Appear
9 Capítulo 8-Não fora um beijo
Notas iniciais
Milhões de desculpa pelo erro inconveniente!
P.S.:Deixem vários reviews me xingando pelo erro, eu irei agradecer por eles, pois com certeza vocês devem estarem muito confusos por causa do erro!

Capítulo 8-Não fora um beijo
Eu simplesmente corri.
Corria o mais rápido que podia em direção a torre. Precisava falar com ele. Ele sabia sobre o meu segredo, e havia conseqüências sobre isso. Pulei subindo a torre pelo lado de fora, estava ficando algumas marcas de minha força na estrutura mais não liguei a única coisa que me importava era Bruce.
Parei próximo ao seu quarto pegando a conversa.
-Foi isso mesmo que você viu Bruce?-era uma voz suave e feminina.
-Eu vi Natasha... Ela estava beijando o garçom...
-Relaxa grandão... Segue em frente!-murmurou Tony.
-Tony, as coisas não são bem assim. Você esta gostando dela?
-E-eu... Eu acho que sim, Pepper... -sua voz soou fraca e dolorosa aos meus ouvidos.
Mas, havia uma parte boa, e outra ruim.
Ele não me odiava pelo o que eu era, e ainda não sabia sobre isso, entretanto, ele achava que eu estava com o garçom.
Desci pulando no chão, quase escorreguei devido ter garoado. Aproximei-me da entrada, ate ver um homem prestes a entrar. Ele usava uma calça jeans um pouco justa com uma jaqueta de couro marrom escuro, e seus cabelos eram um pouco selvagens.
-Olá... -chamei e ele se virou com um charuto na boca e aguardou, percebi que ele usava um colar com uma plaquinha, deveria ter servido ao exercito. -eu, eu queria falar com o Dr. Bruce Banner...
-Vou mandar a ervilha descer... -resmungou com a voz grave entrando.
-obrigado...
Respirei fundo. Passei a mão pelo rosto. Ao mesmo tempo em que era fácil tudo estava tão difícil. Eu seria muito estúpida em achar que manteria a verdade sobre mim para sempre afastada dele, cedo ou tarde ele saberia o que eu era. E cedo ou tarde ele correria esse grande risco.
Ouvi seu coração. E me virei vendo-o saindo escorando a porta. Abri e fechei a boca diversas vezes.
Nada me feriu mais que seu olhar de decepção.
-Bruce... -suspirei. -eu posso lhe garantir que não e nada daquilo que você viu e o que você esta pensando. -ele encarou o chão demoradamente;
-não sei nem o que eu devo pensar Poppy.
-Bruce eu... Eu não posso te explicar, mas você precisa acreditar em mim... eu não estava...
-O que? Beijando o garçom enquanto eu saio por menos de 5 minutos?-voltou-se indignado.
-Eu não estava beijando ele Bruce...
-Poppy, por favor, eu sei o que eu vi...
-Mas você não viu realmente Bruce... Eu sei o que eu estava fazendo e a ultima coisa que eu estava fazendo era beijando-o...
-Claro... -relaxei brevemente, com sua afirmação. — você estava beijando o pescoço do garçom... -riu ele negando com a cabeça.
-Bruce... Eu não estava...
-Poppy, eu sei que você e mais nova do que eu... Sei que você quer curtir a vida, mas...
-Bruce, eu não sou mais nova que você, acredita em mim!-disse num tom firme.
-Poppy, isso não esta dando certo... Eu pensei que estava...
-Esta sim... -murmurei segurando sua mão, mas ele soltou-se.
-Poppy, eu... Isso não esta dando certo. Eu não consigo te entender, toda vez que eu tentei te beijar, você sempre de alguma forma, muito discreta você desviava. Eu pensei que fosse porque você ainda não estivesse pronta, ou algo do tipo, mas quando eu voltei você estava com o garçom.
-Bruce... Eu...
-Poppy, por favor... -pediu ele serio, muito serio. -negar só esta piorando as coisas... -senti meus olhos começarem a arder, eu não podia chorar na frente dele. Não era por orgulho, e sim pelo fato que as lagrimas de híbridos, eram puro sangue.
-mas Bruce...
-Poppy...-ele se afastou alguns passos respirando pesadamente enquanto passava as mãos pelo rosto.-como você quer que eu fique com alguém, cuja eu não sei nada... Me diz, você acha justo? Eu não sei simplesmente nada sobre, você... Não sei onde mora, não sei sua verdadeira idade, não sei como e a sua vida... Eu simplesmente estou com uma desconhecida. Eu nem sei se Poppy e seu nome verdadeiro ou seu apelido...
-E meu apelido... -murmurei cabisbaixo. Ouvi-o bufar um riso.-E Popires...-murmurei.
