Notas iniciais
Mais um cap!Gostaria de dedica-lo a Zumbigirl pelo seu comentario que eu realmente ameiii e me inspirou muito a continuar escrevendo e a Meg Valentine que escreveu a primeira recomendação dessa fic! Muito obrigada meninas!
Boa leitura a todos!

POV DARYL DIXON
Era muito difícil deixar Emma no acampamento sozinha com um garoto.
Que proteção a porra de um vegetariano pode dar a alguém?’
Mas eu não tinha escolha, precisava recompensar de alguma forma aquele grupo por ter salvo a vida dela. Caminhamos por cerca de uma hora até chegar a entrada de St. Joseph era uma cidade de médio porte com todas as características de uma típica cidade do Kansas. Prédios relativamente baixos, ruas largas e casas de madeira. Tudo tomado pelo cenário pós – apocalíptico, silêncio, abandono e casas e comercio com portas e vidraças quebradas. Caminhamos atentamente pelas ruas, o primeiro posto de gasolina estava vazio. Certamente teríamos mais sorte em algum posto mais afastado da área central da cidade, passamos por uma praça apinhada de Errantes todos já em estado avançado de decomposição, com certeza estavam famintos se nos vissem teríamos sérios problemas. Conseguimos passar desapercebidamente, nos esgueirando por entre os carros parados na rua e matando os errantes que apareciam pelo caminho com facas o mais silenciosamente possível. Rachel e Simon eram rápidos e precisos isso era muito bom e nosso plano teria mais chance de dar certo. Andamos por mais alguns quarteirões chegando a outro posto de gasolina. Havia um caminhão tanque parado a frente do posto. Subi pelas escadas laterais do tanque abri a pequena escotilha no alto.
_Acho que ta quase cheio. Se conseguirmos fazer essa coisa andar teremos gasolina por um bom tempo....
Simon entrou rapidamente na gabine do caminhão, Rachel matava alguns errantes que se aproximavam enfiando uma faca em seus crânios.
_A bateria ta morta, se conseguirmos carrega-la eu posso limpar o motor esse grandão vai rodar de novo. Disse Simon descendo da cabine e verificando o motor. Desci do alto do caminhão e fui até ele.
_Eu vi um bar grande quase na entrada, esses lugares sempre tem geradores pequenos pras placas de emergência. Vo da uma olhada vê se encontro.
_ Espera eu vou com você, eu vi uma ervanária preciso de algumas coisas de la.
Assenti com a cabeça e Rachel veio me seguindo pela rua, caminhamos alguns quarteirões dando a volta pra não passar novamente pela praça repleta de errantes. Estava tudo dando certo até agora não podíamos botar tudo a perder por pressa.
_Da pra andar mais rápido ou ta admirando a paisagem. — Disse ao ver Rachel parada olhando pro interior de um carro. Ela parecia paralisada.
Voltei e olhei através do vidro havia um errante menino de no máximo um ano de idade preso a cadeirinha, seu corpo estava parcialmente decomposto.
Era raro ver crianças pequenas transformadas, geralmente eram totalmente devoradas pelos errantes.
_ Vamos! Falei rispidamente.
_Nao podemos deixa-lo ai... Disse ela fitando-me
_O que quer leva-lo pro acampamento alimenta-lo e trocar a fralda dele?
Rachel abriu a porta do veículo. O errante que um dia fora um bebê ficou agitado gunhindo e avançando com os seus pequenos braços nos quais os ossos já estavam a mostra na direção dela. Ela pegou sua faca e enterrou no seu pequeno crânio.
Chegamos ao bar eu fui até o porão onde provavelmente estaria o gerador e Rachel começou a vasculhar a cozinha atrás de mantimentos ,armas ou munição. A porra do gerador estava presa a parede com uma barra de ferro soldada, peguei um machado que estava preso a parede e comecei a deferir golpes cuidadosos pra não danificar o aparelho. Peguei o gerador, cabos e um galão de diesel que era usado como combustível para gerador. Voltei pra cima, Rachel encontrara um Colth, uma caixa de balas e alguns enlatados.
Já na rua caminhamos em direção a ervanária, uma loja pequena repleta de vidros com mato de diferentes formas dentro deles.
_ Depois que os remédios venceram, tivemos que voltar a recorrer a natureza em estado bruto. Prefiro colher eu mesma, mas infelizmente aqui no Kansas o solo não é muito bom pra ervas. _disse ela remexendo entre os vidros e sementes.
_ Vai demorar muito? Não podemos perder tempo.
_So vou pegar uma ilícitas que devem estar escondidas em algum lugar...
Ela foi a atrás do balcão e pegou alguns vidros com sementes e folhas secas.
_São drogas? Perguntei.
_ Não abortivas.
_ Você ta grávida?
_São pra Emma é melhor prevenir não acha? Ela é uma mocinha não da pra arriscar.
Ela tinha razão, não imaginaria algo pior do que se descobrir grávida de um molestador filho da puta! Virei-me e fiquei olhando em direção a vitrine. Minha filha, como eu pude deixar aquilo acontecer com ela? Mesmo estando se recuper ando ela ainda corria riscos, podia ter sido contaminada com alguma doença, meu sangue fervia de raiva só de pensar nisso.
Voltamos pelo mesmo caminho, Simon terminava de limpar as mangueiras eu liguei o gerador a bateria com os cabos. Rachel deu a partida a primeira enguinçou, tentou novamente e dessa vez ouvimos o roço forte do caminhão.
_Uhuuuuuuuuuuu! Gritou Simon contente.
alguns disparos Simon caiu no chão, eu me abaixei tentando encontrar a origem deles . Havia dois homens caminhando na nossa direçao. Rachel acertou um com sua pistola e eu o outro com uma flecha certeira em seu peito. O s disparos chamaram a atenção dos Errantes, em pouco tempo já havia um bando em cima dos homens mortos e outros caminhando na nossa direção. Simon estava vivo, mas sangrava bastante pelo buraco aberto no lado esquerdo da barriga. O arrastei ate o caminhão, peguei a mochila e o gerador e Rachel deu a partida dando uma ré desengonçada batendo a traseira do caminhão.
_Ta louca é gasolina ai atrás se bater esse negocio estamos fudidos!
_Eu nunca dirigi um caminhão desse tamanho antes! Gritou ela.
Finalmente ela conseguiu manobrar pela rua saído atropelando alguns errantes que caminhavam pela rua. Agradeci por St Joseph ter ruas bem largas ou já estaríamos mortos.


