Apocalipse

11 Corte do Fogo


Notas iniciais
Hey yaa!! Leitores, Leitoras, Capítulo de sexta... Não pera, passou da meia noite .-. Bom galera, eu ia postar antes, mas eu passei o dia todo fora, cheguei de noite, comecei a escrever, mas perdi toda a concentração e vontade de escrever... Agradeçam à Foxy Juh, que ficou me chamando no whatsapp e me desconcentrado... Podem xingar ela nos comentários à vontade. Sobre o capitulo que eu falei que ia postar, eu vou postar nessa madrugada, só vou jantar e já escrevo... Já Adianto as desculpas, estou escrevendo no celular outra vez, mas quando eu for escrever o próximo cap eu vou pegar o not da minha mae emprestado e já corrijo eles... — Boa Leitura! ~May

Depois de uma longa conversa com Alex, Nick finalmente saiu da Casa Branca, com Ellie. Os dois começaram a andar pela cidade, à medida que o dia avançava, mais pessoas apareciam nas ruas e alguns pequenos comércios se abriam.

— É verdade? — Ellie, que quase nunca falava, decidiu começar uma conversa.

— Hum...? O que? — Nick indagou.

— Que a Lizzie é má?
Nick parou e agachou em sua frente, para que ficassem da mesma altura, ele olhou em seus olhos.

— Não é verdade, e você sabe disso. Não acredite em tudo o que dizer por aqui. — ele passou a mão em seus cabelos e levantou.

Ellie assentiu com a cabeça.

— Tem um lugar aqui que eu acho que você vai gostar... — Nick disse.

A garotinha o olha confusa. Nick agachou outra vez e fez um sinal para que ela subisse em seus ombros. Ela o fez. O garoto começou a andar. Passaram por um gramado florido até chegar em um parquinho, Ellie desceu animada e correu para um balanço.

Logo mais pessoas começam a aparecer, mais crianças começam a chegar.

— Que sorte, hein? — disse um homem, sentando ao lado de Nick e dando um soco de leve em seu braço.

— Vincent! — ele exclamou e os doía trocaram um cumprimento com as maos.

— Quanto tempo! Brian disse a todos que você tinha morrido.

— É... Me falaram... Aquele maldito! — era possível sentir o ódio na voz do rapaz.

— Mas isso é passado... — o homem olhou para o céu e depois abaixou o olhar para um garoto que brincava em um balanço, próximo de Ellie. — Como conseguiu voltar, inteiro?

— Eu tive ajuda... Uma garota canadense me deu uma GRANDE ajuda, sem ela, eu não estaria aqui hoje, devo minha vida à ela. Você é canadense também, não?

— Sim, eu sou... Inclusive, eu também recebi ajuda de uma garota, mas eu tenho certeza de que nunca mais voltarei a vê-la... E ela se arriscou para salvar a minha família... — ele abaixou o olhar e começou a encarar os pés.

Nick ficou olhando-o, depois olhou para o garoto no balanço, o filho de Vincent.

— Não se sinta mal por isso, aposto que ela sabe que você queria o bem dela...

Vincent riu. Nick levantou e chamou Ellie de volta.

— Foi bom te ver, amigo, nos encontramos depois,por ai. Ah, e você tem que conhecê-la, vai gostar dela.

Vincent acenou com a mão, com um sorriso nos lábios. Nick voltou a carregar Ellie sobre os ombros e começou a caminhar de volta para casa.

*** *** ***

No prédio, viu Josh e Thomas no apartamento 24, no qual Lizzie e os outros ficariam alojados. Entrou e conversou um pouco com a irmã. Alice ficou encantada com Ellie e passou a perguntar várias coisas e dizer outras mais à garota, Nick ficou entediado e foi para seu quarto.

Ao entrar, viu Aika deitada no chão, perto da cama, a parte branca de seu pelo estava mais clara e a parte preta estava mais reluzente. Certamente a ruiva lhe dera um banho. Mais acima, na cama, tudo o que se via era o longo cabelo cor de fogo da garota, que lhe cobria toda suas costas e ainda caia para o chão. Ela estava deitada de costas para a porta, estava com uma roupa diferente e parecia estar dormindo tranquilamente. Ele se aproximou sem fazer barulho e passou a mão nos cabelos de Lizzie, mas, subitamente, ela se vira e segura em sua mão, o rapaz se assusta e recua para trás.

— Não faca mais isso... — ela disse, com os olhos semi cerrados e a voz de sono.

— Desculpa, achei que estivesse dormindo...

— Eu estava. — ela virou-se de novo e encostou a cabeça no travesseiro.

— E acordou só porque mexi no seu cabelo? — ele pergunta espantado.

— Claro, quando se passa muito tempo sozinha, dormindo em árvores ou lugares que me deixem vulneráveis, você adquire a habilidade de acordar com o mínimo toque...

— OK... Se não se importa, vou tomar um banho...

Ele tirou algumas roupas de uma gaveta e adentrou no banheiro.

