado de comer, mas meu filho pedia por mais. Iria seguir meu caminho, pois sai de casa sem levar nada, não tinha um centavo para comprar o que quer que seja. Estava para dar o primeiro passo quando alguém me chama.

— Sakura-Sama. – olhei para ver quem era mas não reconheci. O homem se aproximou de mim. – Bom dia Sakura-Sama.

— É... Bom dia... – eu não me lembrava do nome dele.

— Tenshi Manara. – fiquei sem graça por não lembrar do nome dele, pelo jeito ele parecia me conhecer. – Tudo bem, não precisa ficar constrangida. – ele disse percebendo a minha vergonha. – Eu sei o que houve com sua memória. Uma pena, mas sei que logo você se lembrará de tudo. – sorri para ele. – Venha, está frio aqui fora vamos comer alguma coisa e tomar um café.

— Muito obrigada mas...

— Sem mais. – ele me cortou. – Você é a mulher que salvou a vida da minha filha, tê-la em meu estabelecimento é uma honra. Venha. Tenho certeza que o pequeno Uchiha está faminto. – ele disse se referindo ao meu bebê. Então todos sabiam que eu era esposa do sasuke.

Fui guiada ate uma mesa e me serviram pão, queijo, chocolate quente, bolo, entre outras coisas... Eu estava devorando tudo quando uma garotinha entrou correndo no estabelecimento e veio até minha mesa e me abraçou.

— Sakura-chan, que bom que voltou. – disse a pequena. – Você ta gorda.

— Sayuri! – o pai a repreendeu. Então essa era a menina que eu salvei. – A sakura-Sama não está gorda, ela está grávida. E mesmo se estivesse não seria problema algum.

— Gravida? – perguntou a pequena.

— Sim minha filha. Tem um bebe na barriga dela. – a filha duvidou do que o pai dizia.

— É verdade Sakura-chan?

— Sim querida.

— E como ele foi parar aí? – fiquei corada.

— Sayuri, sua mãe está te chamando. – mentiu o pai vendo o meu constrangimento. A menina foi para trás do balcão procurar pela mãe. – Me desculpe Sakura-sama.

— Tudo bem, crianças são assim mesmo.

— É, são uma benção. Agora vou deixá-la comer em paz.

— Obrigada.

— Não há de que. – dizendo isso o homem voltou ao trabalho. Os minutos foram passando e eu permaneci ali observando o entrar e sair de pessoas. Tinha uma grande janela de vidro que dava para ver a rua principal da vila.

Logo a rua vazia foi se enchendo de gente. Terminei de comer, me despedi do Dono da padaria e sai andando pelas ruas. Estava andando quando de repente Sasuke aparece na minha frente com uma cara de poucos amigos.

— Por Kami, você quer me matar. – ele disse. – Quando acordei e não encontrei você em lugar algum pensei que tivesse sumido denovo.

— Eu só sair para andar um pouco Sasuke. Nada de mais.

— É, mas eu não consigo sentir seu Chakra. Não faça mais isso.

— Vai me controlar agorar?

— Vou.

— Credo, você é um chato. – disse e sai andando o deixando pra trás.

— Você tem uma consulta as 10.

— De novo?

— Sim, precisamos saber porque ninguém consegue sentir seu chakra. Nem mesmo o Naruto está conseguindo.

— Não entendo mas tudo bem. Que horas são agora?

— 9:30.

— Nossa, já?

— Vamos. Vamos andando até o hospital. – e andamos pelas ruas da vila atraindo olharas por onde passávamos. Percebi que muitas garotas olhavam para ele e suspiravam.

— Você chama atenção. – eu disse. — Todas essas garotas parecem gostar de você.

— Eu não me importo com elas. Só gostei e só vou gostar de uma garota. – ele me respondeu entediado, não quis perguntar quem seria.

— Sasuke?

— Sim.

— E meus pais? Eu tenho pais?

— Eles morreram a muito tempo na quarta grande guerra. – a resposta dele me fez querer chorar mas segurei.

