Apocalipse – Born In Hell

33 Ep33 – Rumo a Colônia


Notas iniciais
Mais um cap, meus queridos leitores. Bom nesse cap não tem ação mas acontece muita coisa então não deixem de ler. Gostaria de dedica-lo especialmente a Dany, que escreveu uma linda recomendação pra fic, o que me deixou muito feliz já que ela é uma excelente escritora.
Agora são 7 recomendaçoes, 19 favoritos e 40 leitores! Muito obrigada a todos!!!!

POV DARYL DIXON
_Sabe que eu não ia deixar a menina pra trás não é? Falei aquilo na hora da raiva pela mordida que ela me deu. Falei
_Eu sei. Disse ela olhando pras duas no banco de trás do caminhão, Thais estava encolhida num canto como um gatinho assustado e Emma olhava pela janela visivelmente ansiosa pela chegada na tal Colônia.
_Sabia que a mamãe é a líder deles papai? Disse ele entusiasmada.
_A é? Perguntei surpreso olhando pra Anna.
_Bom não e bem assim, quem te falou isso? Eu só ajudo a líder a manter as coisas em ordem o nome dela é Ruby.
_Ruby? Uma mulher? Falei
_Sim uma mulher. Algum problema?
_Não só achei estranho. Bem quem sabe seja por isso que esse lugar funcione tão bem. Falei dando um sorriso pra quebra o gelo.
“Anna estava diferente, tinha algo mudado nela algo estranho, frio, algo que não me agradava, que não fazia parte da minha Anna
_Estamos chegando?
_Não Emma falta um dia todo de viagem, chegaremos amanha pela manhã. Disse Anna.
_Merda, tem uma barricada na estrada.
_Passamos aqui a pouco tempo e não tinha nada é uma emboscada. Disse Anna me olhando aprreensiva.
_Papai não para por favor! Foi assim que Josh me contou que pegaram a família dele não para! Disse Emma apavorada.
“O que aquele garoto tinha dito a ela que a assustara tanto?”
Acelerei o caminhao.
_Segurem-se meninas! Falei.
Pisei fundo no acelerador e mantive as minhas mãos firmes no volante eu não podia errar e deixar que o caminhão cheio de gasolina tombasse ia matar todos nós, mas parar também não era uma opção.
Batemos contra a barricada feita com entulhos o caminhão tremeu mas passou, os outros vinham atrás e passaram pelo espaço aberto entre o entulho, ouvimos alguns disparos.
_Se abaixem meninas! Disse Anna as garotas.
Viajamos por mais alguns quilômetros tomando uma distancia segura e eu parei pra verificar se tinha algum dano no caminhão. Os outros também pararam. Eu vi Josh sair rapidamente do trailer e perguntar a Emma se ela estava bem. O que esse garoto tava fazendo cercando a minha filha? O encarei por alguns instantes e ele se despediu e voltou pro trailer.
Anna me olhou riu e balançou a cabeça.
_Que foi?
_Nada, ela ta crescendo uma hora ou outra vai ter que aceitar isso. Disse ela.
_Ela ainda é uma criança é bom esse garoto abrir o olho ou vai acabar com uma flecha no rabo. Falei serio.
_Vou ver as meninas, disse ela.
Rachel se aproximou, enquanto eu vedava um buraco feito no tanque com um monte de fita adesiva, desde que a Anna apareceu eu tentava evitar o contato com ela, eu não sabia como agir ou o que dizer.
_Acha que vai segurar? Disse ela olhando o remendo improvisado no tanque.
_Espero que sim, deixar um rastro de gasolina não é uma boa ideia. Falei.
_Eu estou feliz que tenha reencontrado a sua mulher, ela vai fazer muito bem pra Emma.
_Vai sim, Emma sempre foi muito apegada a mãe. Bom vamos voltar pra estrada, paramos daqui há duas horas pra comer.
_Certo. Disse ela voltando ao Trailer. Nesse momento notei que Anna nos observava com um olhar atento.

Voltei ao caminhão e dei-lhe um beijo.
_Vamos?
_Vamos, disse ela desconfiada.
Anna desenvolvera um certo don pra descobrir as coisas e se tornara extremamente desconfiada com as pessoas desde o incidente com os malditos Turners, fazia tanto tempo. Talvez eu devesse contar de uma vez o que havia acontecido entre mim e Rachel, ela teria que entender, eu achava que ela estava morta, jamais teria me deitado com outra se suspeitasse que ela ainda vivia. Eu contaria assim que chegássemos a Colônia.
_Emma, 99 garrafas de cerveja no muro 99 garrafas de cerveja se uma garrafa de cerveja cair quantas ficaram no muro?
_Por favor isso não. Falei.
Anna e Emma vivam cantarolando essa canção por horas a fio quando estávamos na estrada a anos atras.
_98 garrafas de cerveja no muro 98 garrafas de cerveja se uma garrafa de cerveja cair quantas ficaram no muro? Continuou Emma.
As duas continuaram cantando por mais de meia hora as ditas garrafas, notei que a menina agora não parecia tão assustada e sorria com a brincadeira das duas. Até se render a canção e começar a cantar também. Emma parou de cantar e encarou a garota.
_Essa canção é minha e da minha mãe você não pode cantar sua metida. Ouvi ela dizer e a menina se encolher assustada.
_Emma! Não fale assim com ela. Repreendeu-lhe Anna.
Emma sempre foi muito ciumenta, não gostava de dividir a atenção com ninguém e eu já tinha notado que a presença da menina a incomodava. Lembrei-me quando era bem pequena nas vésperas de completar três anos de idade.

