Apocalipse – Born In Hell
35 Ep35 - Bem vindos?
Notas iniciais
POV ANNA H DIXON
_Bom dia meu guerreiro. Falei beijando o rosto de Daryl.
_Bom dia? So se for pra você não dormia a noite toda. Disse ele a acariciado meu queixo.
_Esta mais calmo?
_Ainda quero arrancar uns dentes daquele garoto, mas acho que ta certa, mesmo que eu mate o Josh virão outros, a não ser que a gente engorde ela uns 100 kilos... Disse ele com um sorriso amarelo.
_Daryl, promete que vai ter paciência? Por favor. Falei segurando as suas mãos com um olhar suplicante.
_Vou tentar, mas vai ser do meu jeito, Emma é muito novinha pra namorar e eu sei muito bem o que passa na cabeça de garotos da idade dele. Eu vou ficar de olho e na primeira vez que pisar fora da linha, ou que eu pensar que ele imaginou em pisar eu arranco a pele daquele garoto eu to falando serio.
_Ta bem, embora eu acho que esteja exagerando, os tempos mudaram os garotos não veem mais mulheres nuas na TV ou na internet, eles tem a cabeça bem mais pura do que você tinha com a idade dele sabia?
_Ae? Sei bem. E falando em pensamentos impuros... Disse ele me puxando contra seu corpo e beijando meu pescoço.
_Achei que não me desejasse mais, me ignorou por completo ontem. Disse o afastando.
_Desculpa, essa historia da Emma eu não tava com cabeça pra nada, droga porque ela tinha que crescer?
_Ei não criamos os filhos pra gente, agora que tal esquecer isso um pouquinho a gente tem um tempinho ate os outros acordarem. Falei puxando-o pelo colarinho pra cima de mim.
Ele voltou a me beijar com desejo, eu sentia o roçar da barba dele contrastando com a língua macia e quente que deslizava pelo meu pescoço era excitante.
Nos livramos das nossas roupas rapidamente, Daryl ficou alguns segundos me observando.
_O que foi?
_Você fica mais bonita a cada ano que passa, não sei como aguentei todo esse tempo sem você, eu te amo Anna, sei que as vezes, quase sempre, eu sou difícil de lidar e falo coisas que magoam, não sei como você me aguentou todos esses anos.
_Eu te amo, senti tanto a sua falta. Falei voltando a beija-lo.
Daryl deitou-se sobre mim, acariciando a lateral do meu corpo e me beijando. Senti o membro dele entrando em mim, era uma sensação estranha, ele começou a se movimentar e gemer baixinho, senti repulsa.
“ O que ta acontecendo comigo? Eu queria tanto esse momento com ele, por que to me sentindo desse jeito?” Pensei.
Fechei os olhos eu continuava a sentir ele me penetrar cada vez com mais força, a barba roçando em mim deixou de ser excitante e passou a ser incomoda, eu ouvia a respiração dele ofegante, uma das mãos dele apertou meu seio. Minha mente foi invadida por imagens, vozes e sensações assustadoras.
“Anna é o homem que você ama quem está te tocando, não um estuprador nojento” pensei
Ele ficou de joelhos e puxou meus quadris me penetrando novamente, virei o rosto pro lado, desejando que ele gozasse e terminasse logo com aquilo.
Ele parou de se mover e puxou meu rosto forçando-me a olhar pra ele.
_O que ta acontecendo? Disse ele percebendo o meu incomodo.
_Nada, respondi com um sorriso.
_Nada? O que foi achei que você queria?
_E eu quero.
_Nao parece, disse ele recuando e colocando a cueca.
_Desculpa, eu achei que conseguiria. Falei sentindo meus olhos encherem de lagrimas.
Ele coçou a nuca.
_Não precisa transar comigo porque é minha mulher, sabe disso.
_ Eu achei que tivesse superado, me perdoa e me desculpa, eu juro que queria que fosse especial.
Daryl segurou o meu rosto e me abraçou.
_Ta tudo bem, eu posso esperar. Não chora. Eu já volto.
Ele terminou de se vestir e saiu da barraca.
Me senti péssima, eu amava, o desejava, porque não consegui me entregar a ele?
Sai da barraca e segui atrás dele, Daryl esmurrava o tronco de uma arvore irritado.
_Daryl para vai se machucar falei o afastando.
_Eu sou um merda! Um merda! Não consegui cuidar de você nem da Emma, deixei que as duas caíssem nas mãos de estupradores miseráveis! Nem mesmo consegui salva-las, se não fosse por outras pessoas estariam mortas!
_Chega Daryl, estamos vivas, com o tempo as cicatrizes se curam. Acho que Emma é mais forte do que eu, mesmo sendo tão jovem ela ta conseguindo lidar com isso muito bem. Vamos esquecer ta bom? Começar de novo na Colônia.
Ele me abraçou, e beijou minha testa nervoso.
_Eu só preciso de um pouco de tempo, prometo que vai ser como era antes. Falei o abraçando.
_Nao precisa, so quero vocês duas perto de mim. Nunca mais vou tirar os olhos de vocês, me perdoa Anna, eu não cumpri com a minha promessa quando a tornei minha mulher nem a que fiz pra Emma quando ela nasceu. Me perdoa.
_Mãe? Pai? Ta Tudo bem? Estão brigando por minha causa? Disse Emma se aproximando.
_ Não estamos brigando Emma. Disse Daryl limpando os punhos disfarçadamente na calça. Vem cá? Vem Emma.
