Appolosa
1 Descobertas
Notas iniciais
POV Edward
–Corre! — Gritei para Jacob assim que vi os cavalos fugirem quando a cerca quebrou. Subi na Catrina e cavalguei o mais rápido possível. Os cavalos corriam desesperados. Uma hora depois estava meu Pai e eu fazendo a contagem dos cavalos. Meu Pai é dono da única fazenda de fertilização e criação de cavalos da região. Nascia, crescia e eu via os mesmo indo embora. Apenas minha Catrina um Manga Larga Marchador, Stevam o Appoloosa do meu Pai e Trovoada também um Appaloosa que ainda continuavam aqui. Digamos que Trovoada era ruim o suficiente para ninguém comprar e o mesmo fora o único que não conseguimos trazer de volta.
–Merda Edward! Eu falei para revisarem as cercas! -Meu pai esbravejou fazendo eu e os funcionários encararem o chão. -Resolvemos isso amanhã. Já esta tarde. -Ele disse saindo do estábulo.
–Amanhã cedo eu ajudo na busca. — Jacob disse me dando um aperto de mão. Despedi-me dos outros e entrei em casa. Encontrei minha mãe e Alice na sala vendo algum filme.
–Edward vá tomar um banho que Charlie e sua família chegam daqui a pouco.
–Os Swan's? -Perguntei me lembrando da família que me viu crescer.
–Sim querido. — Assenti e subi correndo as escadas. Bati na porta de Emmett encontrando-o concentrado na mesa de estudos.
–Cara... Por que não me avisou que veterinária era tão difícil? — Ele perguntou e eu me aproximei dando uns dois tapinhas em suas costas sorrindo
– Querido irmão... Espere chegar às provas de anatomia. — Eu disse o fazendo suspirar.
–Nossa muito motivador. — Ele disse irônico.
– Não era pra ser motivador e sim sincero. -Eu disse gargalhando e indo para meu quarto direto para o banho.
...
–Charlie meu amigo. — Ouvi a voz do meu Pai e fui em direção à escada.
–Carlisle! Esme! — Ouvi algumas vozes e desci. Desde que a família Swan se mudou nunca mais nos encontramos. Hoje mesmo sendo mais novo que Emmett eu já tinha terminado a faculdade, já que o mesmo quis esperar para ter certeza.
–Oh! Edward?! — Renée se eu não me engane veio me abraçar.
– Quanto tempo! — Eu disse cumprimentando.
–Você está um homem! — Ela exclamou. Enquanto eu abraçava Charlie.
–Querida fomos embora e ele era um pirralho. Olhe agora! — Charlie disse fazendo todos da sala rirem.
–Mas vocês não mudaram nada! — Eu disse enquanto via Seth entrando. -Não vai me dizer que esse é aquele Bebezão que vomitava em mim! — Eu disse rindo.
–Seja lá quem você for não conte isso pra ninguém! — Ele disse me fazendo rir.
– Sou Edward. Vocês moravam na fazenda ao lado. Porem infelizmente foi embora. -Eu disse vendo Renée para de abraçar Emmett e vir ao meu lado.
–Um homem como você já deve estar casado! — Ela disse me fazendo ficar sem graça.
– Apenas formado em medicina veterinária. — Eu disse sem graça. — Esse cabeção também vai se formar. — Eu fiz a atenção se voltar a ele.
–Emmett sempre achei que você ia querer ir embora. — Charlie disse.
–No fundo ele não vive sem o colo da mamãe. — Minha mãe disse o fazendo ficar roxo.
Ouvimos risadas perto da porta e nos viramos encontrando Alice com mais duas garotas.
– Bella? — Minha mãe perguntou enquanto uma moça de longos cabelos castanhos sorriu para ela.
–Esperem! Essa era a pirralha que me fez pular no rio, quase morrer congelado atrás de uma boneca? — Emm disse.
–Espera! A mesma que colocou fogo no celeiro comigo dentro?! — Perguntei olhando Emmett.
– Qual é garotos. Éramos crianças!
–Isabella! — Eu e Emm dissemos rindo enquanto ela corava e olhava para o chão.
–Bella não me diga que você era pior que eu! — O irmão dela disse encarando a.
–Da missa você não sabe a metade pirralho. — A outra respondeu. -Ah sou Rosalie, a prima.
–Me lembro de você. -Emm disse. — Não veio muitas vezes.
