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31 Capitulo 30- O interrogatório
Notas iniciais
Capitulo 30- O interrogatório
Os minutos foram passando até se forma uma hora. Eu me mantinha ali. Silenciosa. O silencio para atiçar meu lado mais perigoso, fazia-me pensar nas crueldades que poderia fazer se provocada a tal.
O silencio era o pior amigo do pensamento, ele o despertava, encorajava, enlouquecia...
Eu fitava a frente sem ver. O cheiro enjoativo veio, sorri cruelmente, apelar a Natasha não ajuda em nada, para ninguém. Olhei para o espelho, sabia que ela me observava. Eu a senti tremer brevemente, antes de disfarça entrando para que ninguém percebesse o seu lado humano.
― Então “Montegomery”, você não deveria fazer Bruce sofrer, que tal colaborar um pouquinho para ao menos durante alguns meses ele ir te visitar na cadeia? ― começou vindo e se sentando na cadeira de frente a minha e cruzando os braços sobre a mesa.
― Você me da pena sabia? Acha mesmo que mesmo eu ficando presa, o Bruce lhe dará alguma chance? ― sorri provocando-a. ― Me diga como é o único que você “quer” não a querer?
― Quem é você afinal de contas? ― mudou com aparência calma, mas eu via o quando irritadiça ela ficou.
― Eu já disse. Poppy Montegomery.
― Esse nome não consta em nenhum documento, tudo o que achamos é falsificado, muito bem falsificado por sinal, parabéns.
― Só porque algo não está provado, não significa que ela não exista... ― disse com um sorriso calmo me recordando do nosso primeiro encontro, levei a mão ao vale entre meus seios sentindo a medalha em acrílico. Havia mandado fazer com o trevo que Bruce me deu esse colar. Mas o deixava sempre dentro da blusa, para dar “sorte”.
― Todos os corpos foram drenados. O que você fez com o sangue deles? Já que segundo consta, todos eles eram saudáveis e sem quaisquer doenças.
― Você desconfia do que eu fiz, não? ― apontei vendo-a me olhar demoradamente. Sim, ela desconfiava, mas nunca diria, pois seria taxada e acabaria com sua reputação. Dei um sorriso torto. ― Sim, Natasha eu vendi o sangue deles... Dá um bom dinheiro até... ― sorri vendo-a manter uma certa “excitação” até eu mentir sobre o que fiz. Ah sim, ela realmente acreditou que eu iria dizer, mas ela sabia que eu estava mentindo. E isso trazia um certo jogo que soava cada vez mais interessante.
― Bom, sabemos então o porquê. Mas precisamos saber quem é você... ― eu sorri de canto desviando o olhar para o chão.
― Eu já disse quem eu sou... ― sorri.
― Poppy... ― Começou desviando o olhar também. ― Pelo o bem de Bruce, se importa tanto com ele, coopere conosco...
― Pelo bem de Bruce? ― ri. ― Eu disse que Fury é patético e burro, mas agora vocês se superaram... ― ela me olhou confusa por alguns segundo. ― E seu eu não cooperar? O que vão fazer? Irão atrás dele? Acho que isso não seria uma boa ideia... ― comecei entrando na mente dela. Pus-me de pé, ela já ia dar o alerta. ― Querida, não se preocupe... Como já disse à Fury, se eu realmente quisesse fazer algo contra vocês eu já o teria feito. ― Caminhei ficando atrás dela. ― Você não iria atrás de Bruce, ele assim como eu, tem um lado que não pode ser parado quando começado. Até porque acredito que purê de Romanoff não será nenhum pouco de sabor agradável... Honestamente fora realmente uma pena Thor ter desviado a atenção dele... ― eles tentaram abrir a porta, mas usando da telecinética, eu a travei.
― Se afaste dela! ― murmurou alguém através da caixa de som. Inclinei-me atrás dela, ficando próximo de seu ouvido. Afastei calmamente seus cabelos deixando a área livre. Engoli a seco por estar próximo, o cheiro dela não me atraia mais, ela ao menos para alimentação seria útil.
― Serei clara com você, até mesmo honesta. ― sussurrei calmamente. Tornando novamente o clima pesado. ― Se você, para qualquer fim, se aproximar, ou quaisquer uns de vocês, de Robert Bruce Banner, podem ter certeza que vocês vão conhecer algo pior do que o Hulk. Eu irei fazer você desejar até o fim de suas entranhas terem sido esmagadas, se tornando o nada que você é, aquela vez, pelas as mãos adoravelmente verdes e grandes do meu Hulk.
