Apocalipse

21 O Mistério de Thompson


Notas iniciais
Heey yoo! Leitoras, Leitores... Eu ia postar ontem, mas não deu e.e Maratonei a quinta temporada de Game of Thrones e fiz minhas lições de noite, ai eu não tinha terminado o capítulo e fiquei com preguiça de terminar... -q Mina-san, se preparem (sério, to de zoas não) Esse capítulo tá tipo bomba nuclear, e os próximos serão assim também... — Boa Leitura! ~May

16 de Novembro de 04 P.A.

Já se passaram meses desde que Thompson tentou nos assassinar na festa do Solstício. Nada mais aconteceu desde então. Além disso, o homem do sorriso estranho "sumiu do radar", talvez porquê eu não tenha conseguido ver o rosto dele, por isso fica mais difícil saber quem é. Percebi que Thompson não está ficando muito na cidade... Talvez ele esteja planejando algo, mas eu também não estou saindo muito.
Ultimamente tenho focado bastante em Nathan (por falta do que fazer), e ele aprende bem rápido! Já manuseia bem todo tipo de arma, mesmo que ainda não suporte o tranco de algumas. Só falta agora ele sair e fazer a parte prática, mas vou deixar como um teste final, ou coisa do tipo.

A garota guardou o diário em sua mochila e encostou-se no tronco da árvore. Fechou os olhos e suspirou demoradamente, tudo o que tinha que fazer era espera.

— Te achei! — disse Nathan debaixo da árvore.

Lizzie abriu um dos olhos e olhou pelo canto o seu relógio.

— Você demorou bastante dessa vez... — ela disse e voltou a fechar os olhos.

— Mas foi porque você estava escondida na folhagem... — ele cruzou os braços e encarou o chão.

— Esconder-se bem é essencial, Nathan, eu mesma só estou viva por que me arrisquei a dormir em árvores quando estava no Canadá. Mas eu vou te ajudar, e será seu próximo teste, você está ficando bom em rastreamento, mas será mais fácil se você tiver algo, ou alguém, pra te ajudar.

A ruiva saltou da árvore e caiu em pé sobre a grama que começava a perder sua cor e brilho. Lizzie seguiu caminho pela sombra e Nathan a seguiu.

Dez minutos depois, a dupla adentra no canil. O rapaz a olhou confuso, mas não questionou. Íris estava no hall de entrada, estava com um olhar serio, fitando um caderno.

— Bom dia, Íris! — disse Lizzie, com um sorriso.

— Olá, Lizzie... Nathan... — a morena levantou o olhar tristemente.

— O que houve? — indagou a ruiva.

— Alguns cachorros sumiram...

— Sumiram? Como assim?

— Eu não sei, eu fui vê-los hoje de manhã e notei que tinha cães a menos.

— Ah, não se preocupe, — Lizzie sorriu — Eles devem ter fugido e provavelmente estão andando pela cidade, mas eles devem voltar logo.

— Pode ser que sim... — Íris esboçou um leve sorriso.

— O Nathan precisa de um parceiro, eu pensei em vir aqui para o Nathan escolher um cão...

— Ah, ok. — ela sorriu e colocou o caderno sobre o balcão. — E antes que eu esqueça, o Nick veio aqui e perguntou de você, ele parecia bem preocupado...

— Então eu acho melhor eu ir procurá-lo, você ajuda o Nathan a escolher um cachorro?

— Claro! Vamos Nathan.

Lizzie assentiu e saiu. A garota começou a vagar na direção da Casa Branca, suspirou demoradamente e passou a fitar o céu. Por um momento sua mente ficou vazia, como se ela não estivesse no controle de si mesma, apenas andando por puro instinto. Isto durou um minuto inteiro até ela voltar à realidade com uma sensação estranha, como se pressentisse que algo iria acontecer.

A ruiva parou na frente das grades da mansão e observou-a. "Algo não está certo..." ela pensou consigo mesma antes de começar a adentrar.

— Lizzie! — a voz de Nick ecoou atrás da ruiva.

O rapaz pôs a mão em seu ombro e se aproximou de seu ouvido.

— O Thompson vai sair da cidade à missão e ele quer que você o acompanhe...

Lizzie parou e virou-se para Nick. O rapaz estava visivelmente preocupado.

— Você precisa recusar, todos que saem com o Thompson nunca retornam...

— Mas é a melhor forma de descobrir o paradeiro dele.

— Mas Li-

A ruiva segurou em seus ombros e olhou intensamente dentro de seus olhos castanhos:

— Confie em mim, eu vou voltar. — ela sorriu.

