Notas iniciais
Olha que maravilha, minha explosão de imaginação está durando mais do que o previsto *comemora*
Nem me perguntem de onde raios eu tirei essa ideia. Eu simplesmente saí com a minha mãe pra ir na padaria e tive essa ideia.
Acho que comer sonho me inspira -n
Enjoy!.

Vou lhes contar sobre o dia mais importante de minha vida.

O dia em que conheci o amor da minha vida: Frank Iero.

Conhecemos-nos como a maioria dos casais: na escola. Mas a nossa aproximação foi mais diferente do que a maioria, pois eu fui obrigado a interagir com ele. Não que eu não gostasse de Frank antes e tudo o mais, é só que ele era um aluno novo... E eu nunca fui sociável, sempre tive só um amigo. Além do mais, ele tinha acabado de chegar, eu nunca ia me incomodar em ir falar com ele, não é?

Pois bem, vou contar como tudo começou.

Certo dia, na aula de matemática, o professor anunciou que faríamos um trabalho em dupla. Logo lancei um olhar significativo a Ray, meu melhor amigo. Mas desfiz o olhar ao ouvir a triste notícia de que ele escolheria os grupos.

-Ah, qual é, deixa a gente escolher! – gritou um dos alunos lá de trás.

-Não, Sr. Harris. Eu vou escolher e ponto final. – disse o professor.

Um burburinho de desapontamento percorreu a sala inteira. Bufei em descontento e Ray revirou os olhos.

-Professor chato dá nisso.

-Pois é.

O professor começou a montar as duplas. Alguns minutos depois, ouvi-o dizer meu nome.

-Sr. Way... É melhor fazer o trabalho com o aluno novo.

-Quem?

-O Sr. Iero.

Olhei para o outro lado da sala. E lá estava ele. Uma criaturinha baixinha, de cabelos negros, olhos castanho-esverdeados e um piercing no canto da boca. Seu rosto pálido indicava medo. Medo por estar em uma escola nova. Medo por ter ouvido seu nome ser pronunciado. Medo por não conhecer ninguém naquela sala estranha.

-Por que eu? – indaguei.

-Porque eu estou mandando. – ah, a ignorância é sempre a melhor resposta, pelo visto, não é?

Bufei e sentei-me na cadeira vazia ao lado do tal baixinho. Olhei na sua folha da atividade e estava escrito “Frank Iero”, em uma caligrafia caprichada.

-Então... Você é o Frank, não é? – ele assentiu – Prazer, Gerard Way. – estendi-lhe a mão e ele me cumprimentou. Assisti-o pegar um lápis e uma borracha dentro do estojo e fechá-lo logo em seguida. Seus olhos passaram pela atividade, um pouco incerto do que fazer. Ele me direcionou um olhar assustado e eu franzi a testa e simplesmente disse:

-Que foi? Não aprendeu isso na sua antiga escola?

Ele fez que não.

-Tudo bem, eu te ensino. – e comecei a explicar como fazer todas aquelas equações complicadíssimas e que, ao meu ver, eram bem simples.

-... E pronto. X é igual a 78,95. – sorri – Entendeu?

O baixinho fez que sim e sorriu como forma de agradecimento. Sorri de volta e começamos a fazer o trabalho, em silêncio. Ele fazia as contas e eu lhe dizia quais contas fazer. Terminamos o trabalho em poucos minutos. Chamei o professor, entreguei-lhe e ele mandou nós ficarmos sentados e quietos.

-Ei, então, você é daqui? – perguntei, tentando puxar assunto. Ele fez que não com a cabeça – Por que você não fala?

Frank fez um gesto de negação e apontou para a própria garganta. Subitamente, entendi tudo.

-Ah, você é mudo?

Ele assentiu e começou a fazer gestos rápidos com as mãos. Franzi a testa e ele repetiu os gestos. De repente, uma menina de marias-chiquinhas que estava sentada atrás de mim (acho que o nome dela era Lindsey) me cutucou.

-Isso é linguagem de sinais. Ele perguntou se você se importa com o fato de ele não poder falar.

-Ah, não, claro que não! – falei, sorrindo. Ele sorriu de volta para mim e fez mais gestos. Olhei em direção a Lindsey com um olhar indagador.

-Ele perguntou se você não conhece a língua de sinais.

Fiz que não com a cabeça. Ele esboçou um sorriso e tirou da mochila um livro particularmente grande. Na capa, dizia Linguagem de Sinais. Ele me entregou e eu comecei a folheá-lo. Virei para Lindsey, antes de mais nada.

-Obrigado pelas traduções.

-Não foi nada. – ela riu e voltou a fazer o dever junto com o seu parceiro. Continuei a olhar o livro. Era interessante.

-Então... – pigarreei – Diz alguma coisa.

Ele fez alguns gestos. Olhei o livro e procurei os sinais que ele fez.

