Apocalipse - A Era Dos Mortos

48 Capítulo 48 - Primeiros passos


Notas iniciais
Olá pessoas! Em primeiro lugar viram a nova capa? Se não viram podem ir ver, está linda e foi um presente, nem acreditei, a linda da Dylee que me fez, ficou lindo não ficou? Enfim por isso quero agradecer a ela o presente, eu amei e dedico esse capítulo a você! Sua linda. Quando comecei a escrever Fics não tinha ideia de quantos novos amigos eu faria, mas agora isso ficou mais importante que tudo. Obrigada a todos pelo carinho de vocês.

Pov — Daryl

Eu não sabia muito o que estava fazendo quando fui pegar o menino, só queria que Mary parece de chorar, nem mesmo consegui isso por que ela chorou ainda mais quando me viu com o garotinho nos braços, mas o fato é que nenhum dos dois podia simplesmente dormir sabendo que o bebê estava sozinho numa cela, porque simplesmente temos medo.

Tenho medo de perder Mary, tenho esse medo o tempo todo, mas não tirei ela da minha vida por isso, o medo não pode ser dono de nossas escolhas, isso ficou bem claro quando o mundo caiu diante dessa porcaria de epidemia dos infernos.

Não acho que estou pronto para me render ao garotinho, mas não posso e não quero impedir Mary de fazer isso, ela o quer e ele precisa dela, então ela vai ter o garoto, Mary vai ter sempre tudo que quiser e estiver ao meu alcance, ela nunca iria me pedir, eu sei que não, tem esse medo bobo de que um dia vai fazer algo e eu vou deixa-la, como se eu pudesse me afastar.

Scott nem acordou, nem mesmo sabe onde está, já Mary custou a adormecer, só depois que senti seus braços relaxarem eu adormeci.

Acordo com um choro baixo, demoro a entender o que está acontecendo, sinto Mary sair dos meus braços, nem parece que dormi, não pode ser de dia já.

−Pronto, está tudo bem! Ouço a voz doce dela, deve ser o garoto.

−Pensei que estava longe! Ele soluça e eu luto com o sono, quero abrir os olhos.

−Está aqui, como todos os dias! Ela responde.

−Você que me pegou, lá naquela cama?

−Não, foi o Daryl.

Meu nome sendo pronunciado me dá forças e abro os olhos, Mary estava sentada no beliche, Scott estava deitado no seu colo, ela fazia carinho em seus cabelos, sorria, estava completamente encantadora, tinha algo naquele olhar que a deixava cheia de vida, ela não me nota acordado, e aproveito aquele minuto de beleza.

−Meu carrinho sumiu de novo!

−Deve ter ficado lá naquela cama, quer ir buscar? Ela pergunta e ele nega, quem poderia preferir qualquer outra coisa se pode ficar em seus braços?

−Essa cama que é minha.

−Está certo, essa cama que é sua, não vou mais levar você para aquela cama, não precisa se preocupar.

−Eu choro.

−Chora mesmo, mas agora não precisa mais chorar, vai ficar aqui.

−É.

Então Mary me olha, seu sorriso se alarga quando seus olhos encontram os meus, fico imóvel admirando toda aquela doçura, os olhos dourados de Mary, o garotinho acompanha seu olhar e quando me vê também sorri

−Essa cama que é minha! Ele me avisa.

−Parece que sim.

−Meu carrinho sumiu.

Olho para Mary que sorri, pelo visto era hora de acordar, eu me levanto.

−Vou pegar seu carrinho sorvetinho!

−Sorvetinho? Mary ri.

−O garoto estava no frízer né?

Entro na cela e pego o carrinho jogado na cama, quando me viro ele estava atrás de mim.

−Achou! Ele sorri com o carrinho na mão, depois segura na minha calça e sai me puxando – Fecha a porta! Ele pede, acho que quer garantir que não vai voltar para aquela cama, eu faço o que ele quer só para acalmá-lo, quando entro em nossa cela, Mary está de novo deitada em nossa cama.

