Apocalipse – Born In Hell
13 Ep13 – Limites
Notas iniciais
POV JOSH WINTTER
Acordei pela manhã sentindo um cheiro gostoso de café, levantei e vi Rachel servindo-o nas canecas velhas de alumínio. Aproximei-me e ela me alcançou uma xícara.
_Achei que estivese guardando pra uma ocasião especial. Falei
_E hoje é um dia muito especial. Conseguimos um caminhão cheio de gasolina vamos poder viajar por um bom tempo.
_Um caminhão? Nos primeiros dois dias vai ter gente tentando nos matar pra rouba-lo.
_Você é pessimista demais garoto! Se tentarem nós o defenderemos.
_Quase não temos mais munição, vamos levar é um tiro na cara. Retruquei
_Por que não enche essa boca de café e para de incomodar, todo mundo aqui sabe que vai morrer uma hora ou outra não precisa ficar lembrando a gente disso. Idiota! _Disse Emma irritada.
_Emma, chega peça desculpas agora... Disse Daryl deferindo um olhar fulminante pra filha.
_Por quê? Só falei a verdade.
_Agora Emma.
_Deixa ela Daryl, tenho certeza que o Josh não levou a mal não é? _Falou Rachel tomando um gole de café.
Peguei meu taco e fui até o rio lavar o rosto.
“Garota irritante” pensei.
Fiquei sentado observando o curso na água entre as pedras. Ouvi alguns passos vindo à minha direção já segurei meu taco, pensando ser um errante. Virei-me rapidamente. Era Emma.
_Desculpa, não devia ter te chamado de idiota, idiota! –Disse ela.
_Seu pai te obrigou a vir aqui é?
_Vai se ferrar! Disse ela virando as costas.
_Insuportável. Falei baixinho.
_Idiota, imbecil, esquisitão que não come carne! Retrucou ela.
_Chata! Gritei.
_ Tosco, ignorante, prepotente! Gritou ela muito irritada.
_Mimadinha do papai! Falei.
_Olha só quem fala o filhinho da mamãe! Disse ela.
_Não fala do que você não sabe! Rachel não é a minha mãe. A minha já ta morta há muito tempo sua imbecil! Gritei muito bravo.
A expressão do rosto dela mudou. Emma me olhava com os olhos azuis arregalados já cheios de lágrimas.
_Sinto muito, eu achei que Rachel era sua mãe.
Sentei-me de novo a beira do rio. Emma sentou-se ao meu lado, eu me afastei um pouco.
_Eu também perdi a minha. Faz tempo?
_ Quando eu tinha nove anos. Ela era muito legal e carinhosa.
_A minha também. Disse ela jogando uma pedrinha no leito do rio.
_Mas você tem o seu pai, eu não tenho ninguém fui único que restou da minha família. Bom quer dizer eu tinha um tio não sei se ele vive, mas também não me importa ele nunca gostou de mim mesmo.
_Não pode culpa-lo você é muito chato, disse ela rindo.
_Se vamos começar nisso de novo melhor me dar um tempo pra pensar em mais umas ofensas.
Ela sorriu.
“Que garota maluca, muda de humor de uma hora pra outra” pensei
Ela levantou e atravessou o rio pisando nas pedras.
_Hey ta indo aonde?
_Eu vi alguma coisa, acho que teremos um bom almoço hoje! Disse ela já adentrando na mata do outro lado.
_Emma! Não podemos nos afastar_ falei seguindo-a
Caminhei atrás dela pela mata fechada, Emma movia-se rápido e em pouco tempo a perdi de vista. Olhei para os lados tentando encontra-la, ouvi um rosnado e alguns latidos e comecei a correr na direção deles.
Cheguei a uma clareira Anna empunhava a Glock na direção do cachorro.
_Não! Gritei pra ela empurrando a arma e tirando o cão de sua mira.
O cachorro saiu correndo pela mata.
_Seu idiota, la se foi o almoço....
_Você ia comer um cachorro?
_ Qual o problema?
_ Sabe a quanto tempo eu não via um cachorro? Há mais de dez anos! E você ia mata-lo.
_Ta bom você é muito esquisito! Quer morrer de fome tudo bem eu não. Vou atrás dele.
_Não nos vamos voltar pro acampamento agora! Falei bravo.
