Apocalipse - A Era Dos Mortos

40 Capítulo 40 - Mal entendido?


Notas iniciais
Olá pessoas! Dei uma sumida por que tive uma crise de enxaqueca, mas já estou ótima, aqui mais um capítulo!
Espero que gostem.

Pov – Mary

Uma semana, faz uma semana que as pessoas chegara de Woodbury e que vencemos o governador, desde então é só trabalho duro, os dias são longos e cheios de trabalho, quase não fico com Daryl, ele sempre fica com o trabalho mais pesado, mas à noite podemos sempre ficar juntos e então é perfeito, Daryl é carinhoso e alegre quando estamos sozinhos, não tem nada de carrancudo e mal-humorado como quando estamos entre as pessoas.

Eu não gosto de ser tocada, essa é minha barreira, a dele é o humor, ele não abre muito espaço, mas estamos tentando, são muitas pessoas agora e precisamos cuidar de todos.

Rick tirou a arma de Carl e isso está deixando ele doente de raiva, Carl não quer ser uma criança, sei que Rick quer o melhor para ele, mas entendo Carl, afinal fomos nós que estivemos naquele momento com Lori, e foi ele que teve que atirar na própria mãe, e se ele não estivesse armado, se não fosse um menino preparado, talvez nem mesmo Judith estivesse aqui, eu não teria conseguido sozinha.

Mas não sou mãe, nunca vou ser, não sei como é ter um filho, como é ter a vida de uma criança em suas mãos, por isso só posso torcer para Rick estar certo.

Ainda era cedo e depois do café limparíamos um bloco de celas, estava difícil manter todos no nosso bloco, muita gente amontoada.

Além disso sairíamos no dia seguinte para caçar suprimentos, Glenn tinha um mapa e estava tudo pronto, eu sairia junto com eles, não deixaria Daryl sozinho em uma missão como essa, quando nunca se sabe se podemos ou não voltar, depois do inverno que passamos e de toda essa guerra estúpida sou capaz de ajudar na proteção e alimentação do grupo, já quando se trata de conviver e apoiar os novos moradores, preparar comida, servir, isso eu ainda não posso fazer, se não estou ocupada fico sempre perto de Daryl nem que seja só olhando ele trabalhar.

Daryl tem muita paciência comigo, nunca me critica, sempre me incentiva e apoia, fico me perguntando de onde surgiu essa sorte toda na minha vida.

−Pronta Bruxa? Daryl me abraça e sorrio terminando de prender os cabelos – Vai mesmo fazer isso?

−Eu quero ajudar, não vai ser tão difícil, tem mais gente agora para ajudar!

−Certo, vamos descer então!

Tomamos café juntos, nossa família estava sempre se juntando na maioria das vezes nem percebíamos isso, nos sentamos juntos e depois do café sigo com o resto do grupo rumo ao Bloco D, eu, Daryl, Rick e Glenn na frente, Maggie, Sasha e Tyresse à traz, Michonne estava com sua espada na porta do bloco de celas, nos esperando entediada.

−Que demora! Ela reclama e sei que depois de tanto tempo acho que está sentindo falta de um pouco de adrenalina.

−Daryl! Rick indica a porta se preparando, ele abre e entramos, o bloco é como o nosso, um refeitório e depois um bloco com celas, uma escada mais celas no andar de cima e uma porta de grade que dava para as partes mais fundas da prisão.

O bloco já tinha sido limpo uma vez, para que os presos ficassem, mas depois que foi invadido por zumbis, quando aquele preso atacou a prisão nunca mais fomos lá para saber e a verdade é que parecia normal, vazio e apenas uns corpos como o esperado, corpos dos amigos de Axel e Oscar, como um dia eles disseram, mas a porta de acesso as tumbas estava aberta e nos preparamos para descer e ganhar mais espaço.

Ficamos em formação quando o primeiro grupo de zumbis surge e devo admitir que com Michonne, Sasha e Tyresse as coisa ficavam bem mais fáceis, eu acerto zumbis com a minha besta, cada dia fico melhor em fazer isso e prefiro ela a facas e pistolas, limpar o andar não chega a ser um grande problema, e antes do almoço já estávamos recolhendo corpos.

Um dia razoável eu penso, depois do almoço as pessoas vão ajudar a lavar o bloco, enquanto amontoávamos os corpos para queimar do lado de fora.

O novo portão já estava quase pronto, as estacas ainda não tinham sequer sido confeccionadas, muitas coisa ainda deveriam ser feitas, mas eu adoro a ideia de que estamos construindo nossa casa.

