Apocalipse – Born In Hell

52 Ep52 - O ataque Parte I


Notas iniciais
Boa tarde lindos e lindas que leem essa fanfic, finalmente o nyah voltou os caps ja estavam prontinhos a um tempo espero que gostem desse! Pra quem curte Jogos Vorazes ou quiser conhecer um pouco dessa saga, acabei de lançar uma nova fanfic baseada na triologia, vocês vao encontrar o link nos creditos finais bjus!

POV Josh Winter

Sai correndo pra fora de casa tentando entender o que se passava do lado de fora, as pessoas coriam pra todos os lados e não demorou muito pra mim notar o motivo do pânico. Havia um numero crescente de errantes avançando pela Colônia acompanhados de disparos e gritos ensurdecedores. Voltei pra dentro de casa sentindo meu peito disparar com toda força.

“Não pode ser, não, não! Este é um lugar pra recomeçar isso não pode estar acontecendo” Pensei ainda sem acreditar nos meus próprios olhos.

_Emma! Gritei, peguei meu taco de beisebol e duas facas da cozinha as quais prendi com o velho cinto do Simon, os errantes pareciam vir da entrada principal onde também se situava o casarão onde ela estava.

Sai rapidamente de casa e comecei a correr, embora meu joelho não permitisse uma velocidade muito grande consegui avançar bastante até me deparar com uma cena que pensei ter ficado no passado. Um errante devorava o corpo de uma mulher já idosa, embora eu soubesse que não havia mais tempo de salva-la acertei a cabeça do morto-vivo com toda a força com o taco fazendo com que pedaços de crânio e massa encefálica podre se espalhasse pela calçada. Me aproximei da senhora, ela ainda respirava parecia estar se afogando no próprio sangue, metade das suas vísceras estavam pra fora do seu abdomem não havia nada que pudesse ser feito, mas pareceu injusto deixa-la morrer sozinha.
_Esta tudo bem senhora, fique calma. Falei sentindo uma repulsa crescente por todo aquele sangue, pouco tempo atrás provavelmente eu estaria vomitando ao ver uma cena como aquela.

Segurei a mão da senhora até que seus olhos finalmente pousassem descansados, livre de toda a dor.

Levantei e logo tive que acertar mais um morto vivo mas ele desviou do meu golpe arqueando a cabeça pra trás, era um “Mordedor” como chamávamos na Vila onde eu vivi os primeiros anos de vida, eles eram um pouco mais espertos dos que a maioria dos errantes, acho que deviam ter um pouco de raciocínio básico preservado pois coseguiam desviar de obstáculos e ate mesmo golpes e eram rápidos, o que os tornava muito mais letais.

O Mordedor avançou na minha direção eu desviei e acertei um golpe nas suas costas derrubando-o em seguida retirei a faca mais longa e encravei na sua nuca. Respirei fundo e retornei a caminhada, ouvi um estrondo gigantesco seguido por uma onda intensa de calor, seria uma bomba ou algo assim?
Aqueles errantes não venceram os muros sozinhos, com certeza não se tratava apenas do ataque de uma horda esfomeada. Ao avistar um caminhão pegando fogo entre os destroços do muro e o numero de errantes que agora se resumiam em bolas de fogo ambulantes que continuavam a se esgueirar pelo muro confirmei a suspeita, estávamos sendo atacados por outro grupo, os errantes não passavam de uma arma mortífera usada pra nos distrair e enfraquecer enquanto eles se preparavam para o verdadeiro ataque.

POV EMMA H. DIXON

Ficar escondida no sótão junto com a imbecil da Melissa, Thais e o bebê estava sendo torturante. Olhava pela pequena janela empoeirada tentando ver o que se passava no pátio.

“Droga eu podia estar la fora ajudando meus pais e Josh a se manterem vivos, no entanto estou presa aqui como se fosse uma criança indefesa. Melissa nos trouxe pra ca a pedido da minha mãe, eu não queria desobedecê-la depois de tanta mancada que dei, mas com certeza eu seria muito mais útil enfrentando aqueles zumbis do que escondida.” Pensei.

Voltei o olhar pra Thais que estava com os olhos arregalados de tanto medo, talvez estivesse tremendo também não dava pra ter certeza devido a nossa única fonte de luz ser uma lanterna velha.

