Apostando nossas vidas!
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Pov's Lexi
Dias se passaram desde que recuperei minha família. Não poderia estar mais feliz, exceto por um pequeno e último detalhe: Jeremy.
Marcos soube que ele voltou e conheceu uma garota, Nicole, se não me engano. Parece que ele não quer me ver por um tempo, achava que não precisava amar uma garota que o trocaria por um simples amigo de infância.
Eu sei, eu não deveria estar preocupada ou triste, mas eu sentia um pouco de atração pelo loiro. Ele tornava os meus dias de luta e de perdas em dias divertidos e engraçados, por mais que eu estivesse brincando com ele.
[Como um pequeno barco no oceano
enviando grandes ondas em movimento.
Como uma pequena palavra
pode abrir um coração,
eu posso ter apenas um fósforo
mas posso causar uma explosão...]
O meu pai comprou um apartamento só para ele e pro Derek, pois o meu não tinha vagas. Era uma noite tranquila e fria. Eu fitava Las Vegas da minha varanda e pensava em como o mundo dá voltas para eu estar nesta situação, logo eu que jurei nunca amar.
De repente, senti meu celular vibrar. Estava com preguiça de ler mas senti que poderia ser importante então li:
Áxel- tá acordada?
No final, não era assim tão importante mas eu sorri ao saber que ele me mandou uma mensagem ás duas da manhã e respondi:
Lexi- sim.
Áxel- ainda bem, pelo menos não vim até o seu prédio á toa.
Lexi- O QUÊ?
Saí correndo até o saguão e vi que ele não estava brincando. Lá estava Áxel, sentado no sofá da recepção e me olhou co seu sorriso meigo e gentil que eu amava tanto.
–O que tá fazendo aqui?-perguntei, surpresa e dando-lhe um abraço.
–Estava entediado, sem sono, minha cerveja tinha acabado. Vim conversar com você, como nos velhos tempos.
–Tá parecendo até o Jeremy, com essa ironia toda.
–Eu vou rir para não chorar, ok?-ele logo circulou seu braço pelo meu pescoço e quis me levar até seu carro para sairmos.
–E para onde vamos?
–Eu sei de um lugar maneiro.
[E todas aquelas coisas que eu não disse,
bolas de demolição dentro do meu cérebro.
Eu irei gritar alto essa noite,
você vai ouvir minha voz desta vez?]
Acabou que fomos para um parque infantil deserto, onde não tinham nada nem ninguém além dos brinquedos infantis.
–Sério? Esse é o lugar "maneiro" que você falava?-perguntei, com sarcasmo.
–Porra, vai me dizer que isso aqui não é legal? Tem balanço aqui!-ele começou a se balançar no balanço infantil que quase não aguentava seu peso.
–Como pude esquecer que você sempre foi fascinado por balanços.-respondi e me sentei em um.
–Balanços são demais, você pode ou não cair deles e eles sempre vão servir para te animar se você estiver para baixo, não acha?
–Acho que são brinquedos de criança que não vão aguentar nosso peso por muito tempo.
Rimos juntos. Era incrível conversar com o Áxel, meu melhor amigo. Me lembrei de uma coisa engraçada da nossa infância:
–Áxel, lembra do nosso primeiro beijo?-perguntei, rindo de leve.
–Claro! Eu ia ficar com uma garota mas ela acabou ficando com o Jeferson e eu fiquei bolado pra caralho.
–E então eu fiquei com você!-eu ri mais e ele também, eram realmente bons tempos.
De repente me senti mal em relação ao Jeremy. Por que eu não conseguia tirá-lo da cabeça? Logo agora que eu estraguei até nossa amizade? Merda, merda, merda e merda!
Mas eu terei que ser forte, essa não sou eu. Quando foi que eu mudei tanto? Essa não é a Lexi que eu sempre tive orgulho. Essa é uma tola que se deixou levar por um ex-militar que queria prendê-la.