— Então estou sozinha no mundo. – afirmei.

— Não. Você tem a mim. – ele disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo. Aquilo me fez querer sorrir pra ele.

— Como nos conhecemos?

— Eramos do mesmo time. Eu, você, o Naruto e o Kakashi. – então era por isso que o loiro parecia me conhecer tão bem.

— Quantos anos tínhamos?

— 12.

— Tão novos.

— E você vivia correndo atrás de mim.

— Credo! Você é bonitinho e tal, mas não me faria correr atrás de você. – eu disse convencida o fazendo rir.

— Mas corria.

— E quando começamos a... Sabe... Namorar? – perguntei sem graça.

— Quando você voltou de Suna. – percebendo minha confusão ele disse. – Você morou uns tempos lá. Nos casamos pouco tempo depois.

— Assim tão rápido?

— Sim.

— Porque você é tão frio e calado?

— Esse é o meu jeito. Você sempre gostou.

— Gosto? – repeti a pergunta para mim mesma. Sim ele era frio, mas de algum modo eu gostava. Lembrei de tudo que a vovó havia me dito. Bem, qualquer um ficaria assim depois de ter passado por tudo que ele passou.

— Chega de conversa irritante. – ele disse assim que chegamos à porta do hospital. Entramos e fomos direto a sala de Tsunade. Ela me examinou, mas não encontrava nada de errado em mim.

— Sakura não tem nada. Não consigo achar o motivo para que ninguém consiga sentir o chakra dela. Talvez seja uma questão de tempo. – disse Tsunade.

— Não, desde que ela sumiu que não consigo senti-la.

— Sinceramente não consigo achar nada.

— Tente mais. – ele disse. Que grosso.

— Olha como fala moleque. – nesse momento meu bebe chutou forte me fazendo levar uma das mãos a barriga. Tsunade olhou para mim e pareceu dar-se conta de algo.

— Sakura, onde conseguiu essa pulseira? – perguntou ela já a analisando.

— Não sei. Quando me encontraram eu já a estava usando.

— Bingo. Ta ai o motivo.

— O que você quer dizer? – perguntou Sasuke.

— A pulseira é semelhante as algemas de chakra, mas invés de sugar o chakra ele o oculta e o dono não pode usá-lo. Sakura, tire a pulseira por favor.

— Não dá. Já tentei tirá-la algumas vezes mas ela não sai. – ela segurou meu braço e com uma força fora do comum arrebentou a pulseira como se ela fosse um pedaço de papel. No mesmo instante eu me senti estranha.

— Posso senti-la. – disse Sasuke.

— Ótimo, problema resolvido. – ela disse. Fui me levantar da maca onde estava sentada e milhões de imagens vieram em minha cabeça. Imagens minhas cuidando de pessoas, fazendo cirurgias, estudando, da Tsunade me treinando... Lembrei de que eu era uma medica. E das boas pelo que perecia. – Você está bem? – me perguntou ela preocupada.

— Sim, só lembrei de mais algumas coisas.

— De que exatamente?

— De você acabando comigo em um treinamento. – ela sorriu ao ouvir isso.

— Que bom, agora que tiramos o que estava segurando seu chakra creio que sua memória voltará logo.

— Ótimo. – disse Sasuke. – Já terminou? – perguntou a Tsunade.

— Sim. Podem se retirar. – me despedi dela e saímos do hospital. Era estranho andar ao lado dele, estar carregando um filho dele e não lembrar como tinha acontecido.

Andávamos pelas ruas e eu me sentia mais leve depois que tirei a pulseira. Que estranho. Fomos andando até em casa onde vovó já estava nos esperando, ela tinha feito o almoço e eu devorei com vontade. À tarde Sasuke nos deixou em casa e disse que eu não tinha permissão para sair. Quem ele pensa que é para dizer o que eu posso ou não posso fazer? Eu iria sair só para provocá-lo, mas por conta da minha barriga resolvi ficar em casa, andar demais me cansava.