Jimmy começou a resmungar e depois a chorar estridentemente, Melissa tentava acalma-lo mas ele parecia inconsolável como se tivesse sofrido uma dor forte. Depois de alguns minutos de tanto choro e as tentativas frustadas de Melissa e Thais em fazerem o menino parar com o berreiro resolvo tentar. Me aproximo de Melissa e estendo os braços tentando pegar o bebê, ela me olha confusa já que eu tenho tentado evitar ao maximo o contato com o menino mesmo depois de tanta insistência do meu pai. Ela continua me olhando desconfiada e aperta o bebê contra seu peito.

_Não vou joga-lo pela janela se é isso que ta pensando... Falo

Ela então se desvencilha do menino e me deixa pegar no colo, eu o seguro um pouco sem jeito nunca havia pego um bebê antes, na verdade Jimmy é o primeiro que eu tenho contato antes de chegar a colônia só os tinha visto por fotos em revistas. Aproximo ele do meu corpo deixando que deite a cabecinha no meu ombro, é uma sensação estranha mas muito gostosa, balanço lentamente dando tapinhas nas suas costas, lembrando das poucas vezes que brinquei de bonecas, das quais nunca gostei tanto mas acabava me rendendo quando via o quão prazeroso parecia a brincadeira a Judith e depois que deixamos o grupo a minha mãe que insistia nessas brincadeiras bobas embora eu achasse muito mais divertido aprender a caçar com papai na floresta.

Aos poucos o choro dele foi se acalmando, senti seus pequenos dedos enrolando nos meus cabelos.

_Você conseguiu! Disse Melissa surpresa.

_Ele deve estar sentindo falta da sua mãe Emma, vocês são parecidas deve ta achando que você é ela. Disse Thays com um sorriso amarelo.

Vi a expressão no rosto de Melissa mudar em questão de milésimos de segundo devido ao comentário de Thais, eu sabia que minha mãe e ela estavam travando uma batalha silenciosa pelo amor daquele menino, em alguns momentos cheguei a sentir pena dele por ser um cabo de guerra no meio das duas. Ignorei o olhar perverso de Melissa e sentei perto da janela com o bebê agora mais calmo, os gritos e estrondos vindos de fora pareciam ter diminuído um pouco, havia duas hipóteses pra isso, a situação estava sendo controlada ou estávamos perdendo feio.

Um cheiro forte de fumaça invadiu as minhas narinas, olhei pra fora tentando enxergar o foco do incêndio mas não vi nada além do clarão que vinha do muro próximo aos portões, mas o cheiro forte e o ardor crescente nos meus olhos mostravam que o fogo devia estar mais perto.

_Thays, abre o alçapão e da uma olhada. Falei em tom de ordem.

Ela hesitou por uns segundos mas obdeceu, ao abrir o alçapão uma fumaça preta invadiu o sótão, o casarão estava em chamas!

POV DARYL DIXON

O Lança granadas de Ruby foi uma faca de dois gumes, embora tenha dilacerado um numero grande de errantes outros em chamas espalhavam-se incontrolavelmente pela Colônia causando focos de incêndio por todos os lados. Avistei Anna no meio da praça rodeada por um grupo de seis errantes, embora eu soubesse que ela pudesse liquida-los eu gastei as duas únicas flechas que eu acabara de arrancar dos corpos pra ajuda-la e depois corri na direção dela.

_E as crianças? E a primeira coisa que consigo perguntar.

_Estão no sótão, não tem como entrar la sem que abram o alçapão por dentro estão seguros, ela responde limpando o facão que acabara de usar para decepar a cabeça de um morto-vivo na calça.

Assenti com a cabeça e seguimos na direção do buraco no muro, com Emma, Jimmy e Thays a qual eu me afeiçoei bastante nos últimos dias seguros eu me sentia mais tranquilo pra lutar e defender a Colônia, defender um futuro melhor pra eles.

_Estão entrando pelo lado Leste! Lado Leste!!!! Ouço o grito de Stuart que vinha segurando uma metralhadora. Algo nele não me agradava desde o primeiro dia que o vi na estrada, mas Anna parecia depositar uma confiança grande nele principalmente depois do “pequeno engano” como Ruby citou que quase o levou a morte.

_Tem bandoleiros entrando pelo lado leste, isso aqui foi so distração! Gritou ele.

Imediatamente o grupo começou a se dispersar na direção em que Stuart indicara, embora ainda houvessem um numero considerável de errantes a serem abatidos, os vivos eram muito mais perigosos e quanto mais rápido fossem aniquilados, maiores seriam as nossas chances.

Notas finais
E ai gente o que acharam do capitulo? Abaixo o link da minha nova fic! leiam o primeiro capitulo e deixem suas opnioes! http://fanfiction.com.br/historia/435509/Jogos_Vorazes_-_A_origem_do_Tordo/