Apocalipse – Born In Hell
30 Ep30 – Primeiro beijo
Notas iniciais
Bom em comemoração aos comentários da Fic, teremos personagem novo no próximo cap. que ganhou o nome da pessoa que fez o comentário 200 Thays Diniz! Beijos e até os creditos finais!
POV ANNA HANKINS
_Ta tudo bem? Perguntei a Daryl enquanto Emma se afastava na direção do garoto.
_Porque ela tinha que crescer? era tão mais fácil quando ela acreditava em dragões e unicórnios. Disse Daryl olhando Emma se afastar na direção do garoto.
_Infelismente isso é uma coisa que não pdemos controlar, falei segurando a suas mãos e me enredando em seus braços.
_Desculpa por tentar te atropelar, as pessoas se tonaram tao perigosas que fazem a gente sentir saudades do tempo que tinha milhares de walkers andando por ai. Disse um homem que dirigia o trailer noite passada enquanto se aproximava.
_Tudo bem, Daryl disse que você salvou a minha filha. Anna Dixon. Falei estendendo a mão.
_Simon Kanne. Eles são Josh e Rachel. Disse ele me dando um aperto de mao forte. Rachel fez o mesmo.
Eu acenei pra equipe de busca que se aproximou.
_Esses são Stuart, Alexis e Michele.
_Anna eu estou tão feliz que tenha encontrado a sua filha, sempre falou tanto nela. Disse Alexis.
_Bom Anna, a gente ainda precisa arranjar o combustível e as ferramentas pra Colônia. Disse Stuart.
_Claro, vamos fazer isso hoje.
_Bom temos um caminhão cheio de combustível, já que vamos ir com vocês podem ficar com ele sem problemas. Disse Simon.
_Bom isso resolve nosso maior problema, tem uma loja de departamentos em Karsons City a uns 80 km daqui, vamos conseguir as ferramentas lá e mais um algumas coisas.
_Karsons City é grande demais, ainda deve haver um bocado de errantes por lá. Disse Tim.
_Limpamos as cidades pequenas dessa área vamos ter que encarar, ou não vamos ter colheita e isso sim é um problema. Falei.
_Podem contar com a nossa ajuda. Disse Rachel.
Partimos em direção a Karsons City e paramos a mais ou menos Um quilometro da cidade.
_Emma você vai ficar aqui com a Rachel, Josh e Tim, eu e o seu pai vamos com os outros até a cidade.
_O que? Vão me deixar pra trás! Eu não vou ficar!
_Isso não é uma sugestão Emma é uma ordem, vai ficar aqui e eu não quero discussão. Disse Daryl rispidamente.
_Droga! Pai sabe que eu posso ser útil, diz pra mamãe, diz pra ela que eu aprendi muito não só mais uma criança boba, diz pra ela pai! Falou ela nervosa.
_Emma eu sei disso querida, mas eu prefiro que fique aqui, você ainda ta se recuperando do susto de ontem. Falei calmamente.
_Você mal voltou e vai me deixar mamãe? Disse ela com os olhos cheios de lagrimas, o que me deixou um pouco confusa se devíamos leva-la ou não.
_Sem drama Emma, já falei pra não fazer isso, você fica aqui com a Rachel e os outros, não vamos demorar. Disse Daryl.
Ela virou as costas e entrou no caminhão batendo a porta com força.
_Não precisava ter sido tão duro com ela. Falei em protesto.
_Emma mudou muito, as vezes é preciso falar firme com ela. Disse ele colocando o coldre com as flechas nas costas.
Subimos na Pick Up, e partimos na direção da cidade.
POV EMMA H. DIXON
Entrei no caminhão muito chateada e fiquei batendo com uma moeda no vidro.
_Ta zangada? Perguntou Josh entrando e se sentando ao meu lado.
_Eles me deixaram pra trás. Falei franzindo o rosto.
_Só querem te proteger. Respondeu ele me olhando nos olhos.
_E se eles morrerem? O que eu vou fazer? E se não voltarem Josh, cidades grandes são perigosas, ainda estão cheias de errantes e às vezes de grupos maus.
_Eles vão ficar bem, seu pai acho que é o cara mais forte que eu conheci e pelo que eu vi ontem à noite a sua mãe não fica pra traz... Eles vão voltar.
_Você acha?
_Eu tenho certeza, sabe eu vi uma ponte uns metros atrás com um rio é piracema ta afim de pescar?
_Rachel não vai deixar a gente se afastar...
_Ela ta no trailer, e não vamos demorar em menos de meia hora vamos conseguir uma dúzia de peixes.
_Tudo bem, vamos...
Descemos do trailer, Tim estava um pouco afastado na estrada olhando o movimento, ele não era muito mais velho que Josh, devia ter uns 16 ou 17 anos no máximo. Conseguimos sair sem sermos vistos, e caminhamos pela mata até o rio, os peixes subiam o rio, era bonito vê-los pulando entre as pedras e se tornava muito fácil pescar. Josh entrou na água, rasa pouco acima do joelho e rapidamente pegou um, que acabou escorregando de suas mãos. Achei muito engraçado ver Josh brigando com o peixe e depois escorregando e caindo na água ao tentar pegar outro.