−Vamos Mary, tomar um banho enquanto os machos alfa do grupo queimam os corpos! Maggie me chama e depois de acenar para Daryl sigo com ela – Amanhã vamos sair, mas depois quero minha torre arrumada! Ela me diz quando caminhávamos para dentro.

−Daryl prometeu ajudar o Glenn!

−Com segundas intensões! Ela ri –Estão se entendendo afinal, isso é bom!

−Ele é muito gentil e carinhoso comigo! Eu digo e ela ergue a sobrancelha em dúvida.

−Não consigo pensar nele assim, desculpe Mary, Daryl é tão mal humorado! Ela ri com gosto quando faço uma careta.

−Ele não é assim quando estamos sozinhos! Conto corando.

Depois do banho me junto a Beth que cuidava de Judith, fico com ela no colo um pouco, Carol passa por mim, me olha com aquele olhar de rancor que já me acostumei, para mim é muito mais fácil me acostumar com isso de que com os olhares generosos e gentis que recebo de todos os outros.

Daryl passa por mim e entra na cela, beija de leve a cabecinha de Judith.

−Como ela está? Me pergunta cheio de sorrisos.

−Bem, ela é calminha, não estranha ninguém! Respondo devolvendo o sorriso.

−Vou tomar um banho tirar todo esse sangue, depois nos vemos! Ele me beija de leve e some para dentro da prisão, um sistema hidráulico estava sendo preparado, eles estavam cheios de ideias, se todos os planos dessem certo, logo teríamos um lugar totalmente sustentável e nem precisaríamos nos arriscar muito nas ruas, mas o que eu queria mesmo era caçar.

−Está feliz agora não é? Beth me pergunta.

−Muito! Eu respondo – E você?

−Me sinto um pouco sozinha as vezes, e isso é confuso, amo cuidar da Judith, mas queria fazer outras coisas também, mas entendo que cada um tem seu trabalho e depois de tantas perdas tenho é que ficar feliz pelo que temos.

−Não sou boa conselheira Beth, mal consigo cuidar de mim mesma, mas acho que pode querer mais, não é errado, essas vitórias devem ser comemoradas e deve servir para dar esperança, não acha?

−Sim, eu sei, e o Rick acha que ele esqueceu Lori?

−Não sei, para ser honesta acho que nunca vai esquecer!

−Me acha muito menina?

−Não, acho você uma jovem mulher! Será que Beth estava apaixonado pelo Rick? Fico me perguntando.

−A palavra jovem é que atrapalha um pouco, mas você é mais jovem que o Daryl, isso não é um problema para vocês.

−Nunca nem pensei nisso, primeiro por que minha vida foi cheia de coisas ruins e acho que pareço mais velha do que sou, e depois eu simplesmente amo o Daryl e nem ligo para quantos anos ele tem nunca sequer perguntei, ele também não.

−Foi um bonito encontro não é? Como começaram a namorar, quando chegaram na fazenda já namoravam...

−Está errada! Eu respondo sorrindo – Nunca tinha trocado uma palavra sequer come ele até o apocalipse, mas éramos vizinhos, eu passava na porta dele todos os dias e trocávamos olhares, quando tudo virou uma confusão ele antes de partir foi até minha casa e me salvou, me levou com ele e depois tudo foi acontecendo, mas foi na fazenda que ficamos juntos pela primeira vez.

−Que romântico! Beth me diz com os olhos brilhantes, torço para que encontre alguém especial, deve haver alguém para ela, Beth merece, mas acho que Rick é um homem muito atormentado não está pronto.

−Foi mesmo! Respondo apaixonada – Ele é tudo que tenho, amo muito o Daryl e nem sei como seria sem ele.

−As coisas ruins que te aconteceram, ele sabe?

−Sabe, e me ajuda a superar! Meus olhos ficam marejados.

−É por causa dessas coisas que não gosta que ninguém te toque muito, não é?

−Já percebeu? Eu não gosto de ser assim, mas não consigo evitar – Sim Beth, mas estou melhorando.

−Eu sei, vejo isso, meu pai por exemplo, tem livre acesso! Ela ri e acabo rindo também, quem pode resistir ao jeito gentil de avô que Hershel tem.

−Tem muita sorte sabia? Ela sorri e Judith resmunga pedindo atenção, ela pega o bebê dos meus braços e a coloca na cama.