−Pensei que era hora de acordar! Eu brinco com ela que sorria, nem de longe lembrando a garota triste do dia anterior.

−Não é assim que a gente acorda tem que deitar aqui de novo, me abraçar e me beijar, eu desejo bom dia, você me beija mais uma vez e ai é hora de acordar.

−Está falando sério? Pergunto sem acreditar.

−Estou, se não fizer isso o dia vai ser muito ruim, quer apostar?

−Não, nada de dias ruins, sei bem o que quer dizer um dia ruim.

Me deito com ela que se aconchega em meus braços, suspira e depois me olha.

−Bom dia! Ela diz e eu a beijo.

−Agora sim! Ela brinca – Obrigada! Me diz quando seu sorriso some, mas seus olhos ainda brilham.

−Ainda não sei que caminho é esse que estamos tomando.

−Quer voltar atrás? Ela me pergunta, os olhos dourados agora estão repletos de algo como medo ou insegurança.

−Não bruxa, eu sei o que fiz, o tempo de voltar atrás acabou, nesse mundo de mortos que caminham só se pode caminhar para frente e bem rápido.

−Eu não sei o quanto posso caminhar se não estiver segurando minha mão, por isso... Daryl precisa ser nós dois.

Afasto seus cabelos do rosto, acaricio aquela pele macia e delicada, minha garota, eu a amo, e sei que ela precisa de mais do que um, sim pode ficar com ele, estamos falando de uma criança, um bebê na verdade, ele nem mesmo sabe descer uma escada, não é um cachorrinho, que o pai diz, pode ficar com ele mas você limpa a sujeira e o leva para uma volta toda tarde.

Isso é maior que qualquer coisa que já fiz, mais complicado também, me leva a lugares que já vivi, que nunca quis voltar, mas a vida está me jogando de volta, como um acerto de contas, parece Deus querendo me dizer, reclamou tanto, vamos ver se sabe fazer melhor!

Mary está com os olhos marejados quando volto a realidade, me observa esperando uma resposta.

−Vai ser nós dois, mas precisa me dar tempo para me acostumar, vamos os dois aos poucos.

−Temos aprendido tanto! Ela se deita em meu peito, esconde o rosto na curva do meu pescoço, como gosto disso – Vamos aprender mais essa lição.

Eu suspiro resignado, me lembro de Merle e todo aquele ódio, não quero ser como ele, quero deixar outros entrarem em minha vida, quero ser bom, quero isso por ela.

O garoto faz parte disso agora e vou me acostumar.

−Aquela última frase da carta não sai da minha cabeça.

−Que ele não caiu em nossas mãos por acaso?

−Essa mesmo.

−Da minha também não, mas agora senhorita Mary precisamos descer, alimentar o garoto e seguir para aquele chatice de reunião do conselho! Me levanto puxando ela comigo –Não sei como fui me deixar cair nessa.

−Suas decisões são sempre acertadas, isso é importante.

Estamos prontos e Scott nos olhava de um para outro um pouco preocupado, olhamos para ele e Mary está tão feliz com o pequeno que o pega no colo.

−Que foi sorvetinho? Ela brinca beijando o pequeno que a envolve pelo pescoço.

−Vou junto!

−Sim senhor, vamos todos descer, você vai tomar seu leite, está com fome?

−Sim, chão! Ele aponta o chão e ela o solta, nada parecia alegra-lo mais do que descer os degraus lentamente.

Seguimos os três rumo ao refeitório, depois do café temos que seguir para a maldita reunião, Scott tem que ir junto, Beth deixou Judith com Rick por conta de uma dor de cabeça.

−Parece que temos mais um membro nesse conselho! Hershel brinca quando entramos – E ele parece muito saudável!

−Já que finalmente chegaram acho que podemos começar.

Sempre a gentileza de Carol.

Me sento com Mary do meu lado o conselho estava tão acostumado com o pequeno clima que ela costumava criar com Mary que sempre tomavam o cuidado de nunca deixar que sentassem uma ao lado da outra.