Lizzie virou de um lado para o outro na cama, mas seu sono já havia desaparecido com aquele pequeno susto. Ela virou-se para a porta e começou a acariciar os pelos de Aika, que estavam um pouco úmidos.

Logo Nick retorna, com a roupa trocada e os cabelos um pouco molhados.

— Não ia dormir? — ele perguntou.

— Perdi o sono...

Ela se levantou e esticou o corpo.

— Como seu cabelo é curto... — ele ironizou.

Os cabelos de Lizzie chegavam ao joelho. Ela riu e virou-se para ele.

— Caralho! Seus olhos são verdes! — ele disse impressionado.

— São, nunca percebeu? — ela respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

— Só percebi agora... — ele coçou a cabeça.

Ela riu. Seus olhos estavam brilhantes e cheios de vida, muito diferentes do qual ele havia se acostumado, com os olhos cansados, com uma sombra maligna, dando um ar melancólico e assustador.

— Então, o que fazemos? — ela perguntou.

— Quer conhecer a cidade?

— Pode ser...

Nick abriu a porta e deu passagem para a garota. O rapaz avisou a irmã que iria sair, mas Alice não deu muita atenção, pois estava ocupada com Ellie. Os dois saíram.

Do lado de fora, Lizzie pode perceber como era extensa as propriedades da cidade, ela mal podia enxergar as muralhas, tudo o que via era prédios com até cinco andares. A cidade não tinha ruas, apenas algumas pedras que faziam os caminhos ou estradas de terra, a maior parte era constituída de grama e com alguns canteiros de flores, cercados por pedras artesanais, e muitas árvores.

Eles seguiram por um caminho de pedra, em direção ao centro. Por onde passavam, viam crianças e animais correndo, pessoas conversando, alguns homens armados passando despreocupadamente pelo local.

— Bonito, não é? — disse Nick, notando a admiração de Lizzie.

— Bastante... Deve ter demorado um bocado pra reconstruir tudo...

— Só um ano... Mas exigiu muito esforço. Começamos pela Casa Branca, depois fomos expandindo o território com barragens não muito estáveis, até construirmos a muralha. E assim nasceu a Nova Washington! — ele levantou os braços, em sinal de alegria.

Os dois riram. Nick colocou as mãos no bolso e ficou olhando para o céu. Lizzie passou a mão em seu cabelo e ponderou um pouco.

— Tem algum lugar aqui onde eu possa cortar o cabelo? — ela perguntou.

— Tem sim, na verdade tem um salão aqui... Eu costumo cortar o cabelo lá. Tem um pet shop também, se você quiser aparar os pelos da Aika...

— O que você acha, Aika?

A coolie resmungou, abaixou e levantou as orelhas.

— Ela não quer... — Lizzie disse em tom de tédio, colocou as mãos nos bolsos de trás da calça e suspirou.

— Ok, então vamos lá.

Nick saiu correndo.

— Ei! -ela saiu correndo atrás dele, seguida por Aika.

Os dois correram para o centro da cidade, onde tinha a maior parte dos comércios. O rapaz parou em frente à uma construção pequena com vidros que ocupavam toda a parede e uma porta, também com vidros.

— Rapazinho!! — uma mulher morena surgiu do nada e abraçou-o apertado.

— Grace... — ele disse, quase sem ar. — Tá me esmagando!

Grace o soltou e passou a mão em seu rosto.

— Que saudade de você, menino, achei que nunca mais fosse te ver...

— Também estou feliz em te ver. — ele sorriu.

— Veio cortar o cabelo? Ta meio grandinho... — ela bagunçou seus cabelos negros.

— N-não! Eu não! — ele se soltou dos braços fortes da mulher. — Mas ela sim.

Grace olhou para Lizzie e arregalou os olhos, surpresa, começou a caminhar em sua direção.

— Meeeeeeeeeeu Deeeeeus! — a morena exclamou — Que cabelo lindo!! Majestosamente grande!! E olha só a cor dele! O cabelo mais lindo que já vi!
Lizzie começou a recuar para trás, um pouco assustada.

— Anm... Obrigada? — ela respondeu.

— Venha, vamos entrar, eu nem vou cobrar pelo corte! — Grace disse, andando rapidamente em direção à porta e abrindo-a

Nick pegou na mão de Lizzie, sorriu e começou a trazê-la para dentro.
Dentro, era como um salão de beleza simples, porém, não tinha os aparelhos elétricos. Grace guiou a ruiva até um dos lavatório e pediu para que ela se sentasse. O rapaz sentou-se em uma das cadeiras no canto e observava a mulher lavar o cabelo da garota, com calma e delicadeza.

Alguns minutos depois, quando Lizzie sentou na cadeira, em frente ao enorme espelho, Nick notou a presença de algas menininhas na janela, que observavam admiradas o cabelo da ruiva.

— Até aonde você quer cortar, querida? — Grace perguntou.

— Até um palmo abaixo dos ombros.

— Que tipo de corte você quer?

— Degradê em V.