POV EMMA H. DIXON
‘Garoto idiota!’
Pensei entrando na barraca, quase me acertou um tiro e eu nem havia me recuperado do que levei de Steve. Fiquei decepcionada quando meu pai disse que ele já estava morto, eu queria mata-lo era eu que devia ter feito!
‘O que eu faria agora com a cólera que corria nas minhas veias? Com certeza existia muitos como Steve, eu os mataria não deixaria que fizessem o mesmo com outras garotas’ pensei enquanto arranhava meu braço com as unhas, estava sangrando mas eu não sentia dor alguma. Apenas raiva.
Acho que nem a morte era pior do que ser tocada contra a sua vontade, não era apenas a dor física, não era apenas um hímen rompido de modo cruel e miserável. Steve não afetara apenas meu corpo, ele destruiu a minha alma dilacerando tudo aquilo que eu acreditava ser. Lembrei-me da minha mãe de certa forma acho que ela sabia que isso acabaria acontecendo comigo. Ela costumava me aconselhar dizendo que o abusador podia se deleitar de nossos corpos mas nunca no que éramos, isso era intocável. Será que ela fora forte e fria o bastante pra conseguir isso quando a levaram? Eu duvido! Era impossível. O corpo era meu, ninguém tinha o direito de toca-lo ninguém. Eu me recuperaria e aprenderia a lutar. Quem sabe aqueles estranhos não podiam me ensinar coisas que meu pai não sabia? Não aquele garoto bobo! Mas kanne talvez pudesse ele parecia forte e ágil. Devia saber lutar muito bem. Eu aprenderia tudo que pudesse me tornaria forte e ninguém mais iria conseguir encostar em mim novamente. Eu caçaria homens como Steve e os mataria, atravessaria uma flecha em suas cabeças, me vingaria e vingaria tantas outras que não puderam fazer o mesmo. Era só questão de tempo e eu teria a minha vingança. Meu braço sangrava e eu comecei a sentir uma ardência, limpei o sangue e puxei a manga da blusa. Estranhamente me senti um pouco melhor.

Notas finais
E ai gostaram do cap? mereçe um comentario? ou quem sabe recomendaçao?