−Vou dar um banho nela e trocar, quer fazer isso? Ela me pergunta, fico olhando para aquele pequeno e delicado bebê, não eu não posso fazer isso, somos ligas, amo Judith, trouxe ela ao mundo, mas não posso fazer isso e sentir de novo a dor de saber que nunca vou ter a chance de ter um bebê.

−Não Beth, tenho medo de machucar ela, faça você, vou ver onde precisam da minha ajuda, nos vemos mais tarde! Beijo Judith e deixo a cela.

Subo as escadas em direção a minha própria cela, para ver se Daryl já tinha voltado do banho, mas não, estava vazia, olho a bagunça que ele deixou e acabo rindo, começo a achar que sua única intensão é me tirar do sério com aquela pequena bagunça que fazia cada vez que queria alguma coisa, quase não tínhamos roupas, não era como se ele tivesse muita dificuldade em escolher, mas estava sempre uma bagunça, nas coisas dele e nas minhas, nossas mochilas eram quase iguais e ele nunca sabia qual era a dele, decido encontrar uma mochila rosa quando saíssemos e duvido que voltaria a ter esse problema.

Arrumo tudo e já me virava para sair da cela quando dou de cara com um homem na porta, o mesmo que tinha apertado minha mão quando chegamos de Woodbury e me agradecido pelo resgate.

Era um homem um pouco mais alto que eu, devia ter uns quarenta anos, parecia agradável e pelo que entendi estava sozinho, eu o vi no máximo duas vezes depois daquele encontro e ele apenas acenou de longe, eu respondi ao cumprimento, não sei o que pode querer na minha cela a menos que esteja perdido.

−OI! Ele me cumprimenta sorrindo, tem algo mais no sorriso e me encolho um pouco, ele tampa minha saída e começo a ficar incomodada – Você é muito bonita sabia?

Fico muda, meu coração dispara, minhas pernas tremem, e não sei o que fazer.

−Andei me informando sobre você, nunca vi uma mulher mais bonita, nem antes e muito menos depois que o mundo acabou.

Eu caminho para ele e ele abre espaço para que eu saia me acalmo um pouco quando estamos no corredor e começamos a descer as escadas, está tudo vazio, onde foram parar todos, ainda limpando o outro bloco, e Daryl? Quero que alguém chegue já que o homem caminha do meu lado e no instante que chegamos no andar de baixo me fecha a passagem.

−Arrumei uma cela bem discreta no outro bloco pensando em você! Ele me diz enquanto eu só conseguia me lembrar de uma vida toda de humilhação e medo, de obediência cega, ele carrega uma faca, agora todos carregavam uma, mas só me lembro da faca de Jack, a que era intima do meu pescoço – Pode ir depois do jantar, eu sei que faz isso com todos, essa timidez é parte do jogo?

Ele afasta meus cabelos e sinto náuseas, meus olhos estão marejados e só consigo olhar para meus próprios pés, me encolho.

−Qual é gata, eu entendi que esse é seu trabalho, dar um pouco de alivio aos caras! Ele ri muito próximo e estremeço.

Preciso me defender, eu posso fazer, não eu não posso, eu não sei, ele vai me machucar, cedo ou tarde alguém sempre me machuca, ficar quieta é o melhor nunca reagir, esperar acabar, Daryl não está aqui, ninguém está, ninguém nunca está quando coisas assim acontecem.

Pov – Daryl

Adoro a ideia de que estamos construindo um lar de verdade, que Mary vai poder se curar de todas as feridas e recomeçar, que agora temos uma chance. É uma pena que Merle não esteja aqui, acho que Mary poderia concertar ele, nunca vi meu irmão tão encantado com uma pessoa como ficou com ela, mas infelizmente essa merda de fim de mundo estragou isso, mas ainda assim estamos juntos e podemos construir nossa história aqui.

Talvez não seja para sempre, talvez um dia esses muros acabem por ruir, mas hoje são uma boa promessa, depois do banho caminho de volta, quero ver onde está Mary, ficar um pouco com ela, ainda temos umas horas de sol e pensei que poderíamos sair e caçar um pouco, ela gosta e não acho que seja um grande perigo se ficarmos por perto.

−Daryl! Glenn me chama – Vai me ajudar a concertar a torre mesmo?

−Já disse que sim! Respondo de má vontade – O que foi Maggie está no seu pé?

−Isso mesmo, Maggie acha que isso é mais importante que portões para conter zumbis e água encanada! Ele responde tirando o boné da cabeça e recolocando como faz quando está nervoso.