Ele respirou fundo e voltou a fitá-la. Lizzie bagunçou seus cabelos e tomou rumo à mansão. A cada passo que dava seu coração parecia pulsar mais rápido, seu sangue parecia esfriar e sua respiração ficava ofegante. A ruiva sabia muito bem o que isso significava, já sentiu essa sensação antes, na noite em que seu pai foi preso, a comida mal descia pela sua garganta. Algum acontecimento catastrófico estava prestes a acontecer.

Ao entrar esbarrou em Alex, que sorriu para ela:

— Eu estava procurando por você. O Thompson precisa de voluntários para ir buscar suprimentos para o inverno, eu gostaria que você fosse com ele, seria de grande ajuda.

Ela engoliu em seco e sorriu:

— Por mim tudo bem...

— Ótimo, eu vou avisá-lo.

*** *** *** *** ***

Horas se passaram, o sol já estava baixando, e consequentemente ficando mais frio. A ruiva estava no banco de trás do carro que Thompson dirigia, com Aika em seu colo. No passageiro havia um homem que lembrava bastante seu pai. O silêncio reinava ali.

A ruiva fitava a janela, gravando todo o trajeto mentalmente, para o caso de precisar voltar. Thompson fazia um caminho confuso, como se ele soubesse que ela estava prestando atenção, mas Lizzie sentia que já estivera ali, meses atrás, mas ela não se lembrava direito.

— Então, garota. — o homem no banco do passageiro começou. — Você é a Lizzie, certo?

— Exato. — ela o olhou pelo retrovisor da porta e depois voltou a fitar a janela.

— Eu sou o pai do Nathan, ele fala bastante de você.

— Fala é? Aposto que fica me criticando... — ela disse em tom de sarcasmo.

— As vezes. — o homem deu uma leve risada. — Obrigado por estar ensinando o meu filho a sobreviver. Prazer, me chamo Jay.

— Não é nada de mais... E é um prazer conhecê-lo também. — ela sorriu.

— Você e o Thompson se conhecem a muito tempo? — Jay perguntou.

— Desde que eu era criança. — ela disse.

— Eu trabalhava com o pai dela... — comentou Thompson, com naturalidade.

— Entendo... — disse Jay.

Passaram mais alguns minutos até que Thompson finalmente parou o carro. A garota não tinha reparado no local direito estava um pouco sonolenta. Ela desceu e esticou o corpo e só então reconheceu a casa de Steven no fim da rua e a carcaça de corpos humanos que ainda estavam ali. Seu coração quase parou, ela engoliu em seco e olhou para Thompson, que a fitava com sorriso discreto. "Mas que filho da puta..." ela disse consigo mesma.

Thompson tomou rumo para a casa laranja desbotada.

— Podemos passar a noite aqui, está escurecendo, e logo ficará mais frio. — disse Thompson.

Jay assentiu e o seguiu. Lizzie ficou parada, fitando a casa, até Aika chamar sua atenção, com um rosnado baixo. A garota seguiu e entrou na casa.

Para a sua surpresa, a casa parecia ter sido arrumada, não tinha mais as roupas amarrotadas jogadas pela sala, ela ainda olhou para a cozinha é percebeu que o sangue dos armários também tinha sido limpado, junto com os cacos de vidro no corredor. O mal estar voltou, e ela sabia que não era seguro continuar ali.

— Sempre que saio em expedições costumo ficar em casas como esta. — começou Thompson. — É mais seguro durante a noite. Vamos olhar os cômodos e procurar por alimentos que possamos estocar para o inverno.

Thompson mantinha o mesmo sorriso discreto, enquanto Jay seguia suas orientações. "O que ele está tramando...?" ela se perguntava.

— Acho que não faz muito sentido nós três procurarmos pela mesma coisa no mesmo lugar. — disse a ruiva. — Enquanto vocês estão aqui eu vou olhar as outras casas.

— Por mim tudo bem... — disse Thompson.

Sem pestanejar, Lizzie virou as costas e saiu. Respirou fundo ao sair da casa e tomou rumo para a casa de Steven, tentando manter a calma, ainda que seus passos estivessem um pouco mais rápidos do que de costume, ansiando por chegar logo. Mas o que estaria procurando? Nem mesmo ela sabia responder esta pergunta, mas sua intuição demandava isso.

Ela parou na frente da casa e conferiu sua retaguarda, certificando-se que nenhum dos dois homens estaria seguindo-a. Adentrou na casa e foi direto para o escritório, no fim do corredor escuro. Desta vez a casa estava mais clara e era possível ver melhor tudo no cômodo.

