Notas iniciais
Desculpem mesmo a demora... Provas e falta de inspiração...
Feliz dia dos namorados atrasado! ^.^Ganhei um namorado de dia dos namorados, mas isso nao vem ao caso...
Então, eis mais um capítulo! Espero que gostem!
Boa leitura! ^3^

Uma lágrima escorreu pela bochecha de Damien e pingou no chão. A primeira das muitas que viriam a seguir. O moreno não sabia como agir vendo a pessoa que ele mais amou nos últimos anos morrendo na sua frente. Ele sentia raiva, tristeza, frustração, ódio e, principalmente, uma vazio enorme no peito. A única coisa que ele deveria manter viva acabara de morrer em sua frente. Damien estava em choque.

Enquanto isso, Clear tentava com todas as suas forças subir de volta na pá carregadeira. Não sabia muito sobre a psicologia humana mas sabia que Damien não sairia dali tão cedo. Engoliu o choro e tentou mais uma vez, ignorando o barulho dos errantes sob seus pés.

Do outro lado do trator, Gaspar e Harry lutavam bravamente contra os errantes que apareciam. Pai e filho possuiam uma sincronia quase perfeita no quesito de luta. Os olhos do pequeno loiro estavam vidrados em cada movimento enquanto Gaspar levava ao chão, com uma facilidade incrível, qualquer um que ameaçasse a segurança de seu filho.

Lucie, Andrew, Cristina e Jason lutavam também, mas não com a mesma perfeição de pai e filho.

- Eu sei que não é a melhor hora — começou Cristina, depois de abater um errante com seu pé de cabra — Mas como vocês nos encontraram? Fizemos tanto barulho?

- Sim — respondeu Lucie, com um sorriso ironico — Mais do que imaginam.

Jason bufou, num tom ironico, mas não se pronunciou.

- Estamos aqui só para ajudar — disse Andrew — Depois a gente vai embora, se for o caso.

Lucie assentiu, concordando com o adolescente mas a conversa parou por aí. Derick e Kath se juntaram aos quatro e Andrew logo entendeu o problema: Katherine havia atingindo o seu limite, não podia correr mais e enxergar com a mesma facilidade.

- Desculpe... — murmurou Katherine — Eu tentei, mas...

- Tudo bem! — respondeu Lucie — Pode ficar aqui, está bem?

Lucie assentiu e Derick puxou a amiga pela cintura. Ele era consideravelmente mais alto que ela, porém os dois se olhavam nos olhos.

- Nem vem com o papo de "peso nas minhas costas" — disse Derick, fazendo Katherine rir — Já disse que estou aqui por que quero.

Katherine assentiu e abaixou a cabeça, sorrindo abobada.

Em cima do trator, Katrina e Triz (que havia subido a pouco tempo) observavam os errantes se apoderarem do corpo morto de Christian. A loira abraçava a morena de uma maneira protetora, quase como se fosse sua mãe.

- Ele era um idiota — começou Katrina — Um idiota de primeira. Praticava bullying com os muleques da sala e comigo. Me chamava de preta, me ridicularizava... Eu não devia estar chorando por causa dele... Não devia...

Beatriz passava a mão nos cabelos negros de Katrina e ouvia tudo atentamente. Era terrível ver alguém morrendo sempre, não importa quem.

- Você não está chorando por ele — disse a loira — Está chorando pelo jeito que ele morreu, foi horrível e você não podia ter feito nada.

Katrina assentiu e devolveu o abraço de Beatriz. Ela só queria ser ouvida e a loira havia a escutado como ninguém nunca havia feito antes. Era bom ter uma amiga às vezes.

As duas ficaram assim por um tempo, observando Harry descarregar sua LAPA 03 nos errantes que cercavam Christian. Era até engraçado ver uma criança com maturidade suficiente para usar uma arma daquela proporção.

- Eeeei! — as duas escutaram uma voz fina chamar — Vocês duas! Me ajudem aqui!

Logo, Katrina e Beatriz perceberam que Clear estava conseguindo escalar a pá carregadora e correram para ajudar. Katrina escalou com facilidade a pá, sendo seguida por Triz. A morena puxou Clear da pá que, aliviada, sentou ao lado de Triz, tremendo. A pequena ainda tinha lágrimas no olhos e abraçou a loira assim que a viu.

- F-foi horrível — disse a pequena — Ela simplesmente desabou e... Damien... Damien está...

- Em choque — completou Katrina, olhando para baixo — Damien está em choque.

As três olharam para o moreno ajoelhado na frente dos errantes, chorando. A arma dele estava jogada no chão próxima a Damien, mas ele parecia não ter força nem mesmo para respirar.

- Ele não pode ficar ali — disse Beatriz, se levantando e acenando para Gaspar.

- O que houve? — ele gritou.

- Damien! Está em choque! Avery está morta!

Gaspar ficou uma tempo processando a informação. Cristina e Jason pararam por um segundo, como se não acreditassem que mais alguém estava morto, mas depois pensaram que não era o momento para demonstrar luto.

