Apocalipse – Born In Hell
48 Ep48 - Regras são Regras
Notas iniciais
POV DARYL DIXON
Acordei assim que o dia raiou, Anna permanecia dormindo tranquilamente, era melhor ela descansar, nossa chegada a Colônia não tinha sido nada fácil e pelo jeito que as coisas caminhavam ainda teríamos dias bem tensos.
Abri a porta do quarto de Emma ela dormia, Thais também dormia na poltrona, provavelmente Emma não quis dividir a cama e a obrigou a dormir ali, peguei a menina no colo e a coloquei na cama.
Fiquei um tempo parado olhando as duas, de certa forma eram até parecidas, passariam por irmãs sem questionamentos, talvez fosse bom pra Emma que Thais ficasse com a gente, depois que deixamos Rick e os outros ela não teve mais a companhia de outra criança, acabou crescendo entre adultos e acho que a mimamos demais. Assim que tudo se acertasse as coisas ficariam mais fáceis seriamos uma família de novo. Fechei a porta com cuidado pra não acorda-las e fui caminhar pela colônia, bem eu ainda não estava 100% recuperado mas eu não ia ficar deitado numa cama nem morto, bem talvez morto eu ficasse. Comecei a andar pelo lugar, posso dizer que nem nos meus sonhos mais fantasiosos imaginei um lugar como aquele, as pessoas caminhavam tranquilas, crianças corriam e brincavam. Vi uma banca enorme com frutas, Rachel conversava com uma mulher eu me aproximei.
_Você devia estar de cama. Disse ela assim que me viu.
_Eu estou bem e o Josh?
_Nao sei se o joelho dele vai ficar como era antes mas ele vai ficar bem.
_Quero falar com ele.
_Daryl, ontem ele e o Simon já tiveram uma briga feia por favor dê um tempo pra ele, eu sei que você ta zangado mas ele é so um garoto, faz besteira como todos os outros.
_Aceita uma fruta, disse a mulher da banca.
_E como funciona?
_Como assim? Você pega e come. Disse ela.
_Oh! Ok. Falei. Eu já estava desacostumado com gentileza, na estrada você poderia matar ou morrer pra conseguir uma fruta como aquela.
Ela me alcançou dois pêssegos, cheiravam tao bem, fazia tanto tempo que eu não via que fiquei um tempo admirando.
_Pode comer. Disse ela.
_Vou guardar pra minha filha, acho que ela nunca viu um na vida. Falei.
_Come, manda ela vir buscar mais, é tempo de colheita temos bastante comida. Disse a senhora.
_Obrigada. Respondi.
_Parece um sonho não é? Acha que vamos ter problemas com aqueles bandoleiros? Disse Rachel.
_Espero que não, mas se vierem vamos defender esse lugar. Falei.
Rachel e eu damos uma volta pela Colônia, conversamos bastante, eu sempre fui de poucas palavras e nunca gostei de receber conselhos, mas ela parecia sempre saber exatamente o que eu precisava ouvir. Ouvimos um sino e as pessoas começaram a se dirigir pra frente do casarão. Ruby estava na escada de entrada, vi a mulher que fora espancada por Anna de joelhos um pouco a frente dela com um capuz preto tampando seu rosto.
POV ANNA
Acordei com os raios de sol batendo no meu rosto, Daryl não estava na cama, levantei rápido e fui até a janela, ele saia do casarão. Melhor ele dar uma volta e esfriar bem a cabeça antes de conversarmos.
Me vesti e desci até a piscina, eu tinha que soltar Stuart eu estava profundamente envergonhada por termos o acusado. Ele estava preso a uma cadeira com as mãos algemadas e o rosto inchado.
_Stuart. Esta acordado?
Ele levantou os olhos e ficou me encarando.
_Eu vou te soltar, peço que nos perdoe, estávamos enganadas, já pegamos o verdadeiro assassino. Era Dinna, ela confessou e encontramos o veneno na casa dela. Vamos sair daqui. Eu te ajudo venha... falei o desamarrando e depois o amparando pra andar.
Levei Stuart até a enfermaria e ajudei a limpar e tratar os machucados.
_Sinto muito por isso.
_Ruby está completamente louca, o que é aquele lugar lá embaixo Anna? Um matadouro?
_Nem sempre a diplomacia funciona Stuart, você sabe disso. Beba é água vai se sentir melhor. E esqueça o que viu lá embaixo, já temos problemas demais, tem um grupo de bandoleiros rondando a Colônia, tinham até um espião aqui dentro, provavelmente em breve estaremos em guerra e vamos precisar de todos unidos, mexericos sobre como a Ruby age, só vão dividir a Colônia entende?
_Tudo bem, eu não vou falar nada, sou fiel a este lugar sabe disso.
_Obrigada, como alguma coisa e descanse eu tenho que resolver algumas coisas.
Caminhei até a entrada do casarão, Ruby já havia tomado a frente e iniciado o julgamento se assim podíamos chamar de Dinna, as pessoas se dividiam, algumas tinham rostos apreensivos incrédulos nas acusações, outras já gritavam “morte a assassina”. Desde que a colônia foi fundada instalamos um código penal rígido e até agora isso vinha garantindo a segurança de todos.
Ruby terminou o discurso sobre Dinna e pincelou algo sobre o ataque que poderíamos estar prestes a sofrer, o povo reagiu com espanto e expressões de medo, não era por menos, todos ali alguma vez na vida deu de cara com um desses grupos sabiam do que eram capazes, se caso eles conseguissem nos dominar o destino dos homens e crianças pequenas seria a morte, das mulheres e meninas ainda pior.