— O que devemos fazer agora? O que procurar? — a ruiva disse sozinha, ainda que Aika estivesse lá para ouvi-la, mesmo que não pudesse responder.

A collie caminhou pelo cômodo, dando duas voltas completas em torno do tapete e depois sentou sobre o mesmo, observando Lizzie. A garota olhou em volta e depois sentou-se na cadeira da escrivaninha, entrelaçando os dedos e colocando as mãos suavemente sobre a mesa. Por alguns segundos ela fechou os olhos e respirou fundo.

— O baú. — ela afastou a cadeira e pegou o baú, que ainda estava aberto, jogado no chão.

A garota ainda hesitou em abrí-lo novamente, mas quando o fez, despejou toda a papelada sobre a mesa e a espalhou, para que pudesse ver melhor tudo o que continha neles. Ela leu alguns e-mails e papéis de contas bancárias, mas não achou nada relevante, separou esses papéis e colocou-os de volta no baú. Esparamou os papéis restantes e separou os cartões postais dos outros.

Notou que em alguns papéis tinha a letra de seu pai, ainda que borrada e pouco difícil de entender. Ela os leu rapidamente, mas era como se faltasse mais cartas ou como se a carta estivesse codificada para que ninguém mais pudesse entender. A ruiva parou e ponderou por alguns instantes e lembrou-se de que em algumas vezes seu pai escrevia cartas de madrugada, das quais ele não deixava-a ler. Por mais sonolenta que estivesse ela ainda lembrava do modo de trocar as letras e ainda juntar o inglês com o francês, tudo para dificultar a leitura dos que não conheciam esse tipo de código. Ela parou e releu com mais calma.

— Eu descobri o que ele está... Planejando? Planejando para... Para... — ela parou e respirou fundo outra vez. — Para nos manter de boca fechada. Tenha cuidado, princi... Principalmente com sua família. Vou fazer o mesmo, mantendo a Lizzie fora disso e desinformada. Davis... David vira atrás de nós primeiro, estamos mais próximos.

Leu mais alguns papéis e depois jogou tudo no chão, apoiou as mãos na cabeça e fechou os olhos. "Tem itens faltando..." ela disse para si mesma e levantou a cabeça. Desceu para o chão e empurrou o tapete, revelando outra vez o piso falso. Ela retirou tudo e descobriu um outro nível abaixo, outro pedaço de piso falso, tirou-o com cuidado e encontrou um envelope. Puxou-o devagar e o abrir, despejando todo o seu conteúdo sobre a mesa.

Encontrou mais algumas cartas e algumas fotos, nas quais tinha Thompson cometendo seus abomináveis crimes, que já não eram surpresa para a ruiva, mas ainda lhe causou um mal estar. Ela pegou as fotos e cartas e guardou-as na mochila, depois tomou rumo à saída, voltando para a casa laranja.

Adentrou na casa e viu Thompson tentando ascender uma fogueira na lareira, ao vê-la, sorriu:

— Teve sorte? — ele indagou.

— Não...

— Não faz mal, ascenda uma fogueira que eu vou ver se o Jay precisa de ajuda.

Thompson tomou rumo às escadas e a ruiva ajoelhou-se na frente da lareira para ascender alguma chama. Demorou um pouco, mas conseguiu. Ela colocou a mochila em um canto e sentou-se com Aika perto do fogo. O céu lá fora já havia escurecido e o vento gelado de início de inverno invadia a casa. Ouviu-se um estrondo no andar superior, intrigada, ela subiu com a collie.

O silêncio era tudo que podia se ouvir. O corredor estava vazio e escuro, as madeiras rangiam sob seus pés a cada passo que dava, e um vento gelado e úmido vinha de um dos quartos. Por um instante ela parou na metade do corredor e olhou em volta, Aika farejou o chão e depois o ar e seguiu lentamente para um dos quartos, a ruiva a seguiu.

Jay estava no quarto, amarrado na parede, cabisbaixo. Sua jaqueta e camiseta estavam jogadas num canto perto da janela, que estava aberta, enquanto o resto de suas roupas estava rasgada, o homem tinha cortes por todo o corpo e seu sangue pingava no chão. O curioso daquele cômodo era que não havia móveis, apenas as cordas que o prendiam na parede e uma mesa, do outro lado da sala, na frente de outra janela aberta.

Lizzie se aproximou lentamente e parou no centro da sala, fitando o homem, ainda que sua mente estivesse vazia.

— Suponho que você gostaria de saber o que acontece com as pessoas que saem em expedições comigo. — a voz de Thompson quebrou o silêncio.