“Alguma coisa”

-Ha-ha-ha. Muito engraçadinho. – falei, com um tom irônico. Frank riu baixinho. De repente, ouvimos o sinal bater. Ray se aproximou e começou a falar um monte de coisa que eu não ouvi. Frank automaticamente voltou a ser o mesmo garoto retraído de sempre e ficou observando o chão. Suspirei e virei em direção a Frank, ignorando Ray completamente.

-Ei, o que houve?

Ele fez que não com a cabeça e sorriu levemente, em um gesto de “nada”. Arqueei as sobrancelhas e perguntei:

-Quer ficar conosco no recreio?

Seus olhos brilharam e um sorriso atravessou seu rosto. Frank anuiu e Ray arqueou as sobrancelhas, sem entender nada.

-Por favor, Ray, deixa ele ficar com a gente.

-Claro, mas... Por que ele não fala?

-Porque ele é mudo. – murmurei. Frank franziu a testa, tentando entender o que eu falei. Ray assentiu e deu de ombros.

-Claro, ele pode ficar com a gente.

-Obrigado.

Passamos o recreio inteiro com Frank. Ray teve um pouco de dificuldade em se comunicar com o menor, mas eu traduzia o que o baixinho dizia. Aliás, Frank mostrou ser um garoto divertido, simpático e particularmente fofo. Surpreendentemente, ele tinha os mesmos gostos que eu. Descobri que ele era parcialmente surdo, portanto, usava aparelho auditivo. Descobri também que ele tocava guitarra desde os sete anos e que amava música.

Enfim, descobri bastante coisa sobre ele. Ele era um garoto incrível.

-X-

Os meses foram passando e eu e Frank nos tornamos melhores amigos, assim como ele também se tornou o melhor amigo de Ray. O problema é que minha amizade com Frank já não era mais o suficiente para mim... Eu sentia algo a mais por ele. E eu não sabia o que era. Passei várias noites pensando em seu rostinho angelical, seus lábios rosados, seu cabelo negro, seu sorriso sensual, seus gestos... Tudo nele passou a me encantar de um modo que eu não entendia. De um modo além da minha imaginação. Além disso, alguns sonhos estranhos começaram a invadir minha mente à noite. Sonhos onde eu e ele estávamos sentados juntos, nos beijando apaixonadamente simplesmente porque queríamos, ou sonhos em que nós dois estávamos deitados, trocando carícias e palavras doces. Eram os melhores sonhos da minha vida... Pena que eram só sonhos.

Mas eu precisava contar a ele sobre meus sentimentos e sobre meu amor por ele. Mesmo que ele não me correspondesse, eu precisava ao menos tentar. Por isso, naquela mesma noite, chamei Frank para dormir na minha casa. Meus pais haviam viajado com Mikey, portanto, não haveria problemas.

Frank acabou aceitando o convite e, às seis da tarde, o baixinho batia em minha porta, com um sorriso estampado no rosto. Deixei-o entrar e ficamos lá conversando por muito tempo, até que resolvemos pedir pizza. Comemos, conversamos, rimos, jogamos videogame... Foi um dos melhores dias que já passei com ele. No fim, quando fomos dormir, chamei seu nome:

-Frankie... ?

Ele virou em minha direção, mostrando que estava ouvindo.

-Posso lhe confessar uma coisa?

Ele fez que sim com a cabeça.

-Eu... Eu me apaixonei por você. – falei, baixinho – Já não consigo imaginar minha vida sem você, Frankie. Toda noite, fico pensando em você, em como cada gesto seu me encanta de um modo anormal, penso no seu sorriso doce, nas suas brincadeiras... E você invade meus sonhos todas as noites. Sonho com... Com nós dois. Nós dois juntos. E o engraçado é que eu não quero acordar destes sonhos... Eu quero continuar com você para sempre, Frankie. – falei tudo de uma vez, suspirando ao fim. Ele me olhava, atônito. Nessa hora, não fazia diferença se ele era mudo ou não, de qualquer forma, ele não diria nada. De repente, um sorriso foi aparecendo em seus lábios e ele levantou a mão e fez um sinal muito especial para mim.

O de eu te amo.

Arregalei os olhos.

-S-sério?

Ele anuiu lentamente, ainda sorrindo. Senti seus dedinhos frios em minha nuca enquanto ele me puxava mais para perto, fazendo com que nossos lábios se tocassem. Uma sensação incrível tomou conta de mim ao sentir seus lábios nos meus. Era como se o meu mais doce sonho estivesse se tornando realidade.

Ao nos separarmos, sorri largamente e acariciei seu rosto corado.

-Frank... Eu te amo.

Eu também te amo, disse ele, através da linguagem de sinais. Sorri e beijei-o mais uma vez.

Era lindo como o nosso amor não precisava de nenhuma palavra para ser demonstrado.

Notas finais
... Yeah.
Mereço parabéns?
Não?
Nem um beijo?
Ok, vou recolher minha insignificância pra um lado -n
Não, mentira, na verdade, eu vou é escrever minhas fics, estou toda atrasada -qqqqqqqq
Beijo *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!