Apocalipse - A Era Dos Mortos

24 Capítulo 24 - A prisão


Notas iniciais
Mais um capitulo, espero que gostem esse vai em especial para Novaes, que é uma querida linda que me fez uma recomendação muito bonita e me deixou emocionada, Obrigada.
E também é para o Arthur, quando escrevi sobre Beth cantando pensei em você! Espero que goste.

Pov – Mary

Escolhemos uma casa na vila pequena e quase no meio da floresta, precisamos descansar um pouco, acabamos de cruzar um grupo de zumbis e isso é sempre um susto, nada se compara a última horda que encontramos ainda maior que a da fazenda, mas no momento precisamos de descanso e comida.

−Maggie e Glenn dão a volta, olhem os fundos, Carl, Daryl, eu e Mary entramos pela frente.

Rick coordena o ataque, T-dog se posiciona na porta, com Lori e Beth, Hershel está com ele perto dos carros.

A porta é arrombada e dois zumbis perambulavam por ela, derrubamos os dois, a ação era sempre rápida de algum jeito aprendemos a fazer isso, depois entramos e sigo para cozinha, Carl também, Daryl sobe e T o segue, nos reunimos mais uma vez na sala quando a casa está limpa vejo Daryl descendo as escadas trazendo uma coruja, acabo sorrindo, só mesmo Daryl Dixon para caçar dentro de uma casa.

Retiramos os corpos e nos reunimos na sala, Daryl limpava a coruja estamos todos cansados e silenciosos, tão acostumados com aquela ação que nada precisa ser dito, tão acostumados uns com os outros que nossos olhos falam por nós, Carl surge com duas latas de comida para cachorro, ele começava a abrir quando Rick retira a lata de sua mão atirando longe, sei o que aquela atitude quer dizer, não somos animais, ainda não somos, mas logo isso vai nos alcançar também, não dá tempo para ninguém retrucar, T-dog nos avisa com um leve sinal que é hora de ir, silenciosos apenas levantamos acampamento, Daryl vai na frente, sou a próxima, as bestas são as armas mais úteis e importantes do grupo e me sinto feliz por ter aprendido a usar uma.

Temos três carros e a moto e como o combinado estamos de moto, subimos e puxamos o comboio, nos afastando de uma grande quantidade de zumbis, não acho que alguém possa sobreviver sozinho num mundo como esse.

Paramos mais uma vez para nos organizar, decidir que caminho seguir, Lori não pode ficar mais assim de casa em casa, e ninguém mais aguenta realmente isso, o problema é que as hordas estavam se juntando fechando nossa passagem, Rick quer ir para o oeste, ninguém realmente discorda e decidido o caminho, T-dog pede para pegar água no rio que fica próximo.

−Vamos caçar um pouco enquanto fazem isso? Daryl me chama e adoro isso, esse momento com ele, mesmo que as coisas não sejam mais tão perfeitas como antes, Rick vem conosco.

Seguimos caminhando em silencio, observando o movimento a nossa volta, eu respiro aquele ar úmido da mata que tanto gosto, Daryl olha para mim, sorri e devolvo o sorriso, quero tudo de volta, nossa barraca nas terras de Hershel, meu sonho de ser dele e quero até nosso varal dos horrores, mas não sei se restou algo para ele, às vezes acho que não.

−Aquela coruja não deu nem para o cheiro! Daryl diz quebrando o silencio, eu mesma nem toquei nela, como posso comer com Carl e Lori presentes, ela está gravida e ele é uma criança, precisa se alimentar, mas doei minha comida escondido, não quero que Carol veja e fique falando bobagens, desde ontem estou com isso na cabeça, as palavras duras dela, e o jeito como Daryl se referiu a ela, acho que Carol está a muito tempo falando sobre nós para ele, e vi o quanto isso o irrita, não as palavras dela, mas o quanto me afetam e o fato de nunca revidar, mas não sei fazer isso, não posso.

−Que pena! Daryl diz me tirando de meus devaneios, estávamos andando por uma velha linha de trem, e eu estava tão distraída com meus pensamentos que não poderia caçar nem mesmo um rinoceronte.