_Achou engraçado não é? Disse ele todo molhado. _Vem tentar você pegar um deles!
_Eu não vou entrar nessa água gelada, vai ter que se apressar ou não vai pegar uma dúzia em meia hora. Falei irônica.
Ele riu e voltou a tentar pegar um peixe, sem sucesso.
_ Bom já sei por que você resolveu ser vegetariano, pelos seus dotes de caçador você nunca vai comer carne mesmo. Falei entrando na água.
_Me da o seu moletom. Falei.
_Nem pensar... Disse ele balançando a cabeça.
_Me da eu preciso dele o meu casaco é pequeno demais.
Ele retirou um pouco relutante e me entregou, notei algumas marcas em seus braços parecidas com as que eu já vira nas costas do meu pai.
_O que foi isso?
_Nada. Vamos pegar os peixes ou não? Disse ele olhando pra água.
_É por isso que nunca tira o casaco?
_Emma os peixes, eu não quero falar nisso não entende? Disse ele um pouco irritado com a minha insistência.
Eu peguei o casaco e fechei a gola com meu amarrador de cabelos, caminhamos ate a parte do rio onde os peixes se concentravam na subida e seguramos o moletom com a parte de baixo aberta formando uma rede improvisada e em pouco tempo conseguimos uma boa quantidade de peixes. Usamos o moletom fazendo uma trouxa pra carregar os peixes e caminhamos ate a ponte.
_Nossa é lindo, falei olhando a paisagem ao longe sob a ponte.
_ É mesmo. Disse ele se aproximando da grade.
_Meu pai tem marcas como as suas, o pai dele batia nele com uma cinta quando era criança. Ele também não gosta de falar nisso, na verdade foi a mamãe quem me contou porque ele inventava um monte de historias. Falei.
_Porque você é tão insistente enh? Tem coisas que as pessoas não querem lembrar. Não consegue entender isso?
_Desculpa, só queria saber mais sobre você a gente conversa tanto, mas você nunca me fala nada, sobre a sua família, como foi parar com a Rachel e o Simon, nada...
_O que quer que eu diga? Que minha família toda ta morta! Não tem nada pra ser dito Emma. Gritou ele.
_Nao grita comigo seu vegetariano, chorão e estranho!
_Eu sou estranho? Você enfiou uma faca no estomago de um cara e depois teria matado aquela mulher se seu pai não tivesse impedido e eu sou estranho? Gritou ele.
_Ele teria me matado ou pior se tivesse tido a chance! E não foi fácil ta bom! Foi a primeira pessoa que eu matei e aquela mulher estava com eles merecia morrer!
_Ela estava fugindo Emma! Não era mais por defesa, porque ia fazer aquilo?
_ Você é um idiota! Eu jurei que nunca mais ninguém vai tocar em mim, não importa o que eu tenha que fazer ou quantos eu tenha que matar, nunca mais, nunca mais! Gritei me sentindo um pouco atordoada com a acusação dele, porque Josh estava me falando aquilo? Ele sempre era tão gentil, porque tava me fazendo lembrar daquelas coisas que doíam tanto?
_ Acha que ela ia nos ajudar? Eles iam matar você e abusar de mim e ela ia apenas olhar e rir da minha cara, como aquela maldita velha no hotel. Falei tentando conter as lágrimas, eu estava virando uma chorona, carente, idiota como o Josh.
_Não importa ela estava fugindo e ninguém tem direito de tirar a vida de alguém se não for pra se defender!
_Cala boca! Não tem o direito de me julgar só porque você é um medroso, que não tem coragem de matar alguém mesmo que seja pra se defender!
_Pelo menos não fico fingindo ser a versão em miniatura de outra pessoa, olha eu sei caçar, eu sei atirar, sou durona e mato gente igualzinho ao idiota do meu pai! Zombou ele.
_Pelo menos eu tenho um, cadê o seu? Seu maravilhoso pai que não matava gente e enterrava os corpos na estrada? Cadê ele Josh? Gritei e modo desafiador.
Vi a expressão no rosto dele mudar, ele virou as costas e se encostou na grade da ponte, e depois pulou sobre ela e ficou se equilibrando do lado de fora da ponte como se fosse pular.
_Josh, que ta fazendo? Volta pra cá você pode cair seu imbecil! Falei com um tom mais baixo sentindo muito medo que ele caísse ou se jogasse, o rio era raso ele ia se espatifar nas pedras.
_Meu pai foi o cara mais legal que eu já conheci, ele ajudava todo mundo e fazia de tudo pra nos manter bem e felizes, pra ele não bastava sobreviver, tínhamos que viver, que rir, brincar, ter esperança, orar e agradecer pelo que tínhamos.
_Tudo bem desculpa ta bom? Agora volta pra ponte... Falei com a voz trêmula.
