Apocalipse

1 I- A PROFECIA


Notas iniciais
Eu ia escrever mais no POV do Jake, mas bateu uma preguiça... x.x' Enfim, prometi a uma amiga postar hoje até as 15 =3 Espero que gostem, embora tenha ficado um pouco mal feito...

Existem duas cidade, com dois portais. Um deles, próximo a uma floresta. É um lugar bonito, natural, com cachoeiras, mas, fácil de se perder em meio a selva. O outro, próximo ao deserto, um deserto onde, se um humano se aventurar se perderá para sempre. Nestes dois lugares estão localizados os portais para o mundo humano. Um deles do mundo dos anjos, outro do mundo dos demônios. Nesses dois lugares, filhos híbridos de demônios e anjos estão sendo treinados, para sair no mundo e travar essa guerra fria entre a salvação e a perdição dos humanos.

Os humanos de nada sabem, claro. Se soubessem, haveria caos, panico e mais guerra. E eles seriam destruídos. Só que uma hora eles saberão. Provavelmente quando e se houver o apocalipse. Mas ambas as raças, anjos e demônios, já não ligam mais, tamanho o ódio que têm entre si. Apenas alguns deles, que acham o seu mundo entediante e preferem ficar aqui, no mundo humano, é que se importam, mas não o suficiente para fazer algo.

Mas, para sofrimento, ou alegria talvez, dos humanos uma profecia foi feita, a muito foi perdida, e difamada, dizem, embora agora fora encontrada. Uma profecia anunciada a muitos anos. Essa profecia conta a história de doi seres: Os escolhidos. Eias a profecia em qustão:

“O fim, e também inicio do mundo, só chegará quando os escolhidos se encontrarem. Nascidos no mesmo dia, mês e ano, são filhos esses de um anjo com um humano, e um demônio com um humano, pois só o que começou e o que será ferido e perdido, juntos, poderão terminar o que tanto os aflige. Um guerra ambos travarão, e ali o fim do mundo irá chegar para os que a guerra buscam. Tudo terminará quando o héroi for eleito. Ele dará fim a carnificina, sofrimento e solidão dos que travam essa guerra, e a vitória será alcançada. Mas nem de um lado, e nem de outro. Ambos perderão o que mais desejavam.”

Até hoje ninguém, nem mesmo os anjos mais próximos do criador, nem mesmo os demônios mais próximos do seu pai, conseguiram interpretar essa profecia. Apenas uma coisa está certa. Haverão dois escolhidos, um de cada lado da guerra, e o lado que quiser ser vencedor deve descobrir o seu Eleito e o treinar primeiro, torna-lo mias forte.

Anos se passaram, e nada. Várias vezes pensaram já ter conheçido tais escolhidos, mas, mesmo guerras sendo travadas, nada era tão grandioso quanto o esperado. Então a profecia começou a se perder. Pararam de acreditar nela, e os que acreditavam eram conheçidos como loucos esperançosos e tolos. Mas isso foi antes, antes de uma noite trovooza, onde em um mesmo hospital, duas crianças nasceram. Uma delas, ao nascer, causou grande alvoroço resultando na morte de um médico. A outra, filha de uma mãe enferma e com morte prevista no seu nascimento, fez a mesma ter uma cura milagrosa. Essas crianças estaam destinadas a grandes coisas, e isso se iniciou dia 23/08/1997.

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APRIL

Olhei no calendário: 22/08/2014. Dia da viajem escolas da Escola de Garotas e Garotos de Henrique Scheneider. Sim, o nome dessa escola é ridículo (principalmente o do fundador da escola), mas ela não é tão ruim o quanto parece. É uma escola comunitária, feita por um bilhonario que doou toda a sua grana antes de morrer para a escola. Ele era uma espécie de padre estranho, mas tem um filho (que por acaso é meu melhor amigo). Bem, indo ao que importa: todo ano, no dia 22/08/2014, todas as turmas do segundo grau vão a uma viajem. Cada ano tem um local a ir. Estou no primeiro ano, o que significa que vamos ao Saarah. Tudo bancado pela escola, claro, que continua ganhando dinheiro com doações de pai de alunos e pessoas que esperam superar a fama de bom samaritano de Scheneider. Babacas.

