Notas iniciais
Pessoal, peço as mais sinceras desculpas pelo tempo que passei sem postar. Tive sérios problemas pessoais e por tal motivo passei todo esse tempo sem trazer capítulos novos. Mas agora ignorando esse pequeno erro, o próximo capitulo e o ultimo do primeiro arco :D Deem Adeus para esse arco, e esperem ansiosos por um novo mundo :D

Lucy assinou mais um papel e suspirou cansada, deixou a papelada por sobre uma pilha de papeis parecidos; em seguida pegou outra papelada e começou a ler atenta. E por mais horas a cena foi se seguindo, onde Lucy pegava um papel, lia atentamente e depois o assinava.

Quando deu a tarefa por encerrada suspirou novamente, passando a mão pelos longos cabelos cansada. Do lado de fora da guilda uma forte nevasca fazia as janelas tremeram, e quando uma forte ventania bateu na janela da sala e abriu estrondosamente à mesma, Lucy correu para fechá-la.

O casaco que usava parecia não ter muito efeito diante a pouca neve que conseguiu adentrar no recinto, fazendo com que a mulher tremesse de frio. Ela voltou para sua cadeira, onde logo á frente uma xicara de café estava, obviamente estava o mais quente possível. Depois de um longo gole a moça sorriu aliviada.

O silencio pareceu incomoda-la, o que de fato era verdade. Não era normal que a guilda Fairy Tail estive-se em silêncio, mesmo sendo um dia tão frio quanto aquele. Normalmente a bagunça atrapalhava a moça em seus devaneios, mas naquele dia em especial, ela adoraria ouvir as bagunças de seus colegas.

Só que eles demorariam a voltar para sua rotina normal, demoraria dias ou meses para que tudo voltasse ao normal. O problema, é que esse normal sempre teria a falta de algo, de alguém.

Já fazia cerca de uma semana que Gildarts havia partido. A lembrança ainda martelava no coração de Lucy, a destruindo pouco a pouco, fazendo com que cada lembrança, cada sorriso, fosse um grande obstáculo em busca de um novo futuro.

Sim, lembrar-se dele era doloroso, era difícil. Porque sempre que olhava para o balcão da guilda e se lembrava de seu mestre, algo parecia lhe perfurar. Sempre que sorria, mesmo que forçadamente, era quase um insulto ao homem que por tanto tempo pode chamar de irmão.

Já havia perdido horas tentando imaginar como devia ser a vida após a morte, tentando imaginar o que nesse momento o grisalho podia estar fazendo. Ela tinha certeza de que havia algo depois de nossa morte, afinal de contas, a mestra Mavis era uma grande prova disso, só que Lucy não conseguia formular nada concreto.

Ela esperava que no mínimo ele estivesse bem, sejam lá quais foram os conceitos para bem depois da morte.

A mulher tentou tirar tais pensamentos da cabeça, sabia que aquilo seria apenas mais um problema entre tantos outros. Problemas, isso é o que a vida de Lucy havia se tornado. Todos os dias ela tinha que resolver os problemas que vinham surgindo na guilda, que agora sem mestre estava em grandes apuros.

O primeiro deles chamava-se: Laxus. Sim, o loiro tão incrivelmente forte e destemido havia fugido como um bebe chorão, desaparecido de todos sem deixar rastros para ser seguido, sendo assim, deixou todo o controle da guilda para as mãos de Lucy.

O segundo problema vinha tirando o sono de Lucy quase todas as noites. Este que vinha sendo tratado pelos colegas de guilda como o caso de Wendy e Romeu. O casal dias atrás tivera uma briga terrível, com direito a palavras de baixo calão e propostas para o fim do noivado. A briga acabou minutos depois, tendo como final algo indeciso.

Se fosse por isso, Lucy não estaria preocupando-se, mas o que aconteceu logo depois a fez quebrar a cabeça por horas a fio. Romeu simplesmente desaparecera depois de pegar uma missão, alguns dias antes do nascimento de seus filhos. Durante a semana que se passou, Wendy vinha implorando desesperada que alguém fosse atrás do marido, e assim Lucy fizera, mandando o próprio marido atrás do jovem, mas até mesmo ele não teve noticia alguma.

O moreno simplesmente havia desaparecido do mapa, sem deixar rastro algum. Todos os dias pareciam passar ainda mais lentamente para Wendy, que os passava chorando inconsolavelmente.

O terceiro problema e o que mais vinha ocupando o tempo de Lucy era o desaparecimento de seu próprio filho, Igneel. O jovem não havia falado nada, e antes mesmo de saber da morte de seu mestre já havia desaparecido. O coração da loira estava apertado com a possibilidade de seu filho estar ferido. Ele nunca havia sido negligente ou rebelde, sempre fora o filho obediente e dedicado, o filho que toda mãe adoraria ter.

E não era apenas isso. Igneel também era seu único filho com Natsu, seu único filho com o homem que amou verdadeiramente. Pensar em Natsu a fazia sentir uma enorme dor no coração, só de lembrar-se do rosto dele ao descobrir a verdade era mais que doloroso.