–Claro. Toda vez Bella aprontava algo, ate perdia a vontade de vir. — Ela disse fazendo todos rirem
–Qual é gente! Estou aqui! -Bella disse passando o braço em volta da cintura da minha mãe.
–Você sempre fugia pra cá para não levar castigo. — minha mãe disse sorrindo.
–Vou tomar agua. — Isabella disse puxando Alice que era alguns anos mais novos.
–Ela sempre foge. — Rosalie disse segurando a risada. Aos poucos eles foram se espalhando. Os adultos subiram para levar as malas. Como só tinha um quarto de hospedes Seth iria dormir no meu quarto e as meninas no da Alice. Meu celular vibrou e atendi.
–Dr. Cullen? Aqui quem fala é Bryan. Só estou ligando para avisar que vi um Appaloosa andando por minhas Terras. Fiquei sabendo que houve imprevistos por ai.
–Sim, senhor. Infelizmente as barreiras não estavam tão seguras e os cavalos estavam inquietos de mais.
–Acho bom o senhor contratar um dedetizador. Encontrei algumas cobras aqui na fazenda.
–Não é de me surpreender. Mas agradeço a ligação. -Eu disse realmente agradecido e enceramos a chamada.
–Algo errado? — Ouvi uma sonora voz e me virei. — Isabella estava com o cabelo preso bem alto e vestia um pijama e cavalos.
–Oi criança. — Eu disse me sentando no sofá e ela rolou os olhos. — Um Appaloosa esta perdido por ai e um fazendeiro próximo falou de um avistamento. Também disse para termos cuidado, pois tem havido muitas cobras por aqui. — Vi um leve tremor nela.
– Para sua informação esse lugar faz frio de madrugada... Emprestei esse pijama da Alice. E cuidado cobras são venenosas. — Ela disse rodando a mão como se algo a incomodasse. — Pulso aberto — Ela disse se explicando.
–Nossa não sabia que elas eram venenosas — Eu disse irônico.
–Para sua informação lido com casos assim. Se for mordido não venha chorar. — Ela disse indo até o hall de entrada e pegando algo em sua bolsa.
–Sou veterinário. — Eu disse como se mudasse algo. Ela voltou para o sofá com um óculos preto e sorriu sínica.
–Ótimo. Também fiz medicina. Neurocirurgiã. E técnico em enfermagem. — Ela disse.
–Não pensei que era tão nerd. — Eu disse olhando ela se deitar no sofá e suspirar.
–E eu não sabia que você pensava ou ao menos houvesse um cérebro. — Ela disse virando a cabeça para me encarar e ergueu os lábios em um perfeito sorriso diabólico. Acho que já passava da meia noite já que a casa estava silenciosa.
–Você não era tão antissocial quando éramos pirralho, ate perdeu o jantar.
–Não sou antissocial. É que hoje e véspera de amanhã.
–Não diga. — A encarei incrédulo.
–E você se tornou uma mulher sínica e mal amada. — Eu disse me levantando e subindo as escadas. Encontrei Seth dormindo e me deitei na cama irritado. Como ela se acha. Não é atoa. Linda do jeito que é deve ter tudo aos seus pés. Uma perfeita mimada. Se amanhã não fosse uma péssima data eu até ficaria aqui apenas para inferniza-la. Assim o sono me domou.
Acordei e olhei no relógio. Cinco da manhã em ponto. Levantei-me e Vi Seth de boca aberta ainda em sono. Sorri e fui tomar um banho rápido. Assim que terminei desci as escadas. O céu estava começando a clarear e eu ouvia os pássaros acordando. Por causa de uma parede inteira da cozinha ser de vidro dava para ver o pasto onde os cavalos ficavam. Peguei a jarra de suco, algumas torrada e geleia e me sentei no balcão da pia que dava de frente para parede de vidro. Suspirei querendo que nada de ruim houvesse acontecido para qualquer pessoa.
– Pelo visto não sou a única a Madrugar. — Ouvi uma voz e me virei.
– Bem vinda ao interior. — Eu disse vendo Isabella se sentar ao meu lado pegando meu copo e bebendo meu suco. Olhei-a incrédulo.
–Deveria diminuir o açúcar.
–Pensei que era o meu suco.
–Olha ficamos anos sem se ver. Podemos parar de agirmos assim? Já passamos dos vinte e três anos.
–Isabella acordou de bom humor?
–Bella!
–Hã? -Perguntei sem entender.