[Esta é minha canção de luta,
leve de volta minha canção de vida,
canção que prova que estou bem.
Meus poderes estão ligados,
a partir de agora eu serei forte,
vou tocar minha canção de luta...]
Olhei mais uma vez para Áxel. Ele estava tenso. Parecia nervoso e sem saber o que dizer.
–Áxel, você está estranho.-comentei.
–Estou?
–Sim, você está. O que está acontecendo?
–Acho que é porque estou com você.-disse ele.-Meu coração acelera e principalmente agora que eu devia dizer que te amo.
–Own, eu também te amo, cara!
–Não, não como cara.-rebateu ele, mais nervoso.-Porra, quando eu te vi em Miami eu me encantei, eu não pensei que pudesse ser aquela Lexi que era apaixonado desde o nono ano e que sumira por tanto tempo.
–O-O que...
–Eu te amo, Lexi. Sempre te amei. E... eu não consigo ser seu amigo, entende? Eu já enrolei demais. Agora eu vou soltar a bomba: Lexi... quer namorar comigo?
Eu comecei a chorar. Não por causa da declaração, não por causa do Áxel... mas porque eu recebi esse pedido e ainda estou pensando no Jeremy. Como eu sou insensível ao fazer isso e eu queria mesmo parar mas não conseguia e não sabia o que dizer.
–Não chore.-pediu Áxel e se aproximou. Pousou sua mão em meu rosto e limpou uma lágrima minha.-Você aceita?
–Como eu recusaria?-respondi.
Logo me vi beijando profundamente o moreno. Mias uma lágrima caiu, mas eu tinha esperança. Eu iria esquecê-lo. Disso eu tinha certeza.
Algum tempo depois, eu e o Áxel começamos a andar pelas ruas. Eu ria. Já havia parado de chorar e, por mais que esteja tudo tão romântico e perfeito eu não sentia nada, não sentia o clima que deveria sentir. O clima que eu sentia quando estava com Jeremy.
Estava de mãos dadas com Áxel e quando olhei para frente vi pessoas que eu não faria nenhum tipo de questão de ver naquele momento.
–Jeremy...-falei olhando arregalada para o loiro.
–Lexi.-respondeu Jeremy, seco e eu senti um nó na garganta.-Já faz um tempo. E aí, Áxel?
–Como vai?-respondeu Áxel.
–Muito bem. Ah, vocês não a conhecem.-ele se virou para uma garota ao seu lado.-Gente, essa é a Nicole.
–Prazer em conhecê-los.-respondeu a garota.
–Oi, meu nome é Lexi e esse é o meu namorado, o Áxel.-cumprimentei Nicole, em seguida, Áxel fez o mesmo.
–Namorado?-perguntou Jeremy.
–Ninguém sabe ainda, você é o primeiro a saber.-respondeu Áxel.
–Oh, conta pra eles, então, Jeremy!-pediu a garota quase implorando ao Thompson que contasse algo.
–O que?-questionei.
–Bom, eu e a Nicole também estamos namorando.-disse Jeremy.
Meus olhos começaram a arder. Um nó se formou em minha garganta e eu precisava fazer muita força para não chorar.
–Nossa, que bom!-falei.-Parabéns pra vocês dois!
–Obrigado.-responderam.
–Jeremy, o Marcos sente sua falta. Você devia manter contato.
–Vou dar um jeito nisso depois.-ele falava totalmente seco comigo e eu precisava ir embora.
–Então...tchau! Foi ótimo vê-los!-falei e puxei Áxel comigo, sem nem ouvir o que eles responderam.
Fui direto para casa e passei a noite chorando. Eu não podia acreditar que estava chorando por causa dele. Era inacreditável e eu senti que puseram uma faca no meu coração. Finalmente posso admitir que eu amo o Jeremy.
[E todas aquelas coisas que eu não disse,
bolas de demolição dentro do meu cérebro.
Eu irei gritar essa noite,
você vai ouvir minha voz desta vez?]
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