Apocalipse – Born In Hell
5 Ep5 – Insanidade
Notas iniciais
Sejam bem vindos novos leitores! E já notei que esta fic já tem alguns leitores fantasminhas comentem elogios e críticas são bem vindos!
AVISO: Este capítulo contem cenas fortes e palavras de baixo calão.
POV EMMA DIXON
Eu tentava controlar o medo que estava sentindo, mas meu corpo não me obedecia ficando estremecido.
A velha me levou até um banheiro no outro quarto estava muito limpo e organizado, ela virou alguns baldes de água na banheira. Meus pulsos ainda estavam presos com a fita, por enquanto era melhor eu cooperar eu não poderia falhar na minha fuga ou com certeza me matariam.
Ela começou a me despir retirando a minha blusa e a calça jeans. Mandou-me entrar na banheira. A água estava gelada, senti um arrepio percorrer meu corpo. Ela pegou uma pequena caneca e despejava a água da banheira sobre meus cabelos, os desembaraçando com uma escova. Aquilo doía nem me lembrava da última vez que penteei meu cabelo.
Ela levantou-se e pegou alguma coisa na pia de mármore e se sentou novamente no pequeno banco ao lado da banheira, notei algumas mechas de cabelo caindo no chão.
‘Aquela vaca estava cortando meu cabelo’. Pensei
Tentei me levantar, mas ela me puxou de volta fazendo com que eu caísse dentro da banheira. As mãos dela seguravam a minha cabeça dentro da água, eu esperneava tentando me soltar senti a água invadindo minha boca e narinas e fui perdendo as forças, nesse momento ela me puxou de volta pra cima, era muito forte pra uma idosa. Comecei a tossir me sentindo afogada ela deu alguns tapinhas nas costas e saiu um pouco de água pelas minha narinas. A velha colocou a tesoura no meu rosto.
_Se fizer isso de novo eu te mato. Disse ela me encarando
Aquela mulher tinha um olhar assustador, pior do que os dois caras no outro quarto. Respirei fundo e deixei que ela terminasse. Ela me banhou, secou-me, vestiu-me e penteou meu cabelo como se eu fosse um bebê. Levou-me de volta ao quarto eu me olhei no espelho próximo ao guarda roupas. Estava limpa usando um vestido negro ela tinha cortado mais da metade do meu cabelo deixando eles na altura dos ombros.
_Você ficou linda! Agora sim parece uma mocinha. Pena que essa tinta rosa não saiu tudo. Disse ela afagando meu cabelo.
_Como disse que se chamava meu anjo? _ perguntou ela arrancando a fita das minhas mãos...
_Emma.
_Emma, quem da um nome horrível como esse pra uma garotinha tão linda?
_Foi meu pai quem escolheu... E eu gosto do meu nome! – falei alterando o tom de voz irritada por ela chamar meu nome de feio.
Ela me deu um tapa no rosto pensei em revidar, mas eu tinha que esperar o momento certo. Meu pai estava ferido e inconsciente não viria me salvar eu teria que me virar sozinha e rezar pra que não acontecesse nada a ele enquanto tivesse desacordado.
_Não responda desse jeito pra mim, se não aceito ofensas nem dos meus filhos que já são homens feitos acha que vou aceitar de você! Meu nome é Donna e eu vou te chamar de Georgia, é um lindo nome foi da minha avó.
Ela pegou meus pulsos e passou a fita entre eles e a cabeceira da cama.
_Está com fome?
_Não. Eu estava morrendo de fome, mas sabia qual era a refeição.
_Está muito magra vou lhe trazer um belo prato minha querida e vai comer tudo certinho?
Ela saiu era a minha chance de escapar aquela velha era totalmente maluca. Comecei a tentar arrancar as faixas com a boca. Mas eram fortes eu não conseguia danifica-las.
A velha voltou cerca de uma hora depois com um prato, colocou-o sobre uma escrivaninha e cortou as faixas me colocando sentada em sua frente.