Ergo meus olhos e me surpreendo quando os muros altos e as cercas seguras de uma prisão se apresentam diante de mim, uma visão esplendida eu penso, o lugar mais seguro do mundo, dominado por zumbis.

Os olhos de Rick brilham, eu posso ver seus planos refletidos nele, ele nos olha.

−Podemos fazer! Sua alegria é tanta que me toca no ombro, não me retraio, nunca me sinto assim assustada quando Daryl está tão perto de mim, voltamos apressados para o encontro do grupo e Rick anuncia que vamos tomar um dos pátios da prisão, seria seguro, e todos concordamos, de qualquer modo como ele nos disse mais de uma vez não é uma democracia e eu não ligo a mínima para isso, confio em Rick e Daryl nunca faria nada que realmente não quisesse então não me importo.

Chegamos prontos para a ação, abrimos uma passagem nas grades e passamos para um corredor de cercas, nada de zumbis ali, os do lado de fora acabamos de derrubar sem qualquer problema, não tem mais ninguém indefeso entre nós.

Daryl fecha a passagem com arames grossos que temos e seguimos juntos até próximo do portão, zumbis uniformizados era algo estranho e inusitado, mas tenho que me concentrar em ajudar.

O plano é limpar um pátio e fechar um portão aberto mais acima, impedindo os zumbis do outro pátio de nos alcançar, Glenn se oferece para ir, Maggie reclama e meu coração acelera, não quero que Daryl vá, eu me aproximo dele, é instintivo, mas Rick anuncia que ele vai fazer isso, temos duas torres do nosso lado e Rick me manda para uma com Daryl, meu coração se acalma, Hershel vai para outra com Carl e o restante ficaria atiçando os zumbis e matando pelas grades.

−Vem bruxa! Daryl me puxa pela mão e seguimos para nosso posto, era uma boa vista do lugar, mas a quantidade de zumbis era de assustar, não vai ser fácil, pego minha arma e sou obrigada a agradecer mentalmente o idiota do Shane por me ensinar a atirar tão bem – Vamos usar as flechas primeiro cowboy! Ele brinca comigo pego a besta e me posiciono, Lori abre o portão e começa a aventura, Rick corre, derrubamos alguns zumbis com nossas flechas e Daryl salva Rick ao menos uma vez.

Conseguimos, Rick fecha o portão e corre para outra torre.

−Podem mandar ver! Daryl grita e começamos a atirar, era como uma brincadeira, não posso deixar de pensar nisso, um vídeo game de horror, derrubamos todos os zumbis, não chega a demorar tanto assim e sorrio quando acabamos.

−Está limpo! Eu digo aliviada, temos um espaço gigante, perto de tudo que temos passado é ao menos seguro, nada de sair correndo no meio da noite, podemos em fim dormir.

−E a senhorita bem que se divertiu! Daryl diz sorrindo, dou de ombros, eles estariam bem contentes comendo minhas tripas, então não me sinto culpada por isso.

Está todo mundo muito feliz, feliz como não os vejo a semanas, meses, Glenn caminha até mim me empurra e acerta um zumbi, estava tão distraída que não o vi.

−Retribuindo o que fez por mim a alguns dias! Ele brinca sorridente – Temos um bom lugar agora Mary!

−Parece que sim! Eu sorrio de volta e meus olhos buscam Daryl ele parece de mau humor, suspiro, não sei se essa cara é por algo que fiz e apenas me contento e fazer meu trabalho, buscamos nossas coisas nos carros, sacos de dormir, lenha para uma fogueira e alguma comida que tínhamos, o dia estava chegando ao fim.

Recolher os corpos foi a parte mais cansativa, detesto fazer isso, sempre vou detestar, pegar naquelas coisas frias e cheirando a podre me dá asco, mas temos que fazer. Aproveito para recolher nossas flechas nas cabeças vazias daqueles infelizes, anoitecia quando terminamos, uma fogueira estava acesa, me aproximo de Daryl com as flechas.

−Suas flechas! Entrego sorrindo, mas meu sorriso some quando vejo que ele não parece muito feliz.

