Apolline
1 Capitulo Unico
Notas iniciais
Espero que gostem
10 de novembro 1567
França
Era o inicio da batalha de St. Denis mais uma guerra de religiões da França como sempre entre as facções católicas e protestantes.
Mais uma guerra sem razão, pelo menos acreditava eu, já não bastava o sangue que era derramado em nossas ruas de soldados e de nossos civis que levados por um governo cego davam suas vidas por aqueles que se escondiam atrás de muros de pedra.
Eu como sempre me retirei para a área rural do país, além da calmaria eu poderia aproveitar para visitar minha amada Apolline que estava de luto pela morte de seu marido.
Eu ainda a amava, como se eu a visse pela primeira vez. Mas nunca pude a ter graças ao casamento arranjado por seu pai que havia vendido sua delicada mão para pagar dividas de terra.
Já era noite quando cheguei , Apolline veio em minha direção me abraçando, havia lagrimas em seus olhos.
Hospedei-me em sua casa disposto a distraí-la de sua magoa que expunha uma nevoa negra sobre sua aura. Enquanto tentava não pensar que o corpo do desgraçado que a havia desposado estava no sepulcro naquele terreno em frente à casa.
Estávamos lendo um dos seus volumes de Lei sobre os cristãos novos quando eu jurei ouvir um gemido baixo, arrastado como proferido por uma criatura irreal, Apolline pareceu não notar e seu notou não falou nada.
Continuamos a leitura quando jurei ter ouvido dessa vez um grito, dessa vez Apolline pareceu ficar tensa como se um fantasma a estivesse abraçando.
Sugeri que terminássemos a leitura e fossemos descansar um pouco cada um em seus devidos aposentos, ela concordou apesar de ainda parecer assustada, e assim nos retiramos cada um para seu devido quarto.
Devia ser altas horas da noite quando ouvi um grito histérico feminino, era Apolline.
Corri para sua direção quando cheguei a achei desmaiada como se tivesse visto a face de mármore da morte, olhando ao redor reparei que a janela estava aberta, mas a escuridão não deixava ver nada do lado de fora, a coloquei na cama e chamei ma de suas empregadas para tomar conta dela.
Saí porta afora, olhando ao redor, mas não encontrando nada, foi quando reparei a porta do sepulcro meio deslocada como se tivesse sido empurrada de dentro para fora.
Rodei a casa novamente, durante a segunda volta pegando a pá que estava encostada em um dos lados da cerca ouvi novamente o gemido vindo das profundezas do inferno, ao virar em direção ao jardim vi aquela criatura horrenda vindo em minha direção totalmente suja e demonstrando sinais de sofrimento, a pá fez seu trabalho mandando a criatura com ma única pancada para o chão sem um gemido.
Passado o susto, me aproximei com a ajuda de uma vela para ver o rosto da criatura.
QUE OS ANJOS ME PERDOEM, A criatura era o antigo marido de Apolline, o desgraçado havia sido enterrado ainda vivo.
Bom, o resto acho que não preciso contar como foi que rapidamente arrastei o corpo de volta pro sepulcro tendo certeza de fechar a porta novamente depois e me livrei da pá.
Tive dificuldades as consegui convencer Apolline de que foi apenas um pesadelo, induzido pela febre.
Ninguém sabe o que ocorreu aquela noite, tenho apenas a lua e a escuridão de testemunhas
Voltando ao nosso assunto principal, meu caro irmão, espero sinceramente sua vinda para meu casamento com Apolline daqui a três meses.
Assinado seu irmão Jacques René
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