Apocalipse - Início e fim.

1 Seria gênesis, ou apocalipse?


Notas iniciais
Yaaay, sou um novo escritor, com baixa auto-estima, essa obra está sujeita a qualquer hora, ser deletada.

Éramos dois. Peter era meu amigo desde que... Bem, desde que eu me entendo por gente. Costumávamos brincar pelas ruas, empinar pipa, tomar sorvetes em dia de calor. Não sobrou nada que lembrasse nossa vizinha. Mesmo, esses rostos desfigurados, parecerem familiares, eles não são. Devo confessar que Peter foi como um irmão mais velho pra mim desde passando cola em provas, até me defendendo de valentões. Eu tive sorte em ter Peter na minha vida. Me chamo Dylan, estávamos juntos, quando toda aquela epidemia aconteceu. Não me recordo muito bem dos primeiros dias, em meio as minhas memórias, uma parte delas, justamente, o começo desse novo mundo, não existe mais. Porém, tenho constantes flashbacks, pequenos fragmentos de memória.

Capítulo um.

Peter dava cabo de arrastar os últimos corpos pra fogueira, enquanto eu, apoiado num poste, vomitava todo o meu almoço. Sempre fui fraco pra essas coisas. Não poderia ver alguém se cortando, que eu já iria suando frio. Então, Peter, toma um segundo pra retomar o folego, e olhar pra mim. Ele retira um cantil de seu bolso e me oferece.

—Aqui, Dylan. Pode ir se quiser, só faltam alguns corpos e nós dois sabemos que você não vai conseguir. Você pode me ajudar mais tarde, fiquei de olho em um... – Interrompo Dylan.

—Você sempre me protegeu. Sempre que eu precisava, Peter. Eu tenho que parar de ser um covarde.

Eu dou um gole no cantil. Peter olhava pra mim. O mais interessante de tudo, era que, mesmo com essas criaturas, Peter ainda era aquele mesmo garoto que me protegia.

—Tem certeza, Dylan? – A preocupação era evidente em seu tom de voz.

—Tenho. Deixe-me ajudar.

E assim, ergo a bandana no meu rosto. Era hora do trabalho. Agarro um corpo pelas pernas e arrasto para a pilha de corpos. Já eram três na pilha, faltavam dois. Respiro fundo, uma vez que coloco o corpo, com muita dificuldade em meus ombros e o atiro na pilha. Em seguida, Dylan repete o mesmo ato. Com isso, encerramos o trabalho.

Ateamos fogo na pilha e ficamos sentados no chão enquanto eu admirava a bainha de minha calça suja com o barro daquela floresta. Em seguida, Dylan corta pedaços de um coelho e coloca sobre a grelha. Estávamos encharcados de suor.

Fazia muito frio naquela época; o fogo poderia atrair mais daquelas criaturas, porém, aquecia-nos. Era um risco a correr.


—O cheiro disso é horrível. –Dylan estava enojado.
-Nem me diga, meu estomago está embrulhando.


Viro a carne do coelho, para que ele possa assar de forma igual. Dylan tirava seu calibre trinta e oito do coldre. Ele estava polindo-o com um pano, quando eu, de relance olho para a arma e...

Flashback

No meio daquele tumulto, um vizinho nossos é atacado por uma daquelas criaturas. Num momento de distração, a criatura avança e penetra seus famintos dentes no braço do homem. Ele urra de dor. Ele balança o braço e tenta retirar a boca daquela criatura de seu braço, que, responde penetrando ainda mais. Nesse momento, seus nervos e músculos do braço, estariam completamente estraçalhados. A esposa do indivíduo agarrado, grita, berra, mas nada pode salvar o homem. Pouco tempo depois, outra criatura, atraída pelo som, entra naquela pequena loja, e ataca a mulher distraída, com uma violenta mordida no pescoço. A mulher grita, por uns momentos, antes que uma enorme quantidade de sangue fosse drenada para fora de seu pescoço. Ela desmaia. E a criatura começa a, furiosamente, devorar seu ombro. Peter me agarra pelo moletom cinza, retira o calibre trinta e oito do cinto do homem, e me arrasta pra fora da loja, pelos fundos enquanto o casal é violentamente devorado.

Fim do Flashback.

Eu, definitivamente estava incomodado com as lembranças. Então, Peter olha para mim.

—Peter, se uma coisa, ficou clara pra mim, é que vamos ter que ser fortes, daqui em diante. Eu não sei o que diabos está acontecendo, mas, vamos ter que continuar fortes. –Eu desvio o olhar. Dylan gentilmente move seus dedos pro meu queixo, e retoma minha atenção. – Escuta, eu cuidei de você antes, vou cuidar agora. Eu cubro suas costas, e você cobre as minhas.

Eu permaneço em silêncio... Ele também.... Tomamos aquilo, como algo satisfatório.
Jantamos e fomos dormir.

