Appear
8 Capitulo 7-Um novo segredo
Notas iniciais
mas enfim.
uma boa noticia e que Appear eu realmente, no começo dessa tarde a finalizei por completo. E agora nesse mesmo momento estou já a escrever a continuação " Disappear". nas notas iniciais do capitulo passado eu já expliquei sobre toda a continuação e tudo mais, então...
aqui esta o novo cap.
e desculpem por vir sem banner dessa vez, mas assim que possível irei colocar-lo aqui.
Musica inspiração: The Red Jumpsuit Apparatus - Angels Cry

Capitulo 7-Um novo segredo
Eu realmente não sabia mais o que fazer ou como reagir. A cada dia que se passava, eu me aproximava mais dele. Havia voltado a correr de manhã, e agora acompanhada por ele. Meu autocontrole estava cada vez maior e melhor. Porém, ainda me sentia insegura em continuar com aquilo.
Ele ainda não sabia sobre mim, obviamente, mas o que o meu “mundo” diria sobre aquilo? Levando em conta que sou filha do poderoso Aro Volturi, isso seria um escândalo. Bom, mas acredito que seria o segundo maior comentário que surgiria sobre mim. Primeiro, me envolvo com o “arque inimigo” de meu pai, tendo um romance com ele. Agora me envolvo com um humano?! Papa enlouqueceria por fim se o soubesse.
Já haviam se passado três meses que nos víamos, cada vez com mais frequência. Algo realmente me chamava atenção, nesses três meses, ele nunca havia terminado o “encontro” de forma... Normal. Nas poucas vezes que eu simplesmente não tinha que correr dele em controle, era sempre constrangedor. O que quero ressaltar é que nunca nos beijamos. Embora fosse visível que fosse isso que queríamos.
Essa noite Bruce havia me chamado para jantar, realmente um jantar em um restaurante e á noite, isso era diferente do que estava acostumada. Sempre saiamos nos finais de tarde. A única coisa que não aconteceria como nos jantares de historias clichês, seria ele me “pegar” em “casa”. E não, ele não sabia que eu residia em um hotel.
Chegada à hora marcada eu estava diante a torre, onde ele já estava com um carro ao seu lado.
–Precisa mesmo disso tudo? -sorri sem jeito. Ele me olhava demoradamente um pouco embasbacado. Quando voltou o olhar para os meus olhos, sorriu maroto antes de responder.
–Isso não chega nem a ser metade do que você merece... -murmurou abrindo a porta para mim. Apesar de a frase ter soado como uma cantada, a frase soou doce quando dita por ele.
Parei o olhando demoradamente. A intensidade que havia em nossa troca de olhares era profunda e de grande magnitude. Um sorriso brincou em nossos lábios. Fui a primeira a desviar o olhar, entrando no carro. Mordisquei meu lábio o esperando.
–A propósito, você esta muito linda, como sempre... -sorriu ligando o carro.
–Obrigada, você também este muito lindo e elegante...
Ele trajava um terno cinza escuro, quase preto, com uma camisa roxa por baixo com os últimos botões abertos, a calça era do mesmo tom do terno e os sapatos eram italianos, os reconhecia de maneira clara, todos do castelo os usavam.
Eu vestia um vestido preto, que demarcava a cintura e com um decote e manga canoa, visto de frente ele parecia um vestido mais colado, porem atrás na altura da cintura havia um detalhe com diamantes que o prendia atrás, deixando um franzido caindo suave atrás. Um escarpim vinho opaco, uma bolsa estilo carteira de mesmo material e cor do sapato. Usava também pequenos brincos de rubis, presentes de séculos atrás de Caius, já o colar com uma singela gota também de Rubi, que combinava com o brinco.
Chegamos ao restaurante, era um conhecido e de luxo.
Seria dessa vez que iríamos para um “nível” acima?!
Ele estendeu a mão enquanto eu me retirava do carro. Seu olhar não passou despercebido por mim. Observando meu corpo levemente demarcado pelo vestido. Mas tímido e respeitoso, como era ele, logo desviou o olhar. O local estava bem cheio, porém fomos guiados até uma parte separada, onde tinha uma bela visão do Central Park.
–Para que tudo isso? Bruce? -questionei após nos sentarmos, e ele pedir um champanhe.
–Nada... Só que... Você, sem duvidas alguma, merece grandes coisas e eu seria um idiota em continuar querendo dar migalhas a você...
–Bruce... Você já me dá tudo por apenas respirar e estar vivo... -admiti tocando sua mão sobre a mesa. Ele me olhou demoradamente. Ele estava claramente sem palavras, eu não pude deixar de sorrir, isso fez ele sorrir e relaxar-se mais.
Logo o garçom veio trazendo o cardápio. Eu quase não comia quando saíamos, mas Bruce não questionava tanto, embora eu soubesse e via o quanto aquilo o perturbava. A princípio o pedido foi um vinho de safra por volta dos anos 30, uma boa escolha, devo admitir.
