Notas iniciais
Oi gente,estou amando os comentários tanto aqui quanto lá no meu twitter.Fico feliz que todos estejam gostando.Continuem comentando a opinião de vocês.E sem mais delongas...

A sala da casa de Sebastian e Joel era toda iluminada com lustres de diamante,as lâmpadas com luz amarelada.O calor estava a matando por dentro,ela já estava totalmente ensopada de suor na camisa preta que usava,e já havia jogado a jaqueta de couro pra longe da cadeira onde estava sentada.

– Vejo que está bem suada,não é? — O homem que tinha prendido a menina,estava circulando em volta da cadeira.Ela agora sabia que ele tinha nome de Kaliel.Um nome bíblico.Nem um pouco ironico.

– Vejo que você seria cego se não percebesse. — Ela queria provocar para ver se tiraria alguma reação de Kaliel,já que a calma do homem não se retirava nem por um segundo.Não havia conseguido.

– Suas malcriações só mostram o quão idiota é. — Ele passou o dedo indicador pela cadeira.Chegou a encostar nas mãos da menina,que estavam pra trás da cadeira e amarradas bem firmes em cordas que a apertavam e machucavam. — Já pensou no que eu lhe disse?

– Primeiro,quero saber aonde estão meus amigos.Eles estão bem? — Ela estava preocupada com eles,sim.Mas queria ganhar tempo para pensar em uma resposta para a proposta de Kaliel.

– Você não viu eles saindo? — Ele sorriu,um sorriso cruél. — Eles esqueceram tudo o que disse,tudo o que sofreram e nem vão se lembrar da minha face.Estão provavelmente naquela festinha boba num tal de clube Naval.

– E eles não vão sentir minha falta lá? — Ela estremeceu.Fazer perguntas não estava deixando ela menos tensa.

– Vão.Mas isso é outro tópico a discutirmos. — Ele passou as mãos nos cabelos brancos.

– Stefan.Onde ele está? — Ela queria saber.Queria saber se ele estava até mesmo,vivo.Ela não sabia qual seria sua própria reação se a resposta fosse não.

– No quarto no andar de cima.Dormindo.Dopado. — Ele sorriu mais uma vez,deixando-a tensa ainda mais do que já estava.

– Dopado? Porque? — Ela queria enrolar ainda mais.As palavras do homem ecoavam na cabeça dela. "Vão morrer.Todos a sua volta vão,se não se cuidar e fizer exatamente o que mandamos".

– Não é da sua conta.Pare de fazer perguntas idiotas garota. — Ele passou os dedos levemente no queixo dela. — A resposta.Quero a resposta.

Era tudo extremamente confuso na cabeça de Aléxis.Nas últimas horas,ela havia descoberto algumas coisas que estavam atormentando sua mente.Como por exemplo,quem cometeu assassinato da garota,perto da praia de Werlin.O porquê.Tudo o que teve como resposta,o suficiente para entender um bocado,foram as palavras de Kaliel:

– Não fomos nós que a matamos.Foi um lobo,dos enormes que vivem na floresta.Como se você naõ conhecesse sua própria cidade,fedelha. — Ele estava nervoso. — Mas a deixamos ali pra que morresse.Tudo porque ela não quis colaborar conosco. — Conosco.Ele a mãe dela.

– Colaborar com o que?

– Você vai descobrir,não descobre tudo? — Ele deu um meio sorriso afetado.

E só.E agora ele oferecia a ela a proteção garantida de May Jo,que segunda ele,estava bem na casa da tia da família Campbell.Proteção,porque ela corria perigo e ele simplesmente não quis dizer.Alguma coisa com o sonho das cobras logo veio na mente da menina mas ela afastou rapidamente o pensamento.E em troca ele queria nada mais nada menos do que ela,roubando um objeto de sua mãe.No quarto da casa dela.Um colar.Para que,ela não sabia.Nem porque ele queria um colar da mãe dela sendo que eles estavam juntos esta noite.

– Eu aceito.Roubo,e trago para você amanhã a meia noite na floresta,no mesmo local onde estava o cadáver da menina hoje. — Ela falava a verdade,porque acreditava que se mentisse a proteção de May Jo não estaria mais em jogo.

– Vou vigiar cada passo seu,e estarei perto o suficiente para saber se você não estiver com o quero eu quero amanhã a noite. — Ele gargalhou — Ninguém me engana,minha senhoria. — Minha senhoria? O que era todo aquele tratamento formal? — E você vai descobrir logo logo o porque.

–-------------------------------------------

O sol estava entrando na breixa da janela da casa dos Lewis.Aléxis olhou em volta,reparando nos detalhes do quarto do amigo.A escrivaninha de madeira,a cama dele.Ela havia dormido no colchão em baixo da cama.Ele estava de short,um short velho e rasgado que ele sempre usava pra dormir.E sem camisa.Todo o peitoral exposto.E estava em forma.Estava mesmo em forma.E como.

– Bom dia flor do dia — Ele se sentou,estava um nivel acima dela,fazendo carinho nas cabeleiras negras da garota.

– Flor do dia? Fala sério,Steph — Ela deitou entre as pernas dele.Eram peludas.O que custava ele depilar aquilo tudo?

– Sua estressada.Isso faz mal para o coração hein? — Ele se esticou,se espreguiçando e fazendo alguns ruídos estranhos.

Ele não teve vergonha na cara de colocar uma camisa,continuou expondo o peitoral nu.Desceram as escadas,ela com uma camisa azul e um shor jeans.Ele foi para a cozinha preparar um café,e enquanto ele colocava suco de laranja no copo dela,ela teve que estragar o clima feliz entre eles e perguntar o que estava pertubando sua cabeça.

– Você...Lembra de alguma coisa de ontem a noite,Steph? — Ela perguntou,com medo.

– Não.Porque,tem algo que eu tenha que lembrar? — Ele sorriu,timido.

– Não,claro que não.Não mesmo. — Ela estava confusa,mas ainda sim aliviada.

Eles comeram pães e beberam suco,e conversaram sobre assuntos aletórios demais.O papo estava intenso,quando o telefone tocou.Aléxis correu para atender,mas Stefan a segurou pela cintura,ela se arrepiou.Depois ele acabou atendendo.

Ele só ouvia.Não falava nada.Na verdade,não ouviu uma palavra dele depois do alô.Depois desligou.

– Você não vai acreditar no que eu acabei de ouvir.