Notas iniciais
Espero que gostem!

POV DARYL DIXON
Acordei com os gritos de Emma socando com as pernas os errantes que tentavam entrar no automóvel capotado, eu estava meio zonzo. Senti as mãos de um errante puxando a minha cabeça pra fora do carro.
_Pai! Gritou Emma
Tirei a faca da cintura e a enfiei com força no olho direito do Errante, a arrancando a em seguida, devia ter mais de uma dúzia deles em volta do carro. Alguns tentavam entrar pelo para brisa parcialmente quebrado enquanto outros se espremiam tentando passar pelas janelas. Eu usava a faca pra atravessar a cabeça deles sempre que um chegava perto, Emma fazia o mesmo se alternando entre as duas janelas traseiras do automóvel. Assim que consegui liberar um dos lados de automóvel sai rapidamente atraindo a atenção deles para que Emma poder sair também. Eles desistiram do carro e começaram a caminhar na minha direção, havia ainda cerca de oito Errantes em pé. Tomei um pouco de distancia e Emma saiu empunhando o seu arco, efetuando disparos rápidos e certeiros contra eles. Ela derrubou três eu lutava contra quatro deles, enquanto Emma arrancava uma flecha da cabeça do zumbi moro.
Quatro zumbis em outro tempo não seriam problema pra mim, mas eu estava fraco não me alimentava a dias, eles me derrubaram ouvi os gritos de Emma seguido por uma flecha atravessando a cabeça de um deles, empurrei o outro o jogando pra longe de mim e Emma acertou –o com outra flecha. Dois errantes ainda restavam em pé levantei e joguei um deles no chão esmagando sua cabeça já muito decomposta com meus pés. Outro errante surgiu nas minhas costas, eu senti uma dor forte Emma havia errado o alvo e acertado meu ombro, num movimento rápido enfie a minha faca na sua testa.
_Papai! Gritou ela correndo na minha direção.
_Aiii merda Emma! Falei tentando arrancar a flecha que atravessou o meu ombro.
_Desculpa! NMas não fui eu quem bateu o carro no meio do nada, você tava dormindo quase matou a gente! Agora vamos ter que andar a pé de novo!_ esbravejou ela furiosa quebrando a ponta da flecha e arrancando sem muito cuidado.
_ Aiiiiiiiiiiiii, Mais cuidado esse é meu ombro não a cabeça de uma daquelas coisas.
_Para de ser mulherzinha nem foi tão ruim assim. Se não tivesse batido o carro nada disso teria acontecido Sr Dixon.
_ Ela era uma verdadeira Dixon pensei.
_Vamos pegar as coisas e sair daqui logo. Falei olhando o estrago do carro.
_Da próxima vez que arranjarmos um carro eu dirijo já e o segundo que você estraga.
_Hey eu que dou as broncas aqui mocinha! Falei colocando um pano pra estancar o sangue do meu ombro.

Voltamos a andar pela estrada, a noite se aproximava caminhamos pela rodovia até um posto de gasolina eu não gostava de acampar em postos, mas não tínhamos escolha eu estava ferido e cansado. Entramos no posto e Emma arrumou o colchonete e se deitou.
_Hey que ta fazendo? É a sua noite de vigia!
_Você bateu o carro ta de castigo, boa noite papai!
Ela com certeza não deixaria eu me esquecer daquilo tão cedo.
Fui pra fora do posto e me sentei em uma cadeira de plástico próximo a bomba de gasolina, como pude me perder num devaneio daquele jeito? Quase matei nós dois. Peguei as balas no bolso da minha calça e fiquei brincando com elas por entre os dedos. Durante muitos anos desde que o apocalipse começou eu condenei as pessoas que recorriam ao suicídio, e agora eu guardava duas balas como se fossem um pequeno tesouro, pra selar o meu destino e o de Emma. Perguntava-me todos os dias se eu teria coragem de colocar uma bala na cabeça dela. Mante-la viva e segura era isso que me mantinha preso a esse mundo, eu fiz uma promessa e a cumpriria até chegar até que eu não pudesse mais evitar o destino. Talvez tivesse sido um erro nos separar do grupo, pelo menos se eu morresse Emma não ficaria sozinha, mas naquele momento não havia escolha. Rick havia se entregado a loucura, Glenn se tornara muito instável e Carl mesmo jovem parecia seguir pelo mesmo caminho e eu tinha que manter minha família segura. Estava exausto meu ombro doía bastante, fechei os olhos e adormeci.
_Pai
Emma cutucava meu rosto com os dedos
Abri os olhos a luz do dia irritou meu olho.
_Olha o que eu encontrei, disse ela me mostrando um pente de munição.
_Isso teria ajudado ontem com aqueles errantes.
_Coma alguma coisa e vamos voltar pra estrada.
_Você tem que comer também pai.
_Eu não estou com fome.
_Então eu também não estou.
Peguei uma lata de sardinhas e comecei a comer,o gosto era horrível mas eu precisava botar algo no estomago ou ia acabar desmaiand. Emma sorriu e também se alimentou com os pedaços de carne seca que restaram.
Voltamos pra estrada, caminhamos por cerca de duas horas . Eu sentia meu corpo um pouco febril e minha cabeça latejante.
_Emma. Vamos parar um pouco certo.
_ Você esta bem?
_Estou sim, só preciso descansar um pouco. Sentei-me no acostamento encostado a uma placa de sinalização. Minha visão estava um pouco turva e eu mal conseguia mexer meu braço ferido. Emma verificava a minha temperatura colocando as mãos sob meu rosto.
_Você ta queimando de febre, eu vi no mapa tem um hotel não muito longe talzes tenha algum remédio.
_Eu vou ficar bem Emma, só preciso descansar vou dormir um poço fique de vigia e não saia de perto ok? Eu to falando serio mocinha. Se eu acordar e não estiver aqui eu juro que te dou uma surra.
Fechei os olhos, eu nunca dei uma palmada que fosse na Emma, mas eu viva dizendo que faria isso pra mante-la sob controle. Estava ficando difícil nos últimos tempos ela não era mais a garotinha que me acordava com beijos pela manhã. Estava crescendo se tornando uma jovem mulher cheia de vontades, opiniões e dotada de um gênio forte. Bom eu sabia de quem ela herdara isso. Aos poucos minha mente parecia se perder dentro de flashbacks dos últimos anos, até se entregar a inconsciência.

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Notas finais
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