−Amanhã quando voltarmos da rua, já foi até lá, viu do que precisa?

−Sim, não está tão ruim, e na verdade é um bom lugar para observação.

−Sei! Eu dou um meio sorriso – Amanhã então, viu Mary?

−Não, está quase todo mundo ajudando no outro bloco, ela deve estar lá, Beth está lá fora e Maggie também, mas não vi a Mary.

Eu continuo meu caminho e quando chego no nosso bloco de celas meu sangue ferve o cara estava quase em cima de Mary, ela está encolhido e eu sei que está assustada, mas não reage.

−Qual é gata eu entendi que esse é seu trabalho dar um pouco de alivio aos caras! Caminho com passos rápidos e ele tem muita sorte da besta ter ficado na cela.

−O que pensa que está fazendo? Eu o tiro de cima dela com um soco, o homem cai atordoado, eu o coloco de pé só para poder acertá-lo mais uma vez, ele grita.

−Não, socorro! Ele coloca a mão no rosto para se defender o nariz estúpido sangrando – Me entendeu errado! Ele grita, mas o acerto mais uma vez e então Glenn e Rick me seguram.

−Ela é minha mulher! Eu tento me soltar – Chegue perto de novo e está morto!

−Calma Daryl! Rick pede – O que está acontecendo?

−Esse infeliz estava assediando a Mary! Meu sangue volta a ferver – Vou matar você! O homem está encostado na parede as duas mãos para cima tentando se proteger.

−Eu não sabia, não foi o que me disseram! Ele se defende – Rick escute, tem que acreditar em mim, eu disse que a moça era linda...

Avanço sobre ele de novo, sou contido mais uma vez e estou detestando isso.

−Ela é... Bom, eu vi você com ela, perguntei e Carol me disse que ela não era de ninguém, que na verdade era de todos, que gostava de... Me desculpe, foi a Carol que disse que ela gostava de prestar favores para os homens, achei que tudo bem falar com ela, levar ela para minha cela.

Glenn me larga tão bravo quanto eu e dá um soco no infeliz.

−Glenn! Rick grita, sem saber como conter a fúria dos dois.

−Ele é um imbecil, ouviu uma conversinha e já foi atrás dela, não tem mulher disponível aqui ouviu seu infeliz! Glenn o empurra e agora vou ser obrigado a agradecer ao coreano.

−Certo! Rick pede sem me soltar – Já chega, vá para sua cela, alguém vai dar uma olhada nisso e acho que entendeu que as mulheres aqui são comprometidas, todas elas! O homem concorda e deixa o bloco às pressas, feliz por poder fugir, só então Rick me larga.

−Maldito idiota! Eu reclamo me arrumando, Rick me dá as costas e Glenn o acompanha me viro para Mary, como ela pode aceitar isso, não reagir, ainda estou furioso, Beth e Maggie estão entrando e Maggie abraça Glenn – Precisa reagir! Grito com Mary, que tinha os olhos perdidos e assustados – Se a pessoa se comporta como um zumbi, trate-a como um! Eu lhe dou as costas, depois de meia dúzia de passos me dou conta do que estou fazendo, é Mary, tem toda uma história atrás desse comportamento, eu passo a mão pelos cabelos arrependido, caminho de volta para ela que parecia completamente desprotegida, como nunca vi na vida, eu a abraço.

−Desculpe! Peço imediatamente, mas Mary tem aquele jeito delicado e doce, Mary sempre me perdoa, e ela me abraça apertado, está gelada e tremendo e sou um completo idiota, mais uma vez o pavio curto quase colocando tudo a perder.

−Quero ir embora daqui! Ela soluça em meus braços – Não quero mais morar aqui com essas pessoas!

−Shiu, está tudo bem! Eu tento acalmá-la.

Beth se aproxima com um copo de água e entrega a ela.

−Tome para se acalmar! Ela diz gentil – Foi um mal entendido.

−Mal entendido porra nenhuma! Maggie reclama – Foi a Carol e aquele coração de pedra, ela não tem a menor ideia do que fez, Rick isso não pode continuar!

−Calma Maggie, vamos resolver tudo! Ele avisa, eles eu não sei, mas eu iria.

Mary dá um gole na água, as mão estão tremendo, eu entrego o copo para Beth e ela volta para meus braços.

−Depois falamos! Eu olho para Rick – Mantenha aquele maldito longe das minhas vistas! Ameaço e levo Mary para nossa cela sem dar importância para a confusão no andar de baixo.

