Apocalipse - A Era Dos Mortos
8 Capítulo 8 - CCD
Notas iniciais
Espero que gostem.
Pov – Mary
Nem acreditei quando a porta começou a abrir, achei que nosso fim seria ali, feito mendigos implorando por um teto, Daryl me abraça, mais um momento bom para minha mínima coleção de coisas boas que acontecem comigo.
A coleção se resume a ele, quando me salvou, mesmo que na hora não tenha entendido, quando me levou a floresta e me deixou caçar, quando prometeu voltar para me busca, quando voltou e me salvou, quando dormi em seus braços, e agora, quando me trouxe para perto de si, sem motivo, apenas por que queria, para os meus vinte e três anos era uma coleção ínfima para dizer o mínimo.
Entramos, era uma construção elegante todos atentos, assustados, preocupados com zumbis, ou sei lá o que, para mim parecia mais um monte de coisa nenhuma abandonado como todo o resto da cidade.
Um homem surge perguntando sobre infectados, Rick garante estarmos bem e ele acredita, exige que façamos um exame de sangue, sinto que tem algo mais naquele pedido, era fácil reconhecer um infectado, aprendemos com o Jim, febre e delírios.
Ele nos leva a uma sala principal, fala com uma máquina, que chama de Vy e acho meio filme de ficção cientifica, eu podia até dar um nome a ele, Apocalipse zumbi, a extinção, vamos para uma sala fazer exames de sangue, Daryl me olha preocupado.
−Está bem? Me pergunta, acho que percebe meus devaneios, eu o olho, quero tanto que ele viva, é tão especial para morrer, faço que sim e chega minha vez, o doutor Jenner me sorri gentil, ele nos escondia muitos segredos eu penso, ele sabe que eu sei disso.
−A verdade não é para todos! Me diz sem que os outros possam ouvir, aquilo dói, mas não questiono, me sinto meio tonta depois de tirar sangue, um segundo e Daryl estava do meu lado – Tudo bem Mary? O médico pergunta.
−Estamos na estrada a muito tempo, sem comida, dois dias difíceis! Lori avisa.
Quando termina de examinar todos somos levados para uma sala que acredito era onde os funcionários tinham seus momentos de relaxamento, ele nos serve uma bela refeição e muita bebida, mais do que suporto conviver, eu tenho medo, quando Jack bebia tudo ficava muito pior e acontece que Daryl tinha uma garrafa na mão e parecia muito feliz com isso, me encolho num canto da mesa, Amy era a pessoa mais próxima que eu tinha, ao menos depois do Daryl e agora ela também estava morta.
Carl bebe um gole faz uma linda carinha de nojo como se tivesse tomado um remédio ruim, Glenn não quer, mas Daryl, mais alegre que o seu normal, diz que quer ver sua cara vermelha, todos riem, eu tremo.
Shane e seu completo descontrole que parece que só eu percebo estraga tudo fazendo perguntas que o doutor Jenner não responde completamente.
Todos fugiram ou se mataram, só restou ele, admiro sua coragem, depois somos levados mais para baixo, entramos num corredor e ele nos oferece salas para dormir, haviam muitas, banho quente desde que economizássemos, depois nos deixa, levávamos uma mochila cada um.
−Vem Mary! Daryl me chama para ficar com ele numa sala, agradeço, achei que por conta de termos espaço ele me deixaria sozinha.
Eram dois sofás abajures e um banheiro, olho o chuveiro e sei que nenhum de nós vai levar muito a sério essa coisa de não demorar.
−Pode ir Mary, eu pretendo secar essa garrafa antes! Ele me diz se atirando num sofá, obedeço, me tranco no banheiro com medo de quando a garrafa ficasse mesmo seca, tomo o melhor banho da minha vida, lavo meus cabelos com shampoo, aquilo era muito bom, depois me seco e vejo que as manchas tinham desaparecido quase por completo e então visto pela primeira vez uma camiseta, uma porcaria que justo agora que podia usar algo assim tínhamos um ar condicionado congelante.