Flashback Daryl Dixon

_Como não tem muita força tente acertar através dos olhos, é o ponto mais vulnerável. Falei enquanto erguia Judith perto da cerca pra que ficasse na altura do errante.
Ela pegou a barra de ferro pontiaguda com certa dificuldade e atravessou no olho do errante que caiu do outro lado da cerca.
_Muito bem, matou seu primeiro zumbi, bate aqui. Falei estendendo a mão.
Ela sorriu orgulhosa e bateu com força a minha mão.
Vi Emma caminhando fazendo muita força pra arrastar a besta pelo pátio com cara de zangada.
_O que você ta fazendo?
_Vou sair e matar um Zumbis. Disse tentando erguer a besta do chão.
_Não acha melhor ter força pra erguer isso antes princesa?
_Não sou pincesa eu so matadola de zumbis.
_Tudo bem “matadola de zumbis”, me da isso e vai ficar com a sua mãe.
_Eu quero mata zumbis igual a Judith.
_Quando você ficar maior.
_Eu quero agora! Disse ela impaciente batendo o pé no chão.

Comecei a rir e Judith também, me abaixei e peguei a besta do chão.
_Não mecha mais nas minhas coisas ok Emma? Papai já não disse pra não fazer isso. Pode se machucar.
_Eh não mecha Emma! Disse Judith me abraçando e beijando a minha bochecha.
_Ele é meu pai você tem o seu! Disse Emma puxando Judith pelos cabelos.
_Emma não! Isso é feio não faça mais isso! Falei firme olhando nos olhos dela e apertando a sua mãozinha com um pouco de força.
_Não briga papai, tem o pai dela, você é meu só meu ... Disse chorosa com o meu grito.

Eu entendia, ela ficou tanto tempo longe da mãe e sofreu tanto por isso e ela tinha o meu sangue e o ciúme corria nas nossas veias. Mas eu tinha que agir.
_Peça desculpas agora Emma.
_Porque eu não fiz nada!
_Agora!
_Pai.
_Emma, eu disse agora. Falei firme.
_Não precisa. Ta tudo bem. Eu não devia ter cantado desculpa. Disse a menina com a voz doce e meiga se encolhendo embaixo do cobertor.
_Viu não precisa. Disse Emma com um sorriso.
_Eu não perguntei se precisa ou não eu mandei você pedir desculpas agora. Falei irritado.
_Deixa Daryl ela não vai fazer de novo não é mesmo? Disse Anna.
_Não.
_Ótimo. Disse a Anna seria.

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POV ANNA HANKINS
Paramos na estrada pra nos alimentar, o jeito com que Rachel olhava pra Daryl me incomodava, eu a vi o abraçando na noite que nos reencontramos e aquilo ainda pulsava na minha mente.
O garoto se aproximou de mim. Eu vi Emma arregalar os olhos e entrar rápido no caminhão.
_Eu to muito feliz que esteja viva, pela Emma, ela me falou muito sobre você. Disse o jovem com o rosto corado.
_Bem obrigado, Josh não é mesmo?
_Sim.
_Senhora Dixon eu queria te perguntar uma coisa.
_Pode perguntar, mas pode me chamar de Anna, esse “Senhora Dixon” me envelhece uns 20 anos. Notei o rosto dele ainda mais vermelho e as mãos inquietas.
_Senho... Anna eu queria perguntar... ele parou por um instante tomou fôlego e continuou. Se um garoto gosta de uma garota e ela também também gosta dele, e se eles quisessem sei la ficar juntos, o que acha que a mãe dela ia achar? Disse ele me olhando completamente vermelho.
_Bom acho que a mãe dela acha que ela é muito novinha pra pensar em namoro, mas a mae dela já teve a idade dela e sabe que se a garota quiser mesmo ficar com esse garoto não importa o que digam, pois nada vai impedi-los de ficarem juntos. Então a mãe dela diz que tudo bem desde que o garoto fale com pai dela.
_E se o pai dela arrancar a pele do garoto vivo?
Eu ri.
_O pai dela não é tao perigoso quanto aparenta pode confiar, diga pra Emma que eu quero falar com ela antes sobre isso.
_Tudo bem. Disse ele respirando aliviado.
_Bom acho que ta na hora de irmos. Falei.
Daryl iria enlouquecer quando soubesse que Josh havia pedido permissão pra namorar com Emma, ele parecia um bom garoto e muito corajoso em vir falar comigo, quando tinha 14 anos e arrumei meu primeiro namoradinho ele mandou que eu contasse a meus pais e não apareceu na minha casa até eu dizer que eles tinham se acostumado com a ideia.
Entrei no caminhão, Emma fingia dormir.
Thais passou pro banco da frente e me abraçou.
_Obrigado. Disse ela enredando os braços magrinhos no meu pescoço.
_Minha mãe nunca mais ia voltar não é?
_Não querida, sinto muito ela deve ter morrido.
_Eu tinha tanto frio, sede e fome.
_Como se alimentava? E água onde conseguia?
_Primeiro eu saia e pegava nas lojas, mas fazia um tempo que umas pessoas vieram e levaram tudo eu fiquei sem nada. Ai eu pegava os roedores e insetos dos dutos. Tinham um gosto ruim. Disse ela franzindo o rosto.
_Vai ficar tudo bem, não vai mais precisar comer insetos.
_Emma não gostou de mim.
_Emma tem um gênio difícil desde pequena ela nunca vai com a cara de alguém a primeira vista. Mas ela é uma boa menina não é mesmo Emma?
Falei alto sabendo que ela ouvia a nossa conversa, mas continuou imóvel
pra não estragar o disfarce. Daryl entrou no caminhão e pegamos a estrada novamente.

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