-O que?-questionou se voltando a mim.
-Meu nome... Completo, Popires Montegomery... Volturi... -sussurrei fitando o chão.
-Isso não adianta agora Poppy... Popires...
-Bruce, por favor... Eu só quero te proteger... -murmurei, ele riu novamente.
-Me proteger?-murmurou confuso. -Do que?
-Do que eu sou... -murmurei abaixando a cabeça.
-E o que você e?-pressionou.
-Eu não posso...
-Poppy, odeio ter que lembrar isso, você sabe... Mas eu tenho o… Hulk, dentro de mim...
-E você se lembra que eu o derrubei com um único soco?-murmurei sem encará-lo.
-E como você tão pequena e frágil conseguiu isso?
-Bruce, eu não posso te contar....
-Popires, não tem como construir um relacionamento as cegas quem dirá com segredos... Olha. Acho melhor nos... Não nos vermos... Por um tempo...
-O que?!-senti meu corpo pesar e estremecer por completo. -não... Bruce por favor!-implorei.
-Ate... Qualquer dia Po... Popires...
-Bruce...?!- tentei chamá-lo porem ele continuou a adentrar indo para longe de mim.
Sentia o chão se abrindo sob meus pés. Por dentro eu me sentia gélida, por fora estava como se a qualquer momento, de alguma forma, eu fosse incendiar tudo a minha volta. Fazia alguns minutos e eu ainda estava ali parada fitando por onde ele entrou. Indo para longe, mesmo estando perto.
Sentia como se estivesse numa batalha sendo ferida a cada segundo, batalha não, talvez uma câmara de tortura; Porque doía tanto? Afinal como algo que eram apenas palavras e sentimentos poriam simplesmente rasgar uma pessoa ao meio? Não, espera. Eu não sou uma pessoa...
Eu...
Eu sou um monstro...
Uma monstruosa criatura da noite... De aparência pequena frágil e sedutora. Se era tal criatura... Porque sentia uma dor tão humana... Tão real?!
“O que ele havia feito comigo?!”-apos tanto tempo, me vejo novamente diante a tal questionamento. O que ele havia feito comigo?
Respirei pesadamente diversas vezes sentia que algo, a mais pura raiva sobre o que eu era crescendo dentro de mim. Cerrei meus punhos dei de costas para aquela maldita torre e caminhei com passos pesados em direção ao hotel. Na primeira sombra que vi pulei correndo dentre os pontos assustadores onde era o meu lugar, o lugar dos monstros.
Eu quase não via nada a minha frente apenas borrões manchados de vermelho, devido minhas lagrimas. As palavras tudo o que ele me disse rondavam a minha mente, ouvia-as com clareza sendo proferidas repetidamente. O erro fora meu. Não devia brincar com a minha... Não! EU era quem não deveria brincar de humana!Eu poderia ter uma pequena porcentagem, dessa raça medíocre e fraca, porem eu era “mais” do que eles...
Entrei pela janela e respirei fundo. Eu simplesmente não sabia o que acontecia comigo. Senti dor, era como se ele tivesse me apunhalado pelas costas, mesmo eu sabendo que boa parte daquilo era culpa minha.
Caminhei de um lado para o outro pelo quarto.
Estava interpretando aquele pedido de “tempo” como um: “vamos terminas, mas quero que seja “suave” e com “esperanças”; O que era verdade.
Porque estava assim... Eu...
Era tão humano... O que era aquilo... Ou melhor, isso!?
Senti algumas pontadas na minha cabeça... Era quase uma dor. Meus pensamentos estavam a mil, e eu tinha que me controlar. Olhei o celular... Deveria ligar? Talvez tio Marcus me desse alguma solução... E se eu ligasse e... Eu seria fraca em pedir ajuda. Era minha vida agora. Meus problemas.
Se eu não tivesse me alimentado... Eu fui um pouco gulosa... Talvez eu conseguisse suporta... Eu já havia treinado tanto meu autocontrole. Eu fui mais que idiota!
Realmente talvez ele quisesse um tempo... Talvez esquecesse aquilo... Ou... Descobrisse o que eu era e veria que eu estava apenas... Não. Ele era o herói/mocinho... Seria pior.
Como era possível duas criaturas diferentes se interessarem uma pela a outra... E ainda pior... Se...
Senti como se tudo a minha volta tivesse um clarão... Tivesse ate mesmo um estalo sonoro.
Eu... Eu estava completamente, irrevogavelmente apaixonada pelo Doutor Robert Bruce Banner, um homem tímido, carinhoso, romântico e amável que possuía um alter ego gigante e verde preso dentro de si. E como se não bastasse o drama de “um tempo” pedido por ele, eu era metade vampira... Eu era a vilã.
Notas finais
'3'
Fale com o autor