Era um prato até bonito como eu não via a muito tempo, havia cenouras cozidas cortadas em rodelas e um ensopado com batatas e pedaços de carne. Nesse momento lembrei-me das cabeças penduradas no corredor senti uma forte ânsia de vomito.
_Vamos coma ou vai esfriar!
_São batatas e cenouras faz muito tempo que não via...
_ Eu tenho uma pequena horta bem escondida pra evitar os ladrõezinhos como você!
_Coma! Gritou ela.
Peguei as rodelas de cenoura que não faziam parte do cozido e comecei a come-las.
_ Agora prove o ensopado, esta muito gostoso meus meninos adoram.
Peguei um pedaço de batata com o garfo e coloquei-o na minha boca, senti um enjoo muito forte e acabei vomitando.
_Sua porca nogenta olha o que você fez!
Cravei o garfo na perna da velha e sai correndo pelo corredor assombroso. Desci as escadas Steve brincava com a Crossbow do papai. Eu tentei passar despercebida, mas os gritos da velha fizeram que ele me visse e corresse na minha direção. Eu corria o mais depressa possível sai pra fora do hotel e fugia pela estrada ouvi um disparo e senti uma dor forte nas costas, andei mais uns passos e senti meu corpo sendo invadido por uma sensação estranha, eu cai e pude ver as botas sujas de Steve antes de apagar.
POV DARYL DIXON.
Acordei confuso, minha cabeça estava latejando e havia galhos de arvores sobre mim.
Meu ombro doía muito, tirei os galhos e olhei em volta apenas nossas mochilas e o arco de Emma estavam sob minha visão.
Emma deveria estar por perto tentando caçar alguma coisa pensei, ela dizia que a besta era melhor que o arco pra caçar. Levantei e comecei a andar tentando enxerga-la. O dia já estava indo embora e a escuridão começava a tomar conta da estrada. Olhei por entre os galhos não havia sinal de que alguém tivesse passado por ali, peguei o arco e atravessei a estrada consegui ver uma pequena trilha que rumava pelo acostamento. Emma não estava caçando, ela havia ido em algum lugar. Senti meu coração bater forte.
‘Porque ela não podia me obedecer merda!’ Eu não sabia a quanto tempo ela havia saído mas eu dormi o dia todo poderia estar longe durante horas. Deixei as mochilas escondidas do mato peguei as flechas e o Arco de Emma e comecei a seguir a trilha pelo acostamento. Cheguei a frente de um hotel, havia algumas marcas de frenagem de carro e uma pequena poça de sangue no asfalto. Continuei caminhando em direção a entrada. Havia dois errantes mortos amarrados por uma corda grossa. Entrei na recepção empunhando o arco, já estava bem escuro havia o corpo de um homem barbudo com um tiro entre os olhos e vi minha Besta jogada no chão. Emma estivera ali peguei a Besta e deixei o arco atravessado pelo meu corpo. Minha respiração tornou-se ofegante.
Subi as escadas no corredor havia cabeças penduradas como adornos. Continuei caminhando entrei num quarto onde havia uma senhora na porta, ela virou-se na minha direção com os olhos arregalados abrindo a boca ensanguentada, disparei uma flecha na sua cabeça ela caiu sob meus pés.
Entrei no quarto devidamente organizado e caminhei até o banheiro, na porta havia uma camiseta eu a peguei era de Emma estava rasgada. Meu coração parecia pular pela boca, mesmo com a pouca iluminação pude ver o chão repleto de mechas de cabelo louro com fios rosa e a calça de Emma.
Cai de joelhos no chão, sentindo uma dor que parecia dilacerar o meu peito. Juntei as mechas de cabelo do chão e aproximei-as de meu rosto.
‘Meu Deus o que eles teria feito com minha menina?’
Senti uma raiva se apossar da minha carne como um demônio. Olhei ao redor procurando pelo corpo dela, não havia nada nem sangue. Voltei pro corredor chutando as portas ainda segurando as mechas de cabelo. Olhei as cabeças procurando a de Emma entre elas. Comecei a vasculhar os outros quartos, pareciam desertos
_Emma!!!! Eu gritava o desespero já tomava conta do meu ser.