- Jason! — gritou Gaspar — Vá até Damien e tenha certeza de que ele não corre perigo!

Ele assentiu, porém, antes que pudesse correr até Damien, ouviu um grito feminino.

- DAMIEN! ACORDE!

Todos pararam o que estavam fazendo e olharam. Os errantes haviam perdido o interesse no corpo morto de Avery e estavam indo na direção do moreno, que nem mesmo havia se mexido. Clear, Katrina e Beatriz observavam horrorizadas e sem poder fazer nada enquanto os errantes andavam na direção do membro do grupo.

- CORRA DESGRAÇADO! — gritou Katrina

Os errantes iam chegando cada vez mais perto de Damien, que estava completamente vulnerável. Harry, Gaspar, Lucie e Derick apontaram suas armas na direção em que os errantes estavam e esperaram. Uma reação, um movimento, qualquer coisa, mas nada veio.

- DAMIEEEEEN! — gritou Clear, chorando.

O errante chegou bem perto de Damien, ficando a apenas um palmo de distância do rosto dele. Damien sentia o hálito horrível do errante, mas não piscou, não virou o rosto, não se mexeu. Não teria medo, ficaria ali esperando.

O errante abriu sua boca em decomposição e todos entraram em desespero, colocando o dedo no gatilho. De repente, escutaram o barulho de algo cortando o ar. Um milésimo de segundo depois, uma flecha acertou em cheio a cabeça do errante na frente de Damien, fazendo um liquido preto espirrar no rosto do homem.

Todos ficaram estáticos. Ninguém sabia de onde aquela flecha havia sido atirada. Mais três flechas foram atiradas em sequencia, derrubando todos os errantes restantes. Os quatro abaixaram as armas, sem entender.

Damien havia caído no chão e chorava como um garoto de 5 anos que machucou o joelho. Seus olhos azuis demonstravam uma tristeza fora do comum, mas ninguém ousou se mexer na direção dele. Todos estavam estáticos.

- O que diabos...? — murmurou Lucie.

Derick abraçou ainda mais Katherine. Gaspar e Harry passaram os olhos por toda a área, procurando algum sinal de vida. Lucie apertou sua faca de cozinha nervosamente. Na pá carregadora, as três se encolheram. Jason e Cristina se aproximaram inconscientemente e ficaram de costas um para o outro. Todos estavam alertas.

O único barulho que eles escutavam era o do vento soprando as folhas secas e o de suas próprias respirações. Cada fibra do ser daqueles sobreviventes estava gritando "PERIGO! PERIGO!".

Alguns minutos depois, eles ouviram. Pareciam passos sincronizados, vindos do lado esquerdo do trator. Todos viraram a cabeça na direção do barulho e esperaram. Pouco a pouco, uma silhueta pode ser identificada no escuro. Era magra, esbelta e, definitivamente, uma mulher.

Era ruiva, com cabelos curtos e olhos azuis. Ela andou até os errantes e puxou flecha por flecha de seus crânios em decomposição, guardando-as, logo em seguida. Andou até Damien, se ajoelhou e colocou a mão em seu ombro, sussurrando alguma coisa.

Logo em seguida, levantou-se e andou em direção ao resto do grupo. Ela tinha um arco pendurado em seu tronco e uma mochila grande nas costas. Ela parou alguns metros de distancia dos integrantes dos dois grupos e ficou encarando-os.

Gaspar saiu da posição de ataque e andou na direção da mulher.

- Armas no chão — ele disse.

- Por que eu deveria fazer isso? — ela perguntou.

- Armas no chão.

- Por que?

-Armas no chão!

- Eu perguntei por que!

- ARMAS NO CHÃO!

- PEDIDO RECUSADO!

A mulher retirou o arco do tronco com uma velocidade incrível e apontou uma flecha para Gaspar. Menos de um segundo depois, todas as armas do grupo estavam voltadas para ela. A mulher não recuou um momento sequer. Observava com precisão o melhor lugar para atirar no homem.

- Abaixe a arma — pediu Gaspar — Queremos agradecer pela ajuda.

A mulher não se mexeu, deixando mais tensos os músculos de seus braços.

- Qual o seu nome? — perguntou Gaspar.

- Maryanne.

- Muito bem, Maryanne. Vamos tentar novamente, tudo bem?

Gaspar abaixou sua arma e Maryanne fez o mesmo, sendo seguida pelo resto do grupo.

- Eu sou Gaspar, e queremos agradecer por ter ajudado nosso amigo Damien.

A mulher continuou com uma expressão fria e postura ereta. Gaspar andou, sem medo, na direção da ruiva e estendeu a mão amigavelmente.

- Esse é o nosso grupo e, em nome dele, agradeço.

Notas finais
E aí? Gostaram? Espero que sim!
Desculpem a demora novamente... T-T Falta de inspiração é triste.
Mandem Reviews!
Beijos!