−Obrigado, temos poucas é melhor economizar! Ele me diz, não me olha sua concentração está nas flechas – Vou ficar em cima do carro, fazer uma vigia, mas acho que está muito bem acompanhada.

Daryl me dá as costas e fico paralisada sem saber o que fazer, a fogueira estava acesa, Maggie me convida para sentar com ela e Glenn eu aceito, estou fazendo um esforço gigantesco para não chorar feito um bebê não posso ficar sem Daryl sem ele não tenho forças para passar por tudo isso.

As pessoas fazem planos, sonhos tolos sobre plantação e segurança, elogiam a comida, mas não me interessa nada disso, Daryl caminhava de um lado para outro sobre o carro, Rick fazia aquela ronda metódica e sem fim pelas cercas.

Meus olhos estão cheios de lágrimas e vejo Carol seguir até Daryl eles conversam uns minutos, e então eu o vejo massagear seu ombro, enquanto partia meu coração, depois eles dizem qualquer coisa e os vejo descendo, estou em pedaços, não consigo chorar, sinto um nó na garganta, Daryl trouxe minhas lágrimas de volta e acaba de leva-las embora mais uma vez.

Então a voz suave de Beth ressoa pelo campo, The parting glass, gosto dessa canção, mas hoje ela diz muito sobre mim, sobre como me sinto, Daryl está longe, não olho para ele, não poderia, só o que posso é ouvir aquela voz de anjo — Mas já que caí na estrada do destino eu devo segui-la e você não deve, eu vou gentilmente segui-la e fica o suave clamor, boa noite e foi muito bom estar com todos vocês.

É assim que me sinto, cai na estrada do destino, tenho que seguir e acho que Daryl quer me dizer de algum jeito que não faz parte desse destino, sim, o que fica é o clamor, foi muito bom estar com essas pessoa, mesmo em meio a todo desespero, fome e lagrimas, são a família que nunca pude ter e eu os amo, posso morrer por cada um deles, e se não tenho mais Daryl não vou ter medo de quando essa estrada se encerrar para mim.

Beth tem esperança no olhar, os olhos delicados de Beth, minha amiga, Maggie a ajuda a cantar, o nó só aumentando na minha garganta.

−Lindo! Herhsel elogia quando termina, eu concordo, mesmo com o coração partido, ainda pode existir beleza, mesmo em meio a minha dor.

Rick nos pede para dormir, descansarmos, quer tomar a prisão, fala sobre tudo que pode haver de bom lá dentro, remédios, suprimentos, avisa que deve ser no mano à mano, eu vou, penso comigo, se morrer pelo menos vou cair lutando, fazendo por eles mais do que já fiz por mim, nem mesmo sei se me importo.

−Com medo? Glenn me desperta sentado ao meu lado, ele e Maggie me olham.

−Não, eu vou! Aviso e ele sorri para mim.

−Parece que vamos todos! Glenn brinca e então vejo os passos de Daryl caminhando para longe assisto ele se deitar para dormir, Maggie e Glenn se afastam, Carol para do meu lado, finge mexer na fogueira fala baixo, só quer me atingir, ninguém mais precisa ouvir.

−Assistiu? Ela sorria sem me olhar – Ele me convidou para transar, parece que não anda dando conta do recado! Ela ri – Disse que primeiro ele tem que terminar com você, viu como não sou tão má assim, não deixei seu namoradinho te trair! Eu olhava para o fogo, podia ter saído dali, mas simplesmente sou de novo a Mary que sempre fui, a que paralisa diante da dor, a que aguenta calada para acabar logo – Acho que ele já está dando um jeito nisso.

Carol se afasta, as pessoas ficam em silencio eu continuo ali, não tenho para onde ir, não posso dormir sem ele e se Daryl não me esperou, não me chamou é porque não me quer por perto, depois do que vi, acreditar nas palavras de Carol não é tão difícil e me deixo ficar diante do fogo, esperando o tempo passar.

O dia amanhece e continuo no mesmo lugar, meu coração nunca doeu tanto, nunca me senti tão sozinha, antes eu não tinha nada para perder, a dor era diferente, agora que experimentei estar nos braços de Daryl perde-lo era insuportável, aquele nó não se desfaz, não posso mais chorar.