Demoro uns segundos olhando a maçaneta, ele já deve ter secado a garrafa como disse, tomo coragem depois de respirar fundo e saio, ele me olha, se demora nos braços, bom é a primeira vez que me vê sem mangas.
−Pode ir! Eu aviso e Daryl me sorri tomando o último longo gole da garrafa, se levanta, passa por mim e seu andar decidido está um tanto inserto, ele me olha fixamente quando passa bem ao meu lado eu estremeço, num misto de medo, algo que conheço e alguma outra coisa que não reconheço, quero estar perto dele, mais do que em qualquer outro lugar, mas temo isso como temo qualquer outra coisa, não quero ser só um pedaço de carne, não para ele, quero ser especial.
Balanço minha cabeça afastando esses sonhos, quando foi que virei uma tola sonhadora?
Arrumo uma cama para ele, com os lençóis e cobertas, depois faço o mesmo para mim, no sofá ao lado, me deito encolhida decidindo se posso fechar os olhos e dormir ou não.
Daryl sai do banho, os cabelos molhados o olhar meio desfocado, ele olha para cama que fiz para ele, depois olha para mim, dá um meio sorriso e vem para mim.
−Acho que estou bêbado demais para te ouvir gritando se estiver tão longe! Ele diz se deitando comigo no sofá.
Fico uns minutos completamente assustada, ele se deita sem o menor cuidado, passa um braço sobre minha barriga, uma perna sobre a minha, sua cabeça quase colada com a minha, quero chorar, fico prendendo o choro, não quero que ele faça nada.
Mas quando tomo coragem de olha-lo ele estava dormindo, começo a relaxar, sinto o peso de metade dele sobre mim e não é ruim, toco seu braço que descansava sobre meu tronco num meio abraço, acaricio sua pele, me viro devagar e fico de frente para ele, só tinha uma mão livre e toco seu rosto, era a única chance que tinha, ele é tão bonito, uma beleza diferente, de traços fortes, decididos, a barba estava por fazer e toco com as pontas dos dedos, sigo para os cabelos desde o começo quero tocar seus cabelos, estão ainda úmidos, gosto de senti-los, depois retiro a mão e fico ali apenas olhando para ele enrolado em mim.
Para minha completa surpresa ele abre os olhos, não se mexe.
−Se não estivesse tão bêbado eu beijaria você Mary, mas detesto a ideia de fazer isso e depois não me lembrar! Ele diz e engulo em seco, ele quer me beijar, Daryl fecha os olhos de novo e volta a dormir.
Beijar, ele disse mesmo que gostaria de me beijar, será que sabe que sou eu aqui, pode ser uma alucinação, uma alucinação que se chama Mary sua idiota ele disse seu nome, falo comigo mesma mentalmente.
Um beijo, ninguém nunca me beijou, Jack... ele me fazia aquelas coisas, mas nunca me obrigou a beijar ele, nunca tocou nos meus lábios, beijar é carinho, coisa de gente que se gosta, aquele monstro só queria... aperto os olhos afastando aquilo, me encolho fixo meus olhos em Daryl, porque olhar para ele me faz bem e acabo adormecendo.
Acordo e estamos completamente colados, dormindo de conchinha, ele ainda me envolvia num abraça e sua perna estava sobre as minhas, respirava tranquilo e ritmado bem na minha nuca e aquilo é incrivelmente bom.
Eu devia fazer alguma coisa quem sabe sair dali e deixa-lo dormir, mas estou tão presa a ele que não posso me mexer sem acordá-lo então apenas fico ali, de olhos fechados aproveitando aquele momento, não sei se é cedo ou tarde, dia ou noite, não me importo.
