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3 Capítulo 2-Quando o fácil não se torna bem-vindo


Notas iniciais
Itro da fic (e bem pequena): http://www.youtube.com/watch?v=RmzPPhI324s
Eai gente... bom. vou ser honesta.
a fic mal começou e ja cogito acabar com ela, excluir. pois acho que vocês ja estão "carecas" de saber que sem incentivo as fics não andam! então se querem algo, no caso, ler e saber o que vai acontecer na fic, façam por MERECER!
LEMBRANDO POSTAGEM TODAS AS QUARTAS A PARTIR DAS 6H DA TARDE!
enjoy^^

Capitulo 2- Quando o fácil não se torna bem-vindo

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A enorme torre luminosa, logo conheceria o mau presente na própria terra, sem aliens dessa vez. Não, era algo do próprio planeta, uma lenda pedida no tempo, uma criatura “inexistente”. Observei com cuidado o redor da torre, cada pequeno detalhe não me passava despercebido. Tudo aquilo para conseguir um objetivo simples ou não tão simples assim- e carnal. A questão era: por onde eu entraria? As opções eram variadas. Peguei-me cogitando se seria melhor entrar com classe pela porta da frente ou de maneira mais instintiva pela janela ou telhado. Enquanto tomava minha decisão eu olhei para onde mais cedo começou aquilo que me levou ao agora. Seus olhos surgiram novamente em minha mente logo a confusão se instalou ali.


Ser um animal ou não ser? Eis a questão.


Levei a mão aos lábios e olhei para o topo da torre e fechei os olhos localizando melhor onde estava meu objeto de desejo. Vapor se misturava ao cheiro dele. Deveria estar no banho. Tomei o caminho ate o prédio ao lado, um hotel, não foi difícil entrar. Cheguei ao andar próximo onde ele estava quase no mesmo rumo. Abri a janela do corredor e tomei uma pequena distancia antes de saltar ate a janela do prédio onde me dependurei com facilidade.


Escalei o lugar ate a janela do que pareceu ser o quarto dele. Grande e espaçoso.


Não tinha muita coisa ali, uma cama, estantes com livros uma escrivania com vários papeis espalhados, e mais ao canto uma porta que era ao closet e outra o banheiro onde se ouvia o chuveiro ligado. O cheiro dele fez imediatamente minha boca encher-se de veneno puro, senti os caninos sendo postos para fora “cutucando” o lábio inferior.

Ouvi alguns passos se aproximarem do quarto.


— Bruce... — chamou.


— O que e, Tony? Eu estou tomando banho... — resmungou do chuveiro.


— Bruce, quem está ai com você? — fitei demoradamente a porta.


— Ninguém... — resmungou ele la de dentro fechando o chuveiro.


— Bom, não e isso que Jarvis esta alegando...


— Tony eu já disse que estou sozinho aqui!


Senhor tem um intruso no seu quarto. — surgiu uma voz robótica vinda de algum lugar. Fiz uma careta, “intrusa?”. Ouvi os passos saindo banheiro e corri em minha velocidade normal (vampiresca) e me dependurei do lado de fora da janela.


— Cadê então? — o ouvi resmungar no quarto, enquanto a porta era aberta. Os passos se aproximaram da janela e eu me soltei e aterrizei com classe no concreto, nenhum arranhão nem em mim e nem no chão.


Levei meu olhar de volta onde eu estava, observando, um homem, Tony Stark aparecer e olhar em volta da janela confuso e entrar novamente. Respirei fundo me recordando do cheiro.


Delicioso, mal podia esperar para ter aquele sangue em minha boca.


Caminhei ate a lanchonete e me sentei esperando pela hora certa de tentar novamente.


1 hora...


2...


4 horas.


Fiquei em um canto após a lanchonete fechar, apenas observando a torre e sentindo seu cheiro de longe, como se fosse uma provocação, me deixando completamente louca para provar por fim, aquela deliciosa bebida.


Vi a luz de seu quarto ser desligada. Não fora difícil entrar.


Eu congelei por dentro ao entrar novamente em seu quarto. Ele repousava calmamente em sua cama, parecia ter um sono tranqüilo, me senti completamente dividida. Algo em mim se aqueceu enquanto eu me aproximava de onde ele dormia calmamente. Observei suas feições. Tão calmas e relaxadas. Ele se mexeu brevemente virando o rosto. Ele podia não saber, mas naquele momento ele me provocou a um nível inimaginável, agora seu pescoço estava exposto.


Estava ali, apenas eu tinha que me aproximar. Tão simples fácil...


Aproximei meus lábios de seu pescoço e inspirei o cheiro enquanto os caninos surgiam e certamente meus olhos tomavam o branco vampiresco deixando apenas as pupilas negras. Molhei meus lábios e o observei, parando a pouco de uma veia pulsante.

Parte de minha mente gritava e esperneava como uma criança mimada querendo algo muito importante a ela, “não faça isso!”. E a outra, meu lado assassino já estava exposto, aquilo que eu era, uma vampira, meus olhos e minha arma letal já estavam apostas, era só dar o golpe certeiro.


O que estava acontecendo comigo?


Porque eu simplesmente não conseguia acabar com aquela tortura? Minha garganta implorava por aquilo, logo a minha frente e em vez de fazer o que era de minha natureza eu simplesmente me afastei.

Percebi que ele estava despertando e me enfiei debaixo da cama, enquanto no mesmo segundo bateram a porta. Abrindo a em seguida.


— O que e agora Tony? — resmungou ele sonolento.


— Onde esta Jarvis?! — questionou Tony Stark.


Embaixo da cama Senhor... — novamente a voz robótica.


— Tony o que você esta fazendo?