A mulher amarrou o cabelo de Lizzie e cortou, de forma que ficasse uma enorme mecha. Nick observava Grace repicar o cabelo enquanto brincava com os pelos de Aika, esta que estava deitada em seu colo.

Passaram-se mais alguns minutos até que Grace finalmente terminasse, Lizzie ficou satisfeita com o resultado, ela agradeceu à Grace e os dois saíram. Começaram a caminhar novamente, em um caminho aleatório.

— Está linda... — Nick disse.

Lizzie não estava acostumada a ouvir elogios, inicialmente ficou espantada.

— Obrigada... — ela sorriu.

Os dois continuaram a andar em silêncio. — Nick! — Vincent o chamou.

Os dois se viraram e Nick começou conversar. Lizzie novamente saiu do ar, não por causa do cansaço, longe disso, ela olhou para Vincent e ficou encarando-o, ate que tivesse certeza de que ela o conhecia.

— Essa é a garota que eu falei... — Nick disse. — Lizzie, esse é-

— Vincent. — ela completou, sua voz soou indiferente.

— Lizzie... — o ex policial a abraçou. — Achei que estivesse morta...

Ela o empurrou.

— E eu quase morri! Você tem ideia do que eu passei? Eu fiquei vagando em Ottawa por três anos, por três anos eu tive a falsa esperança de que você iria voltar, mas você não voltou! Por três anos eu fiquei presa à Ottawa, porque eu tive medo de que se eu saísse você voltaria!! TRÊS ANOS!!

— Lizzie, me desculpa, eu voltei pra te buscar, eu juro, mas eu não te encontrei... E a Agnes, ela estava-

— FODA-SE!! VOCÊ ME ABANDONOU!! EU ACHEI QUE EU PODERIA CONFIAR EM VOCÊ, ACHEI QUE FINALMENTE PODERIA CONFIAR EM ALGUÉM, SE NÃO O MEU PAI!!

— Lizzie, eu...

— Eu não quero saber! — ela virou as costas e começou a andar.

— Espera! — ele a seguiu.

— E a propósito, — ela tirou uma arma da cintura e jogou aos pés de Vincent. — toma sua arma de volta.

Vincent pegou a arma do chão e ficou parado, olhando-a se distanciar. Nick seguiu-a.

— Lizzie, espera! — Nick disse.

A ruiva continuou andando, frustrada, queria se distanciar o máximo possível do ex policial. Porém, o rapaz conseguiu alcançá-lá e pará-la.

— O que aconteceu? — ele perguntou.

— Por que não pergunta pra ele, já que são próximos?

— Descontar em mim não vai mudar nada... — ele puxou-a para um banco e os dois sentaram. — Me conta o que aconteceu.

Ela cruzou os braços e começou a encarar a grama.

— Depois que eu matei o meu tio e fugi, eu encontrei o Vincent, ele me pediu ajuda e nós começamos a vagar pela cidade juntos. Passou uns dois meses, a Agnes, esposa dele, estava prestes a dar a luz. Só que nós fomos atacados por um grupo maior, acabou que fomos encurralados e bateram no carro em que nos estávamos, com um caminhão ou algo assim, era um veiculo bem grande... Eu consegui ajudar a Agnes a sair e sai do carro antes de sermos atingidos e ambos os carros explodirem... Ele disse pra gente se encontrar no D.P., só que eu tinha me ferido, entrou um pedaço de ferro na minha perna esquerda, eu não estava conseguindo andar direito... Demorei uns quatro dias, ou talvez mais, pra conseguir chegar lá... Mas ele não estava lá quando eu cheguei, e eu fiquei esperando ele por três anos.

— Nossa... Por isso que você não saiu da cidade?

— Sim... Eu poderia ter ido procurar meu pai em Quebec... Mas não fui, porquê eu fiquei alimentando a falsa esperança de que ele voltaria...

Ele abraçou-a.

— E é por isso que você queria voltar?

— Um dos motivos...

— Quais são os outros?

— Encontrar meu pai e também uma cura para essa doença, essa pandemia...

— A cura? — ele indagou.

— No tempo que eu fiquei vagando em Ottawa, eu achei um laboratório, tinha algumas anotações e coisas do tipo para fazer um antídoto com o efeito contrario para essa doença.

— Você acha que ainda está lá?

— Provavelmente... Eu achei aquele lugar por pura sorte.

— Mas você tem certeza de que é mesmo a cura?

Ela balançou a cabeça negativamente.

Notas finais
Então, o que vocês acham? A Lizzie volta ou não volta? O que será que aconteceu com o Vincent pra ele ser forçado a deixar a Lizzie para trás? e.e Vou fazer muito suspense não, to com fome, a cabeça naota funcionando direito... Vejo vocês de novo pela madrugada ;3 ~May [Pós Edição no Notebook] Credo gente .-. Fui conferir agora, tinha tanto erro aqui, que eu fiquei com vergonha ' -' Tirando o fato de uma parte no final virar uma bola de neve e ficar tudo junto e misturado, Meu Deus, vou até dormir depois dessa.