−Merda! Ele diz do nada se sentando e quase me derrubando, confuso me segura e me olha, pula do sofá e põe a mão na cabeça demonstrando dor – Merda! Diz de novo – Desculpa, eu.. eu fiz alguma coisa eu... maldição jurei que nunca, Mary.
−Não fez nada! Eu o ajudo, não vou contar que disse que queria me beijar principalmente porque pela sua reação ele nunca sequer pensou nisso.
−Ótimo! Ele diz – Água, preciso de um copo de água, mais do que isso, preciso de um oceano! Ele entra no banheiro fecha a porta, ouço mais algumas reclamações, meia dúzia de chutes, uma dúzia de palavrões, o desgaste natural de Daryl.
Quando sai tinha tomado outro banho, me olha mais calmo, eu dobrava as cobertas, quero falar com ele, mas ele já caminhava para fora.
−Te vejo no café! Avisa e fico sozinha, será que ninguém estava estranhando toda aquela generosidade? Que achavam que agora moraríamos no conforto do CCD para sempre e seriamos felizes. Se fosse assim seguro e bom, porque só restou Jenner? Ninguém se perguntava esse tipo de coisa?
Encontro todos reunidos, Glenn gemia como um zumbi, jura nunca mais beber, Rick e Shane também estão de ressaca, comemos como se fosse um domingo em família, mas era possível sentir uma leve tensão, aquele que o apocalipse criara, as perguntas começam e somos levados para a sala principal, aquele que me lembrava Star Wars, fico esperando Jenner puxar seu sabre de luz, mas Vy abre uma tela gigante e ele começa uma apresentação, o indivíduo 19, suas reações após a mordida, usa não sem intenção termos técnicos, ele só pretende nos desanimar, Daryl reclama das terminologias, ele continua sua explanação que termina como sempre achei que terminaria uma bala no meio da cabeça do indivíduo 19.
Como vai ser agora? Eu me pergunto, ele explica que tudo caiu, os franceses foram os que chegaram mais longe, mas está tudo acabado por conta do combustível.
−Vou voltar a encher a cara! Daryl avisa tão desanimado quanto todos os outros.
−E esse relógio? Eu não resisto – O que acontece quando parar?
−Tudo acaba, é o limite, combustível fóssil!
As pessoas se dispersam, volto para a nossa sala e quando chego lá Daryl estava com outra garrafa na mão, eu o olho preocupada, estávamos numa grande encrenca e ninguém parece notar.
−É isso Mary, essa porcaria não tem cura! Ele me diz andando de um lado para outro.
−Eu acho que não devia beber agora! Digo num fio de voz.
−Mary eu não sou nenhum bêbado, não se preocupe, é só que...
−Eu sei! Eu digo tremendo – Daryl, esse lugar, acho que as coisas, aquele relógio, o tempo está acabando, temos de ir.
−Ir? Ele me olha depois de dar mais um gole – Você só está assustada e muito amiguinha do Jenner, trocando olhares! Ele diz e não entendo de onde tirou aquela conclusão absurda.
−Ele não nos disse tudo! Eu falo torcendo os dedos, e não estou pensando em mim, estou pensando nele, nas crianças, Sophia e Carl, eles tem que ter uma chance – Acho que está escondendo alguma coisa, por favor! Meus olhos se enchem de lágrimas e pela primeira vez ele parece me ouvir, baixa a mão com a garrafa.
−Vou falar com o Rick está bem? Ele dá uns passos na minha direção, acho que vai me tocar, mas não faz isso – Prometi manter você viva, vou fazer isso!
−Então vamos embora desse lugar! Eu peço começando a chorar, não sei porque estou chorando, mas algo em mim diz que ali não era seguro.
Recolho nossas coisas, pego as duas mochilas e entrego a besta a ele, junto com a outra arma que carregava, ele me olha e quando pretendia dizer alguma coisa as luzes começam a falhar, ele segue até a porta o doutor Jenner passava.
−O que está acontecendo? Ele pergunta.