Daryl me olha assim que se senta, não diz nada, não chega perto de mim, Rick passa as instruções, estou com uma faca grande na mão, a besta está nas costas, a pistola na cintura, mas não pretendemos usá-la.

−Cuidado! Daryl me diz quando chegamos ao portão, a primeira palavra que me diz desde ontem, fico muda – Esse não é seu lugar! Ele está muito sério, me olha tenso e então o portão é aberto, só quero proteger essas pessoas, não sou o tipo de pessoa que nasceu para ser feliz, mas eles merecem, Daryl merece e começamos nosso caminho sempre em formação, um círculo fechado, um protegendo o outro como tem sido nos últimos meses.

Começamos bem, então abrimos uma porta soldados de capacete começam a surgir um portão está aberto, Rick e Daryl correm para fecha-lo, me distraio um segundo prestando atenção em Daryl não tem mais formação e o zumbi de capacete me ataca, estamos todos sem saber como derruba-los, tento me livrar e então ergo seu capacete e atravesso sua cabeça pelo queixo, todos me assistindo enquanto Daryl corria em minha direção, o zumbi cai e isso é suficiente, começamos a derrubar todos assim, logo mais um pátio estava limpo.

−Não sabemos se os muros do outro lado estão inteiros! Glenn se preocupa.

−Aquela era uma civil! Daryl aponta uma mulher caída.

−Não temos escolhas, vamos entrar! Rick decide – Nada de ponto cego!

−Presta atenção! Daryl me diz quando passa do meu lado seguindo para tomar a frente com Rick.

Pov — Daryl

Eu não consigo não pensar em como me sinto inútil, prometi proteger Mary e passamos um inverno miserável, mal pude alimentar minha garota, assisto seu cansaço, seu medo a cada casa que entramos e na maior parte das vezes saímos em um segundo e não tem nada que possa fazer.

Ela deve estar muito cansada disso tudo, do grande infeliz namorado que achou, depois de tudo que viveu eu tinha de ser capaz de cuidar dela, mas não consigo, quando vi os muros da prisão pensei que seria uma chance, uma tentativa de uma vida, alguma segurança, quero cuidar de Mary, ter minha garota nos braços, mas nunca temos um minuto de paz nunca ficamos sozinhos, nem posso dizer que a amo, sinto vergonha de fazer isso vendo como sou inútil.

Entramos no primeiro pátio, estou feliz que conseguimos, derrubamos zumbis de uma torre, ela gosta, minha garota, depois quando estamos felizes entrando mais uma vez me dou conta de como sou mesmo um imbecil, Glenn tem que salva-la, ela sorri em gratidão, me irrito, por que mesmo com ele tendo uma namorada ainda consigo achar que se Mary quisesse ele largava tudo e até acho que é loucura minha, mas a dúvida sempre fica e acaba que sempre sobra para ela.

Meu pavio curto sobra para quem está mais perto e claro Mary é quem está mais perto, não consigo esconder que estou bravo, mas vou me desculpar, quem sabe agora que podemos ficar juntos que temos espaço eu possa dormir com Mary como era antes dizer a ela que a amo, matar a saudade e em breve ter minha garota mais uma vez.

Subo no carro, ando de um lado para outro tentando me acalmar, Carol se aproxima trazendo minha comida.

−Trouxe para você antes que sua namoradinha dê tudo para Lori! Ela me diz eu suspiro, podíamos viver em paz, seria tão melhor se ela deixasse Mary.

−Ela gosta de cuidar da Lori, e do Carl também.

−AI! Carol reclama de dor no ombro, não está acostumada com a ação, quem sabe podemos selar a paz.

Faço uma massagem rápida em seu ombro, quero ao menos tentar tranquilizar as coisas, mas ela não entende, nunca entende.

−Podemos transar se quiser! Ela me diz do nada, nem acredito, mesmo que estivesse sozinho aquilo nunca me interessaria, não gosto e nunca gostei de mulheres oferecidas e pode ser machismo, mas é assim que sou.

−Que merda Carol, eu tenho namorada! Reclamo me afastando.