−Vamos as pautas? Sasha começa – A comida foi dividida entre os blocos, mas agora temos mais uma cozinha externa, acham que podemos deixar ela em aberto, para os dois blocos, ou somente para quando formos fazer comida para todo o grupo?

−Acho que todos podem usar, aquilo vai ser ótimo para limpar as carnes dividir os suprimentos quando chegamos da rua e para os dias quentes quando isso fica um inferno.

−Concordo com a Mary! Glenn se pronuncia – Acho que é só uma cozinha, não podemos colocar regras sobre seu uso.

−Acho que vai acabar gerando discórdia, devíamos sim colocar regras.

Carol rebate.

−Ok, vamos votar! Eu resolvo apelar logo para isso, se algo ficava impossível de resolver era por esse caminho que seguíamos.

−Cozinha externa sem regras levanta a mão! Glenn continua com a mão erguida, todos menos Carol concordamos.

−Ótimo, próximo item? Mary questiona.

−Como foi com o menino, ele dormiu bem no quarto que programei, não vi um comentário a respeito.

Carol fazia a pergunta claramente interessada em provocar Mary.

−Pergunte ao Rick o que ele achou do quarto que mandou pintar para a bravinha o Scott já tem a cama dele.

Mary diz muito séria.

−É.

Scott diz do seu cantinho, sem nem ao menos desviar os olhos do papel em que rabiscava, preciso controlar a vontade de sorrir.

−Entendo! Carol me olha com cinismo.

−Certo quarto inútil resolvido, qual o próximo tema? Eu continuo a maldita reunião.

−Fórmula! Hershel avisa – Não temos suficiente, precisamos de mais algumas calculando que o inverno chegou e que corremos o risco de passar alguns dias presos aqui, principalmente se vier alguma nevasca.

−Podemos encontrar, ainda é cedo e podemos ir hoje mesmo! Eu digo decidido, a comida de Judith era uma questão de honra para todos e agora o garoto dividia com ela, era minha obrigação buscar mais.

−Acho que quem deveria correr atrás disso são os responsáveis pelas crianças! Carol olha para Mary – Rick devia ir e Mary com ele já que pelo visto ela agora é a mamãe do ano.

−Vá dizer isso ao Rick, eu iria de qualquer modo! Mary responde.

−Nesse caso se os responsáveis vão não precisamos arriscar todo o grupo.

−Está certa Carol, Rick vai buscar o leite da filha, e eu e Mary vamos buscar o leite do Scott.

Quero deixar claro para ela e a quem mais interessar que Mary não está sozinha nessa, nem percebo sua reação por que Hershel me sorria com um ar de, eu sabia, que me deixa confuso entre o desejo de lhe dar um soco e o de responder que no fim ele estava certo.

−Somos um grupo de busca, sempre fomos e vamos fazer isso juntos, ou esse grupo não tem sentido! Glenn reclama começando a se irritar − Se tiver alguém doente e precisarmos sair para achar remédios mandamos os doentes?

−A comida que encontramos dividimos só com quem foi buscar? Sasha continua – Não Glenn está certo, vamos nos organizar e vamos todos encontrar o que precisamos como sempre fizemos.

−Nesse caso acho que chega por hoje, eu e Caleb estamos reunindo todos os remédios e organizando uma espécie de farmácia, se encontrarem mais será bem-vindo.

Hershel avisa antes de se levantar com suas muletas e deixar a sala, eu empurro a cadeira e me levanto, metade do grupo de buscas está reunido e já começamos a fazer planos.

−Vou chamar a Maggie e pegar um mapa – Glenn caminhava para fora.

−Acho melhor deixar isso para amanhã, vamos planejar hoje e sair amanhã, não é uma emergência e podemos sair bem cedo, quanto mais horas de luz do dia tivermos melhor.

Sasha era sempre muito prudente e concordo com ela, desde que ela entrou para o grupo temos nos entendido bem sobre as saídas e acabamos dividindo um pouco a liderança o que acho ótimo, nunca quis ser líder de nada.

−Concordo! Mary responde – Podemos fazer isso com calma.