O doutor avisa que era o combustível chegando ao fim, o grupo começa a segui-lo, Daryl agora parecia realmente preocupado e gritava com o homem não sei se estava bravo por conta das respostas superficiais ou por que Jenner tinha lhe tomado a garrafa.
Rick e os outros homens se juntam a nós, começa uma confusão sem fim.
−Peguem suas coisas, vamos sair daqui! Rick diz em meio ao pânico generalizado, não me mexo já peguei tudo, então a porta se fecha estamos trancados, é preciso conter Daryl que quer matar Janner, Daryl nunca quer xingar ou dar um soco, quando fica bravo fica furioso e quer logo arrancar cabeças.
−Não vou deixar você morrer aqui! Ele me diz com olhos furiosos e segue com os outros para tentar derrubar a porta com machadadas, Jenner avisa que era impossível que estávamos presos, em desespero Shane aponta a arma, atira em tudo, Rick e T-dog o detém, Carol chorava abraçada a Sophia, Lori envolve Carl num abraço, ninguém conseguia fazer o homem abrir a porta.
Rick fala com ele, descobrimos que o indivíduo 19 era sua esposa e cientista, mas nada o fazia admitir que podia abrir a porta, tudo estava um caos, Daryl me olha sem saber o que fazer, entendemos que vai ser uma grande explosão, alguns segundos e tudo chega ao fim, e se Daryl não existisse talvez eu preferisse, mas acontece que Daryl existe, tem os mais belos olhos azuis que já vi, o lindo céu de verão que me enche de esperança, sigo até Jenner.
−Nos deixe escolher! Eu digo e ele me olha – É tudo que nos restou, cada um pode decidir como quer acabar, e decidimos ir até o fim, não é sua escolha, não está em suas mãos.
Ele me olha fixamente, depois destrava a porta.
−Não vão conseguir sair, lá em cima está tudo trancado!
Começamos uma luta contra o tempo, eu sei que alguém ficou, mas não consigo pensar sobre isso, estamos juntos eu e Daryl e cada um podia fazer sua escolha.
As janelas e portas eram impossíveis de abrir, nem mesmo a fúria de Daryl Dixon servia para algo, então Carol aparece com uma granada nas mãos, pertencia a Rick.
−Escondam-se! Ele diz e imediatamente sou puxada por Daryl que se atira sobre mim me protegendo. Depois da explosão os vidros se arrebentam e por um segundo nos olhamos.
−Vem Mary! Ele me puxa e corremos para passar pelo vidro, era um dia lindo de sol e não sei por que penso em algo assim num momento como aquele com zumbis surgindo de todos os lados e os poucos segundos que nos restavam, Daryl derrubava tudo que via sempre na minha frente e então chegamos na caminhonete, ele me empurra para dentro e mais uma vez se deita sobre mim.
O barulho era alucinante, tudo a nossa volta estremece, trepida, o calor invade o ambiente e mesmo encolhida com Daryl sobre mim vejo o clarão intenso do fogo lambendo o CCD e transformando tudo em cinza.
Daryl se afasta, nos sentamos mudos vendo o prédio terminar de ruir, Andrea e Dale caminham para o treler mais a frente, eu tremia sem nem ao menos piscar.
−Está bem? Ele me pergunta.
−Sim! Respondo tremula – Era isso que ele pretendia para nós? Pergunto encolhida.
−Convenceu ele, felizmente, mas agora...
Agora não tínhamos nada, nem mesmo uma direção, éramos um monte de desconhecidos desesperados, lutando por mais um dia.
A fila de carros começa a andar e partimos, era melhor sair dali antes de tomar qualquer decisão sobre que caminho seguir.
−Passei dos limites com você! Ele me diz algum tempo depois – Não costumo beber, mas estava querendo esquecer um pouco toda essa merda de fim de mundo, desde que saímos da sua casa, nunca mais tivemos um dia de tranquilidade, e ali, achei que sem zumbis tentando nos devorar.
