Aprendendo A Amar
12 Capítulo 12
Notas iniciais
— Você tem meia hora pra sair daqui. – e desapareceu.
Permaneci deitada no chão. Minha barriga doía muito e eu não podia usar meu shakra por causa da substancia que foi aplicada em mim. Com o maior esforço do mundo consegui me levantar. Meu corpo tremia da cabeça aos pés. Para onde eu iria? O que faria? ... Peguei uma bolsa e coloquei algumas peças de roupas. Não muitas, eu não aguentaria carregar. Desci as escadas com muita dificuldade. Não vi sasuke em lugar nenhum. Cheguei na sala e fui andando até a porta. Senti algo escorrendo por minhas pernas.
— NÃO... – olhei para o chão e pude constatar o que eu já temia. Eu estava sangrando muito. Minhas pernas não aguentaram e eu cai no chão sentindo uma dor muito forte. Coloquei a mão na barriga e depois não vi mais nada.
...
Minha cabeça doía, meu corpo doía, mas o que mais me doía era meu coração, doía por sasuke não ter acredita em mim. Na verdade ele nem me deixou explicar. Realmente ele não me amava. Abri os olhos e olhei em volta. Eu estava no hospital. Tentei me levantar mas fui impedida na mesma hora por tsunade que estava sentada numa poltrona ao lado da minha cama.
— Não se mova, você perdeu muito sangue. – disse uma Tsunade cansada.
— O que aconteceu? Como vim parar aqui? E o meu bebe? – despejei em cima dela. Ela me olhou com pena. – O que aconteceu?
— Se acalme sakura. – ela suspirou. – Você perdeu seu filho. – fiquei paralisada. Eu não conseguia me mexer. Acho que alguma coisa se quebrou dentro de mim. – Sakura... Sakura... – Tsunade me sacudiu. — SAKURA. – olhei pra ela. Uma lagrima desceu dos meus olhos. Eu não conseguia gritar, espernear. Eu estava paralisada. Eu tinha perdido meu bebe. Meu filho estava morto. – Sakura querida, eu sei que é difícil pra você mas você tem que me contar o que aconteceu. Você é encontrada na porta do hospital e com marcas de agressão...
— Por favor tsunade, me deixe sozinha. – eu disse num fio de voz. Não deixei que ela terminasse a frase. Ela não se mexeu. – Por favor, eu preciso ficar sozinha.
— Tudo bem. Descanse, seu corpo precisa de repouso. – ela disse e depois saiu me deixando sozinha. Finalmente as lagrimas vieram violentas. Tudo em mim doía...
Chorei até não ter mais lagrimas e quando o dia já estava amanhecendo finalmente o cansaço me venceu e acabei adormecendo.
...
— ME DEIXE ENTRAR. – acordei assustada com gritos do lado de fora do hospital.
— NARUTO, DEIXE DE ESCANDALO. SAKURA NÃO PODE SE EXALTAR. – ouvia os grito de ino.
— EU SOU O HOKAGE E EXIJO QUE SAIA DA FRENTE E ME DEIXE ENTRAR. QUERO VER A MINHA AMIGA. — ficaram em silencio por alguns minutos. Até que ino se pronunciou.
— Certo Hokage-sama, mas porfavor não deixe Sakura exaltada.
— Entendido... Ino, onde está o Sasuke?
— Não sei, não o achamos em lugar nenhum. Pensamos que ele ainda não voltou da missão.
— Certo. Vou entrar no quarto sozinho. – vi Naruto entrando lentamente no quarto, fechar a porta e olhar diretamente pra mim. – Pensei que estava dormindo. – ele disse com cautela como se esperasse que eu fosse gritar a qualquer momento.
— Impossível dormir com a gritaria que estava la fora. – eu disse.
— Desculpe. – ele se aproximou de mim. – Como se sente?
— Um lixo.
— Que isso sakura-chan, não foi culpa sua... – ele me olhou com pena. – Ainda não achamos o Sasuke, mas assim que ele voltar da missão virá correndo te ver.
— Sasuke não virá Naruto.