Ela se aproximou de mim e me deu um soco na barriga, eu a empurrei jogando-a ao chão. Emma levantou-se e veio pra cima de mim enfurecida, caímos no chão eu tentava segura-la, não queria a machucar, mas também não podia permitir que ela me batesse.
_ Para com isso Emma! Gritei enquanto segurava as mãos dela contra o chão. Ela tentava se soltar, eu olhei seu rosto um pouco sujo de terra.
“Ela é tão linda” pensei
Emma deu uma joelhada forte entre as minhas pernas que me fez a soltar contorcendo-me de dor.
_Faz isso de novo e eu te mato! – Esbravejou ela.
Levantando e batendo a poeira da roupa.
_ Você é maluca! Falei ainda sentindo muita dor.
Vi uma movimentação entre os arbustos vindo na nossa direção, Emma também percebeu enpunhando sua arma, eu peguei meu taco sentindo um pouco de dificuldade de andar devido a dor. Alguns segundos de espera e saiu dentre o mato o cachorro que vimos minutos antes. Ele vinha abanando o rabo na minha direção.
_Hei é você amiguinho – falei fazendo um carinho na sua cabeça.
Emma guardou a Glock no coldre, pelo menos ela desistira de faze-lo de jantar.
O cão deitou-se virando de barriga pra cima pra receber carinho, Emma aroximo-se de mim e afagou o peito do animal.
Ouvi alguns passos na nossa direção, olhei pra frente haviam três homens e uma mulher nos observando, eu puxei Emma com força colocando-a pra trás de mim. Ela assim que viu os estranhos empunhou a arma e eles fizeram o mesmo.
_Esse cachorro é nosso garoto. – disse um homem negro com uma barba grisalha.
_ Jah estamos indo embora, não queremos o seu cachorro. Respondi tentando entoar a minha voz .
_Melhor baixar a arma gracinha, ou as coisas podem ficar feias. Disse o outro homem com traços asiáticos olhando pra Emma.
“Estamos fritos, mesmo que Emma consiga acertar um ou dois ainda vai dar tempo pros outros atirarem na gente, porque eu não deixei o Simon me ensinar a usar uma arma” pensei sentindo meu coração disparar.
_ Nós vamos embora, não queremos que ninguém se machuque temos um grupo grande se ouvirem qualquer disparo virão correndo e vocês estarão encrencados! Blefei na esperança que eles acreditassem
_Um grupo grande enh? Pois vocês dois tão mais pra andarilhos esfomeados. Disse o negro acendendo um cigarro e sentando-se a uma pedra.
Emma e eu começamos a recuar alguns passos, sem tirar os olhos do grupo.
_Onde pensam que vão? Disse outro homem surgindo atrás da gente com um rifle eram cinco estávamos cercados.
Este parecia um pouco mais jovem que os outros, mas estava igualmente sujo e fétido.
_ Olha só uma loirinha novinha. Disse ele olhando pra Emma. Eu a puxei pra mais perto de mim e encarei o homem.
_ Vamos garota larga essa arma ou vou estourar os miolos do seu amiguinho ai. Disse o asiático.
Ouvi um canto de pássaro muito bonito, Emma baixou a arma e a jogou na direção do homem.
“O que ela ta fazendo? Agora que não temos nenhuma chance mesmo.”
Um dos homens se aproximou, tentei acerta-lo com o taco mas ele segurou-o e o jogou no chão.
_Reviste eles. Disse o negro ao japonês.
_No três disse Emma baixinho.
O asiático se aproximou dela e o outro de mim me apontando a arma.
_ Três!
Emma retirou a faca do cinto e enterrou na barriga do homem, vi uma flecha atravessar a cabeça do homem que se aproximava de mim e outra a do negro. Emma jogou-se no chão pegou sua arma e disparou contra o peito do homem gordo, que caiu de joelhos a mulher virou as costas e começou a correr. Emma a colocou na mira da sua Glock eu estava petrificado, vi Daryl correr e empurrar Emma fazendo com que o disparo não acertasse a mulher. Ele levantou-a do chão furioso .
_O que você ia fazer? Você sabe das Regras Emma! Gritou ele.
_ Ela era uma bandida!
_ Não se atira alguém que esta fugindo Emma! Não fazemos isso! Gritava Daryl muito irritado!
_Ela merecia.
_Você não é ninguém pra decidir isso! Não matamos que não nos oferece perigo. Nunca mais faça isso.
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