−E levar mais alguém conosco, já que a Mich não está! Sasha nos lembra.

−Pensei no Arthur, ele me pediu para ir e precisamos mesmo testar se o garoto está pronto se sabe lidar com um grupo e já que vamos fazer com calma acho uma boa ideia.

−Pode ser! Sasha concorda.

−Falo com ele então.

−Bem já que a reunião chegou ao fim vou cuidar do meu trabalho.

Carol se levanta, eu nem tinha me dado conta de que ela ainda estava presente, todos olhamos para ela que me sorri e depois caminha para porta.

−Até mais, está feliz com o filhinho que sua princesinha arrumou para você?

Ela nem espera resposta e Sasha sorri para mim e depois para Mary.

−Eu realmente acho que vocês mereciam algum prêmio, tem que haver uma condecoração para o casal mais paciente do apocalipse! Ela diz nos deixando, Glenn seguia com ela.

−E nós amor, o que fazemos? Mary me pergunta.

−A senhorita vai procurar o Doutor S e saber se essa perna está mesmo boa para uma missão de busca.

−Acho...

−Não acha nada! Eu puxo minha garota pela mão – Vai ser isso ou nada feito.

−Está bem! Ela reclama, me obrigando a sorrir, quando me lembro de como Mary era assustada e de como sempre me obedecia, de como obedecia qualquer ordem sem nunca questionar apenas porque achava que era só isso que merecia, foi um longo caminho até aqui, mas ela venceu.

E continua vencendo, todos os dias caminha para ser uma mulher decidida, rebate as acusações de Carol e expõe suas ideias, só falta confiar mais no meu amor, acreditar que não vou me cansar dela e deixa-la.

−Que foi? Me pergunta – Que sorrisinho é esse?

−Bobagem, adoro quando me desobedece, quando reclama de ter que fazer algo que não quer.

−Adora, então não vou procurar o Doutor S e vou com você na busca amanhã!

−Nem vem com essa espertinha!

Ela ri e pega a mão de Scott, caminhamos para fora da sala.

−Vou ver se a Beth melhorou e saber se o Rick não quer que fique com a Judith! Me avisa quando chegamos lá fora.

−Certo, vou achar o Arthur e ver se ele pretende vir conosco.

Começo a me afastar de Mary depois de um leve beijo, Scott segura minha calça.

−Eu vou junto.

Demoro um segundo para compreender, depois dou de ombros, se ele quer ir o que tem demais.

−Certo, pode vir.

Mary abre um sorriso tão puro que quero roubar ela para torre e ficar lá para sempre.

−Vejo vocês depois! Ela diz caminhando para nosso bloco de celas.

−Cadê os bichos?

−Lá fora, não entram aqui porque tem as grades, quer ir com a Mary? Ele nega e então caminhamos para o pátio, encontro Arthur carregando armas e munição, decidimos estar prontos para tudo e preparamos um local onde podíamos ser rápidos em caso de ataque, humano ou zumbi.

−Arthur! Eu o chamo e ele caminha para mim apressado.

−Oi, precisa de alguma coisa senhor Dixon?

−Primeiro preciso que me chame de Daryl por que essa coisa de senhor Dixon é irritante.

−Sim senhor! Ele diz e depois pisca confuso – Quer dizer certo Daryl.

−E preciso saber se ainda está interessado em sair nas buscas com o grupo?

−Muito, eu realmente prefiro, acho que posso ser muito útil.

−Vamos ver, sabe atirar?

−Sim, atiro bem e tenho minha arma! Ele puxa da cintura um tipo de foice com uma corrente e uma pequena bola de ferro na ponta – Essa é minha Kusarigama, eu fazia artes marciais antes do mundo entrar em colapso, várias delas, nunca achei que usaria isso, mas aprendi como usar e vou dizer ela faz um bom estrago.

−Parece bem provável! Eu brinco quando ele me entrega a arma − Michonne iria gostar dela, eu acho.

−Ela gostou muito, nos encontramos antes de ela partir, eu sei usar a Katana que ela tem, mas prefiro a minha.

