Apolonyx
8 Filhos reconhecidos
Todos corriam para a batalha (“batalha” é meio forte, não? Talvez luta ou... ) e a gente atrás nos matando para chegar perto deles.
Claro que os da frente foram os primeiros a serem abatidos. Alguns sobreviveram e lutavam como se fossem se matar mesmo.
Bem, Rick Riordan tinha razão.
Eles levavam esse jogo rápido demais.
– Vamos procurar a bandeira.
– Yumi, a sombra dela. — disse o garoto.
– Posso?
– Se for ajudar, a vontade Yumi.
– Vão logo antes que nos vejam.
– Pode me chamar de Ino, se quiser. — e entrou na minha sombra. Parecia quase igual a poucos segundos atrás, mas dava para vez que estava alterada.
Ela seguiu passando por todos como um gavião.
Yudy pegou minha mão e tirou a espada da bainha.
Era escura e parecia impregnado de magia negra daqueles desenhos animados, pela lâmina preta com tipo de uma chama vermelha em volta.
Armei a minha.
“Wolverine” sibilou.
Tive vontade de bufar, mas um semideus Nêmesis apareceu na nossa frente. Parecia além do grau perigoso.
– Òlha, a campista nova sumida! — cantarolou. — Polemos estava a procurando para apresentar a todos nós, não a achou, mas... quem não veria uma semideusa com uma arma dessas? Quase dá para ver a assinatura de Nyx ai.
Rosnei como nunca havia rosnado na vida.
– Essa sua... ui! — e de repente Yudy tinha enfiado a faca nas pernas do garoto, que caiu no chão.
– Estava nos atrasando, querido Nêmesis. — recomeçou a me puxar. — Aquele ali não serve nem para fazer pipoca.
– E você serve?
– Pipoca doce, ainda. — disse rindo.
Pulamos o riacho e ultrapassamos uma barreira de pedra.
Agora estávamos escondido atrás das árvores, escolhendo o melhor jeito de pegar a bandeira vermelha sem perder nas mãos dos semideuses inimigos.
Ele pegou meu arco e flecha.
– Sabe atirar?
– Nunca.
– Nem eu.
– Droga.
– Eu nem sabia que podia arco e flecha, mas tudo bem.
Tive uma ideia.
– Espera. — fechei os olhos e tentei pegar um dardo do Vazio, mas quando abri os olhos não havia nada. Yudy me olhava como se fosse louca. — Uma vez eu... Aah, claro! — tirei o Ted-bracelete do braço e pensei num dardo – ele se transformou.
– Mas que....?
– Ótimo. — Ted se dividiu em quatro dardos e parecia querer mesmo que eu atirasse. — Tem boa mira?
– Vamos ver. Temos quatro chances.
Pegou uma e atirou.
De algum modo, foi direto na orelha.
– O que é isso? — olhou para a cor do dado e como se tivesse minha assinatura... — Filha de Nyx! Apareça!
– Essa foi rápido. — murmurei.
– Apareça logo, sua covarde que se esconde atrás da mãe! Ou melhor, dos pais! — disse o outro semideus.
A raiva encheu de uma vez.
– Pandora, pense bem. Os filhos de Nêmesis mexem com nosso temperamento mesmo.
– Pra mim já deu. — peguei os três dados restantes e atirei de uma vez.
O primeiro acertou o braço direito do semideus e o outro que me chamou de covarde sentiu os dois dardos no peito – ultrapassando a armadura.
Percebi um “Oh” formando na minha boca.
Um caiu no chão.
Mas então apareceu um cara de capacete azul e enfiou a espada no outro semideus, pegou a bandeira e ergueu – gritando.
– Ganhei!
– O que?! — dissemos eu e Yudy.
Cap — Rivais com preferências em comum, novamente.
Um semideus filhos de Hermes ergueu a bandeira e então tudo acabou.
Todos voltaram para o local da partida.
– Hoje os ganhadores é o chalé de Hermes! — disse Polemos, erguendo a mão do garoto com sardas. — Parabens, Ablom. — parabenizou, mas olhando para mim — desconfiado.
– Obrigado, Polemos... mas que...?
Um simbolo brilhava sobre a cabeça de Yudy e Ino.
– Hades. — murmurou. — Somos filhos de Hades, irmã. Ele nos reconheceu.
Paul chegou até eles e pegou seus pulsos.
– Venham comigo.
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