–Como vão suas pesquisas? -questionei puxando assunto, enquanto solvia um demorado gole, o dando tempo a responder.
–Paradas... Praticamente. -franzi o cenho confusa, ele sempre me dizia que trabalhava muito nelas. Ele logo veio se justificar. – Bom, cada dia que passa eu me perco, por assim dizer. E-E que, eu penso muito em você, Poppy... -admitiu enquanto meu coração frio se esquentava de imediato. Entreabri os lábios arfando baixinho, logo meu sorriso ficou estampado acelerando o seu doce coração.
Ele sempre induzia sobre isso, nunca havia falado completamente com todas as palavras; sem dúvidas eu estava muito surpresa com a verdade finalmente dita. Ele corou brevemente, me dando veneno na boca. Engoli a seco. Por mais que eu estivesse me acostumando não significava que eu ainda não o desejasse com todas as minhas forças.
–Você já se decidiu se no próximo domingo vai ao almoço do meu aniversario? -questionou sem jeito.
–Às 12h, certo? -questionei forçando os lábios numa linha reta. -Luz do dia... -murmurei baixando minha cabeça.
–Por favor, Poppy, é importante para mim você ir... Se não fosse eu não insistiria. -seus olhos forçaram-se a transmitir toda a necessidade de seu pedido.
–Então, vou conhecer seus amigos? -sorri dando minha resposta. Ele sorriu relaxado.
–É o que posso considerar minha família, praticamente.
Sorri brevemente. Recordando do meu castelo.
–Você nunca me fala nada sobre sua família... -comentou.
–Minha família é... Diferente...
–São... Como você...?
–Em alguns pontos, sim... -disse sem o encarar. Ele refletiu por uns minutos.
–O que seu pai... Disse sobre você morar sozinha? -repreendi um sorriso enquanto me lembrava do dia que eu disse que viraria nômade. Se vampiros pudessem ter ataque cardíaco, o grandioso Sr. Aro Volturi teria com certeza tido um. A cara dele no momento em que eu o informei fora impagável.
–Ele quase teve um ataque cardíaco... Até hoje não superou eu acho... -sorri. Porém, acabei me recordando do real motivo pelo qual eu saí de lá, era impossível eu não me deprimir ao recordar.
–Algum problema? Se não quiser falar sobre isso eu vou entender... -murmurou tocando minha mão. Levantei e o olhei sorrindo.
–É só que... Eu tive um grande motivo para querer sair de lá. É apenas isso... -sorri ignorando a sensação depressiva que me tomava.
–Bom, com licença... — pediu ele se levantando e indo ao banheiro. Respirei fundo e senti o cheiro do garçom soou agradável para mim. Talvez um lanchinho me ajudasse, no caso de Bruce realmente tentar alguma coisa.
O homem se aproximou ao meu chamado. Sorri a ele, e lancei meu olhar hipnotizante, fora questão de segundos. Levantei-me o chamando ate uma coluna escura, o prensei ali e deixei minhas presas aparecerem, me tornando a predadora que eu era. Quente e suave, ele escorria para minha garganta a reconfortando. Meus sentidos como agradecimento diante o abastecimento se relaxaram, me deixando apenas ali naquele momento diante meu alimento.
Logo senti seu corpo pesando para baixo com cuidado o coloquei ali, o deixando escondido. Retornei a mesa, porém a única coisa que encontrei fora algumas notas sobre o forro vermelho.
Senti-me gelar por completo. Minha fraca respiração se descontrolou. Sai em disparada (em velocidade humana) até a saída, onde o vi acelerar o carro indo embora. Respirei fundo. Fechei meu punho com força e caminhei para qualquer lugar.
Era obvio que ele me odiaria pelo o que eu era. Sentia-me desamparada, literalmente morta naquele momento. Acabou?! Era só isso?
Odiei o veneno que corria por mim. Odiei o que parte de mim era naquele momento. Eu simplesmente odiei, odiava na verdade, eu não podia chegar perto dele que já queria o matar, porque eu tinha que ser assim?
Senti uma queimação, seguida por uma dor que parecia que minha pele, tão resistente, estava sendo cortada. Aproximei-me do carro parado ali no meio de uma rua qualquer e usei o vidro como espelho. Abaixei um pouco do vestido observando a marca brilhante formando escritos em minha pele, ali na altura do busto.
Era um novo segredo surgindo em mim.
“Odérunt partem meam lamia”
Logo o brilho foi se apagando e deixando apenas uma marca preta, que logo se apagava também.
“Odeio a minha parte vampira"
Esse era mais um novo segredo que ficaria para sempre cravado em minha carne...
Notas finais
podem perguntar qualquer coisa sobre a fic que eu estou disposta a tentar responder.
'3' ate a próxima semana.
Fale com o autor