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25 Capitulo 24- Poppy, um trecho sobre sua historia.
Notas iniciais
Capitulo 24- Poppy, um trecho sobre sua historia.
Era difícil começar, sem ter uma ideia sobre o que exatamente eu deveria fala.
― Bom, como posso começar? ― comecei pensativa, fazendo-o me olhar admirado. ― O que você quer saber, ou por onde quer começar...
― Alho? ― riu desviando o olhar rindo embaraçado.
― Não. Nada contra alho.
― Caixões...
― Bom... Não exatamente, eu sou hibrida durmo. Vampiros não dormem... Mas uma vez eu experimentei um caixão... é bem... silencioso. ― fiz um careta. A risada dele me tranquilizou, mostrando não se importar.
― Hum... Morcegos?
― Não... Mas existe... Transmorfos, eles se transformam em lobos...
― Lobisomens? ― murmurou pasmo.
― Não, transmorfos mesmo. Na verdade segundo o que eu sei, e já ouvi falar, transmorfos são “descendentes” dos lobisomens. Eu não sei muito sobre isso, pois eu e meu papa, ficamos com o que chamaram de século das bruxas. Assim, não tivemos muito contato com a época do “auge” dos “lobos”. ― ele ficou em silencio por um tempo.
― Hã, bruxas? Transmorfos... Tem mais alguma coisa?
― Por hora que eu lembre ou saiba, não. ― sorri, vendo-o processar a informação, ainda.
― Pode me contar mais sobre... Digo, você teve que enfrentar bruxas... ― eu sorri.
― Foi a caça as bruxas, não é muito diferente das... Dos livros. A única diferença, é que quem também estava caçando-as éramos nós, vampiros, e que foi algum tempo antes. Caminhando, pelas sombras logo atrás dos humanos... Ou na frente, eu acho...
― Por que vocês, também, as caçaram? Ambas são criaturas sobrenaturais... ― engoli a seco descendo da mesa, cruzando meus braços e caminhando pelo espaço ali. ― E-eu pensei que, talvez, por serem o que são, cada um, vocês fossem unidos, já que os humanos sempre acabam repreendendo vocês...
― Bom, bruxas nem sempre, ou nem todas. Sabiam da existência de vampiros. Éramos, cada um com seu qual, seu objetivo, vida. Nós vampiros, estipulamos, com o tempo, não nos alimentar de bruxas, além do fato de não ser lá um sangue muito... agradável, não queríamos problemas, ou simplesmente não queríamos ter que, travar uma batalha, ou algo do tipo uns contra os outros.
― Então, alguém... Alimentou-se de uma?
― Não... Na verdade, tudo começou por minha culpa. ― sussurrei virada de costas para ele. Dei uma risada abafada. ― Digamos que... ― comecei me virando para ele. ― Eu sempre provoquei bastante “fofoca”, bom, nem tantas, apenas, uma ou outra que fosse o suficiente para deixar como um grande marco. Alimentando por séculos. Mas tudo há um começo... E esse fora por volta do século XI...
“Eu costumava passar o tempo, numa campina em Florença, onde, conheci duas irmãs que sempre as quartas, iam ao campo pegar flores. Com o passar do tempo, eu conheci Margot, a irmã mais nova. Viramos amigas... Compartilhávamos historias, entre outras coisas. Ficamos próximas o suficiente para que ela me contasse que sua mãe era uma das bruxas mais poderosa da nossa área.
Margot sabia que eu era diferente. Um dia acabei revelando a ela o que eu era. Ela ficou assustada, correu para longe, nunca mais a vi. Algum tempo depois, a mãe dela declarou... guerra contra nós... Meu pai para proteger-me, travou a batalha... começou a exterminar todas que conseguia. As que sobreviveram, se esconderam, fugiram. Por volta do século XV começou...
― A caça as bruxas... Dos humanos... ― completou. Dei um fraco sorriso.
― Mas eu não sai impune, nem nos vampiros por um completo...
― C -como assim? ― murmurou confuso.
― Nós vampiros nem sempre fomos, criaturas das sombras Bruce. Lembra o que eu acabei de dizer... Ia à campina, em horário de sol...
― Então, antes, vocês podiam simplesmente sair à luz do dia?
― Antes, sim... A mãe de Margot se reuniu com varias bruxas, antes da guerra começar. Elas nos amaldiçoaram. Assim nunca mais poderíamos sair a luz do sol sem sermos reconhecidos...
― O -o que acontece se você... Sair... à luz, do dia? ― questionou inseguro.
― Não se preocupe, não vou entrar em combustão ao ficara luz do sol. ― ri enquanto ia me sentar em sua mesa. ― E-eu.. Nós, vampiros, ficamos... Extremamente fracos, a luz do sol, quase a ponto da morte. E -e também... no caso o que faria nós nos diferenciar, seriam... As escrituras...
― C- como?
― No momento em que aparecemos á luz do dia, a primeira coisa que vai acontecer, será aparecer escrituras por todo nosso corpo, bom, dependendo da quantidade de... Segredos que cada um tiver. ― ele ainda pareceu confuso. ― Quando nos expomos, nosso segredos ficam a mostra, como tatuagens que se movem no lugar, se elas ficassem paradas até poderíamos sair. Mas elas ficam tremulando suavemente sobre nossa pele... ― murmurei tocando meu ante braço. Voltei-me a Bruce, que me olhava “maravilhado”.
― Parece incrível... ― sorri sem jeito negando.
― É um pouco chato, na verdade... Principalmente quando, ela surge a primeira vez, quando se crava em você...
― Você tem... muitos... segredos...? ― ele não teve coragem para me encarar ao questionar. ― provável... Digo por sua... idade.
― Não muitos... O “ultimo” apareceu há algum tempo... Na noite do restaurante... que você interpretou errado. ― ele franziu o cenho. ― Eu passei a me odiar pelo o que eu era... Ou parte do que eu sou. ― ele negou se levantando se pondo entre minhas pernas, segurando meu rosto em suas mãos quentes.
― Não... Você não pode se odiar por eu simplesmente não compreender o quão maravilhosamente perfeita e mortalmente perigosa você é.
Eu o fitei por demorados segundos, antes de rapidamente beijá-lo. Uma de suas mãos aprofundou, indo de meu rosto para minha nuca, enquanto o outro desceu ate minha coxa, me puxando mais contra seus quadris.
Sua boca... Ela assim como seu sangue, fora feita perfeitamente para mim.
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