_Quer saber o que aconteceu com eles? A vila em que a gente morava começou a ruir, não tinha comida pra todos, os errantes atacavam o tempo todo, era muito frio, as pessoas começaram a brigar umas com as outras. Ai meu pai decidiu que tínhamos que tentar a estrada, a Rachel já era amiga da minha mãe nessa época, mas ela tinha um bebe pequeno e não quis arriscar e vir com a gente e foi a decisão mais sabia que ela tomou na vida. Quando a gente tava a um dia de viajem a estrada estava bloqueada com pneus e quinquilharias, o meu pai desceu e de repende apareceu uns caras armados, eram seis, a minha mãe até tentou atirar neles mas eles nos renderam fácil, deram uma surra no meu pai e o deixaram estirado no chão pra que ele visse eles abusando da minha mãe e da minha irmã, ela tinha a sua idade.
_Não precisa me contar, só volta pra ponte por favor... Falei sentindo as lágrimas quentes rolando pelo meu rosto.
_Agora você vai ouvir! Não era isso que queria? Gritou ele se desequilibrando um pouco, e continuando a falar.
_Ai eles mataram o meu pai, arrancaram a cabeça dele com um machado colocaram seu corpo num saco, prenderam a minha mãe, minha irmã e eu e nos levaram pra uma cabana, deixaram a cabeça do meu pai na estrada.
_Para Josh eu não quero ouvir mais eu não quero... Apelei sentindo uma dor forte no peito por tudo que ele havia passado, mas ele continuou.
_Passaram-se dias, a minha mãe foi obrigada a cozinhar partes do corpo do meu pai pra eles comerem, um dia eles se distraíram e nós fugimos, mas eles nos capturaram de novo porque a gente mal conseguia correr por causa da fome. Eles mataram a minha mãe, cortaram o corpo dela em pedaços e cozinhavam ou assavam um pouco por dia, colocaram uma arma na cabeça da minha irmã e disseram que iam mata-la se eu não comesse, eu não tive escolha, eles riam e se divertiam nos torturando. Lindsay, esse era o nome da minha irmã ela não aguentou e assim que eles se distraíram, ela pegou uma arma e deu um tiro na própria cabeça. Acho que eu fiquei mais umas duas ou três semanas com eles não lembro direito, eles me batiam, me diziam coisas horríveis, me mantinham preso numa gaiola como se eu fosse um animal ou sei lá o que, um deles abusou de mim, eu tinha nove anos! Nove anos!
Eu tentava controlar meu choro, mas era inevitável, larguei os peixes no chão e o abracei pelas costas.
_Um dia eles encontraram uma caixa de vodka e tomaram um porre, eu fugi, caminhei perdido pela floresta durante uns dias, até achar a estrada, tentei voltar pra vila, mas eu não aguentei e cai no meio da rua, exausto, teria morrido se Rachel não tivesse me encontrado enquanto ia a cidade tentar achar vacinas pra salvar o bebê dela. Agora você sabe ta satisfeita? Disse ele entre soluços.
_Desculpa, me perdoa eu sou uma idiota, sinto muito eu sempre falo besteira... falei apertando forte meus braços na sua cintura. Por favor Josh volta pra cá eu to com muito medo que você caia eu não quero perder você meu único amigo, por favor!
Ele pulou pra dentro da ponte, me olhando com o rosto molhado, me senti muito mal por faze-lo lembrar daqueles dias tão torturantes. O abracei novamente, ele demorou um pouco ate retribuir o abraço, mas fez isso quando notou o quanto eu chorava também.
_ Me perdoa? falei baixinho.
_Só nunca mais pergunte nada sobre isso, disse ele se afastando um pouco e juntando os peixes caídos no chão e colocando sobre o moletom. _Melhor a gente voltar, já devem ter sentido a nossa falta vamos acabar encrencados. Falou ele limpando o rosto.
Ele se levantou e num súbito momento me aproximei encostando minha boca na dele, ele entreabriu os dele fazendo que nossos lábios se encaixassem, senti meu rosto aquecer, aquela sensação estranha no estomago, e meu coração bater forte e rápido como se quisesse escapar do meu peito, as pernas bambas. Senti a língua dele abrindo espaço e entrando na minha boca, era esquisito mas não era ruim, era bom, estranho, mas bom.Meu coraçao palpitava ao sentir a respiração de Josh tão perto do meu rosto.
“O Que esta fazendo Emma? Por que ta fazendo isso? Porque ta gostando disso?” pensei. Me afastei dele dando dois passos pra trás.
_Isso foi, incrível. Disse ele baixinho.
_Eu não sei o que me deu, eu não sei porque fiz isso...
_Ja tinha beijado antes?
_Não e você?
_Também não, é diferente do que eu pensava. Disse ele com o rosto corado, se aproximando de mim, senti o rosto dele bem perto do meu e nossos lábios se tocando levemente.
_Emma! Josh! Ouvi q voz de Rachel vindo do meio da mata.
Notas finais
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