−Não aconteceu nada! Eu digo olhando para frente, sem coragem de olhar para ele – Teria sido horrível acordar todos com meus gritos no meio da noite.
−Mas não tem mais pesadelos, pelo menos não das duas últimas vezes que dormimos.
Quero dizer a ele que tem uma razão para isso, que se estou em seus braços e só ali, eu não tenho medo, mas nunca diria, assim como nunca diria que me falou sobre seu desejo de me beijar, nunca vou dizer porque não sei o que vai achar, talvez ria de mim, diga que era só uma conversa de bêbado, eu sei disso não preciso que essas palavras duras saiam de sua boca.
Mas tomo uma decisão meus lábios seriam dele, era tudo que tinha para oferecer, e seriam dele ou de mais ninguém, não tenho esperanças sobre isso, mas posso sonhar, ele me deu esse direito quando acertou aquela flecha em Jack e me tirou de lá.
−O que vamos fazer? Eu pergunto – O combustível está no fim!
−O que não falta a nossa volta são carros abandonados, damos um jeito tem que haver um lugar, e depois podemos recomeçar, estamos vivos, depois de tudo estamos vivos.
−Aquelas crianças, Carl e Sophia, penso tanto neles, em como é para eles, as coisas são tão ruins quando se é criança, você nunca sabe porque as coisas ruins acontecem com você, fica com medo e não pode fazer nada, quero que os dois consigam.
Ele me olha enigmático, volta a atenção para a estrada, vejo um errante como uma vez Daryl os chamou passando, preciso aprender a me defender e a defender essas pessoas, o que passamos juntos desde que chegamos a pedreira de alguma maneira nos uniu.
−Preciso aprender a me defender! Eu aviso e ele me olha pensativo.
−Acha que não posso te defender, por que me viu beber, isso não vai mais acontecer.
−Acho que vai me defender, acho que vai fazer isso a qualquer hora e acho que vai preferir me proteger antes de si mesmo.
Eu queria muito olhar para ele, mas tenho medo que meu olhar me trais e confesse coisas que não quero confessar.
−Está certa sobre isso.
−Quero estar pronta para fazer o mesmo, posso aprender a atirar, e não sei alguma outra coisa mais silenciosa.
−Vamos fazer isso, não se preocupe, se um dia não estiver por perto quero que fique segura, mas agora temos que nos concentrar em combustível e comida!
−Shane! Eu falo do nada – Não confio nele! A muito queria dizer isso a ele, dividir minha preocupação e alerta-lo – Ele parece uma bomba relógio, ainda não explodiu, esses acessos, com Ed e mesmo hoje, isso não foi nada.
−Eu sei, mas seu ódio é direcionado a outra pessoa, não se preocupe com isso, o problema é o amigo ter sobrevivido, justo agora que ele estava comen... Dormindo, com a mulher do amigo.
−Eu não sabia! Fico corada, mais uma vez desvio o olhar para as ruas, sempre aquela paisagem, sempre aquele silencio nos deixando claro que o fim nos alcançou.
−Por que é muito inocente! Ele me diz e eu o olho, era assim que me via, ele me achava inocente?
−Obrigada! Eu o olho mas ele não entende – Por cuidar de mim, me protegeu o tempo todo, ninguém nunca se importou.
−Esses babacas não entenderam ainda que precisamos parar essa merda de comboio e discutir o que fazer, será que querem seguir em direção ao pôr do sol, acham que depois começa a subir os créditos e tudo bem podemos seguir para casa?
Eu não sei de onde ele tirou essa ideia, mas concordo que as vezes parece um filme, já pensei nisso muitas vezes, não sei quando vamos realmente nos dar conta, mas o fato é que o mundo acabou, ao menos para os vivos, estamos na era dos mortos, esse agora é território deles, os donos do jogo, a nós nos resta nadar no tabuleiro, como peças manipuladas, não somos nós quem atiramos os dados.
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