Vasculhei novamente sua mente.
― Nat... Não lute contra mim, ou contra ninguém, você não e ninguém... Por mais que você tente, se esforce, sempre vai ser uma vagabunda exatamente como a sua mãe. ― repeti as mesmas palavras uma vez ditas em seu passado. Aproveitei vendo-a completamente pasma e “quebrada”. Segurei sua nuca com uma mão. ― Você é humana, como todos os outros, quanto mais você nega isso, mais oportunidade você dá aqueles que realmente sabem manipular, aqueles que realmente têm o direito de se comporta como um inumano, de acabar com você.
Retirei calmamente as mãos dela e caminhei até minha cadeira me sentando calmamente, ela fitava a mesa com os olhos marejados. “destravei” a porta e uns 5 agentes, que tentavam arrombar a porta, praticamente cairão para dentro. Vi no canto Nick me olhava de maneira fria, mas sabia o quanto surpreso ele estava e assustado também.
― Próximo... ― ri divertida, enquanto Natasha se punha de pé.
― Você é cruel... ― sussurrou.
― Apenas quando é necessário... ― murmurei calma, sem mostrar qualquer reação hostil.
Quando tudo se acalmou, eu estava sozinha novamente. Mas não durou tanto tempo.
― Olá. ― murmurou Clint Barton entrando.
― Achava que você fosse mais de campo... Pelo o que percebi.
― É, eu sou... mas vim quebrar um galho. ― murmurou se sentando com uma pasta em mãos.
Ele abriu a pasta colocando as fotos das vitimas sobre a mesa.
― Por quanto vendeu? ― murmurou calmo. ― E para quem?
― Hã... Isso não tem importância. Na verdade eu mandei para um galpão, de lá, eu não sei para onde vai. Não vimos ninguém, não temos contato. Simples pratico e todos ganham. ― até que estava gostando dessa mentira.
― Pode nos levar até lá, endereço, ou como entrou nisso?
― Foi ao acaso, um único telefonema. Mas, de época em época eles mudam o local de entrega.
― Devo presumir...
― Telefone descartável... ― dissemos unissíduos.
― Sim... ― sorri brevemente. Ele me pareceu calmo, embora ainda sim visse que eu era perigosa, mas algo me dizia que ele era um bom aliado. ― Devo ressaltar que você ao contrario dos outros me parece... calmo. ― sorri.
― Bom, não sou de interrogar as pessoas. E você pelo o que vi parece querer colaborar, mas acho que eles fizeram as perguntas erradas... Bom, não sei, sou agente de campo, então...
― Sim, claro. Agora acredito que vai me perguntar quem eu sou...
― Essa é a intenção. Mas tem algo que eu fico muito curioso... ― sorriu ele guardando as fotos. ― Ouvi dizer que faz um truque interessante com os olhos...
― Ah... ― eu não pude deixar de rir. ― Isso... Bom, não é um truque, foi um efeito de luz...
― Eu vi durante a festa e vi também, vi o que vez. É muito habilidosa, devo ressaltar. Nunca vi algo como aquilo.
― O que, eu acalmar o Hulk? ― sorri.
― Também. Pelo o que vi vocês estão realmente juntos. Mas, Poppy, você matou muita gente.
― Você também, Natasha, Fury, Hulk... Mas existe uma diferença entre nós...
― E qual é? ― murmurou curioso.
― Tenho motivos, e necessidade para o fazer.
― Mas qual seria? ― sorri marotamente.
― Vocês não precisam saber... ― eu ri divertida.
― Agente Barton. ― clamaram.
Novamente me via sozinha ali naquela sala.
Assim, me peguei pensando em Bruce...
Como Bruce deveria esta agora?
Esse pensamento me surgiu rápido quanto um tiro. E se conseguisse arrancar dele a verdade? Parte de mim confiava em Bruce, mas não deveria tê-lo colocado nisso.
Afinal de contas porque isso aconteceu?! Porque eu me deixei levar?
“Porque você gosta dele, tolinha!” ― minha voz interior soou me dando uma leve irritação.
Levantei a cabeça ao ouvir a porta, vendo Clint com dois guardas e um médico entrando.
“O–ou... Médicos nunca eram bons para mim... Não me compreendiam... a não ser Bruce.” ― murmurei mentalmente os fitando sem demonstrar emoção.
― Poppy, esse é Henry Kalinger, ele é medico. Iremos precisar fazer um exame de sangue e DNA... ― avisou-o suave.
― Que tal... ― comecei e fiz uma pausa dramática e pensadora. ― não... ― sorri no final me esticando na cadeira bem folgadamente.