−Vamos ver por quanto tempo, o casamento do Rick acabou, Glenn é só namorado da Maggie, tudo isso pode mudar e sabe que todos eles adorariam sua namoradinha, não é? Ela ri e eu me afasto irritado.

−Fica longe Carol e deixa a Mary em paz, tentei ser legal com você, mas pelo visto isso é tolice.

Eu desço e não consigo deixar de pensar que ela tem razão, os caras bem que gostariam de ter a Mary, não acho que algum deles faria nada, mas isso me consome do mesmo jeito.

Mary é claro está com o coreano e decido que se prefere a companhia dele que fique lá, vou dormir na frente quando ela quiser vem, mas Mary não vem, e sei que vou acordar com seus pesadelos, e para minha surpresa quando abro os olhos já é de manhã, acho que ela não precisa mais de mim para nada mesmo.

Que se dane, amo a garota, já disse a ela, se não me quer não posso condena-la, eu também não iria querer se estivesse no lugar dela, estou irritado, mas isso não me impede de querer cuidar de Mary e detesto que ela entre conosco, que lute com tantos, mas não tem nada que possa fazer sobre isso a não ser tentar protege-la e é o que faço, mesmo sabendo que ela é completamente capaz de fazer isso sozinha, tomamos o pátio e entramos, Rick encontra as chaves e o bloco de celas está praticamente vazio de zumbis não fosse dois presos em celas no andar de cima.

Matamos os dois e começa a limpeza o dia parecia que nunca acabaria, Mary tem os olhos tristes, mas me evita, faço o mesmo, se ela prefere os novos amiguinhos que fique com eles.

No fim do dia nos reunimos dentro do bloco de celas.

−Vamos dormir nas celas? Beth pergunta.

−Sim eu e Daryl temos as chaves.

Mary está parada olhando para lugar nenhum, tão linda, a mulher mais linda que já vi, mas não mereço Mary e acho que ela concorda.

−Eu não vou dormir em nenhuma gaiola, fico com o poleiro! Aviso, só quero deixar Mary livre para fazer o que bem entender, se não me quer não precisa dividir uma cela comigo, principalmente agora que não tem mais pesadelos.

Pego um colchão em uma das celas e estico na frente da escada, ela pode fazer como quiser, não me importo, jogo minhas coisas no chão e fecho os olhos.

Mary passa por mim e coloca suas coisas em uma cela no canto no andar de cima, não a vejo mais, sinto falta dela, de ter ela em meus braços da pele macia, merda de apocalipse, merda de vida!

Não consigo dormir direito por toda noite, mas ela não grita nenhuma vez, aquilo me irrita e assim que amanhece eu saio para o pátio, Rick quer deixar todos descansarem bastante antes de continuarmos.

−Você é um babaca sabia? Maggie me diz parando na minha frente, estou tão surpreso que apenas a olho – O maior babaca e idiota infeliz que conheço, está perdendo a garota perfeita, e não faz nada, ela está um trapo sofrendo muito, não vê isso?

−Acho que está enganada, ele deve estar é muito feliz, passei um inverno todo e não pude oferecer nada para ela, Mary deve achar que está melhor sozinha!

−Não disse? Ela me olha furiosa – É um grande idiota, conhece a história dela, ela não precisa dessas coisas, mata seus próprios zumbis e pode arrumar sua própria comida, Mary precisa de amor e você está negando isso a ela, precisa de você! Maggie não espera resposta me dá as costas e some, me sinto mesmo um grande imbecil, estou perdendo Mary e a culpa é só minha preciso fazer alguma coisa e saio atrás dela, amo Mary e ela me ama, me disse isso, se entregou, confiou em mim, como pude me esquecer de como as coisas são difíceis para ela, fiquei cego com essa droga de ciúme e estraguei tudo.

Vejo Maggie entrando na cela de Mary e caminho decidido a resolver as coisas, paro na porta quando ela sair vou dizer tudo, estou numa bela confusão, já ouvi a conversa delas uma vez e decido que era por uma boa causa então vou ouvir de novo, no amor e na guerra vale tudo, estamos nos dois casos.

Notas finais
Ficou muito grande então o resto do episodio vai estar no próximo capitulo que prometo tentar postar ainda hoje.