Ruby parou de falar e encarou a todos.
_ Regras são regras e que Alá nos abençoe. Disse ela disparando um tiro na nuca de Dinna que caiu desfalecida ao chão.
POV EMMA H. DIXON
_Olha Emma mataram aquela mulher! Disse Thais olhando pela janela com os olhos arregalados.
_Ela deve ter apontado feio. Falei
_Deve mesmo... seu pai te bateu? Perguntou ela me olhando apreensiva.
_Nao, mas eu preferia que tivesse me dado uma surra do que me trancar nesse quarto!
_Eu fico com você e te faço companhia. Eu posso pentear seu cabelo ou a gente pode...
_Você não se cansa de ser chata?Interrompi.
_Desculpe.
_Eu so quero ficar quieta ta bem?
_Desculpa.
_E para de pedir desculpa pra tudo!
_Ta bem, desculpa, eu não vou mais pedir desculpa....
_Affffffffffffffffffff!
Fiquei deitada na cama por um bom tempo, Thays permanecia na janela olhando o movimento. Aquelas coisas ainda ressoavam na minha cabeça, não quis perguntar nada pro papai ontem a noite pois ele ainda estava muito debilitado mas a mamãe ia ter que me falar, me contar toda essa historia.
Algumas horas depois ela abriu a porta com uma bandeja com comida e frutas, Thais e eu comemos e depois ela mandou que a seguíssemos, mamãe tava estranha muito seria. Fomos até uma sala. Max, Tyler, Milla e Greg, nesse momento entendi que viriam mais broncas pela frente.
Mamãe sentou numa mesa e ficou nos observando, aqueles olhos verdes e grandes sabiam ser assustadores as vezes.
_Vocês desobedeceram uma das regras da Colônia, ela diz, não sair sem permissão, pra refrescar a mente de vocês. Se ela existe é porque é necessária e vital pro funcionamento desse lugar e regras devem ser obedecidas não quebradas.
_Eu não sabia mamãe, eu mal cheguei aqui. Falei tentando me defender.
_Ah não sabia? E nem suspeitou que era errado quando vocês saíram por um túnel escondido e não pelo portão da frente?
Apenas baixei a cabeça.
_Max você ta fora do grupo de buscas, não posso confiar em alguém que não consegue seguir uma regra tao simples como essa e ainda coloca outros mais jovens em perigo.
_E o que eu vou fazer? Não pode me tirar assim do grupo de buscas, não pode!
_Você volta pro grupo da colheita, Tyler, Milla e Greg vocês teram duas horas diárias a mais de trabalho por um mês.
_Emma e Thais, vocês vão trabalhar na distribuição de frutas pela manha e a tarde na limpeza certo? Josh também vai ter que pagar pelo erro assim que se recuperar antes que um de vocês perguntem... Agora saiam.
Esperei que os outros saírem, apenas Thais permaneceu.
_Mãe quer dizer que eu trabalho e to livre do castigo do papai? Perguntei entusiasmada.
_Nem pensar, você ta acertando as suas contas com a colônia não comigo e com seu pai, o castigo continua vigente, trabalho pro quarto e do quarto pro trabalho e eu não quero reclamações.
_Mas mãe...
_Sem reclamações Emma!
_Ta bem, mas da pra sair a presidente e chamar a minha mãe! Falei sentindo meus olhos arderem, tínhamos ficado tanto tempo afastadas e ela me tratava daquele jeito tao frio? Tudo bem eu aprontei, mas eu ainda era a filha dela, nem mesmo papai que sempre foi grosso e mal humorado tinha falado daquele jeito comigo.
_Emma, desculpe eu to com muitos problemas ta bem, estou cansada, eu sei que ta sendo um recomeço difícil mas aos poucos as coisas vão se ajeitando. Ela me abraçou e deu um beijo na minha testa.
_Eu te amo filha, me desculpa.
_Ta bem, temos que treinar a tonta da Thais ela nunca matou um zumbi vai acabar morrendo logo. Falei tentando conter as lagrimas.
_Eu não sou tonta!
_Temos um grupo pra treinamento. Disse ela levantando e chamando alguém no corredor. Uma mulher entrou.
_Jill, leve a Thais as bancas e ensine o trabalho a ela sim... Emma vai em seguida.
_Sim Anna, vamos Thais?
_Sim. Respondeu Thais desconfiada.
_Pronto sozinhas.. disse Mamãe me olhando.
_Porque você ta tão estranha? E porque nunca me contou que teve um bebê antes de mim? E quem é Luke? Porque você e o papai tão estranhos um com o outro, vão se separar? Você não nos ama mais? Somos menos importantes que aquele bebê ou que esse lugar pra você agora? As palavras saíram incontroláveis pela minha boca.
_Calma, Emma você, o seu pai e o Jimmy são tudo pra mim... Eu não posso dizer que eu amo mais você do que o Jimmy pois o que sinto por vocês é igual, um amor incondicional , independente de qualquer coisa. Quanto ao seu pai, estamos passando por problemas é normal, já nos desentendemos outras vezes mas a gente sempre acaba se acertando.
_É por causa da Rachel não é? Mãe não é culpa do pai ela deu em cima dele e ele achava que você estava morta!
_Do que você ta falando? Aconteceu alguma coisa entre o seu pai e a Rachel? Perguntou ela me olhando firme, maldita boca grande, ela ainda não sabia de nada...
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