−Saímos cedo amanhã, então fique pronto, no caminho te dou as instruções de como trabalhamos.

−Vou respeitar as ordens do grupo, apenas quero ser útil.

−Até Arthur.

−Senhor... Daryl! Ele se corrige rápido quando reviro os olhos – Sabe se a Beth está bem? Ela sempre fica com a Judith e hoje vi a menina com o Rick.

−Dor de cabeça eu acho, Mary foi saber dela, não são mais amigos, por que não vai lá saber dela?

−Ela está... Zack pode não achar uma boa ideia e não quero me colocar entre eles.

−Tudo bem Arthur, até mais.

Zack me encontra quando entrava para o bloco de celas com Scott.

−Não sabia que tinha um filho.

Eu o fuzilo com o olhar e ele fica todo atrapalhado.

−Desculpe Daryl, não sabia que não era seu, é filho só da Mary, ela já tinha filhos quando se conheceram?

Uma lambança atrás da outra, acabo rindo dele.

−Porque não cala a boca?

−Parece uma boa ideia! Ele concorda e começa a caminhar comigo para dentro.

−Eu estava na faculdade antes de o mundo virar essa merda, desculpe! Ele pede quando se lembra do menino caminhando conosco.

−Tudo bem! Era bom o garotinho se acostumar, se queria ficar perto de mim.

−Eu sei falar merda! Scott diz me olhando e dou de ombros, por mim tudo bem.

−Eu também sei!

Zack ri com gosto, ele era muito alegre.

−Acho que professor de boas maneiras não era seu trabalho antes do mundo acabar.

−Não Zack, não era.

−O que fazia?

−Por que acha que vou te dizer isso?

−Fazendeiro? Ele tenta de novo – Ouvi algo sobre uma fazenda antes de encontrarem a prisão, era sua?

−Errou de novo a fazenda era do Hershel.

−Vou descobrir.

−Pode tentar, mas por hoje chega.

Chegamos ao refeitório e Mary está com Judith nos braços e Maggie a seu lado olhando um mapa.

−Que tal ir saber da sua namorada? Maggie reclama com Zack – A garota está de cama sabia?

−Eu... Vou lá saber dela então.

Ele se afasta vermelho como um pimentão.

−Preferia mil vezes o Arthur! Maggie comenta quando ele estava longe o bastante – Estamos escolhendo um lugar para ir amanhã.

−Tudo bem, o que decidiram?

−Nada, estamos na base do onde o dedo cair.

Mary diz rindo, Scott larga minha mão e caminha para ela se senta em seu colo.

−Sei falar merda! Ele a avisa e ela me olha brava enquanto escuto a gargalhada de Maggie ecoar pela prisão.

−Ficou cinco minuto sozinho com o menino e já ensinou merda para ele? Maggie provoca.

−Não ensinei nada, ele já sabia! Me defendo.

−Scott isso é feio não pode falar coisas assim.

Ela tenta corrigi-lo, não acho que seja ruim dizer um palavrão de vez em quando.

−Deixa o garoto! Resmungo enquanto ele olhava de um para o outro decidindo a quem devi obedecer.

−É Mary, vamos criar uma nova sociedade onde pais não precisam proibir seus filhos de dizer palavrões, todos falamos escondidos de qualquer modo.

−Não sei não, acho que não gosto disso, melhor ele não falar.

Ela olha para ele e ele sorria.

−Não pode falar? Ela me olha esses são nossos primeiros passos rumo a cuidar de uma criança, nem imagino onde isso vai dar.

−Só de vez em quando! Ela responde rindo.

Eu fico olhando para eles, ficam tão bem juntos, ele faz Mary sorrir, deixa ela feliz, e desde que fui busca-lo naquela cela ela está leve, posso gostar dele só pelo que provoca nela, posso gostar de qualquer um que me ajude a fazer minha garota feliz.

Notas finais
Postei cedo por hoje vou ter um dia corrido, espero que gostem. Se não gostarem, mintam!!! rsrsrs