— O que quer dizer com isso? – me calei. – Vamos diga! – contei a ele tudo que tinha acontecido vendo o rosto dele se contorcer a cada palavra que eu dizia. Até que ele explodiu. — NÃO ACREDITO QUE AQUELE MALDITO DO SASUKE FEZ ISSO COM VOCÊ, COMO PODE.
— Tudo bem Naruto. Se ele não acreditou em mim é porque não confia em mim.
— Isso não é desculpa. Sasuke é um cretino. É aquela Karin, ela será caçada e irá presa.
— Não. – ele me olhou incrédulo.
— Não quer que eu a prenda?
— Não. Eu vou caçar a Karin. Vou acertar as contas com ela pessoalmente.
— Não mesmo. Como Hokage da folha eu a proíbo. – nesse momento Tsunade entra pela porta.
— Naruto! Espero que não esteja deixando a Sakura mais nervosa do que ela já está.
— Não Tsunade, ele está me ajudando. – olhei nos olhos azuis de Naruto. – Como sempre. – ele sorriu pra mim. – Quando terei alta Tsunade? Tenho muito que fazer, preciso procurar um lugar para morar.
— Você vai ficar na minha casa. – Naruto se prontificou a dizer.
— Não quero incomodar.
— Você nunca incomoda. Tenho certeza que a Hinata ficará feliz em receber você.
— Mas... – ele não me deixou terminar.
— Isso é uma ordem.
— Você está adorando isso né, eu ouvi a Ino te chamando de hokage-sama. – ele sorriu pra mim.
— Você não imagina o quanto. – sorri pra ele sem graça e ele me deu um beijo na testa. – Bom agora vou indo, tenho obrigações a cumprir. – e se levantou.
— Boa sorte. – disse Tsunade. – Graças a Kami estou livre dessa papelada... Prepare um quarto, Sakura terá alta amanhã.
— Amanhã virei busca-la. – e se foi.
— Bom sakura. você terá que me contar o que ouve. Sei que é difícil pra você. – e mais um vez eu sofri recontando tudo o que aconteceu. — MEU DEUS, EU VOU MATAR ESSA VADIA RUIVA. — Tsunade socou a parede que tremeu. — E AQUELE MALDITO UCHIHA, NÃO ACREDITO QU ELE FEZ ISSO COM VOCÊ. VOU MATA-LO.
— Acalme-se Tsunade. – ela deu outro murro na parede que dessa vez cedeu deixando um rombo. Ela respirou fundo e se acalmou.
— Então foi isso... O que provocou seu aborto foi a substancia que injetaram em você.
— Imaginei isso.
— Bom, a quantidade foi absurda. Se você tivesse sido trazida a tempo talvez pudéssemos ter salvo a criança.
— Tsunade, como eu cheguei aqui?
— Não sabemos, um dos enfermeiros a encontrou deitada na porta do hospital. – ela parou por um instante. – Sakura... – ela disse com pesar. – Seu corpo sofreu muito com isso. Creio que não poderá ter mais filhos. – não aguentei. Comecei a chorar. – Calma minha querida. – ela me abraçou. Isso não é permanente, você pode fazer um tratamento e daqui a alguns anos poderá ter filhos.
— Não! – disse secando as lágrimas. – Não terei mais filhos.
— Sakura, eu sei que é difícil querida. Mas você é jovem e vai superar.
...
No dia seguinte naruto e Hinata vieram me buscar.
— Está pronta Sakura-chan?
— Sim.
— Então vamos.
— Ok.
Passei a semana inteira trancada no quarto. Hinata tentava me fazer sair mas eu não queria. Na verdade eu queria morrer. No sétimo dia em que eu tinha chegado a casa de naruto eu tomei minha decisão. Levantei e procure por hinata mas ela não estava em casa então sai e fui até o escritório de naruto. Bati na porta e ouvi um entre.
— Sakura-chan, que bom que decidiu sair de casa.
— Naruto, vim aqui porque quero te pedir uma coisa.
— Diga o que é e terá?
— Estou pedindo dispensa como ninja.
— Certo, tire alguns dias de folga. Alguns meses se precisar.
— Estou pedindo dispensa porque quero voltar para Suna.
— NÃO! DEFINITIVAMENTE NÃO! – nunca o vi tão alterado. – Se for embora de konoha será considerada uma ninja foragida.
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