Apocalipse: New Age
3 Capítulo 2- Hope For A New Home
Notas iniciais
Capítulo 2- Hope For A New Home
Esperança Por Uma Nova Casa
Três dias se passaram depois da morte de Louis. Lucy e Sophie vasculharam casas e pegaram suprimentos.
Sophie ficará em choque com a morte tão repentina de seus pais, deixando Lucy amedrontada com o estado depressivo de sua irmã, que abraçava seus joelhos com muita força por toda a viagem, saindo somente para vasculhar casas e ajudar sua irmã.
Numa manhã ensolarada, Sophie acorda com sua irmã chamando-a baixinho.
–Sophie…Acorda…-Sussurrou, empurrando-a levemente, fazendo a menor abrir os olhos e espreguiçar como um gato.
–Hum?
–Você gostaria de uma casa nova?
~°~°~
Ambas estavam paradas em frente a uma grande casa, com dois andares, de cor cáqui clara, com várias árvores em volta. A única coisa que distorcia a bela imagem da casa era algumas manchas de sangue nas portas e nas várias janelas (que estavam fechadas).
–Por favor, não se separe de mim. -Alertou Lucy, olhando para a irmã, antes de caminhar em direção á porta da frente da casa. A garota bateu na porta, deixando a pergunta mental de Sophie no ar: “Será que ela bateu para certificar se há algum walker dentro de casa, próximo, ou… se há um humano?”.
A porta foi aberta por Lucy com um rangido. Com passos lentos e hesitantes, ambas entraram na casa. Sophie arregalou os olhos ao perceber a beleza do interior da casa. O primeiro cômodo era a sala de visitas, que era divida da sala de jantar de paredes azul mar com um pequeno murinho de mesma cor.
–Uau…!-Sussurrou a menor olhando para os quadros e esculturas.
–Sophie… Você terá o tempo do mundo depois para apreciar esta casa, mas agora, concentre-se!–repreendeu a irmã, sussurrando. Sophie fechou a cara.
–Cortou meu barato… — Resmungou, cruzando os braços. Um fino sorriso de zombaria formou-se no canto dos lábios de Lucy.
Um barulho -como alguém socando algo, e gemidos- vindo de uma das portas perto do outro cômodo, assustou as garotas, fazendo-as pular no lugar. Lucy colocou o dedo indicador sobre os lábios, em sinal de silencio.
Lucy foi andando em direção á cozinha, o local de onde vinha o barulho, porém, algo despertou a curiosidade de Sophie, que parou de andar. O segundo andar da casa. Sophie olhou para o lado, vendo se sua irmã estava a vigiando. Negativo. A menina então colocou o pé hesitantemente no primeiro degrau da escada de madeira de mogno escuro, olhando rapidamente para a irmã. Ela então começou a subir á escada cada vez mais rápida, parando, de vez em quando para espiar se sua irmã a observava.
A garota então conseguiu chegar ao segundo andar, o que dava num longo corredor, com várias portas em ambos os lados. Ela andou pelo corredor olhando as portas superficialmente. Porém, uma das portas a interessou, fazendo-a ficar a poucos centímetros da porta com placas de adesivo de “Não Entre” pintadas de vermelho e alguns poemas que a menina reconheceu de cara.
Ela então adentrou curiosa no quarto, que era pintado de azul escuro, com piso de madeira, estantes de madeira de carvalho repletas de livros e uma cama King Size de edredom cor azul claro. Sophie passou a mão nos livros das estantes, chegando até o criado-mudo, o qual tinha vários livros em cima. A menina pegou um dos livros, e o abriu , começando a ler.
Atrás da garota, a porta de um armário se abriu, não alertando a menina, distraída com a história.
Algo então caiu no chão, fazendo a garota virar-se, assustada com o som, encontrando um walker, e um ipod no chão, o qual com a batida, começou a tocar.
Well, I'm so above you, and it's clean to see…
O walker veio para cima da menina, que estava indefesa.
But I came to love you in a way…
A garota colocou os braços a frente do corpo, empurrando o walker, que resistia.
So you pull my heart out And I don't mind bleeding
Mesmo tentando empurrar, o walker era muito mais forte que a menina, a qual foi empurrada em direção a porta, indo para o corredor.
Any of the time you keeps me waiting, waiting, waiting…
Sophie chutava o Walker, que parecia indestrutível, empurrando-a ainda mais, na vontade frenética de morde-la. Até que ela escorregara, e ambos caíram rolando na escada.
Oh oh oh I got a love that keeps me waiting, Oh oh oh I got a love that keeps me waiting!
No ultimo degrau da escada, caída no chão e com o walker em cima de si, Sophie lembrara da adaga que a irmã lhe dera, puxando-a do cinto, e cravando a adaga com dificuldade na cabeça do monstro, o qual- após de morto- caíra em cima da menina, que respirou aliviada.
A batida da música continuou, enquanto Sophie tentava tirar inutilmente o corpo do walker de cima de si. A garota, cansada, fechou os olhos por um segundo. Ao abri-los, se depara com sua irmã a olhando raivosamente. Lucy tirou o walker de cima da menor, que estava se preparando psicologicamente para o sermão. Mas , ao contrário disso, recebeu um abraço, ficando estupefata.
–Que bom que está bem…- sussurrou Lucy.
Ela então se soltou da mais nova, e a olhou furiosamente. “É agora”, pensou Sophie , fazendo uma careta.
–Por que raios você se meteu lá em cima?- Exclamou Lucy – Sophie, você não sabe o susto que me deu!
Ela respirava rapidamente, olhando confusa para a menor. Ela a abraçou novamente.
–Não sei oque faria se perdesse você também…
Ambas se separaram do abraço, e Lucy colocou a mão na testa, com um sorriso de canto.
–Eu provavelmente enlouqueceria, baixinha – Comentou ela brincalhona, mas sem deixar o rastro de seriedade do assunto muito longe. –Vem, vamos para a cozinha.
A mais nova seguiu Lucy até a cozinha grande da casa, onde, dentro da despensa, jazia morta o corpo de uma walker alta e esguia em seus trajes chiques.
– Essa casa é tão bela..- Comentou Sophie, impressionada.
–Sim…- Lucy começou a puxar o walker para uma porta que levava à varanda- Por que não vai tomar banho? Já que conhece o segundo andar tão bem…
–Lucy, não tem energia, lembra? E está frio. — Justificou a garota, ignorando o comentário da irmã.
–Nah! – Ela apontou para uma caixa grande de metal dentro da despensa onde a walker estava quando fora morta- Essa casa tem gerador de energia. Tiramos a sorte grande de encontrar uma casa boa como essa.
–Mary Lucy Lawrence… Você só pode estar brincando! – Sophie deu um beijo estalado na bochecha de sua irmã, que riu.
–Vá tomar banho logo!- Ordenou Lucy, risonha, ao ver a irmã correr. Quando a menor estava no primeiro degrau da escada, Lucy chamou:
–Sophie!- A menor olhou curiosa para a irmã – Você… foi muito esperta quando matou aquele walker –Sophie abriu um sorriso de orelha a orelha – Mas só quando matou.- advertiu a mais velha
Sophie sorriu debochada e correu escada acima, animada para tomar banho.
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