−Sinto muito! Ela diz assim que entramos – Eu não sabia o que fazer, você não voltava, ninguém chegava, eu pensei que iria acontecer de novo! Aquele choro cheio de soluços e angustia volta, a tanto tempo eu não o via, odeio Carol por isso.

−Não tem culpa de nada! Eu a faço se deitar, ela me abraça com medo que me afaste e apenas me deito com ela –Eu não devia ter gritado com você.

−Não queria fazer você de idiota, não quero que ninguém encoste em mim, não quero deixar de ser sua garota!

−Ainda é minha garota, o cara foi um babaca, mas a culpa foi da Carol, não fique assim.

−Devia ter me defendido não é? Ela soluça – mas fiquei cega, veio tudo de volta, me assustei, não esperava por algo assim, eu disse, sempre acontece, a gente não espera e lá estão as pessoas fazendo a gente sofrer de novo!

−Vai passar está bem, um dia vai aprender a se defender, enquanto isso não acontece vou algemar você comigo, Rick ainda tem algemas de xerife, vou pedir a ele.

−Ficou triste comigo? Ela me pergunta tão apertada a mim que mal posso olhar para ela.

−Não, foi de novo comigo, por ter gritado com você, desculpe Mary, amo você, mas ainda sou um Dixon e fazer tolices está no DNA!

−É perfeito, eu é que sempre faço tudo errado!

−Não faz nada errado, é minha Mary, minha rosa cherokee, delicada e sensível, mas às vezes me esqueço disso!

−Eu te amo, fiquei com medo de perder você! Ela me diz entre suas lágrimas.

−Não vai acontecer, já disse que vou algemar você! Ela se acalma um pouco – Olha para mim! Ela se afasta um pouco e me encara – É tão linda!

−Não quero ser bonita, já disse isso! Ela se encosta de novo em meu peito, deve ser mesmo um inferno.

Mary é linda, delicada, de traços perfeitos e isso para ela só trouxe sofrimento, enquanto garotas do mundo inteiro sonhavam em ser assim Mary quer apenas ser comum, não chamar atenção, mas é impossível ficar imune a ela.

−Vamos dar um jeito nisso bruxa, podemos pegar umas dicas com um daqueles zumbis lá fora, o que acha?

−Se ficar parecida com eles não vai mais me querer! Ela me diz agora sem chorar.

−Claro que vou, desde que não queira comer meu fígado, rins, sei lá cérebro, podemos ficar bem, e diminui a concorrência!

−Você não tem concorrência, só quero você!

−Entendo isso, sou um cara bem interessante, gentil, educado, nunca grito! Ela sorri, gosto de fazer Mary sorrir, não me importo de parecer um perfeito idiota só para fazer Mary sorrir, não ligo de me comportar como um adolescente vivendo seu primeiro amor, desde que Mary seja feliz, e no fim é assim que é, Mary é meu primeiro amor, na verdade o único, nunca vou deixar Mary – E te amo mais!

−Nada disso, eu que te amo mais, muito mais! Ela não está mais chorando e fico feliz com isso.

−Melhor? Pergunto e ela afirma com a cabeça.

−Mas não quero sair daqui.

−Porque acha que eu quero? Eu beijo Mary, um beijo leve, apenas um toque, não quero que pense que vou resolver tudo no sexo, sei como isso é um problema para ela – Vamos só ficar aqui, fugir do trabalho!

−Já quer férias? Ela pergunta – Nem terminamos o portão e tem a torre, Maggie quer muito aquele lugar em ordem.

−Eu sei, prometi ajudar o Glenn, o pobre está sofrendo uma pressão impossível! Rimos os dois – Quando estiver pronta vamos descobrir juntos qual a graça daquele lugar.

Mary fica corada, como pode ser confundida com uma... meu sangue ferve e respiro fundo tentando me acalmar, ela me olha nos olhos.

−Não vou mais deixar acontecer, vou reagir, prometo, vou cuidar de mim, não quero que se canse de fazer isso e vá embora.

−Não vai acontecer, não se preocupe! Ela sorri.

−Eu acredito, sempre acredito em tudo que me diz, amo você.

−Eu sei, não tanto quanto eu, mas tudo bem, um dia chega lá! Ela faz bico rimos os dois – Vou arrumar algemas, não se preocupe!

Era exatamente isso que faria, vou arrumar um jeito de todos saberem que Mary é minha mulher, ninguém nunca mais vai se atrever a me desafiar.

Notas finais
Espero os comentários!
obrigada