Ela virou rapidamente e viu o homem segurando a collie, com uma faca em seu pescoço. Seu coração começou a pulsar mais forte e seu sangue ficou frio. A garota passou a fitá-lo com mais preocupação do que ódio.

— Isso você já vai descobrir. — ele sorriu. — Mas antes, tenho um assunto mais interessante, querida Lizzie, algo que vai abrir o seu apetite.

— O que é? — ela disse em tom firme.

— Aposto que você gostaria de saber o porquê de eu ter matado Steven e tentado matar o seu pai...

— Eu sei de tudo, David Thompson... — ela sorriu, disfarçando seu nervosismo. — Meu pai descobriu os seus negócios sujos, estupro de incapaz, tortura, entre outras coisas... Você precisava do dinheiro que ele conseguia facilmente para continuar com isso, mas com um leve deslize meu pai sacou tudo.

David ficou sério e passou a fitá-la de uma forma estranha.

— Ele não lhe pagou a quantia combinada e você ficou puto da vida. É claro que eu também ficaria... Mas não foi só isso, ele e Steven estavam combinando de te entregar para a polícia, mas eles não podiam, eram procurados, então estavam bolando um esquema para que isso fosse feito sem prejudicar os dois. E eles conseguiriam, se meu pai não tivesse sido preso e você não tivesse assassinado o Steven.

David assentiu com a cabeça positivamente, em olhar de aprovação.

— Você é claramente a filha do Oliver... — ele voltou a sorrir, mas do mesmo jeito estranho que a fitava. — Uma garota tão inteligente... Uma pena não ter descoberto tudo sozinha... É divertido jogar com você, o Nick não tem tanta facilidade para desvendar esses mistérios.

— O mais inteligente agora seria me matar, não? — ela sugeriu, na esperança de que pudesse obter alguma chance de matá-lo, ou pelo menos recuperar Aika.

— Não... Seria bem tedioso... O que eu faria depois? Ia atrás do Nick? Não. Fique tranquila, com o tempo vocês dois morrerão, mas não hoje. Além disso, falta algumas coisas pra vocês descobrirem. — David sorriu do mesmo jeito que a ruiva sorria ao perder a sanidade. — Suponho que esteja com fome... Veja ali o seu jantar te esperando...

David fez um sinal com a cabeça na direção de Jay. Lizzie virou lentamente para Jay, que já estava com a cabeça levantada, ouvindo tudo. Seus olhos pediam por misericórdia.

— O que é mais importante pra você, Ruivinha, a collie ou um homem que você conheceu hoje?

— David... Por favor... Não faça isso... — Jay lhe implorava.

Lizzie parou ao lado dele e voltou a olhar para David, que ainda mantinha Aika em seus braços, segurando a faca firmemente.

— O motivo de ninguém voltar, Lizzie, é porque eles geralmente servem de alimento para meu grupo, inclusive eu... Aposto que nunca provou carne humana, é muito boa... — seu sorriso ficou mais largo e seus olhos brilharam. — Agora é a sua vez. Coma.

A ruiva olhou para Jay, que demonstrava desespero no olhar, moveu-se lentamente para mais perto do homem e pôs uma das mãos em seu braço, que estavam estendidos e rentes à parede.

— Por favor Lizzie, não faça isso... — o homem implorava.

— Coma Lizzie! Ou você prefere ver sua cachorrinha morrer? — David a pressionou.

O coração da garota pulsava tão rápido e tão forte que seu peito doía, sua respiração estava ofegante e seu corpo todo tremia. Ela olhou para Jay e depois para David.

— Coma!! — a expressão do homem de olhos divergentes mudou, e ele passou a pressionar Aika mais forte, fazendo-a ganir de dor.

— Desculpa Jay... — ela disse para o homem, enquanto lágrimas corriam pelo seu rosto.

Lizzie se aproximou do braço de Jay, fechou os olhos e lhe deu uma forte mordida, suficiente para arrancar um pedaço de sua carne, o homem gritava e se debatia, enquanto o sangue escorria pelo seu braço e da boca da garota, manchando o chão. A garota ainda ficou com o pedaço em sua boca, sentindo o sangue inundar sua língua, sempre que tentava engolir sentia uma forte contração em seus órgãos e o vômito chegando em sua garganta. Precisou de um tempo para conseguir engolir.

David ainda forçou-a a comer mais alguns pedaços, até que parte dos ossos de Jay estivessem expostos, depois trancou a porta atrás de si e jogou a collie no chão, com violência. Lizzie se afastou do homem, quase inconsciente, ao perceber que David se aproximava, depois correu até Aika e a tomou nos braços.

