Apocalipse Brasil

4 Capítulo três – Meu fígado por um sinal Wi-Fi


Notas iniciais
Boa leitura ^^

Fabielle acelerou pela rodovia, batendo em qualquer zumbi que encontrasse. Aquela caminhonete estava muito bem equipada, os para-choques tinham ganchos, as calotas tinhas pontas afiadas, as grades nas janelas estavam muito bem seguras, parecia até que Sávio estava mesmo esperando que o mundo acabasse em uma epidemia de mortos-vivos.

Realmente estava, desde que as doenças estranhas começaram, ele mandou fazer todas essas coisas, as pessoas acharam esquisito, mas por dinheiro, e dinheiro alto, se consegue qualquer coisa nesse país. Ele só queria ter um veículo de fuga quando tudo estivesse fodido de vez. Planejava levar sua família, mas além deles acharem que o rapaz havia enlouquecido, eles também adoeceram. Na verdade, as famílias de todos, adoeceram, então, morreram, e logo em seguida voltaram a “vida” como sacos podres que só desejavam se alimentar.

Haviam chegado ao interior de Goiás, após uma tentativa frustrada de abrigo em Brasília. As transmissões de rádio eram sempre constantes: Abrigo seguro, livre da doença e de mortos-vivos. Mas quando chegaram descobriram que tudo não passava de um eco no vazio, o lugar já tinha sido tomado. Ah, mas vocês devem estar se perguntando, quanto aos nossos governantes, filhos da puta, desgraçados... Bom, a maioria simplesmente fugiu pra bem longe daqui, quando a coisa ficou preta. Os que não conseguiram, os que morreram e voltaram, bom... Aline, Fabielle e Maiadson meteram bala, enquanto passavam em frente ao congresso. Foi um dia glorioso.

Fabielle entrou na rua principal, tentando pegar as menos movimentadas, enquanto Aline, ao seu lado, tentava encontrar um sinal aberto de wi-fi.

— Consegui! – Aline berrou e Fabielle freou de uma vez, fazendo Maiadson rolar para frente e cair no chão do carro. – Cuidado!

Aline correu para ajudar o amigo que gemia de dor, alto demais. Fabielle pegou o celular do colo da morena lisa e observou a tela.

— Foi mal... Cadê o sinal Aline? Só tem um pontinho de nada...

— Vamos andar mais um pouco, devagar. – Disse após colocar Maiadson deitado no banco, com o maior cuidado e voltar para a frente. – Até encontrar a fonte.

E assim Fabielle seguiu, lentamente, sem olhar a estrada direito, observando a tela do celular.

— A gente devia passar em algum hospital ou farmácia, depois. Ele precisa de alguma coisa que pare a dor. Morfina, analgésicos, qualquer coisa. Talvez uma bolsa de gelo para o inchaço.

— É, é, pode ser.

Fabielle é de Gêmeos, e quando ela tá em dias que não se importa, ela não se importa mesmo. Enquanto isso, Maiadson, sendo de Leão, praticamente exige atenção e cuidados. Aline é escorpiana, e as vezes não sabe o que fazer com esses dois. Essa é uma dessa vezes.

— Ai... – Gemia o moreno.

— Tá quase... – Dizia a morena ao volante.

Quando de repente viraram uma esquina, se deparando com uma manada de zumbis. A rua inteira cheia de mortos vivos, que ao ouvirem o barulho do carro, viraram-se e começaram a se arrastar na direção dele.

— Merda! O sinal ainda não é suficiente daqui.

— Fabielle, se mexe! Vamos embora, cuidamos de Maiadson e depois procuramos outro lugar.

A cacheada revira os olhos.

— Ok...

Em seguida faz a manobra e dispara para longe. Encontraram à uns cinco quarteirões, uma farmácia. A rua estava relativamente vazia, os zumbis que tinham foram mortos pelo carro.

Aline entrou sozinha na farmácia, armada e preparada. Haviam dois zumbis, ela os matou com a faca. Correu até as prateleiras de medicamentos e pegou vários analgésicos, em seguida foi até as prateleiras de remédios com receita. Procurou algo mais forte, e encontrou morfina, pegou algumas seringas e na saída, um zumbi com a roupa de farmacêutico apareceu e tentou ataca-la. Aline empurrou sua cabeça podre contra a estante, estourando seus miolos. Passou pela sessão de higiene feminina, pegou absorventes e revistas, saiu em seguida.

Entrou novamente no carro e, assim, voltaram a procurar um sinal decente. Passaram por um restaurante, de lá vinha um sina de wi-fi aberto, alto e forte, porém também haviam muitos zumbis. Por sorte o aparelho de som do restaurante estava ligado e muito alto por sinal, pois os zumbis não ouviram o barulho do carro, que parou uma casa antes. Fabielle se armou e andou sorrateira até o prédio, com o laptop sob o braço, ficando do lado de fora, escondida na parede embaixo da vidraça.

O sinal chegava bem ali, upou o vídeo de Aline no YouTube, após uma rápida edição no computador, esperou alguns minutos e quando viu, finalmente comemorou dando um salto, ficando de pé.

De repente o vidro atrás dela quebrou, um zumbi a atacou, ela lutou pra não ser mordida e antes que isso acontecesse um facão apareceu decapitando o zumbi em segundos. Aline nem esperou a amiga respirar, agarrou-a pelo braço e saiu correndo de volta ao carro, antes que os outros as alcançassem.

A morena de cabelo liso entrou pelo lado do motorista, e a cacheada pelo lado do passageiro. O carro deu partida e acelerou pra bem longe dali.

Notas finais
Comentem!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.