–Só Bella... Desculpa-me esta bem! Fui chata ontem e tudo mais, você sempre foi bacana, mas ontem também não ajudou em nada. — Ela disse dando de ombros e mordendo a torrada. Fiquei observando enquanto ela mastigava. Minha vontade era de sacudi-la e mandar para com isso. Mas na verdade nem eu sabia o que.
–Você amadureceu. Anos atrás era uma pirralha desengonçada e colocava fogo nos celeiros e hoje é uma linda médica sucedida. — Eu disse vendo-a corar. Digamos que não sou mais o pirralho que nega a beleza das pessoas.
–Sabe... Foi sem querer aquele dia. — Ela falou enquanto eu terminava de tomar meu suco. -Eu estava tentando acender uma luminária, mas derrubei no chão o álcool e entrei em desespero... E... E — Ela disse se agitando, coloquei minha mão em seu ombro.
–E eu te salvei. — Eu disse me lembrando de que assim que ela entrou no celeiro desesperada se trancando lá dentro me acordou. Aquele dia eu estava fugindo de um Emmett irritado por ter falado a prima dela que ele gostava dela
–Mais uma vez! -Ela disse me fazendo rir.
–Você lembra? — Perguntei sentindo uma alegria desconhecida.
–Do Ultimo verão nosso aqui, que fomos para um passeio de barco...
–E eu passei mal antes mesmo de entrarmos no barco e você foi o único que se ofereceu para me ajudar e ficamos no píer? — Ela perguntou fazendo ambos rirem.
–impossível esquecer! — eu disse vendo ela me olhar com aqueles olhos castanhos. — Tínhamos quinze anos e depois vocês se mudaram. — Eu disse me lembrando de cada detalhe. Senti meu rosto esquentar, desde quando eu fico com vergonha?!
–Era o meu primeiro Beijo! — Ela disse descontraída.
– O meu também, mas claro que eu não ia sair em desvantagens!
–Acho que é por isso que foi meio ruim.
–Meio? — Perguntei confuso e ela corou balançando a cabeça. Lembrei-me que assim que saímos do píer e fomos para garagem de barcos nós nos beijamos.
–Homens! — Ela disse rolando os olhos. Virei-me encarando-a
–Eu era um pirralho! -Eu disse erguendo as mãos enquanto ela me dava um leve empurrão, ficamos um tempinho rindo até nos acalmarmos. Fazia tempo eu não ria mesmo não tendo assunto.
– O que fez desde aquele ano?
–Assim que vocês se foram aqui ficou chato. Então comecei a estudar e decidi fazer veterinária, mas aconteceram algumas coisas que não vale comentar. -Eu disse entre pensamentos e suspirei. — E você doutora? — Ela abriu um enorme sorriso.
– Também não fiquei nada contente. Mas quando minha mãe teve transferência de hospital ela não podia recusar. Então comecei a fazer uns cursos e resolvi entrar para medicina. — Ela disse sorrindo vitoriosa. Sorri contente por ela.
–E não esta namorando? — Eu não deveria perguntar, mas minha curiosidade era enorme. Levantamo-nos e seguimos até a escada que dava para La fora.
– Uma vez. Mas o cara era um babaca. — Ela disse dando de ombros e se sentando. Sorri internamente. Ainda sem saber o por que. — E você.
–Não foi um namoro. Mas coisas aconteceram. — Eu disse suspirando. — Até Appolosa! — Eu disse descendo as escadas e indo ate o celeiro pegar Catrina. Ouvi Bella resmungar algo. Ela sempre queria saber o por que daquele apelido e eu jamais contei.
– Olá Edward. — Vi Jacob colocando sela em seu cavalo. Fui até ele e apertei sua mão.
–Obrigada por selar Catrina. — Eu disse alisando o cavalo dele.
– Eles já chegaram? — ele perguntou. Jacob também foi criado conosco e eu o tinha como irmão.
–Vá almoçar conosco hoje! — Eu disse subindo em minha égua.
– Não vai procurar o Trovoada?
–Hoje não. — Eu disse dando ênfase no hoje e o olhar dele entristeceu. Coloquei-me a cavalgar o mais rápido que conseguia. Sentir o vento contra meu rosto me fazia-me sentir livre, era como sentir ela aqui comigo. Cavalguei uma hora e decidi ir até o riacho. Deitei-me no enorme gramado fechando os olhos e ficando ali. Não sei quanto tempo fiquei ali.
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