— Senta aí garota. — David disse, enquanto pegava algumas ferramentas da mesa e ia até Jay.

Ela foi até um dos antos, mais afastado do David possível e se encolheu, ainda com a collie nos braços, abraçando-a forte.

— Vamos Jay, não durma, a noite será longa... — Thompson disse enquanto passava a lâmina de um fação em seu rosto.

"Vai ficar tudo bem, já vai passar..." ela repetia mentalmente, enquanto mantinha seus olhos fechados e tentava não se concentrar nos gritos de dor e agonia de Jay.

*** *** *** *** *** ***

Horas se passaram. Lizzie estava trancada no quarto, junto com o corpo totalmente mutilado de Jay. O sangue já havia parado de escorrer à um bom tempo e o chão estava tingido de vermelho, quase alcançando o canto onde ela permaneceu sentada a horas, sem reação. As lágrimas já haviam secado em seu rosto, deixando riscos grossos e brilhantes sob seus olhos esmeralda.

Aika lambeu seu rosto, trazendo-a de volta a realidade. Lizzie roçou seu queixo na cabeça da collie e depois levantou, colocando-a suavemente no chão. Ignorando os restos humanos de Jay espalhados pelo chão, ela foi até a janela e notou que a lua cheia começava a cair para o Oeste, indicando que o sol iria nascer em algumas horas, depois olhou para baixo e percebeu que algumas trepadeiras subiam pela parede da casa, mas ainda não alcançavam a janela.

Lizzie voltou para o canto e fechou Aika dentro de sua jaqueta, depois voltou para a janela e pendurou-se do lado de fora, apoiando-se em alguns buracos quase imperceptíveis na parede, na qual ela enfiou a ponta do tênis e conseguiu descer até as trepadeiras, e escalou-as até o chão. beirando a casa, ela conseguiu chegar até a sala, onde David estava dormindo. Ligeiramente, pegou sua mochila e saiu, correndo silenciosamente na direção da mata.

Ao se distanciar de onde o homem estava, ela deixou Aika sair de dentro de sua jaqueta, apoiou-se em uma árvore e parou para tomar fôlego. Seu estômago doía e ela já se sentia mal. A ruiva enfiou dois dedos na garganta e conseguiu vomitar todos os pedaços humanos de Jay. Andou mais um pouco e parou para descansar, sentada nas raízes de uma enorme árvore. A mata estava escura e emaranhada por uma densa névoa, o que dificultava a caminhada.

Aika rosnou baixo e bufou em seguida.

— Eu sei garota, ainda vou abrir o abdômen dele... Só precisamos chegar até Nova Washington... Vou fazê-lo provar do próprio veneno...

Ela se levantou outra vez e se pôs a andar. Demorou alguns minutos até conseguiu chegar ao lago, ela sorriu e suspirou de alívio, estava no caminho certo. Correu pela planície e adentrou na mata outra vez correndo por entre as árvores.

O som próximo de motor de carro ecoou pelo pedaço de floreta e uma luz forte de farol voltou-se em sua direção. Ela parou por uns instantes, na esperança de conseguir ver o carro, mas logo percebeu que seria inútil.

— Droga! Vem Aika! — ela chamou a collie e se pôs a correr o mais rápido possível.

Logo podia-se ouvir o farfalhar das folhas secas no chão, alguém estava próximo e seguindo-a, mas ela não conseguia ver muita coisa, o que aumentou o seu desespero. Subitamente, algo a atingiu próximo do pescoço e ela caiu para trás, agonizando de dor, por causa do forte impacto.

Um sorriso macabro cintilou para ela, junto com uma risada maléfica que vinha dele.

— Aonde você pensa que vai, Lizzie? — a voz de David ecoou atrás dela.

Notas finais
- Por que tu faz isso cumigu, May? ;-; Qq eu fiz pra ti? -Lizzie Nada kirida, mas você tem que sofrer um pouquinho mais, é o que tá no roteiro -q Digam-me, o que vocês acharam? e.e Se quiserem me sugerir maneiras de matar o David Thompson, to aceitando desde já ;3 E Please, não queiram me matar (ainda) xD Vejamos o que tá no script... Alguém morre no próximo capítulo e o Nick vai sofrer um pouquinho e.e Muahahah -q ~le abraça Aika: Desculpa meu amor, você sabe que eu te amo T^T Vai ter volta, não se preocupe... Meus Kiridus, Feliz Páscoa pra todos vocês, manerem no chocolate, não queremos ficar com diabetes, e se possível, dividam comigo ;-; só ganhei uma caixa de bombons e.e ~May