— Bruce, tem alguma coisa em baixo da cama... — disse ele em tom urgente num sussurro, completamente audível para mim.


Droga! Praguejei mentalmente e olhei em volta, tinha um par de sapatos peguei-o e joguei em direção do banheiro chamando a atenção dele para onde caiu e rapidamente me joguei da janela. Cai de mal jeito torcendo meu tornozelo e sai mancando até um beco onde me sentei no chão completamente confusa. O que diabos estava dando em mim?


Nunca tive nada contra vegetarianos, mas será que eu de alguma forma inexplicável de uma hora para outra havia me tornado uma e não queria mais sangue humano? Passei a mão em meu rosto e respirei fundo. Havia um casal não muito longe, quase se aproximando desse beco. Choraminguei baixinho pedindo ajuda, eles discutiram brevemente sobre vir me ajudar ou não. Até que eles se aproximaram... Péssimo erro. Deles.


Após o pequeno banquete, ate a ultima gota que arranquei deles, me pus de pé, minhas roupas não sujaram nem nada. Questão de pratica.


Observei meu pé, que já estava bom outra vez. Comecei a caminhar tranquilamente até o hotel, enquanto minha mente voava longe dali. “Bruce”. Era esse seu nome então. Tão forte e imponente. Não condizia muito com a impressão calma e suave que aparentava.


Toquei em meus lábios e voltei a refletir.


O problema não fora comigo, afinal, acabei de matar duas pessoas. O que ele tinha de diferente? Além de me aparentar bastante... Apresentável... Não espera... Esta bem. Ele e bonito! Admiti mentalmente com um sorriso brincando em meus lábios.


O que acontecia comigo?! Resmunguei mentalmente enquanto entrava fechava a porta e ia ate a janela e me dispunha a observar à torre brilhante com um enorme ‘A’ no topo. Fiquei ali por um bom par de horas, até dar um bom horário para eu correr. Preparei-me enquanto mantinha uma certeza incerta de que não tomaria pelo mesmo caminho da noite passada. Porém parte de mim desejava desesperadamente que eu passasse por lá.

Já estava na porta do hotel e me virei para o lado oposto pelo qual tinha ido à madrugada passada, porem logo no primeiro passo me senti traída ao virar os calcanhares e tomar o exato caminho que não deveria.

Logo me vi diante a torre, correndo mais devagar agora, enquanto espiava um rápido olhar para cima. Não fora difícil para eu visualizá-lo numa das janelas vigiando quem passava ali. Não o culparia por ficar curioso ou se interessar por mim. Afinal, não e sempre que você vê olhos mudarem de cor de maneira “mágica”. E sem contar meu veneno, minha camuflagem apenas para seduzir minha presa.

Balancei a cabeça brevemente correndo em velocidade normal, rápida de um humano.


Minha mente gritava a pergunta que não saia de minha mente: “O que estava acontecendo comigo?!”



Minha mente sempre que tentava achar uma resposta clara para quilo se confundia ainda mais. Como um reles humano poderia causar aquilo em mim? Teria ele algum poder mental de causar confusão naqueles que olhem em seus olhos? Por isso estava na torre dos heróis?


Pareceu bem obvio isso.


Qual não foi minha irritação, quando dia após dia eu passava de frente a torre e ele cada vez mais ficava “próximo”.


Dia após dia ele descia um andar.


Até hoje...


Já temia que ele chegasse a essa ponto. Virei à quadra e o vi. Ele parecia vigiar esperando-me. Quando me viu se dispôs a aquecer-se ou fingir que aquecia. Ouvia seu coração num ritmo acelerado fazendo-me sentir completamente sedenta. Acelerei minha corrida o ignorando, para o seu próprio bem, porém ele me acompanhou algumas passadas atrás. Sentia minha garganta pegando fogo.


Era só eu o seduzi-lo e levá-lo ate um lugar sem ninguém.” Ocorreu em minha mente naquele momento. Mas me recordei dele adormecido na cama, naquela fadiga manhã onde olhei pela primeira vez em seus olhos. Senti minha parte monstruosa ficar “fraca” como se ele fosse minha kriptonita, contra o mal em mim.


Sentia a pulsação dele, sua respiração pesada logo mais atrás de mim. Com o ritmo acelerado dele seria extremamente fácil, uma única mordida e tudo fluiria para minha garganta, acalmando a queimação instantaneamente. Seria tão saboroso, senti-lo tão quente e corrente vindo de encontro aos meus lábios.


Neguei com a cabeça fortemente enquanto corri mais rápido ainda quase perdendo o foco e me expondo. Parei na esquina me virando para trás e o vendo ainda correndo atordoado até focar aqueles castanhos sedutores em mim, engoli a seco, e dobrei a esquina entrando no beco sem saída. Ouvi quando ele se aproximou dali. Com as habilidades vampirescas eu subi rapidamente numa escada de saída de incêndio que havia ali. Ele olhou confuso o local, e suspirou brevemente.

Tão lindo... Sussurrou minha mente quase em um grito. Sem controlar meus lábios, e nasceu um calmo e suave sorriso bobo ali. Senti-me estúpida, principalmente quando não contive um suspiro.


Observei ele voltar pelo mesmo caminho de antes. Voltei à esquina enquanto o observava se afastando. Ele caminhava de uma maneira “tímida” e olhava apenas para seus pés e chão, e nada mais.


O sol bateu contra minha pele. Senti em minhas costas os primeiros traços aparecerem em minha pele. Já era hora de eu me esconder nas trevas novamente.



Notas finais
obrigada a todos que comentaram no capitulo anterior. e obrigada aos que deixarem nesse também ^~^
ate a próxima quarta!
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