Num dos quartos havia um pouco se sangue sobre a cama era fresco. Olhei no banheiro não havia nada. Voltei pro quarto as maçanetas estavam sujas de sangue e no carpete tinha alguns pingos e pegadas grandes demais pra serem de Emma.
Sentei-me em uma poltrona tentando imaginar a cena que se passara ali. Vi alguma coisa no chão ao lado da cama a peguei era uma calcinha não tinha certeza se era da minha filha, mas o tamanho era o mesmo.
Peguei as balas do meu bolso, e as coloquei no revolver o que eu sempre temi havia acontecido minha pequena deveria estar morta em algum canto daquele hotel imundo. Foi torturada, estuprada e morta eu era um inútil não consegui proteger minha própria filha. Girei o tambor da arma e apontei contra a minha cabeça e disparei, apenas ouvi o click, só havia duas balas. Me preparei pra disparar novamente e ouvi um barulho no corredor. Espiei cuidadosamente pela porta um homem estava debruçado em cima do corpo da velha Errante que eu havia acertado. Mirei a besta na direção dele e me aproximei.
_Cadê a garota? Gritei!
Ele me olhou seu rosto estava coberto de sangue.
_Cadê a garota? A menina loira onde ela está seu desgraçado!
Cheguei mais perto do homem e deferi um chute no seu rosto o derrubando, chutei mais diversas vezes suas costelas e cabeça. Peguei-o pelo colarinho e segurei uma flecha apontada pro seu olho esquerdo.
_Cadê a menina?
_Va se fuder! _ disse ele cuspindo na minha cara.
Eu enfiei a ponta da flecha no olho dele, o homem hurrou de dor e tentou me empurrar. Dei mais um soco garantindo que ele permaneceria no chão.
_Onde ta a minha filha? Ou eu furo o outro seu filho da mãe!
_ Devia ter ensinado a ela a não entrar na casa de estanhos. Disse el com um sorriso sarcástico.
Eu dei mais alguns socos no rosto dele deixando-o completamente inchado e ensanguentado.
_É a ultima vez que eu vou perguntar, cadê a garota?
_ Ela era gostosinha sabia? Mesmo sendo novinha.
_Seu desgraçado! Comecei a deferir muitos socos contra ele até eu perceber mais nenhum movimento. Enfiei a faca afiada no seu estomago, puxando-a verticalmente ate seu peito. A boca dele se encheu de sangue e os olhos ficaram paralisados.
Cai sentado exausto naquele corredor horrendo, eu daria tudo pra ser um daqueles corpos naquele momento. Minha visão estava turva, alguém parecia caminhar na minha direção. Senti um cheiro doce de flor que eu conhecia muito bem, era dela, ela vinha me buscar ou seria outro devaneio como o da noite passada? Eu estaria enlouquecendo como Rick anos atras? Senti a mão de Anna acariciar meu rosto e aqueles grandes olhos verdes na minha frente. Ela se aproximou e sussurrou no meu ouvido ‘ela está viva’.
Repirei fundo e o corredor estava vazio novamente. Desci as escadas e caminhei pra fora do hotel. Havia alguns pingos de sangue no chão que levavam até um ponto da estrada e depois desapareciam sendo visíveis apenas marcas de pneu. Alguém havia levado minha Emma daquele inferno, mas ela devia estar ferida eu precisava encontra-la. A estrada seguia sem ramificações por alguns kms, se eu fosse rápido talvez os encontrasse. Dei uma volta pelo pátio do hotel, havia uma moto velha, a chave estava na ignição.
‘ funcione caralho!’ pensei.
Ouvi o ronco da moto e suspirei aliviado.
Meu corpo parecia ter sido mastigado de tao dolorido, mas eu nao tinha tempo pra sentir dor Emma precisava de mim. Subi na moto e rumei pela estrada.
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