Ele a abraçou e deu um beijo em sua testa.
_Eu te amo filha, quero que seja feliz, se gosta dele mesmo tudo bem, mas vão ter que seguir regras entendeu? Nada de ficarem sozinhos, quero que me obedeça eu só quero o seu bem.
Emma assentiu com a cabeça e eu os abracei, ficamos algum tempo ali os três abraçados, mas ainda faltava Jimmy, meu bebê, eu não me sentia completa, talvez nunca mais pudesse me sentir.
POV THAIS
Viajamos por mais algumas horas até eu avistar grandes muros e a velocidade do caminhão diminuir.
_Estamos chegando Anna? Perguntei sentindo meu coração disparar.
_Estamos Thais.
Segurei a mão de Emma, com medo, mas ela puxou bruscamente.
_Deixa de ser fresca! Disse ela.
Chegamos na frente do lugar, desci do caminhão e vi o grande portão ser aberto, fiquei com medo e me encolhi atrás da Anna, ela segurou minha mão, respirei fundo e vi alguns homens armados saindo pelo portão.
_Sobreviventes? Perguntou um dos homens a Anna.
_Muito mais do que isso. Disse ela com um sorriso fazendo um sinal pra Daryl avançar com o caminhão pra dentro do portão.
Entramos, havia muitas pessoas andando por todos os lados, como nas historias que minha mãe me contava. Vi Emma recuar alguns passos e também segurar a mão de Anna, ela parecia tão forte, mas também estava com tanto medo quanto eu.
_Bem vindos a Colônia. Disse Anna sorrindo. Vi Josh, Rachel e o homem de cabelos compridos sorrirem maravilhados com a visão, pessoas andando, conversando, crianças correndo, brincando e nos olhando curiosas.
_Stuart pode acomoda-los, por favor. Disse Anna indicando o trio ao homem.
_Claro venham por aqui.
_Podem ir, descansem um pouco mais tarde nos encontramos pra conversarmos sobre o novo lar de vocês.
Josh deu um beijo na bochecha de Emma e seguiu Stuart.
_Pra onde vão levar o Josh? Perguntou Emma.
_So vai acomoda-los pra que descansem um pouco. Mais tarde nos reunimos e lembra do que seu pai disse foi um desafio pra ele não abuse. Disse Anna.
Daryl desceu do caminhão e imediatamente as pessoas pararam e começaram a aplaudir. Ele parou olhando confuso.
_Que merda é essa? Disse ele pra Anna baixinho.
_Estamos sem energia a quase 1 mês e você trouxe um caminhão de combustível acho que acabam de eleger um herói. Disse ela.
_Eu não gosto disso. Disse ele seco.
_Anda vamos, quero que conheçam uma pessoa. Disse Anna avançando trazendo Emma e a mim pelas mãos. Fiquei tão feliz com aquele gesto dela, e com as pessoas aplaudindo e sorrindo enquanto passávamos.
POV RUBY Q. SALIB
Estava na minha sala fazendo alguns cálculos sobre a divisão da colheita no próximo mês. E vi gritos e barulho de aplausos, caminhei até a sacada e havia um enorme caminhão tanque no pátio da frente.
“Ela conseguiu de novo, bom Anna nunca me decepciona mas dessa vez ela se superou se esse caminhão estiver cheio, racionando teremos energia por um bom tempo.” Pensei.
Vasculhei o pátio procurando por ela, e a vi entrando de mãos dadas com duas meninas e um homem caminhando atrás delas com uma besta nas costas.
“Não pode ser eles, isso é impossível” pensei ao lembrar das vezes que Anna me falara sobre o pai de sua filha e suas habilidades com uma besta.
Repirei fundo e desci para o térreo rapidamente encontrando os quatro próximos a escada principal, não precisou ela dizer nada, ao ver seu sorriso e olhos radiantes eu confirmei minha suspeita. Anna encontrara sua família.
_Ruby eu os encontrei esses são Daryl e minha filha Emma. Bom essa é a Thais a encontramos sozinha.
_ Anna eu nem sei o que dizer estou muito feliz por você. Bom Sejam bem vindos a Colônia. Falei um pouco atordoada com a notícia.
Estendi a mão a menina que retribuiu com um aperto forte e depois a Daryl que fez o mesmo.
_Esse lugar é incrível, cheio de gente. Disse Emma me olhando radiante.
_Você ainda não viu nada, bom eu tenho algumas coisas pra resolver vou deixar que descansem, depois nos falamos tenho novidades sobre aquele assunto e quero saber como foi esse milagre. Mais uma vez bem vindos e espero que gostem daqui. Ahh vou mandar preparar um jantar especial essa noite pra comemorarmos.
Sai pra fora do casarão, tentando respirar fundo e me acalmar. Não era possível num país tão grande eles se reencontrarem. Anna era essencial pra Colônia ela me ajudava a manter tudo em ordem, a única a qual eu depositava toda a minha confiança, ela continuaria assim com marido e filha?
Notas finais
_Jimmy? Abracei o menino sentindo o coraçãozinho bater forte. Ele fazia esforço pra alcançar a besta.
_Melhor não brincar com isso pequeno, falei sentindo meus olhos lacrimejando. Era ele, Jeremy, meu filho. Ele era meu eu tinha certeza disso, senti o mesmo quando vi Emma pela primeira vez.
_ Vamos pai quero olhar as outras coisas! Disse Emma impaciente.
_Espera um pouco.
Falei segurando a pequena mãozinha que continuava a insistir na direção da besta.
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