― Me desculpe, Poppy, mas você não tem escolha...
― Ter eu tenho, só não quero usá-la... trará muitas baixas e talvez até alguma destruição...
― Por favor, Poppy, pelo Bruce... ― pediu ele.
― Bruce nem queria que estivesse aqui então nem tente usar ele para conseguir alguma que vocês já deveriam ter aprendido que com o Bruce “o buraco é mais em baixo”...
― Me desculpe, Poppy... ― murmurou trocando um olhar com os agentes que vieram em minha direção.
― Bom, acho que estou mesmo precisando me mexer um pouco. ― aleguei me pondo de pé enquanto eles colocavam a mão sobre a arma como um aviso.
Um deles veio para me imobilizar, mas no momento que ele tocou meu braço, segurei seu pulso com um movimento rápido já o jogando-o contra a parede. O outro veio, mas o empurrei também contra a parede. Clint sacou a arma e apontou diretamente para mim, escoltando o doutor para fora.
― Que se dane... você tem sorte de ser amigo do Bruce! ― murmurei mudando a cor de meus olhos, ele me olhou confuso e antes que pudesse fazer qualquer movimento eu parei em sua frente e o arremessei longe.
Olhei para o doutor com as mãos atadas e tremendo de medo.
― E-eu só fui chamado não tenho nada haver com isso! ― dei um rápido sorriso o deixando para trás, os poucos agentes do lado de fora começaram a atirar, tão rápido quanto as balas, eu me desviei delas e desarmei-os.
Eu precisava sair dali!
Um alarme soou... Nossa eu era tão importante assim para eles?!
Bom, então isso era mais um motivo para partir. Porém... e Bruce?
Por mais que me doesse pensar assim, eu não tinha “tempo” para ele, agora.
Vários agentes começaram a vir para cima de mim, eu desviava, os mordia e devido minha força um ou outro acabava morto. Eles começaram a atirar o que me fez correr. Num corredor mais a frente havia uma barricada como vários agentes com as armas preparadas e apontadas.
Eles eram como um campo de flores para mim. Passava correndo e nem os sentia ao certo, apenas o perfume de seu sangue. Continuei correndo precisava achar uma saia. Mas os corredores cinza confundiam um pouco, mas mantive o foco.
Minhas mãos pingavam sangue, assim como minha boca. Estava saciada por hora, ate demais. Clint Barton estava no começo do corredor e estava com um arco e flecha preparada.
― Não quero machucar você, Poppy, até porque não queremos que Bruce deixe o Hulk sair! ― percebi ele ofegar discretamente vendo-me com as presas, olhos e claro o sangue.
― Sinto muito... Hulk agora é o menor dos seus problemas. ― sorri. Poderia estar “satisfeita” com minha sede, mas ainda sim o frenesi soava alto aos meus sentidos era difícil de parar.
Dei um salto mais rápido que ele (ficando sobre o mesmo), apoiei um pé em seu ombro e com o outro dei em pulso, um pouco forte para falar a verdade, com o outro pé o empurrando para a sua frente. Nem olhei para trás continuei andando. Virei mais dois corredores antes de finalmente ver uma janela. Mas no momento que me pus animada apareceu um agente logo a frente virando um corredor na metade do caminho. Caminhei calmamente sorrindo.
Ele veio pronto para dar-me um soco, já que estava desarmado, porém segurei seu braço e o rodei ao redor do meu corpo de forma que quando eu segurei-o pelos cabelos e seu ombro, seu pescoço ficou completamente exposto, aproveitei abocanhando a pele fina.
Ouvi vários corações disparados e levantei o olhar me virando ainda segurando o corpo para a esquerda, estavam todos ali. Tony, Natasha, Janet... Todos. Eles me encaravam sem reação. Logo mais ao fundo com passos vacilantes, Bruce se aproximou. Meus olhos cairão sobre a veia pulsante em seu pescoço.
Fechei por longos segundos olhos inspirando o cheiro dele ali próximo, minha garganta queimou, como sempre quando ele estava ao meu redor. Abri os olhos o fitando com desejo... Um “mal” desejo. Fechei meus punhos em sinal de controle, prendi minha respiração, mas uma parte interna e natural de meu veneno gritava em minha mente, me lembrando de seu cheiro, de quando senti sob meus lábios a contração de sangue quando suguei seu lábio aquela vez.
Rosnei em controle fechando os olhos e me voltei correndo em direção a janela, a atravessando e entrando em queda livre, a pelo visto a 10.000 pés.
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