Outro grande problema em sua vida. Como iria salvar seus amigos que a tanto estavam presos? Mesmo que já estivesse ocupada com tudo que estava acontecendo não podia tira-los da cabeça, não podia esquecer-se da imagem dolorosa de todos feridos dentro de uma cela, sem poder ver o sol ou as estrelas.

Lucy foi desperta pelo som da porta do escritório sendo aberta, fazendo-a olhar de relance para a pessoa que adentrava o recinto. A albina de longos cabelos tinha uma expressão triste no rosto, enquanto tentava inutilmente sorrir para a pequena menina em seu colo.

A garotinha escapou dos braços da mãe e correu para fora do escritório, falando baixinho que iria comer alguma coisa no andar inferior. Dessa forma, Lucy viu certo alívio nos olhos de Lisanna, e em seguida as lágrimas compulsivas – O que aconteceu Lisanna? – a loira perguntou curiosa enquanto via a mais nova sentar-se a sua frente.

– Estou preocupada – disse a mulher – Estou com medo – ela levantou o rosto para olhar nos olhos da outra que já se encontrava ao seu lado – Estou sentindo tantas coisas que mal posso expressar em palavras, por favor, Lucy ajude-me – exigiu a albina enquanto abraçava a amiga.

Lucy ficou sem palavras, não sabia como poderia ajudar a colega. Podia entender como era ficar sem o apoio do marido, mas mesmo assim, o que Laxus fizera foi além do normal. Ele havia abandonado a esposa em um momento tão complexo da vida deles que chegava a ser nojento, as ações dele eram completamente nojentas.

– Acalme-se Lis-chan – pediu a mais velha enquanto abraçava a outra fortemente – Vai tudo ficar bem, você não pode se preocupar tanto, está esperando um bebê, pode causar riscos para ele – tentou acalmar a jovem, porém mais soluções escaparam dos lábios da colega.

– Esse é o problema – exclamou ela – Eu o perdi – gritou a albina enquanto caia em prantos, deixando sua colega em choque – Perdi meu filho, eu o perdi – ela mal podia conter-se tamanha era a dor que sentia, e Lucy a compreendia, ela vinha passando por dor parecida desde que Igneel desaparecera, porém Lisanna nem sequer conheceria seu filho.

– Lisanna – sussurrou a colega enquanto passava a mão nos cabelos da amiga, tentando acalma-la – Vai ficar tudo bem – e por vários minutos a cena perdurou, até que Lucy usou de sua magia para que a colega dormisse, depois invocou Loke para que ele a deixasse na enfermaria para que descansasse.

Minutos depois o espirito retornou ao seu lado, para que pudesse conversar – Lucy – ele chamou por ela, para que a loira levantasse à cabeça, e assim ela fez, deixando à mostra todas as lágrimas que lhe adornavam o rosto.

– Loke – ela disse rapidamente até que foi abraçada pelo espirito – Diga-me o que tenho que fazer, não posso cuidar da guilda dessa forma, não aguento mais – e mais lágrimas caiam de seus olhos – Eu só quero abandonar tudo isso e ir atrás do meu filho junto do Gajeel, eu só quero ver a minha família toda unida novamente. Quero abandonar tudo isso – ela disse tais palavras desejando que alguém tomasse seu lugar.

– Lucy – ele puxou o rosto dela para cima e olhou direto nos olhos dela – Tudo que você quer é o mais fácil, foi por isso que Laxus fugiu, porque era mais fácil, mas você não pode fazer isso, você não pode abandonar os membros da guilda – ele também chorava diante a dor de sua mestra, pelo simples fato de saber que não podia lhe ajudar – Todos seus espíritos estarão prontos para lhe ajudar, por favor, não desista também.

A mulher iria concordar se não fosse pela porta da sala ser aberta bruscamente por Luna, um dos novos membros da guilda – Desculpe interromper – falou ela toda envergonhada, mas logo prosseguiu – Esse jornal acabou de chegar à guilda, é importante que a senhora veja – exclamou a jovem enquanto largava o papel e saia correndo da guilda.

– O que será? – perguntou Lucy mirando o papel, para só então tomar coragem de pegá-lo, e quando leu a matéria da capa se arrependeu.

– O que foi Lucy? – perguntou preocupado seu espirito, e um tanto curioso – Fale logo – ele gritou. A mulher estupefata olhou para o amigo e mostrou a manchete do dia.

– Lamia Scale, foi destruída – disse ela em choque, enquanto mostrava a imagem do que sobrara da guilda. Era uma cena de desespero, tudo que um dia fora uma das melhores guildas, fora reduzido a nada, reduzido uma enorme cratera, onde corpos estavam espalhados, todos com a marca da guilda pela qual lutaram até seu ultimo suspiro.

– O que você vai fazer Lucy? – perguntou Loke, depois de sair do choque, e quando viu sua mestra sentar-se na cadeira pensativa pensou que aquela pergunta chegava a ser idiota, pois ele sabia exatamente o que ela iria fazer.

– Vamos pagar uma divida – ela exclamou convicta – Chame todos os membros Loke. Nós vamos ajudar alguns irmãos.

Notas finais
Espero que tenham gostado deste capitulo, fiz ele com muito custo. Eu mereço algum comentário? Espero que sim :D Beijinhos pessoal, até o próximo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.