Acordo com alguns pingos de chuva. O céu estava cinza. O clima era melancólico, como numa canção de Johnny Cash. A água havia apagado o fogo da pilha de corpos. Só restavam cinzas e restos de ossos. Havíamos montado um acampamento improvisado, naquela floresta. Duas barracas e, com alguns metros de arame, fizemos uma cerca. Acordo Peter e voltamos para a cidade, nos locomovemos rápido, devido ao Tahoe branco, que encontramos abandonado. Havia algumas daquelas criaturas, cambaleando pela cidade.
—Há algumas criaturas, apenas, podemos utilizar a arma pra acabar rápido com elas e evitar problemas depois.
—Não, não podemos. Não sabemos ao certo se tem mais ou não, sem falar, que podem ter bandidos.–Peter encarava as criaturas.– Vamos descer. E evitar elas.
Como ordenado, descemos da Tahoe, e nos locomovemos até um restaurante. Abrimos a porta empoeirada lentamente. Havia apenas uma das criaturas. Peter caminha lentamente. Ele agarra a criatura por trás, entrelaçando um braço em seu pescoço, e com a outra mão, brutalmente, torce o pescoço da criatura. Porém, o inesperado acontece. A criatura ainda está viva, e se movimentando pra cima de Peter. Desesperado, ele atira a criatura por cima da mesa, ela cai por cima da louça, que havia na mesma. O barulho atrai outra criatura, que estava na cozinha.
Eu paraliso.


—PETER, MAIS UMA! –Consigo balbuciar estático.


Peter corre até a criatura, empurra-a para dentro da cozinha e utiliza as chaves para trancar a criatura para dentro da cozinha. Então, de volta para a primeira criatura, Peter pega uma faca, que havia caído no chão, e perfura por várias e várias vezes o olho da criatura. Até que a faca adentra a massa cerebral, adentrando pelo glóbulo ocular e por ali, permanece. Ela não esboça reação.


—Porra, Dylan! Não fica parado, caralho.


Eu tento responder com um xingamento, porém, ouvimos vozes do lado de fora do restaurante. Corremos pra baixo da mesa, quando ouvimos o sino, acima da porta tocar. Era o sinal que alguém havia entrado.
—Mas que porra aconteceu aqui? –Ele vê os cacos da louça quebrada, caminhando lentamente entre elas, desencadeando o som dos minúsculos cacos sendo esmagados.

Peter, olha para mim e leva um dedo na vertical até seus lábios, era um sinal para eu ficar quieto. Sabíamos que não era uma criatura, pois, além do fato dela andar normal (ao contrário das criaturas, que cambaleavam como se estivessem bêbadas), ela ainda falava. Era um homem. Tínhamos certeza. Sabíamos que, teríamos que dar o fora dali e atacar o homem, antes que ele nos atacasse. Ele poderia estar em maior numero, segundo as que as vozes de fora do restaurante indicavam e sabe-se lá o que eles iriam fazer com a gente.
O homem passa pela mesa, e Peter espera. Espera pelo momento certo, lentamente, posso ver Peter tirando o cinto. Peter sai de baixo da mesa, e num rápido movimento enrola a cinta em seu pescoço. O homem se debate, tentando lutar, tentando puxar ar, eu pego um pedaço da louça quebrada no chão e furo seu estômago diversas vezes. O homem, também como a criatura executada antes, não esboça reação. Saqueio seu corpo, encontro um isqueiro nos bolsos, mais uma arma, em sua cintura. Além de uma mochila com suprimentos básicos e a própria roupa do homem. Eu carrego a mochila, e Peter fica com a arma. Eu fico espiando pela janela, vejo alguns homens, três ou quatro, totalmente de pretos, e aviso Peter, que ocultava o corpo do homem.
—Ei, Dylan — Ele sussurra, enquanto empurra o corpo para baixo de uma mesa. — É na cabeça.
—Na cabeça? –Respondo confuso.
—Pra matar as criaturas, tem que ser na cabeça. Eu quebrei o pescoço da criatura, e mesmo assim, ela continuou viva. Até eu enfiar a faca no cérebro dela.

Eu apenas concordo com a cabeça.

Peter retira a faca do crânio da criatura, e vai até a porta da cozinha do restaurante para destranca-la. A criatura, apoiada na porta, cai de forma deselegante, e Peter esfaqueia seu cérebro, até que a lâmina quebre dentro de sua massa cerebral. Muito sangue espirra sobre suas roupas, ele me agarra pelo braço e entramos na cozinha. Empurramos algo na frente da porta, uma vez trancada, para impedir que aqueles homens entrem.

—Vamos passar a noite aqui, é o mais seguro. –Peter fala.

Eu explorava a cozinha industrial. Panelas, facas de todo o tipo, além de carne no freezer, que teria que ser consumida rapidamente, antes de apodrecer; já que não havia mais energia elétrica. Frutas e outros ingredientes, como temperos, também foram achados. Eu tinha mais habilidades na cozinha do que Peter, então tratei de fazer um banquete. Seria bom contribuir um pouco. No final, tínhamos frutas, carnes, verduras. Todo o tipo de comida, que não vinham de uma lata.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.