Enquanto tomava café com minha colega de quarto, Amanda Khelgs, 2° ano, ela me contava que a viajem era bem divertida, mas, que todo ano um aluno se perdia lá. A escola só não levava queixa pois os alunos e pais assinavam um termo de responsabilidade, garantindo que, se o aluno se perdesse por sua própria causa, e não fosse encontrado após um período de 3 dias, não seria responsabilidade da escola. E incrivelmente, todo alno que se perdia em viagens parecia renegados pelos pais, que não moviam uma palha contra a escola.

-Olha, Ap, alunos se perdendo não é tãããão comum assim. Normalmente são os nerds esquisitos e curiosos que nem os pais querem – ela disse, dando de ombros e comendo seu croassaint habitual. – E mais, você vai ter mais tempo com aquele seu “amiguinho”. Qual o nome dele mesmo? Jason? Justin?

-Jake – eu a interrompi. – E se você não se lembra, eu tenho namorado, que por acaso não é ele.

-Ah, querida. Todos sabemos que você só está com o Austen por dó de terminar com ele. Seu namoro com ele já acabou a temp.... – Não a deixei terminar, jogando um pedaço de pão certeiramente em sua boca. Ela ficou surpresa por um segundo, depois comeu o pão como se nada tivesse acontecido. Não a intendam mal, Amanda era uma boa garota, mas tinha uns probleminhas com comida e peso. Ela deveria pesar uns 80 quilos, e media uns 1,50.

Mostrei o dedo pra ela, e então ouvi uma batida na porta, e o meu nome sendo chamado em seguida por uma voz que fez meu coração acelerar.

-Já vou, Jake – eu gritei de volta, mal-humorada. Eu odiava que me apressassem.

-Garotas... – ouvi ele murmurar sarcasticamente do outro lado da porta. – Olha, vamos nos atrasar. Seja o que for, aposto que sua maquiagem, cabelo e sapatos estão ótimos.

Essa foi a gota d’água. Ok, eu era sim uma garota e me importava com a minha aparência, mas Jake sabia que eu odiava essas garotas patricinhas que faziam escândalo por tudo, principalmente essas coisas femininas. Abria a porta e dei um tapa em seu ombro com força.

-AI – ele gritou. – Tá ficando louca?

-Vamos ou não? – eu desconversei. – Se me lembro bem, o ônibus sai daqui a... – olhei no relógio.- 3 minutos... – minha voz minguou e meus olhos se arregalaram. A caminhada até o estacionamento era de no minimo 10 minutos, e o ônibus nunca esperava muito tempo. Eu encarei Jake, ele me encarou de volta e sorrimos. Amávamos desafio e competições. Pegamos nossas malas no colo, dei um tchau apressado a Amanda que me olhava com um olhar de cumplicidade, revirei os olhos e desatei-me a correr. Jake, claro, não havia esperado. Cavalheirismo não era mesmo o seu forte...

JAKE

-Eu vou te alcançar, Scheneider – eu ouvia April gritar ao longe e rindo. Ela estava bem longe de me alcançar, mesmo assim dei tudo de mim. Essa garota era boa de corrida. Pulei uma mesa em um pulo só, coisa que nenhum garoto conseguia fazer, e eu só fazia na frente da April. Sua velocidade inumana era tão estranha quanto a minha força desigual, e isso foi um dos fatores que nos fez confiar tanto um no outro. Provavelmente se alguém nos descobrisse, seriamos mandados para a NASA ou algo assim.

Chegamos ao ônibus na hora da checagem, desacelerando antes de chegar lá. April havia me ultrapassado, como sempre. Batemos nossas mão e ela murmurou “2 minutos e 40”, então sorrimos. Eramos desumanos, mas isso era divertido. Então vimos Austen olhando para mim como quem queria me matar. April me olhou como quem pede desculpas e foi até seu namorado. Eu nunca entendi o que ela viu nele, aquele idiota. Não que eu estivesse com ciumes, é só que... Ela merecia mais que ele. Não que eu goste dela, ela merece mais que eu também.

Não consegui olhar os dois se beijando por mais tempo, fui para o ônibus o mais rápido possível. Os ônibus eram organizados por nomes em ordem alfabética, então fique com pessoas com nome de K a L. Nada de Austin... Nada de April.

Notas finais
É isso '-'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.